Pussy Riot traz protestos à tona na faixa Riot
A banda Pussy Riot compartilhou a canção Riot nesta sexta-feira (3). A faixa é inspirada nos protestos Black Lives Matter nos Estados Unidos e na recente prisão de Peter Verzilov, integrante do grupo. Em síntese, Verzilov foi autuado na Rússia por seu suposto envolvimento na organização de protestos, além de ser condenado a duas semanas de cárcere por xingar policiais. Anteriormente, o conjunto se juntou com os artistas argentinos Dillom, Parcas e Muerejoven na criação da faixa 1312, lançada no fim de maio.
Pussy Riot mostra indignação com atitudes policiais no single 1312
Fortemente inspirada nos protestos em todo os Estados Unidos pela morte de George Floyd, o Pussy Riot divulgou a canção 1312, que fala diretamente sobre a brutalidade policial. Ademais, o single ainda conta com a colaboração dos artistas argentinos Parcas, Dillom e Muerejoven. Assim como outras composições do grupo, a canção é bem pesada e agressiva. A música foi lançada junto de um videoclipe dirigido por Vladimir Storm. A animação mostra carros de polícia em uma cidade completamente tomada pelo caos.
Pussy Riot chega ao Brasil com cartaz contra Bolsonaro
A Pussy Riot chega ao Brasil para show único em São Paulo com um cartaz de divulgação bem peculiar. Como já é de costume, a acidez do grupo ataca o governo direitista vigente, mas desta vez a mensagem é ainda mais clara. Na imagem, as integrantes do grupo aparecem coloridas e animadas no topo da cabeça do presidente Jair Bolsonaro. Mas a ilustração do presidente é cinza, criada com lixo, esgoto, poluição e armas. Acompanhando o cartaz, a legenda diz o seguinte: Nós estamos no Brasil!Sobre esta cabeça cheia de restos as Pussy Riots cantam e dançam.Nós somos Pussy Riots.Juntos façamos aqui nossa revolta sobre esta cabeça monumento-destruição. Num monumento cadafalso na Praça Vermelha em Moscou, elas cantaram e dançaram pela primeira vez para o mundo inteiro.Somos agora Pussy Riots espalhados por todo o planeta, e aqui no Brasil vamos cantar, dançar e nos revoltar como se estivéssemos sobre esta cabeça-busto-desgoverno-monumento-vazia de ideias, e façamos dela detritos! Pussy Riot, em declaração oficial pelas redes sociais A apresentação da banda acontece no Festival Verão Sem Censura, que acontece no Cento Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro, 1000, às 20 horas. O grupo terá espaço para debate com o público, acendendo ideias sobre seu ativismo político que conquistou o mundo. A discussão acontece no mesmo espaço, nesta quarta-feira (29), após exibição do documentário Act and Punishment, de Yevgeni Mitta. Além da Pussy Riot, o dia 30 também recebe ao palco a cantora Linn da Quebrada, que também marcará presença no Festival GRLS!. Entretanto, a cantora não foi confirmada no debate. A Pussy Riot esteve presente no Brasil recentemente como atração principal do Festival Garotas à Frente, também em São Paulo, em 2019. Na ocasião, a frontwoman Nadia Tolokonnikova já incendiava a plateia com cartazes de “Fora Bolsonaro”. O que é Verão Sem Censura O Festival Verão Sem Censura tem acontecido em vários pontos de São Paulo, desde 17 de janeiro, com atrações então censuradas e/ou criticadas pelo governo Bolsonaro. A abertura do evento contou com show de Arnaldo Antunes, que teve seu videoclipe barrado na televisão aberta. Outra apresentação em crítica foi do Baile da Gaiola, comandado pelo Dj Rennan da Penha. Exibições de filmes como Bruna Surfistinha também aconteceram, mas sem deixar de lado um debate à altura. Tanto a atriz Deborah Secco e Raquel Pacheco, a ex-prostituta que baseia o filme, participaram das discussões com o público. A participação no Festival é gratuita. A programação se encerra no Theatro Municipal, com apresentação da peça Roda Viva, do Teatro Oficina, no dia 31. O espetáculo, escrito por Chico Buarque, foi censurado durante a ditadura.