Juvi lança axé punk “tá na hora de terminar”

Ela já dominou o seu feed com os rankings mais aleatórios e divertidos da internet, mas agora Juvi quer dominar a sua playlist. A criadora de conteúdo, cantora e multi-instrumentista lançou pela gravadora Deck o single tá na hora de terminar. Se você espera apenas humor, vai encontrar também uma crítica afiada (e necessária) às relações que já expiraram, mas continuam vivas por pura obrigação social. Crítica por trás do ritmo Inspirada naquelas relações que todo mundo vê que já acabaram, menos o casal, a faixa é uma indireta direta para a monogamia sustentada pelo “tem que ser assim”. “Às vezes, as pessoas estão juntas e não se gostam, ou até se odeiam. Claramente todo mundo ganha se isso terminar”, dispara Juvi com a sinceridade que a tornou uma das personalidades mais queridas da web. Sonoridade “axé punk” Musicalmente, Juvi não se prende a rótulos óbvios. A faixa aposta em uma mistura festiva que ela define como “axé punk”: tem a leveza e a dança da cumbia e dos ritmos latinos, mas com guitarras marcantes, sintetizadores e uma atitude sarcástica que flerta com o rock alternativo. Demonstrando sua versatilidade, a artista assina a produção completa da faixa — dos beats à mixagem, passando por baixo e guitarra. Videoclipe disponível Para acompanhar o lançamento, a faixa ganhou um videoclipe que traduz visualmente essa estética caótica e divertida, já disponível no canal oficial da artista.

Entrevista | Sub Urban – “Sempre odiei pensar que sou famoso por causa de uma música viral”

As angústias de adolescentes e jovens sempre rendem grandes álbuns. Produções que marcam época e embalam gerações. Recentemente, Billie Eilish virou um fenômeno instantâneo com o single Bad Guy. Mas ela não está sozinha nessa onda. Sub Urban, nome artístico de Daniel Virgil Maisonneuve, é o próximo da fila para estourar. Aposta forte da Warner Music, o norte-americano de Nova Jersey acumula meio bilhão de streams. Agora, aos 20 anos, ele acaba de lançar o primeiro EP, Thrill Seeker,  com sete faixas autorais. Nos holofotes Antes da chegada de Thrill Seeker foi o hit Cradles que o colocou em evidência. A canção se popularizou na rede social Tik Tok. “Acho que foi um passo vital para que eu tivesse uma música viral. Tem outras formas de fazer uma música viral, mas atualmente não tem outro aplicativo capaz de estourar uma música como o Tik Tok“. “Eu sempre odiei pensar que sou famoso por causa de uma música viral. Eu nem me considero famoso, acho que sou conhecido no máximo. Eu tento me afastar dessa fama de ter uma música viral, mas eu sempre vou reconhecer que foi meu começo”, comenta o artista, que concedeu entrevista por telefone. A criação de Thrill Seeker Thrill Seeker é uma forma de mostrar que Sub Urban não ficará parado no tempo com Cradles. Afinal, quem quer ficar marcado por one hit wonder? “O EP conta uma história de uma imperfeição adolescente por parte do perfeccionista. Escrevi e produzi as músicas do Thrill Seeker dos 16 aos 18 anos. Cada uma das faixas me leva a um espaço diferente, cultivado pela minha juventude: turbulência e pura angústia contrastadas pela autoconsciência teatral e pela dissociação do mundo”. Justamente por ter composto as canções entre os 16 e 18 anos, Sub Urban afirma que o processo de gravação foi engraçado. “Eu queria que as músicas fossem singles, nunca tinha pensado em lançar todas em um EP até que a gravadora disse que seria uma boa. Acabei tendo que me apressar para terminar as gravações até o começo do ano, e foi bem estressante, porque foi muito rápido e eu não imaginava que todas as músicas sairiam amarradas juntas”. “Eu procrastinei muito nos dois meses que tive, mas no geral foi um alívio publicar músicas além de Cradles para que não me conheçam só por uma música. Já ouvi comentários de que eu era um menino de um hit, e eu achei muito desnecessário, porque eu sabia quantas músicas eu ainda tinha para lançar. E as ideias continuam vindo e ainda melhores”.  Novos projetos de Sub Urban O EP é apenas a primeira parte dos projetos ambiciosos de Sub Urban. Ele garante que um álbum cheio também está nos planos. “Já começamos muitas músicas. Acho que é questão de tempo para que a gente termine tudo”. O artista tenta fugir dos rótulos. Não quer ver sua imagem associada apenas a um gênero musical. “É Sub Urban (risos). Já ouvi muitos termos para definir meu som, como horror pop, mas esse só define Cradles e Freak. O resto é mais voltado para o alternative pop, mas não acho que cabe um único termo”, justifica. E não duvide sem Sub Urban transitar em outras áreas também. A formação dele é bem eclética. Podemos esperar tudo no futuro. “Com 13, 14 anos, eu escrevia música clássica, jazz, e outras melodias no meu piano. Depois, comecei a usar meu computador para fazer música e fiquei muito inspirado pela música eletrônica”. Thrill Seeker já está disponível em todas as plataformas de streaming. *Colaboraram nesse texto Lucas Krempel e Caíque Stiva