Beck lança álbum de raridades com covers de Caetano Veloso e Daniel Johnston

Talvez você se lembre dele cantando sobre um coração partido na trilha sonora do filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Agora, essa gravação e outras raridades da discografia de Beck estão reunidas em um só lugar. Nesta sexta-feira (30), o músico disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Everybody’s Gotta Learn Sometime. O projeto funciona como uma compilação de raridades, faixas lado B e covers que Beck executou ao longo dos anos, especialmente durante sua recente turnê orquestral. De Scott Pilgrim a Caetano Veloso entre as raridades de Beck O repertório é eclético e traz uma surpresa para os brasileiros: uma versão de Michelangelo Antonioni, canção de Caetano Veloso. O disco abre com a faixa-título (cover do The Korgis, de 2004) e segue com interpretações de clássicos de Elvis Presley (Can’t Help Falling in Love), John Lennon (Love) e The Flamingos (I Only Have Eyes for You). O universo indie e alternativo também marca presença com releituras de Hank Williams, Daniel Johnston (True Love Will Find You in the End) e a faixa Ramona, contribuição de Beck para a trilha do filme Scott Pilgrim contra o Mundo. Lançamento físico Enquanto a versão digital já pode ser ouvida, o formato físico chega às lojas em 13 de fevereiro. Aproveitando a proximidade com o Valentine’s Day (Dia dos Namorados nos EUA), o vinil será prensado na cor “vermelho opaco”.

Henry Rollins e Ian MacKaye unem forças para lançar raridades do The Adverts

Henry Rollins (Black Flag e Rollins Band) e Ian MacKaye (Minor Threat, Fugazi) finalmente colaboraram em um “grande projeto”. Mas calma: não é a banda nova que todos esperavam. Rollins confirmou que a parceria se trata de um trabalho de arqueologia musical. Os dois uniram forças para restaurar e lançar gravações inéditas da lendária banda punk londrina The Adverts. O achado na estante O projeto nasceu quando Gaye Advert, baixista da banda, encontrou uma fita esquecida em sua estante. Sem saber o conteúdo exato, ela enviou o material para Rollins, um fã declarado do grupo há décadas. Ao digitalizar o material, a surpresa: a fita continha versões inéditas e em perfeitas condições de We Who Wait e New Boys. As faixas foram produzidas originalmente em 20 de março de 1977 por Larry Wallis (Pink Fairies) no Pathway Studios, em Londres. Embora essas músicas tenham entrado no álbum de estreia Crossing The Red Sea With The Adverts (1978), essas versões específicas da fita nunca viram a luz do dia, até agora. A participação de Ian MacKaye no projeto de Henry Rollins Rollins assumiu a frente da produção executiva, cuidando da masterização e da arte, mas fez questão de envolver seu velho amigo no processo de aprovação de qualidade. “Pete (engenheiro de som) enviou as faixas transferidas para mim e para Ian MacKaye… Ian, Larry (da gravadora) e eu achamos que as faixas soaram excelentes”, relatou Rollins em seu site. Lançamento em vinil O single contendo as duas faixas raras já está disponível através da gravadora In The Red, em parceria com o selo do próprio Rollins, o 2.13.61. “Fanático! Finalmente, posso contar… Estamos extremamente animados com o lançamento de mais um álbum do Adverts. Confiram se puderem!”, celebrou Rollins.

The Bombers revira o baú e lança Achados e Perdidos Volume 2 com pérolas de 2007

Após celebrar três décadas de dedicação ao punk rock em 2025, a banda The Bombers decidiu começar o novo ciclo olhando para o passado, mas com a maturidade do presente. O grupo acaba de disponibilizar nas plataformas de streaming o EP Achados e Perdidos Volume 2, que completa um ciclo iniciado há quase 20 anos. O novo trabalho reúne quatro faixas que, até então, estavam guardadas nos arquivos da banda. Elas são sobras de estúdio das gravações do aclamado álbum Democracia Chinesa (2007) e complementam o primeiro volume de Achados e Perdidos, lançado em 2019. Arqueologia punk em Achados e Perdidos Volume 2 Para entender o lançamento, é preciso voltar a 2019. Naquele ano, o The Bombers lançou o primeiro volume desta coletânea de raridades, revelando cinco músicas que não entraram na tracklist final do disco de 2007. Porém, a “arqueologia” não estava completa. “Essas músicas são as que ficaram de fora do Achados & Perdidos, de 2019. Ficaram quatro de fora e agora resolvemos liberar elas no Volume 2”, explica o vocalista, Matheus Krempel. A decisão de lançar o material agora vem de um senso de justiça com a própria obra. Segundo o grupo, independentemente dos motivos que deixaram essas faixas na gaveta anteriormente, era fundamental que elas estivessem disponíveis para o público, fechando o quebra-cabeça daquela era. Maturidade e mudanças nas letras O lançamento de Achados e Perdidos Vol. 2 também traz uma reflexão interessante sobre o passar do tempo. Revisitar músicas compostas por jovens músicos no meio dos anos 2000 exigiu um olhar crítico dos integrantes atuais. Na época, a banda buscava ser um contraponto à “enxurrada de bandas com letras de amor” que dominava o cenário, apostando em temas diferentes. No entanto, ao ouvir o material hoje, o grupo reconhece a ingenuidade de algumas passagens. Essa autocrítica resultou em uma intervenção artística curiosa na faixa Sempre Assim. O grupo optou por alterar a gravação original. “As letras são bem mais ingênuas do que gostaríamos que fossem, mas isso retrata quem éramos naquela época”, pontua Krempel, reforçando a honestidade do lançamento. O que esperar de 2026? Se o início do ano é marcado por esse resgate histórico, o restante de 2026 promete celebrar a energia da banda no palco. Os planos para a temporada envolvem o lançamento do aguardado disco Ao Vivo de 30 Anos, cujo registro foi gravado em outubro do ano passado, em São Paulo. O projeto é ambicioso: além do álbum nas plataformas, haverá uma versão em vídeo e o lançamento em formato físico.

Boogarins: segunda volume da compilação Manchaca está entre nós

Em 2020, o Boogarins redirecionou a energia de shows e turnês para novos lançamentos. Em resumo, fez remixes, participações com outros artistas e dois álbuns, Manchaca: A Compilation of Boogarins memories, demos and outtakes from Austin,TX Vol. 1(OAR) e Levitation Sessions (Ao vivo). Agora, Benke Ferraz, Dinho Almeida, Raphael Vaz e Ynaiã Benthroldo anunciam o segundo e último volume da série de compilações Manchaca. Em síntese, uma espécie de ponto final nos lançamentos dessa fase da banda. Contudo, ao encerrar esse ciclo, abre infinitos caminhos onde o frescor de sua música pode ecoar ainda mais. Se em seu antecessor o grande mote por trás da seleção das faixas era elucidar as diversas gêneses e processos por trás dos últimos álbuns, o repertório de Manchaca Vol. 2 teve seu corpo construído com base em outra ideia: mostrar como a banda aperfeiçoou o ato de trazer o que era criado em sessões de improviso para dentro das músicas. Os registros majoritariamente se dividem entre as sessões de gravação do Lá vem a Morte (OAR, 2017) e Sombrou Dúvida (OAR, 2018). Também há espaço para sessões de pré-produção e ensaio para o Sombrou Dúvida, realizada em 2017 no estúdio Fábrica de Sonhos em São Paulo. Releituras Canções como Correndo em fúria e Meto o Loco, ambas criadas em improvisos feitos durante a gravação do curta Boogarins na Casa das Janelas Verdes (2017), quando gravadas de forma “definitiva” pela banda em Austin, TX, ganham asas e ares grandiosos, evoluindo naturalmente dentro de novos arranjos e texturas sonoras. Manchaca: A Compilation of Boogarins memories, demos and outtakes from Austin,TX Vol. 2 não é uma compilação de músicas não acabadas e não lançadas, mas sim um disco cheio de vida que ao trazer canções mais elaboradas ou “lapidadas” do que as do primeiro volume. Aliás, apresenta uma outra forma do seu íntimo criativo, da sua fonte, onde toda psicodelia e experimentalismo que permeiam os registros e apresentações do grupo se unem e crescem em forma de canções que evidenciam a grande quimera cultural que é a base da música popular brasileira. Transmissões no YouTube Com o apoio do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e o Governo do Estado de São Paulo, de 10 a 28 de abril a banda apresenta sessões de cura e libertação. Serão seis episódios lisérgicos, transmitidos no canal do YouTube da banda. Em resumo, eles misturam depoimentos de fiéis, improvisos inéditos e canções do repertório da banda em apresentações impactantes mergulhadas no ruído visual de Gabriel Rolim. Além das suas intervenções visuais, Rolim revirou seus arquivos e resgatou registros mágicos que aquecem nossos corações e nos dão força para imaginar que em breve vamos estar todos juntos ouvindo, vendo, vivendo e sendo música. Aliás, neste sábado (10), rolou a estreia da série, na qual a banda celebrou o lançamento do segundo volume. Cronograma de transmissões EPISÓDIO 1 – 10 de abril, 16h2 – 14 de abril, 21h3 – 17 de abril, 16h4 – 21 de abril, 21h5 – 24 de abril, 16h6 – 28 de abril, 21h

Bag of Trix, coletânea em quatro volumes do Roxette, é lançada

Bag of Trix – Music From The Roxette Vaults, uma coleção de quatro discos, com 46 músicas inéditas ou deletadas pelo Roxette chegou ao streaming. Em resumo, são demos, mixes alternativos, versões em espanhol, faixa bônus e outras coisas divertidas. Anteriormente, Bag of Trix fez estreia em todas as plataformas digitais no dia 30 de outubro, quando o primeiro volume saiu. Logo depois, chegaram os volumes dois e três. Aliás, o box completo foi lançado agora. “Marie e eu amamos estar em estúdio e gravar nossas músicas. Olhando para trás agora é enorme a quantidade de material que nós produzimos. No entanto, muito mais do que nós já lançamos. Mas, acho que fomos estimulados por todo o fantástico circo de Roxette que vivemos na época”, disse Per Gessle. “Muito do que era lançado “apenas” como material bônus em CDs, singles no Japão ou talvez nem fosse lançado, hoje é uma parte interessante do nosso catálogo. E é por isso que acho que a viagem de Bag Of Trix pode oferecer uma experiência de audição interessante, especialmente se você tem nos acompanhado durante os anos”, finaliza.

The Kills libera Little Bastards, coletânea de raridades

O The Kills compilou uma série extraordinária de lados B e raridades no álbum Little Bastards, lançado na última sexta-feira (11). Em resumo, as canções variam dos primeiros singles de 7″ da banda, entre 2002 a 2009. Contudo, todo o material foi remasterizado para ser lançado em LP duplo, CD e digital. O título do álbum é um comentário irônico sobre o destino negligente dessas gravações. Em muitos casos, elas nascem para preencher as faixas bônus em singles e CDs, mas elas esmaeceram junto com o formato de lançamento. Além disso, Little Bastard foi o apelido carinhoso que a dupla deu à bateria eletrônica que permitiu sua existência como uma banda de dois integrantes. “Era um Roland 880, que não é estritamente uma bateria eletrônica – é um sequenciador e gravador de oito pistas com sua própria bateria eletrônica embutida. Com ela gravamos todas as nossas batidas”.

Pacotão do King Gizzard & The Lizard Wizard com álbuns e clipe

O King Gizzard & The Lizard Wizard lançou dois novos álbuns, K.G. e Live In San Francisco ’16, nesta sexta-feira (20). Ademais, compartilharam o clipe de Intrasport, faixa mais recente de K.G. Também anunciaram detalhes do filme da gravação que acompanha o show Live In San Francisco ’16. Filmado por Misha Vladimirskiy, durante o show no The Independent, em São Francisco, no dia 26 de maio de 2016, o filme estará disponível por duas semanas aqui, ao custo de US$ 5. A banda também lançou recentemente Live In Asheville ’19 e Demos Vol.1 + Vol.2 via Bandcamp. Anteriormente, no começo do ano, divulgou um filme (e álbum) ao vivo da turnê Chunky Shrapnel. Em resumo, o filme é uma visão próxima e não convencional que captura o poder e estranheza da experiência Gizz ao vivo.

Entrevista | Tom Zé: “Não faço música com facilidade”

Em 1969, o cantor, compositor e arranjador baiano Tom Zé já despertava o interesse do Brasil todo com o seu jeito criativo e inovador. No ano anterior, além de vencer o 4o. Festival de Música Popular Brasileira com a canção São São Paulo Meu Amor, ele marcou presença no icônico álbum Tropicália ou Panis et Circencis, gravado por Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes, além dos poetas Capinam e Torquato Neto, e do maestro Rogério Duprat. Diante de tais acontecimentos, que incluiu ainda o lançamento do seu primeiro álbum solo, a trajetória de Tom Zé estava pavimentada. E foi entre 1969 e 1976 que o artista conseguiu mostrar que era um artista que havia chegado para ficar. Agora, mais de 50 anos depois, Tom Zé tem suas joias sonoras reunidas no álbum Raridades (Warner Music Brasil). Raridades reúne 14 canções dos catálogos dos selos Continental e RGE. Entre os destaques do repertório, estão raras versões alternativas de canções conhecidas de Tom Zé, como Senhor Cidadão e Augusta, Angélica e Consolação, além das músicas que ele gravou para a novela Xeque-Mate, da extinta TV Tupi. “Até pra mim esse disco foi uma verdadeira revelação. O Renato Vieira (jornalista responsável pela curadoria), por sorte, descobriu atos e fatos inumeráveis da minha vida”, comenta Tom Zé, que conversou com A Tribuna por telefone. Relíquias de Tom Zé Entre os achados, o baiano destaca Você Gosta, faixa que abre o álbum, uma parceria com o poeta e compositor gaúcho Hermes Aquino, um raro representante do tropicalismo gaúcho. “O Hermes Aquino fez muito sucesso com uma música chamada Nuvem Passageira, mas naquela época ele morava aqui (São Paulo) e passou um tempo tentando a vida por esses lados”, relembra Tom Zé, ao falar do hit que foi tema da novela O Casarão, da Rede Globo (1976). Outra preciosidade encontrada por Renato, segundo o baiano, foram os arranjos especiais do argentino Hector Lagna Fietta. “O Enrique Lebendiger, da RGE, trouxe o Lagna Fietta, que era um nome forte do bolero e tango. Quando vi esse arranjo fiquei admirado de como ele era bem feito, fácil de cantar. A introdução chamava o cantor a cantar. Eu não tinha hábito de ler arranjos, mas Jeitinho Dela tem isso”, justificou o artista ao falar da terceira faixa do álbum. Durante a nossa conversa, Tom Zé estava empolgado, disposto a fazer um faixa a faixa do disco, tamanha a felicidade com o repertório resgatado por Renato Vieira. Parou assim que o telefone tocou. “Esse telefone tá doido. Preciso até não ser demorado nas respostas porque gosto de contar histórias, mas acaba engavetando e atraso os outros compromissos”, comentou, aos risos. Para resumir o que faltou do álbum, Tom Zé voltou a elogiar a participação de Lagna Fietta. “Quase todos os arranjos foram dele. Ele era um craque de arranjador. Depois, o Lagna Fietta participou das últimas músicas de Vinicius com Toquinho. O Toquinho viu o que ele fez comigo e chamou”. Sem parar Mas enquanto celebra a redescoberta de seus tesouros, Tom Zé também segue ativo no seu processo de criação. Entre lives e conversas com os amigos, diz que segue acordando às 4h da manhã para escrever novas canções. “Sempre trabalhei muito dentro de casa porque não faço música com facilidade. É uma batalha muito grande”. No momento, Tom Zé afirma que tem se dedicado a compor mais faixas para o musical Língua Brasileira, de Felipe Hirsch. “Era um musical sobre meu disco da Tropicália, mas ele viu a música Língua Brasileira (do álbum Imprensa Cantada, de 2003) e disse que queria mudar. Agora estou dia e noite aproveitando a quarentena para fazer músicas que ele vai me passando de diversas possibilidades na peça”.

The Kills reúne raridades em Little Bastards, que chega em dezembro

O The Kills compilou uma série extraordinária de lados B e raridades no álbum Little Bastards, que será lançado em 11 de dezembro. As canções variam dos primeiros singles de 7 “da banda entre 2002 e 2009. Todo o material foi remasterizado para ser lançado em LP duplo, CD e digital. A compilação inclui uma demo nunca antes lançada de Raise Me, da era Midnight Boom (2008-2009). Alison Mosshart e Jamie Hince produziram e dirigiram um vídeo para essa música. O título do álbum é um comentário irônico sobre o destino negligente dessas gravações: em muitos casos nascidos no momento para preencher as faixas bônus em singles em CD, eles esmaeceram junto com o formato de lançamento exigido para sua criação. Além disso, Little Bastard foi o apelido carinhoso que o The Kills deu à bateria eletrônica que permitiu sua existência como uma banda de dois integrantes.