Tom Misch encanta público com show mais cheio do MITA Festival

Debutando no Brasil, o músico Tom Misch fez o público dançar muito na noite deste sábado (14), no primeiro dia do MITA Festival, na Spark Arena, em São Paulo. Co-headliner do evento, o artista empolgou com sua mistura de jazz, hip hop e lounge. Aliás, o primeiro show internacional do dia contou com um público muito maior do que nos anteriores. E Tom Misch se mostrou muito feliz com o apoio recebido da plateia. O artista chegou a arranhar um português com os fãs e conseguiu dizer algumas palavras, como “olá” e “muito obrigado”. Quem acompanha o trabalho do músico britânico sabe da admiração dele pela bossa nova. Recentemente, inclusive, Tom Misch gravou com Marcos Valle, em seu projeto Quarantine Sessions. Sobre a setlist, Tom Misch mesclou muito bem seus trabalhos, com um destaque ligeiramente maior para What Kinda Music, lançado em 2020. No entanto, os hits presentes em Geography (2018) não foram esquecidos, como It Runs Through Me, muito aclamada pelo público. Em resumo, mesmo que o estilo do cantor britânico seja mais low e suave, a plateia presente no MITA não deixou de dançar e acompanhar o artista em diversas faixas. Alguns fãs até se emocionaram na frente do palco.
Prestes a fazer 80 anos, Gilberto Gil emociona fãs no MITA Festival

Gilberto Gil completará 80 anos no próximo mês. Neste sábado (14), ele deu mais uma amostra de que está muito longe de parar. O baiano expoente da Tropicália ofertou um show digno de headliner no fim da tarde do primeiro dia do MITA Festival, na Spark Arena, em São Paulo. Sempre muito simpático na hora de se direcionar aos fãs, antes da apresentação, Gil agradeceu a platéia e a organização do festival. O público não deixou por menos e o saudou de forma calorosa. O lendário músico brasileiro trouxe algumas faixas de seu extenso repertório autoral, como Expresso 2222, mas a apresentação ficou marcada por covers… Gil trouxe logo de início Upa, Neguinho, de Edu Lobo. Logo depois, emendou com É Luxo Só, de Ary Barroso. Mas o destaque ficou com a versão de I Say a Little Prayer, cantado pela neta do artista, Flor Gil. Ao término da canção, a jovem se emocionou depois do público inflamar. De acordo com Gilberto, essa foi a primeira vez da jovem em um festival. E por falar na recepção do público, os fãs contribuíram muito para a sequência do show. Acompanharam Gil de forma bastante empolgada em boa parte da apresentação, cantando os sucessos com muito entusiasmo. Flor ainda voltou para performar No Norte da Saudade e Andar com fé, escritas e consagradas pelo avô. Ainda teve tempo para o artista trazer Aquele Abraço. Aqui, aliás, ele sambou no palco, o que levou os fãs ao delírio. No refrão, Gil lembrou dos quatro clubes grandes do Estado. “Alô torcida do Corinthians, do São Paulo, do Santos e do Palmeiras“. Cover de Bob Marley e filha no palco de Gilberto Gil A canção que encerrou a seleção de covers foi Stir It Up, de Bob Marley & The Wailers. Por fim, a filha de Gilberto Gil, Bela Gil também subiu ao palco para ser voz de apoio em Madalena e Toda Menina Baiana. Em resumo, quem foi ao Spark Arena viu mais um capítulo importante na história desse patrimônio cultural do Brasil: Gilberto Gil merece todo carinho e respeito dos fãs. Emocionante!
Fenômeno da música brasileira, Marina Sena aquece corações no MITA

Uma dos maiores nomes do pop nacional na atualidade, a cantora mineira Marina Sena esquentou o coração dos fãs neste sábado (14). Ela, que teve um início meteórico após o álbum de estreia, De Primeira, de agosto passado, mostrou no palco do MITA Festival muita consistência. Como uma boa artista pop, Marina trouxe bailarinas para sua apresentação e sensualizou demais. Chama a atenção como ela evolui rapidamente. Já havia deixado muita gente de queixo caído no Lollapalooza, mas conseguiu ser ainda mais impactante no MITA. Aliás, Per Supuesto, primeiro grande hit autoral, foi cantado na metade do show e deixou o público em êxtase. Além da canção, Marina também arriscou o cover de Apenas Um Neném, de Glória Groove, música em que ela também participa. Grande parte do primeiro e único até então disco da cantora, De Primeira, foi apresentado. O tempo disponível no palco do festival foi justo e necessário, rendeu o suficiente para mostrar mais uma vez suas credenciais. Muito animada, Marina Sena ganhou a simpatia do público desde o começo por sua irreverência e simpatia com o público. Por fim, vale destacar o cuidado que o MITA Festival teve com a montagem do lineup nacional. Escolheu a dedo cantoras no auge de suas carreiras e garantiu uma entrega de alto nível para os fãs.
MITA: Luedji Luna faz show de peso e necessário para os dias atuais

A cantora baiana Luedji Luna animou os fãs no palco Villa Lobos na tarde deste sábado (14), no MITA Festival. Sempre impecável em suas produções e cuidadosa com todos os detalhes, a artista mostrou o motivo de ser uma das mais admiradas na atualidade. Uma das grandes revelações do MPB nos últimos, Luedji Luna anos trouxe um repertório com grande parte das músicas lançadas em 2020, no ótimo disco Bom Mesmo É Estar Debaixo D’água, considerado por muitas publicações especializadas um dos melhores da temporada. Um destaque para a música Ain’t I a Woman, onde a cantora também conversou com o público sobre os privilégios que os homens acham que dão às mulheres. Ouvir Luedji cantando ou discursando é extremamente necessário, ainda mais nos dias atuais dentro de uma sociedade extremamente machista. A banda da artista também deu um show a parte com instrumentos diferenciados e presença de palco de saltar os olhos. Por fim, como era de se esperar, Luedji Luna deixou seu hit Banho de Folhas para encerrar a apresentação. Aliás, a música do seu primeiro disco de estúdio, Um Corpo no Mundo (2017), foi o ponto alto do show. Fez o público na Spark Arena vibrar do início ao fim.
Black Alien empolga fãs com set equilibrado no MITA Festival

Ainda no início da tarde deste sábado (14), o rapper Black Alien fez a alegria do público que veio prestigiar o MITA Festival. Terceiro artista a se apresentar no festival, o ex-integrante da Planet Hemp justificou todo hype em torno de sua carreira solo. O artista carioca começou a apresentação com músicas do seu disco mais recente, Abaixo de Zero: Hello Hell, de 2019. Contudo, o que animou mesmo o público foram as antigas, dos dois primeiros álbuns de estúdio. Sucessos do músico, como Caminhos do Destino e Como Eu Te Quero levantaram os fãs que estavam no Palco Deezer. Aliás, os beats poderosos do artistas foram reproduzidos com maestria por seus DJs, fazendo as pessoas dançarem durante boa parte da apresentação. As novas do rapper, Chuck Berry e Pique Peaky Blinders também estiveram presente no setlist. Aliás, chama a atenção o fato de Black Alien pouco falar entre as músicas, aproveitando o máximo do tempo para enfileiras seus hits. Nas poucas vezes em que se comunica com os fãs, é respeitoso e evita discursos longos. Por fim, Black Alien trouxe Jamais Serão e Que Nem O Meu Cachorro, e assim como em toda a apresentação foi acompanhado do início ao fim pelo público
Day monta superbanda emo e entrega show impecável na abertura do MITA

A cantora Day Limns foi a responsável por abrir o primeiro dia da edição inaugural do MITA Festival, no Spark, em São Paulo. Acompanhada de uma superbanda emo composta por Lucas Silveira (Fresno), Gee Rocha (Nx Zero), Vítor Peracetta (Di Ferrero) e João Paulo Bonafe (Bad Luv), a sensação da música alternativa nacional entregou um show impecável. A conexão entre Day e Lucas Silveira não é novidade. No álbum de estreia da cantora, Bem-vindo ao Clube, lançado em 2021, o gaúcho já havia feito uma colaboração, em Isso Não é Amor. Em pouco mais de 40 minutos no palco, Day e seus convidados tocaram uma série de faixas do disco de estreia da cantora. Ainda que o público estivesse em pequeno número, quem acompanhou a apresentação vibrou muito e cantou com Day. Day também surpreendeu com uma linda versão violão e voz de Na Sua Estante, de Pitty. Das autorais, Fugitivos, Isso Não é Amor e Clube dos Sonhos Frustrados, a qual considera o melhor resumo do disco de estreia, também empolgaram. Na reta final do show, durante Quebre As Correntes, ainda teve espaço para um medley com Helena, do My Chemical Romance, com Lucas Silveira no vocal. Ode maior ao emo, impossível. Não era só a camisa de Day que dava o recado (Go Emo). Por fim, vale destacar o entrosamento e dedicação dos músicos da superbanda emo no palco. Todos pareciam muito à vontade com Day, como se fossem parte do lineup fixo. Abriram muito bem o Palco Deezer.
Metallica incendeia Morumbi em noite de nostalgia

Foram dois anos de espera até o Metallica, enfim, se apresentar no estádio do Morumbi, em São Paulo. O atraso causado pela pandemia, no entanto, não tirou o ímpeto da banda, muito menos dos fãs, que lotaram a casa do tricolor paulista em plena terça-feira. Aliás, quem comprou ingresso para ver o Metallica, ganhou dois shows incríveis de abertura: Ego Kill Talent e Greta Van Fleet, que iniciaram os trabalhos ainda no fim da tarde. Ego Kill Talent A primeira banda a subir ao foi o Ego Kill Talent, que recentemente fez um show tributo a Taylor Hawkins, do Foo Fighters, no Lollapalooza. A banda paulistana teve apenas 30 minutos para dar o recado, mas aproveitou muito bem o tempo, emendando um som atrás do outro sem enrolação e conversa fiada. Na bagagem, trouxe o excelente segundo álbum de estúdio, The Dance Between Extremes, lançado no ano passado. O set curto, com sete canções, equilibra bem um pouco de cada um dos dois álbuns de estúdio. E o mais legal foi ver a recepção e o carinho que o público teve com o grupo, que bom alcance internacional. Greta Van Fleet Logo depois, o Greta Van Fleet, a banda mais “ame ou odeie da atualidade”, apareceu. Em sua terceira apresentação em São Paulo (antes tocou no Lollapalooza e Lolla Parties de 2019), o grupo mostrou ainda mais consistência do que na primeira vez. Os irmãos gêmeos Josh Kiszka e Jake Kiszka, vocal e guitarra, respectivamente, estavam mais à vontade no palco. Logo nas duas primeiras canções conquistaram o público carrancudo do Metallica com o potente alcance vocal e solos absurdos de guitarra. The Battle at Garden’s Gate (2021) respondeu por metade do repertório, composto por apenas oito músicas em quase uma hora de apresentação. No entanto, foram duas canções do disco From The Fires que mais se destacaram no show: Black Smoke Rising logo no começo e Highway Tune, que encerrou a festa. Curioso notar que não somente as canções, mas o figurino e o próprio telão, o tempo todo em preto e branco, garantem um tom mais nostálgico para o show. Impossível não lembrar de Led Zeppelin, mas o Greta mostra que já conseguiu moldar essa influência para algo bastante original. Metallica Com 20 minutos de atraso, o Metallica colocou o Morumbi abaixo com uma estrutura absurda: cinco telões gigantes que revezavam imagens dos integrantes com animações incríveis, além de torres de fogo que esquentaram toda a plateia. Whiplash (Kill ‘Em All, de 1983) abriu a apresentação, tal como nos shows de Curitiba e Porto Alegre. O single de estreia da carreira do Metallica, no longínquo 1983, funcionou como um na porta para quem estava se queixando do pequeno atraso. O peso do início da carreira se manteve na sequência com Ride The Lightning, faixa-título do segundo disco do Metallica, de 1984. Aliás, quem teve a proeza de seguir passando frio após esse início absurdamente quente, esquentou com Fuel, do Reload (1997). Durante a execução, torres de fogo foram acesas no meio da pista e nos dois lados do palco. Conversando com pessoas que ficaram em setores diversos no estádio, ficou quente igual para todos. O repertório do Metallica seguiu muito nostálgico com a inclusão de Seek & Destroy, do álbum de estreia, entoada a plenos pulmões pelos fãs mais apaixonados. Nostalgia dá o tom do show do Metallica A trinca seguinte mostrou que o Metallica não estava disposto a tirar o pé do acelerador. Os dois anos de atraso, felizmente, deixaram os músicos ainda mais empolgados em cena. Em sequência vieram Holier Than Thou, One e Sad but True. A primeira e a terceira do campeão de vendas Black Album (1991) e a segunda do clássico …And Justice for All (1988), responsável pela primeira turnê do Metallica no Brasil, em 1989. Dirty Window (St Anger, 1999) e No Leaf Clover (S&M, 2003), em sequência, foram uma forma encontrada pelos músicos de não deixar passar em branco álbuns mais “recentes” da discografia. Porém, o que estava funcionando mesmo com os fãs e o Metallica conhece bem sua base em São Paulo eram os clássicos, a fase mais pesada da banda. For Whom the Bell Tolls e Creeping Death, do Ride Lightning, vieram em dobradinha, sucedidas por Welcome Home (Sanitarium) e Master of Puppets, do disco de 1986. Bis trouxe dois grandes clássicos A saída rápida do palco, antes do bis, não dá tempo nem de comprar uma bebida com os ambulantes. James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo já retornaram antes de qualquer possibilidade de ação por parte dos fãs. E, aqui, vale ressaltar a disposição dos músicos no palco. Os shows já não têm mais três horas de duração (foram quase duas), mas a disposição de todos os integrantes no palco é impressionante. Todos parecem estar se divertindo o tempo todo. No encore, Spit Out the Bone, último single do álbum mais recente, Hardwired… to Self-Destruct, de 2016, foi a primeira, substituindo Battery, do Master of Puppets. Nothing Else Matters e Enter Sandman para encerrar o show nos remetem ao início dos anos 1990, quando em sua segunda turnê pelo Brasil, em 1993, o Metallica divulgava seu maior sucesso comercial, Black Album, e disputava o posto de maior banda de rock do mundo com o Guns n’ Roses. Enter Sandman, aliás, foi concluída com o estádio inteiro cantando junto, pulando em completo descontrole. A queima de fogos encerrou a noite nostálgica que certamente agradou em cheio os fãs mais antigos do Metallica. Que retornem pela décima vez e mais, se possível. Ninguém vai reclamar. Setlist do Metallica Whiplash Ride the Lightning Fuel Seek & Destroy Holier Than Thou One Sad but True Dirty Window No Leaf Clover For Whom the Bell Tolls Creeping Death Welcome Home (Sanitarium) Master of Puppets BIS: Spit Out the Bone Nothing Else Matters Enter Sandman
Kiss se despede de São Paulo com show no Allianz Parque lotado

A história dos grandes shows internacionais no Brasil se confunde com as visitas do Kiss ao País, que frequenta nossas terras desde 1983. Agora, 39 anos depois da estreia no Brasil, o Kiss se despediu dos fãs de São Paulo. E o bota fora foi em grande estilo, no Allianz Parque lotado! Penúltima parada nacional da End of The Road Tour, São Paulo viveu uma noite especial neste sábado (30). Se em 1983 Creatures of the Night foi o material mais recente na bagagem, dessa vez o Kiss fez um verdadeiro tributo para si mesmo. Destacou Destroyer, o álbum homônimo (1974) e o próprio Creatures of the Night, mas sem esquecer de um grande passeio por quase todos os álbuns. Quem tem acompanhado os últimos shows dessa turnê de despedida do Kiss notou que não há espaço para surpresas. Mas elas não são o ponto alto há tempos. Quem vai assistir ao Kiss, quer ver essa incrível máquina divertida e dançante. O início com Detroit Rock City já mostrou que os bons velhinhos não queriam perder tempo para esquentar o público. Aliás, eles são a banda mais quente do mundo, certo? E antes dos efeitos e pirotecnia, mais sucessos foram distribuídos para os fãs: Shout It Out Loud, Deuce, War Machine e Heaven’s on Fire. Logo depois, Gene Simmons cospe fogo para emendar a clássica I Love It Loud, cantada a plenos pulmões pelos fãs. Aliás, essa canção foi uma das mais tocadas nas rádios na época do primeiro show por aqui. Say Yeah e Cold Gin deram um descanso para os fãs que não são tão fervorosos, além de abrirem espaço para o primeiro solo cheio de efeitos da noite, com o guitarrista Tommy Thayer. Lick It Up e Calling Dr. Love, logo na sequência, relembraram o Kiss mais sexy, cheio de caras e bocas para o público. A dobradinha funcionou demais para quem estava se acabando na pista. E um grilo no microfone de Paul acabou roubando a cena rapidamente, arrancando risos dos fãs. Tears Are Falling, da época quase esquecida do Kiss sem máscara, antecedeu Psycho Circus, que ficou marcada por uma das vezes em que a banda esteve no Brasil, nos anos 1990. Posteriormente, mais uma sequência de solos. Agora na bateria e no baixo, ambos acompanhados de números divertidos, palco alçado ao topo e repletos de efeitos cenográficos, como o sangue de mentirinha do linguarudo. O solo de baixo, inclusive, é o que abre espaço para Gene Simmons cantar God of Thunder. Hora de inverter os papéis e Paul Stanley assume os vocais. Nesse momento, uma forte chuva desabou sobre o Allianz Parque, mas nada que assustasse esse tiozinho de 70 anos, que mesmo assim voou com a tirolesa até um palco secundário, próximo à pista comum, onde puxou Love Gun. O passeio de Stanley até o meio do gramado também rendeu I Was Made for Lovin’ You, que empolgou demais os fãs. A reta final, antes do bis, ainda teve Black Diamond com Eric Singer fazendo o papel de Peter Criss, cantor original deste clássico. O intervalo do bis foi muito rápido, não deu nem tempo do público gritar pela banda. Enquanto os outros integrantes permaneciam fora de cena, Eric Singer retorna no piano para cantar Beth, com direito a muitos celulares ligados para garantir o clima mais romântico na arena. Do You Love Me, fechando o top 5 de Destroyer, teve a adição de balões pretos e brancos estilizados do Kiss, que caíram em cima do público. O clima festivo teve seu gran finale com o maior hit de todos: Rock and Roll All Nite. Chuva de papéis picados, explosões, cheiro de pólvora e pista queimando de tão quente garantiram uma despedida de encher os olhos. Por fim, vale destacar que os dois líderes da banda, Gene Simmons e Paul Stanley, de 72 e 70 anos, respectivamente, não cantam mais como em outros tempos. Mas a alegria e a emoção de estarem no palco permanecem intactas. RepertórioDetroit Rock CityShout It Out LoudDeuceWar MachineHeaven’s on FireI Love It LoudSay YeahCold GinGuitar SoloLick It UpCalling Dr. LoveTears Are FallingPsycho CircusDrum Solo100,000 YearsBass SoloGod of ThunderLove GunI Was Made for Lovin’ YouBlack Diamond BISBethDo You Love MeRock and Roll All Nite
Resenha de show | Dead Can Dance no Eventim Apollo, em Londres

Após 40 anos a banda cult de música gótica neoclássica Dead Can Dance finalmente chegou a Londres, na primeira noite de sua turnê pela Europa, no último domingo (10). Hora de começar, bater um gongo, martelar um dulcimer, dedilhar um bouzouki e emitir declarações sobrenaturais. Este conjunto enigmático é uma referência para o exotismo auditivo em trilhas sonoras de filmes e televisão; pessoalmente, eles entregavam uma mistura inebriante de influências, baseando-se em tradições musicais da Turquia ao Tibete, da Irlanda à Índia. A vocalista Lisa Gerrard é a alta sacerdotisa do gótico global, seu extraordinário contralto ressoando em algum lugar entre a diva da ópera e a cantora sagrada com sua própria linguagem encantatória. Seu parceiro musical Brendan Perry é um vocalista convencionalmente emotivo com um canto de barítono melancólico, para melhor transmitir os sentimentos de The Carnival Is Over e a pompa tribal de Black Sun. A eles se juntaram a cantora/compositora de Shetland Astrid Williamson nos teclados e backing vocals e uma série de cavalheiros barbudos impressionantes em um conjunto orquestral de percussão e sopros. Mesmo com essa formação multi-instrumental, tal era o alcance de suas referências culturais que parte de sua paleta sonora pan-global foi sampleada e tocada por meio de sintetizadores. Com nove álbuns de estúdio em seu catálogo, havia riquezas de sobra. Sua versão de Persian Love Song foi apresentada pela primeira vez em quase 30 anos, enquanto a impressionante interpretação de Gerrard em The Wind That Shakes the Barley e a ressonante Severance de Perry eram mais parecidas com grandes sucessos. O Dead Can Dance o set principal com seu padrão mais catártico e atmosférico, The Host of Seraphim, augurado por doomy drone e tolling toms e elevado a um plano devocional pelos mantras monásticos dos membros da banda e pelo ululado arrepiante e fascinante de Gerrard.