Regiane Cordeiro divulga seu 1º álbum solo, “Raiz do Mundo”

Após uma década de protagonismo na cena, a cantora e compositora Regiane Cordeiro lançou o seu aguardado primeiro álbum solo, batizado de Raiz do Mundo. Lançado estrategicamente no mês que celebra as mulheres, o trabalho já está disponível em todas as plataformas digitais e funciona como uma poderosa reafirmação da sua identidade como mulher preta, independente e guardiã de um legado ancestral. Legado mineiro e a viola caipira no reggae O título do álbum é uma homenagem direta às origens de Regiane, que cresceu no norte de Minas Gerais. A artista é parte da tradicional Família Cordeiro, uma linhagem composta por seu pai, irmãos e sobrinhos, todos cantores e multi-instrumentistas que mantêm viva a arte regional. Essa herança sanguínea e afetiva é a grande base estética do disco. Regiane inovou ao trazer elementos do cancioneiro popular mineiro para dentro do reggae convencional. “Trago por exemplo a viola caipira para esse disco. O cancioneiro popular mineiro adora essa raiz, e eu achei importante trazer. Convidei o Moreno Overá para somar o toque da viola aos arranjos do Luizinho Nascimento”, explica a cantora. Na belíssima faixa Chão Vermelho, Regiane reverencia seus antepassados e sela um encontro emocionante com a lendária Célia Sampaio (a dama do reggae maranhense), unindo a maturidade da sua história familiar à realeza do reggae brasileiro. African voice e o encontro de mulheres Tecnicamente, a obra destaca o estilo African-voice de Regiane. A artista fez questão de não polir excessivamente a gravação, mantendo a textura, o grão da voz e a emoção crua para preservar o caráter ritualístico da sua música. Além de sua força solo, o álbum promove um verdadeiro encontro histórico de potências femininas. Confira as participações de peso que compõem o disco: Faixa Participação Especial O que a música representa Vida Importa Marina Peralta Uma celebração da confiança mútua e da vida. A Gira Mis Ivy A união da potência do Dancehall brasileiro com a força ancestral. Era das Máquinas CAYARÌ A artista indígena traz cantos em sua língua nativa falando de cura e natureza. Mulheres Reais Elaine Alves Uma nova versão para honrar as mulheres que abriram os caminhos. O disco ainda conta com a assinatura magistral do produtor Wagner Bagão na versão Mulheres Reais Dub, feita sob medida para bater forte nas caixas de som dos bailes. Para Regiane, entender a própria origem é o que permite a expansão. Como ela mesma resume: “Voltar à raiz é uma forma de encontrar poder”.

Julies lança a reflexiva “Viver Não é de Graça”

Para embalar este fim de semana com uma energia solar e reflexiva, o cantor Julies, um dos grandes destaques do pop reggae nacional, liberou nas plataformas de streaming o seu novo single, Viver Não é de Graça. A faixa chega como uma brisa refrescante após um dia de calor intenso. Produzida pelo renomado trio Los Brasileros, a canção nasce de um lugar onde a vida pulsa sem pressa, convidando o ouvinte a aceitar os ciclos com o coração aberto, falando de amor e tempo sem nenhuma urgência. Encontro de pesos do reggae no single A música não foi construída sozinha. Julies assina a composição ao lado de Tales de Polli, DEKO e Tercio de Polli, parceiros de longa data que acompanham o artista desde o início de sua trajetória. Para se ter uma ideia do peso desse encontro, são nomes que já assinaram e estiveram presentes em sucessos gravados por gigantes da cena, como Maneva e Expressão Regueira. “Essa música foi uma delícia de fazer, porque tá muito dentro do que a gente ama compor. Quando a gente se junta, deixa de ser obrigação e vira um prazer real, uma celebração entre amigos que se entendem musicalmente”, conta Julies sobre o processo criativo. Aceitação e esperança é mensagem de Viver Não é de Graça, de Julies Longe de se apoiar na dor ou no drama, Viver Não é de Graça mergulha na ideia de que viver e amar exigem compreensão e mudanças inevitáveis. A inspiração vem daquele instante em que a euforia dá lugar ao silêncio. O próprio artista faz questão de ressaltar o tom da obra: “Ela não é uma música de sofrimento. É sobre entender o processo, aceitar que nem todo dia o céu vai brilhar, mas que a vida segue e encontra a gente de novo”. O refrão brinca com a ambiguidade. Pode soar como uma canção puramente romântica para alguns, mas carrega uma mensagem profunda sobre a caminhada individual de cada um. Versos como “viver não é de graça” e “dói, mas sei que passa” revelam um tom realista, mas profundamente esperançoso.

Núbia anuncia turnê pelo Brasil com estreia em São Paulo

A música maranhense e a força do reggae brasileiro estão prestes a tomar conta do país. Reconhecida como uma das maiores promessas do gênero na atualidade, a cantora Núbia acaba de anunciar a sua nova turnê nacional, viabilizada pelo prestigioso edital Natura Musical 2026. A circulação celebrará o aclamado álbum visual Sabores e passará por capitais de peso como Florianópolis, Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro. Mas o pontapé inicial dessa jornada já tem data e local marcados: será na próxima quinta-feira (5), na Casa Natura Musical, em São Paulo. Encontro de gerações no palco Para a grande noite de estreia na capital paulista, Núbia preparou um momento histórico. O show contará com a participação especialíssima de Célia Sampaio, reverenciada como a “Dama do Reggae”. Natural de São Luís (MA), Célia iniciou sua trajetória na década de 1980 com a icônica banda Guethos e se tornou uma das principais vozes da cultura maranhense. Essa união no palco reforça o compromisso de Núbia em aprofundar o diálogo entre identidade, ancestralidade e experimentação sonora, passando o bastão entre gerações. Sucesso de “Sabores”, álbum de Núbia A presença de Núbia como uma das artistas selecionadas pelo Natura Musical é a coroação de uma trajetória recente extremamente vitoriosa. O álbum visual Sabores, que serve de base para a turnê, é um absoluto sucesso de crítica e público. O trabalho já ultrapassou a marca de um milhão de execuções nas plataformas digitais.

Espetáculo “Rockers!” traz a lenda Leroy Wallace para show único em SP

No dia 15 de março (domingo), São Paulo recebe diretamente de Kingston o espetáculo Rockers!, uma celebração do lendário filme de 1978 e de sua trilha sonora que ajudou a moldar a história do reggae mundial. A apresentação, que será a única no Brasil, acontece no Cine Joia e é uma realização conjunta da Powerline Music & Books com a Fatiado Discos. A lenda de Leroy “Horsemouth” Wallace O grande mestre de cerimônias deste projeto é ninguém menos que Leroy “Horsemouth” Wallace, o icônico baterista que protagonizou o filme interpretando a si mesmo. Sua contribuição para a música é inestimável: ele foi peça fundamental na consolidação do ritmo “rockers”, uma levada de bateria que se tornou a espinha dorsal de inúmeras gravações de reggae na década de 70. Horsemouth foi baterista de estúdio do lendário Studio One (a “Motown da Jamaica”) e tocou com gigantes como Gregory Isaacs, Burning Spear, Dennis Brown e The Gladiators. Retrato cru da Jamaica em Rockers! Dirigido por Ted Bafaloukos, Rockers (1978) assumiu o formato de um “falso documentário” para expor o cotidiano dos músicos em Kingston. A obra transcendeu a tela ao registrar as tensões sociais, as redes de solidariedade e a força inabalável da cultura Rastafári, conquistando o status de cult absoluto por gerações. O que esperar do show No palco do Cine Joia, a proposta é transportar o público direto para a atmosfera sonora do filme. Horsemouth e sua banda vão intercalar longos momentos instrumentais de bateria e muito groove com interações diretas e vocais clássicos do roots reggae. Para deixar a noite ainda mais histórica, o evento contará com convidados ilustres da produção original, como Kiddus I e Lloyd Parks & Friends. A cena nacional também estará muito bem representada com Sistah Chilli, Sistah Mari e Fatiado Selectah. 🎫 Serviço: Fatiado Reggae apresenta Rockers! Ingressos: As vendas estão abertas e, por se tratar de data única, os ingressos devem esgotar rápido.

Grammy 2026: os destaques do rock, blues e reggae

O Grammy 2026, que acontece neste domingo (1), tem nas categorias de rock um destaque maior para Linkin Park, Deftones e Turnstile. O Linkin Park chega com força total na era Emily Armstrong, disputando Melhor Álbum de Rock com From Zero e Performance de Rock com The Emptiness Machine. Eles enfrentam o Deftones (Private Music) e os queridinhos do novo hardcore melódico, Turnstile, que aparecem em quase todas as frentes do gênero. No campo Alternativo, o duelo de titãs fica entre The Cure (com o aclamado Songs of a Lost World) e Bon Iver. Já no Reggae, a cena jamaicana está bem representada por nomes como Vybz Kartel e Lila Iké, mantendo a tradição de produções que misturam o roots com a modernidade do dancehall. Confira a lista completa de indicados aqui. É possível assistir à cerimônia pelo canal de TV por assinatura TNT ou pelo serviço de streaming HBO Max. Indicados Melhor Performance de Rock Melhor Desempenho em Metal Melhor Música de Rock Melhor Álbum de Rock Melhor Performance de Música Alternativa Melhor Álbum de Música Alternativa Melhor Álbum de Blues Tradicional Melhor Álbum de Blues Contemporâneo Melhor Album de Rock Latino ou Alternativo Melhor Álbum de Reggae Onde assistir o Grammy 2026 A transmissão acontece neste domingo, 1º de fevereiro, direto da Crypto.com Arena, em Los Angeles.

Morre Sly Dunbar, lenda da bateria e metade da dupla Sly & Robbie, aos 73 anos

Lowell “Sly” Dunbar, o baterista visionário que redefiniu o reggae, o dub e o pop mundial como metade da lendária dupla Sly & Robbie, faleceu hoje, 26 de janeiro, aos 73 anos. A notícia foi confirmada por sua esposa, Thelma, ao jornal The Jamaica Gleaner. Segundo ela, Sly foi encontrado inconsciente pela manhã em sua casa na Jamaica. Ele enfrentava problemas de saúde há algum tempo, embora a causa específica da morte não tenha sido divulgada. A partida de Sly marca o fim de uma era, reunindo-o agora ao seu eterno parceiro musical, o baixista Robbie Shakespeare, que faleceu em 2021. Juntos, eles formaram a seção rítmica mais requisitada e influente do mundo nas últimas cinco décadas. Quem foi Sly Dunbar Nascido em Kingston em 1952, Sly Dunbar não apenas tocava bateria, ele inventava novas linguagens para o instrumento. Sua carreira começou a decolar nos anos 70 com a banda The Revolutionaries, mas foi a parceria com Robbie Shakespeare que mudou tudo. Eles foram a espinha dorsal de clássicos do reggae como Legalize It (Peter Tosh) e álbuns seminais do Black Uhuru, com quem ganharam o primeiro Grammy de Melhor Álbum de Reggae da história, em 1985. Além do reggae: de Grace Jones a No Doubt A genialidade de Sly & Robbie rompeu as fronteiras da ilha caribenha. Nos anos 80, como parte da banda do estúdio Compass Point, eles moldaram o som sofisticado de Grace Jones na trilogia sagrada Warm Leatherette, Nightclubbing e Living My Life. A lista de lendas que buscaram a “batida perfeita” de Sly é extensa: Rolling Stones, Bob Dylan, Serge Gainsbourg e Mick Jagger. Nos anos 90 e 2000, Sly foi fundamental na evolução do Dancehall, criando o famoso riddim “Bam Bam” (base de Murder She Wrote). Ele também foi responsável por injetar o groove jamaicano no pop moderno, produzindo hits massivos do No Doubt como Hey Baby e Underneath It All. Legado em números

Lendário Jimmy Cliff morre aos 81 anos

Lenda do reggae jamaicano, Jimmy Cliff morreu aos 81 anos, segundo comunicado publicado nesta segunda-feira (24) em sua conta oficial no Instagram. A nota, assinada pela esposa, Latifa, informa que o artista “cruzou para o outro lado após uma convulsão seguida de pneumonia”. No texto, ela agradece familiares, amigos, artistas, colegas de trabalho e fãs que acompanharam a trajetória do músico. “Seu apoio foi sua força ao longo de toda a carreira. Ele apreciava profundamente cada fã”, escreveu. Latifa também mencionou o trabalho do Dr. Couceyro e da equipe médica que cuidou do cantor durante o período crítico. O comunicado, assinado por Latifa, Lilty e Aken, pede respeito à privacidade da família e afirma que mais informações serão divulgadas posteriormente. Jimmy Cliff, conhecido por clássicos como Many Rivers to Cross e The Harder They Come.

Stick Figure, sensação do reggae/dub, anuncia show em São Paulo

No ápice da carreira, com shows esgotados nos Estados Unidos e recentes colaborações com estrelas da música mundial como Jack Johnson e Sublime, a banda norte-americana de reggae dub Stick Figure vem pela primeira vez ao Brasil no dia 25 de maio de 2025, em São Paulo. O show, o único no país, será no Terra SP. Os ingressos já estão à venda. A realização é da conjunta entre Powerline Music & Books e Sellout Tours, que no ano passado foram responsáveis pelas vitoriosas e concorridas turnês do The White Buffalo e Shawn James na América do Sul. SERVIÇOStick Figure em São Paulo Data: 25 de maio de 2025 (domingo) Horário: 19h (abertura da casa) Local: Terra SP Venda online Ingressos Pista, 1º lote: R$ 230, 00 (meia solidária para todos, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível), R$ 220,00 (meia estudante), R$ 440,00 (inteira) Camarote, 1º lote: R$ 470, 00 (meia solidária para todos, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível), R$ 460,00 (meia estudante), R$ 920,00 (inteira)

Julies e Hevo84 misturam reggae e emo em “Olha Pra Mim”; ouça EP

O cantor Julies e a banda Hevo84 lançaram Olha Pra Mim, uma faixa que inaugura um som ousado e inovador: o Reggaemo. Misturando a intensidade emocional do emo com a suavidade do reggae, a canção é destaque no EP Uma Parada Diferente, que acaba de chegar completo nas plataformas música. Produzido pelos Los Brasileiros, vencedores do Grammy ao lado de Karol G, o EP apresenta uma abordagem contemporânea do pop reggae em seis faixas que exploram novas sonoridades e abordagens dentro do pop nacional. A proposta de Julies e Hevo84, dona dos hits emo Minha Vida é Você e Passos Escuros – destaque na novela Malhação (Globo, 2009) -, é única no cenário brasileiro. A união de dois estilos aparentemente contrastantes, o emo e o reggae, cria um som que combina a profundidade sentimental e amorosa do Emo com a leveza e o charme do Reggae. “A gente quis trazer toda a emoção que o emo carrega na sua essência, mas de forma mais leve, com o toque pop característico do reggae. O resultado ficou marcante: guitarras com drive e bends típicos do emo contrapõem a cadência mágica do reggae. É algo que não se vê muito por aqui. O casamento dessas influências ficou incrível”, explica Julies. A parceria entre Julies e Renne Fernandes, vocalista da Hevo84, é um reflexo de 15 anos de amizade celebrados com uma colaboração artística. Primeira composição dos amigos em quase duas décadas, a elaboração da música teve um processo natural e rápido, chancelando a conexão entre os amigos e artistas. “A gente nunca tinha composto juntos antes, apesar de tantos anos de parceria. Quando começamos Olha Pra Mim, a música tomou forma em menos de uma hora. É uma celebração de tudo que vivemos como amigos e músicos”, compartilha Julies. Uma Parada Diferente é um marco na carreira de Julies, trazendo composições que exploram temas como amor, autoconhecimento e reflexões sobre a vida. O projeto inclui sucessos como Calma, single lançado em outubro com produção dos Los Brasileros e coautoria de Deko e Tércio de Poll, que ganhou destaques importantes na mídia nacional. A faixa combina pop e reggae em uma mensagem sobre confiança e entrega no amor. Outro destaque é Tô Falando Sério, é uma canção que explora as complexidades de um relacionamento com uma melodia envolvente e cativante. A música Quem Sabe, parceria com Sofia Gayoso, que já soma mais de 1 milhão de plays nas plataformas digitais, celebra o encontro e as possibilidades que a vida oferece, enquanto Lance ou Romance mistura a leveza do reggae com o romantismo característico das letras de Julies. Tudo Mais Bonito encerra o EP com uma faixa alegre e otimista, transmitindo uma mensagem de valorização da vida e das pequenas coisas. “Esse EP é um fechamento de ciclo, uma forma de reunir tudo o que lançamos no último ano, mas também é um ponto de partida para novos sons e experimentações. Cada música tem sua história e sua energia, e espero que as pessoas sintam isso ao ouvir”, afirma Julies.