Em franca ascensão, Sabrina Carpenter conquista novos fãs no MITA

Estrela pop em ascensão, Sabrina Carpenter tem tudo para fortalecer ainda mais seu nome no Brasil. Pela terceira vez no País, ela protagonizou um bom show no segundo dia do MITA Festival, no Novo Anhangabaú, em São Paulo, que aconteceu no domingo (4). E o retorno já está garantido: vem em novembro como atração de abertura da turnê de Taylor Swift. Surgida em série da Disney, tal como outras estrelas pop como Britney Spears, Miley Cyrus, Olivia Rodrigo e Selena Gomez, Demi Lovato, Sabrina Carpenter já tem cinco discos de estúdio, mas foi o último, emails i can’t send, lançado em 2022, que deu um status maior para ela. No palco do MITA, ela comprovou a força desse álbum, que ganhou uma versão deluxe no início deste ano. Das 15 canções do repertório, 12 vieram de emails i can’t send. Aliás, todas cantadas com muita euforia pelos fãs. Vale destacar que o show de Sabrina foi um dos primeiros do dia, mas o público já estava em peso no Palco Deezer. A ascensão da cantora é nítida. Em 2017 veio ao Brasil como atração de abertura da turnê de Ariana Grande, voltou dois depois para um pocket show fechado para convidados. Disposta a deixar uma boa impressão para um novo público, Sabrina ainda apresentou uma bela versão para The Sweet Escape, de Gwen Stefani. Aqui arrancou muitos elogios da plateia. Apesar do problema técnico em Paris, que precisou ser reiniciada, Sabrina ainda demonstrou muita simpatia, conversando com os fãs o tempo todo, inclusive para lembrar que retorna em novembro. Setlist Read your Mind Feather Vicious Already Over Tornado Warnings bet u wanna The Sweet Escape (Gwen Stefani cover) Looking at Me Paris opposite Fast Times Sue Me decode skinny dipping because i liked a boy Nonsense

Don L faz show político e cativante no MITA Festival

Ex-integrante do grupo de rap Costa a Costa, o brasiliense radicado no Ceará Don L abriu a programação do palco principal do MITA Festival neste domingo (4). Debaixo de forte sol, o músico entrou dez minutos depois do previsto, mas deu conta de mostrar o trabalho e conquistar um novo publico em 45 minutos de apresentação. Passeando pelos seus álbuns de estúdio e mixtapes, o artista de 42 anos mostrou porque é requisitado em tantos festivais pelo Brasil, como Primavera e Coala, só para citar alguns. Da apresentação vale destacar as autorais A Todo Vapor, Chips (Controla ou te Controlam) e Aquela Fé, todas cantadas por parte do público, que ainda chegava ao Anhangabaú. Na reta final, Don L ainda recebeu Tasha & Tracie para três canções. Começou com Salve, da dupla, apresentou uma boa releitura de O Ouro e a Madeira, música do baiano Ederaldo Gentil, além de Beira da Piscina, que encerrou o curto set. Uma mensagem contra o Marco Temporal, aprovado pelos deputados durante a semana, que restringe os direitos dos povos indígenas, também foi mostrada no telão. Com o Anhangabaú ainda vazio, o público conseguiu se deslocar sem problemas para o Palco Deezer e acompanhar a sensação Sabrina Carpenter.

Com longo atraso, Lana Del Rey supera problemas técnicos e entrega grande show

O principal show da primeira noite do MITA Festival em São Paulo, neste sábado (3), foi ofuscado por problemas antes e durante o início da apresentação. A cantora Lana Del Rey entrou no palco quase 45 minutos atrasada, após um coro de vaias dos seus fãs, que claramente já haviam perdido a paciência com a demora. Após subir ao palco, a artista foi muito carinhosa com o público, mas não informou o motivo de tanta demora. Aliás, durante as duas primeiras músicas da performance, a equipe de Lana ia até a cantora de momento em momento para finalizar a preparação do seu primeiro figurino. Outro problema que ocorreu durante o início do show da cantora foi quando seu pianista perdeu o tempo em Bartender. O erro fez com que a artista interrompesse a canção e pedisse para reiniciá-la. Fim dos momentos ruins Mas as coisas ruins acabaram por aí. Em The Grants, a cantora se emocionou ao ver uma multidão com as lanternas dos celulares ligadas. Logo após o fim da canção, ela agradeceu o carinho dos paulistas mais uma vez. Após apresentar uma sequência de sucessos, os fãs começaram a pensar que a setlist seria igual à do primeiro show de Lana no MITA, realizado no Rio de Janeiro. Porém, atendendo a um grande pedido da plateia, Lana Del Rey incluiu Get Free na apresentação. Essa adição fez o público delirar e todos cantaram juntos, tornando-se o ponto alto do dia. Perto do fim, a cantora ainda incluiu Cinnamon Girl, outro pedido do público. E mais uma vez, os fãs fizeram jus ao pedido atendido e cantaram a canção aos berros. Assim como no Rio de Janeiro, Lana encerrou seu show com Video Games, em que ela performa a faixa inteira sentada em um balanço. Esse momento também é muito especial para os admiradores da artista. Aliás, uma grande parte do motivo pelo qual a performance foi positiva se deve aos fãs, que realmente deram tudo de si nesses pouco mais de 1h de apresentação. Com a headliner visivelmente frustrada com algo nas primeiras músicas, coube ao público trazer Lana de volta aos eixos para que ela encerrasse o primeiro dia do MITA Festival em São Paulo de forma digna.

Natiruts encerra Palco Deezer com goos vibrations no MITA

Com muita variedade musical no mesmo local, o palco Deezer do MITA Festival foi encerrado, neste sábado (3), com um lindo show da banda de reggae Natiruts. Com instrumentais leves, mas presentes, além de um vocal caprichado, a banda trouxe uma boa calmaria para os fãs momentos antes da apresentação principal do dia, a cantora Lana Del Rey. Sempre interagindo com o público, o vocalista Alexandre Carlo fez um excelente trabalho ao chamar o público para participar da apresentação. Na primeira metade da performance, o destaque foi para Dentro da Música II, que foi acompanhada por todos os presentes na plateia. A banda de reggae mostrou diversidade e apresentou um pouco de tudo em sua discografia. Com isso, faixas do último trabalho, Good Vibration – Vol 1 (2021), foram lembradas, com destaque para a música homônima, gravada originalmente com IZA. Um dos pontos altos da apresentação foi a sequência de Natiruts Reggae Power e Presente de um Beija-Flor, ambas animando a plateia, que fez questão de cantar em alto e bom som. Aliás, a segunda foi acompanhada por uma citação de Alexandre, enfatizando o amor entre as pessoas. Esse sentimento foi lembrado e mencionado durante toda a performance da banda. Mesmo com vários pontos positivos, o melhor ficou para o final do show, quando a Natiruts emendou os sucessos Em Paz, Liberdade pra Dentro da Cabeça, Você me Encantou Demais e Quero Ser Feliz Também, encerrando a apresentação com chave de ouro.

Flume leva o público para outro mundo no MITA Festival

No início da noite deste sábado (3), tivemos mais um show ‘diferentão’ no palco Centro do MITA Festival. Após o show completamente instrumental do BadBadNotGood, o Flume, projeto do australiano Harley Edward Streten, trouxe a música eletrônica para o público. Bem ativo no cenário musical, o artista divulgou duas mixtapes em 2023: Arrived Anxious, Left Bored e Things Don’t Always Go the Way You Plan. Ambas são continuações do disco Palaces, de 2022. No show, o artista tocou mais vezes, mas houve tempo para arranhar alguns vocais em alguns momentos. Mesmo sendo predominantemente instrumental, o público foi ao delírio com algumas faixas famosas como Never Be Like You e The Difference. Aliás, a recepção do público com Flume foi muito diferente da que tivemos com o grupo BadBadNotGood. Por ser uma música mais animada e dançante, os apreciadores daquele palco gritaram e aplaudiram o músico durante boa parte do show. Harley aproveitou o ânimo da plateia para interagir bastante com os fãs e ressaltou que é um prazer estar tocando no Brasil no ano em que completa uma década de carreira.

Encontro de gigantes no MITA: Djonga e Bk’ estremecem o Anhangabaú

Trazendo um show mais explosivo do que muitas bandas de rock, Djonga fez o público do palco Deezer pular bastante, no fim da tarde deste sábado (3), no MITA Festival, em São Paulo. Apresentando seu repertório solo na primeira metade do show, o rapper convidou BK’ e Luccas Carlos para encerrar a apresentação. Sempre muito comunicativo com o público, o artista mineiro entrou minutos antes de seu horário oficial para ter ainda mais tempo de apresentação. E logo nas primeiras canções, Djonga trouxe diversos casais que estavam na plateia para curtir Leal em cima do palco. A faixa, que é uma das mais famosas do músico, levou o público ao êxtase. Logo em seguida, BK’ foi chamado ao palco e apresentou algumas músicas de seu novo disco, Ícarus (2022). Luccas Carlos também subiu ao palco para cantar Planos, mas devido a problemas técnicos, a faixa precisou ser cantada sem o acompanhamento do ritmo, o que fez com que o público não curtisse tanto. Ainda no palco do MITA, a equipe de Djonga fez uma surpresa para o artista e trouxe um bolo de aniversário para ele, já que seu aniversário é no domingo (4). O rapper mergulhou o rosto no bolo, agradeceu e continuou seu show. O ponto alto da apresentação veio com a sequência Olho de Tigre e O Mundo é Nosso, esta última do primeiro disco do rapper mineiro, feita em colaboração com BK’. Em ambas as faixas, o público se fez presente e gritou “fogo nos racistas” em alto e bom som. E falando em discursos sociais, já comum nas apresentações do artista, muitas palavras sobre igualdade foram ditas durante o show, sempre recebendo grande apoio do público.

Com Arthur Verocai no palco, BadBadNotGood faz show introspectivo

Ainda na tarde deste sábado (3), no primeiro dia do MITA Festival em São Paulo, o grupo canadense BadBadNotGood trouxe um pouco do seu som instrumental para os fãs. Com um estilo um tanto diferente dos shows habituais, a banda foca todas as suas ações nos sons de seus instrumentos musicais, deixando o vocal em segundo plano. O disco mais lembrado pela banda durante a performance foi o Talk Memory (2021), último trabalho divulgado por eles. Mesmo com a óbvia preferência, ainda sobrou espaço para canções dos álbuns IV (2016) e III (2014). Com um público um pouco mais tímido devido ao som diferente do grupo, foi possível ouvir com calma e nitidamente tudo que os músicos estavam querendo transmitir. Mesmo com os fãs um pouco mais quietos, eles não deixaram de gritar e bater palmas para os canadenses no final de cada canção. Muito identificados com a música brasileira, os músicos ainda apresentaram um cover de Na Boca do Sol, de Arthur Verocai, que participou desse momento. A canção já faz parte do setlist do BadBadNotGood durante essa última série de shows. Por último, a banda tocou a faixa The Chocolate Conquistadors, single lançado em 2020 com o rapper MF DOOM. Assim como em quase todo o show, apenas o instrumental da faixa foi tocado. O grupo mostra que é possível fazer uma performance interessante e imersiva mesmo sem os vocais.

Duda Beat esbanja simpatia no MITA Festival

Uma das atrações exclusivas de São Paulo desta edição do MITA Festival, a cantora pernambucana Duda Beat mostrou mais uma vez o motivo de ter se tornado uma das queridinhas do pop brasileiro nos últimos anos. Transitando entre seus dois discos, Sinto Muito (2018) e Te Amo Lá Fora (2021), a cantora apresentou um setlist com mais de 15 canções para um público que ainda chegava ao Novo Anhangabaú por volta de 14h30 deste sábado (3). Mesmo com o festival ainda não atingindo seu ápice de pessoas no horário, engana-se quem pensa que o show da artista estava vazio. Os destaques vão para a simpatia de Duda Beat, que se comunica com o público durante toda a performance, e também para o show visual e coreográfico que ela e suas dançarinas trouxeram. Por se apresentar no palco Deezer, sem pista premium, o contato com o público também foi muito presente durante toda a performance. Nas canções, os fãs acompanharam grande parte das músicas presentes no primeiro álbum da cantora, com destaque para Bixinho, uma das faixas mais famosas da artista, tocada já no fim da apresentação. O ponto negativo do show acabou acontecendo no fim, já que durante a performance de Tocar Você, o microfone de Duda sofreu problemas técnicos, afetando o encerramento do show.

Tom Morello oscila em show com convidados de peso

Que Tom Morello é um dos melhores guitarristas de todos os tempos, ninguém tem dúvidas. O que ele produziu juntamente com Rage Against the Machine e Audioslave jamais será esquecido. Mas, no palco do Best of Blues and Rock, no encerramento da primeira noite, na sexta-feira (2), oscilou em momentos de puro tédio com outros emocionantes. O medley com músicas do RATM, logo no início, fez a frente do palco ficar bem cheia e animada. Afinal, lá estava Tom Morello tocando Bulls on Parade, Guerilla Radio, Know Your Enemy, entre outras.  No entanto, não estar acompanhado de Zack de la Rocha, vocalista do Rage Against the Machine, tira muito do peso dessas canções, que normalmente fariam São Paulo inteira tremer em situações normais. Claro que quem comprou o ingresso para ver o habilidoso guitarrista já esperava por isso. O telão imenso, totalmente projetado no palco, ajudou bastante na homenagem ao incrível Chris Cornell, parceiro de Morello no Audioslave. Quando tocou Like a Stone, com o rosto do falecido músico sendo mostrado, ficou difícil segurar a emoção. Porém, mesmo equilibrando o set entre influências e produções próprias, o show perdeu muito o fôlego. The Ghost of Tom Joad, que Morello já gravou com Bruce Springsteen, ficou totalmente irreconhecível. Mas chamou a atenção pela forma como foi tocada, com um coral de backing vocals e palmas dos integrantes. Reta final levanta show de Morello Na reta final, acompanhado dos amigos, Morello se soltou mais uma vez. Primeiro chamou Gary Cherone e Nuno Bettencourt, do Extreme, para tocarem Cochise, do Audioslave. Um golaço na reta final. Logo depois, já sem os convidados, tocou Killing in the Name, do RATM, deixando o público como vocalista. Aqui a ideia não funcionou. A música perdeu muito de sua força.  Mas a maior surpresa da noite estava guardada para o fim. Morello voltou a receber o Extreme no palco, mas agora com o acréscimo de Steve Vai, atração da segunda noite. Juntos, cantaram Power to the People, de John Lennon. Apesar de não ser um sing along tão forte quanto More Than Words, a canção ficou muito poderosa com todos os convidados juntos no palco. Um acerto e tanto para um show de altos e baixos.