Uma tarde histórica no Hyde Park com Rolling Stones e companhia

Depois de assistir o Rolling Stones no Anfield, em Liverpool, o que mais poderia ser especial no tour do Blog n’ Roll pelo Reino Unido? Assistir a maior banda de todos os tempos no Hyde Park, palco de shows memoráveis do Rolling Stones. Felizmente tivemos essa oportunidade. Foi a primeira apresentação oficial do Rolling Stones em Londres desde a morte de Charlie Watts. Oficial porque antes já haviam feito um tributo fechado para amigos e familiares no lendário Ronnie’s Scott. Atração principal do British Summer Time (BST Hyde Park), o Rolling Stones teve a companhia de bons nomes na abertura: Vista Kicks, Phoebe Bridgers e The War on Drugs. Na plateia, muito sol e um vento terrivelmente gelado a partir do meio da programação do festival. Público de várias nacionalidades, com destaque para argentinos e espanhóis que cantavam de forma ininterrupta o dia inteiro. Vista Kicks O Vista Kicks foi a primeira banda a se apresentar. Confesso que não conhecia o trabalho deles, mas foi uma grata surpresa. Eles são de Los Angeles, mas estão baseados em Sacramento. O Vista Kicks é muito nostálgico. Parece ter saído da esquina da Haight com a Ashbury, em San Francisco, o coração dos hippies nos anos 1960, tanto pela sonoridade quanto pelo figurino. Gimme Love, do álbum de estreia Booty Shakers Ball, é um baita exemplo da pegada sonora do Vista Kicks. Se você fecha os olhos, certamente imagina os caras no The Ed Sullivan Show, nostálgico programa dos anos 1960. Mas além dos três álbuns, que tiveram canções selecionadas para esse setlist, a banda também divulgou um pouco do último EP, Sorry Charlie, lançado em março. All or Nothing, apesar de distanciar um pouco da sonoridade sessentista, casou muito bem com o ambiente. Phoebe Bridgers A cantora californiana Phoebe Bridgers está excursionando pelo Reino Unido com a Reunion Tour, que já passou pela América do Norte. Na Inglaterra, realizou dois shows marcantes: um no Glastonbury, outro no Hyde Park, abrindo para o Rolling Stones. No Hyde Park, estava bem elegante. Vestindo um top brilhante e um terninho preto, falou algumas vezes sobre o quanto estava honrada em tocar em um evento com o Rolling Stones. A apresentação, porém, ficou marcada por um discurso furioso contra a Suprema Corte dos Estados Unidos, que acabou com o direito constitucional ao aborto. Pheobe liderou os gritos dos fãs de Foda-se a Suprema Corte. “Quem quer dizer, foda-se a suprema corte? Um dois três”, sendo atendida prontamente. Na sequencia, discursou: “‘Foda-se essa merda. Foda-se a América e todos esses velhos filhos da puta irrelevantes tentando nos dizer o que fazer com nossos malditos corpos. Foda-se”. Phoebe abriu o show com Motion Sickness, do seu álbum de estreia, Stranger in The Alps (2017). Depois se dedicou em tocar o máximo que pudesse de Punisher (2020), segundo disco de estúdio. No Hyde Park, cantou oito das 11 faixas. Sidelines, single mais recente de sua discografia, lançado em abril, foi quem quebrou a sequência de Punisher. O público demonstrou não conhecer muito o repertório de Phoebe, mas foi extremamente educado e gentil com a cantora o tempo todo. The War on Drugs Dos EUA também veio a terceira e última atração de abertura do palco principal do Hyde Park: The War on Drugs, direto da Filadélfia. Aqui o público já parecia mais familiarizado com o repertório. Mas a proximidade do Stones já fazia com que os fãs fossem ao banheiro pela última vez ou garantisse a última leva de cerveja e comida. Vale destacar que a variedade era imensa no Hyde Park: de comida peruana até japonesa, passando por paraguaia até mexicana, italiana até os tradicionais fish and chips locais. Mas voltando ao show do War on Drugs, Adam Granduciel e companhia souberam agradar os fãs do Stones. Montaram um set redondinho para quem não arredou o pé da frente da grade, o meu caso. Com cinco álbuns de estúdio, a banda simplesmente ignorou os dois primeiros, dedicando boa parte do set para dois discos: I Don’t Live Here Anymore (2021) e Lost in the Dream (2014), com cinco e três faixas, respectivamente. A Deeper Understanding (2017) também foi lembrado com uma canção. Under the Pressure e In Reverse, ambas de Lost in the Dream, foram deixadas para o fim e receberam grande apoio do público no sing along. Deixou uma ótima impressão no Hyde Park. Rolling Stones Atração principal do festival, o Rolling Stones subiu ao palco para celebrar uma marca histórica: 60 anos do primeiro show da carreira, que aconteceu em 12 de julho de 1962, no extinto Marquee Club, não muito longe do Hyde Park. A apresentação em Londres esteve ameaçada por alguns dias em função da saúde de Mick Jagger. O vocalista contraiu covid e precisou cancelar alguns shows que estavam marcados para o período entre Liverpool e Londres, todos em junho. A única data remanescente foi no San Siro, em Milão, quatro dias antes. Tal como fez no Anfield, em Liverpool, a banda iniciou o show com um lindo tributo a Charlie Watts no telão. Imagens de vários momentos do falecido baterista com os amigos. No repertório, foram poucas alterações na comparação com o show de Liverpool. Começou com Street Fighting Man, 19th Nervous Breakdown, Tumbling Dice e Out of Time. A primeira novidade surgiu com She’s a Rainbow, que foi sucedida por You Can’t Always Get What You Want, essa que foi protagonista de um dos momentos mais lindos do show, com o público cantando a plenos pulmões enquanto a noite chegava. Living in a Ghost Town, feita durante a pandemia do coronavírus, foi muito bem recebida pelo público. Parecia até velha integrante dos repertório da banda. Can’t You Hear Me Knocking, do Sticky Fingers, que não era tocada desde 2016, foi resgatada pela banda. Baita acerto! Quem vai ao show do Stones, sempre espera por esses resgates históricos. Honky Tonk Women veio na sequência para Jagger brilhar como nunca. Aos 78 anos, ele dança, rebola, corre pela passarela do palco com
Rolling Stones cancela show em Amsterdã após Mick Jagger contrair covid

O quarto show da turnê Sixty, do Rolling Stones, foi cancelado em cima da hora. Faltando poucas horas para o início da apresentação, nesta segunda-feira (13), na Johan Cruijff Arena, em Amsterdã, a banda revelou que não seria possível manter a programação porque Mick Jagger contraiu covid. Confira abaixo a nota do Rolling Stones “Os Rolling Stones foram forçados a cancelar o show de hoje à noite em Amsterdã, na Johan Cruijff Arena, após Mick Jagger testar positivo para a covid, quando chegou ao estádio. Os Rolling Stones estão profundamente chateados pelo adiamento, mas a segurança da plateia, dos músicos e da equipe de turnê é prioridade. O show será remarcado para uma outra data. Os ingressos para o show de hoje continuarão valendo para essa nova data”. Confira abaixo a nota de Mick Jagger “Eu sinto muito que nós tenhamos que adiar o show de Amsterdã com uma.noticia tão repentina nesta noite. Eu, infelizmente, acabo de testar positivo para covid. Estamos decididos a reagendar, o mais rápido possível, e voltarmos assim que pudermos. Obrigado pela paciência e compreensão”.
Rolling Stones: o dia que a maior banda de todos os tempos conquistou Liverpool

Quem acompanha o Blog n’ Roll há anos já sabe o que pensamos: o Rolling Stones é a maior banda de todos os tempos e não tem discussão. Assistir Mick Jagger e companhia em Liverpool, cidade dos Beatles, a segunda maior da história, não tem preço. Havia muita coisa por trás desse show, que aconteceu na última quinta (9), em Liverpool. Foi a primeira apresentação dos Stones na cidade em 51 anos! A estreia da banda no lendário Anfield, estádio do poderoso Liverpool. E também a primeira vez no Reino Unido sem Charlie Watts. Verdade que fizeram um pequeno tributo no acanhado Ronnie’s Scott, em Londres, recentemente. A atmosfera da cidade parecia de clássico de futebol. Os fãs dos Stones estavam por todos os lados, inclusive em maior número na Mathew Street, a rua do Cavern Club e do quarteirão inteiramente dedicado ao Fab Four. Alguns desses fãs carregavam faixas e camisetas com mensagens provocativas aos Beatles, principalmente após Paul McCartney tentar criar uma rixa chamando o Stones de banda de covers de blues. Algo que nunca incomodou Jagger e Richards, que responderam sempre com respeito e educação ao trash talk do Beatle. O ônibus que partiu da região central de Liverpool rumo ao Anfield estava lotado. Alguns cantavam trechos de músicas dos Stones, enquanto outros conversavam sobre possibilidades do que poderia entrar no set. Parecia uma reunião da ONU. Argentino, brasileiro, polonês, italiano, inglês, espanhol. Todos estavam na mesma trilha. Na hora do ponto final, o motorista gritou: “esse é o ponto para o show do Stones”. Uma rápida caminhada e já estava em Anfield. Organização incrível para garantir a entrada rápida do público. O estádio é grande, mas tem aquele aspecto de arena, o que aproxima fã e banda durante o show. Talvez as cadeiras inferiores não tenham uma visão tão legal, mas o restante do estádio garante uma experiência única. E o melhor de tudo: todo coberto nas cadeiras. Aberto apenas na pista e pista premium. Echo & The Bunnymen Veterana da cena de Liverpool, a Echo & The Bunnymen foi quem abriu o evento no Anfield. Surgida em 1978, a banda teve grande alcance comercial nos anos 1980, mas perdeu força a partir da década seguinte. Ian McCulloch e Will Sergeant, vocalista e guitarrista, respectivamente, são os remanescentes da formação original. Curioso notar como McCulloch, mesmo debaixo de forte calor e diante de uma multidão, se manteve intacto em sua presença de palco e com um visual bem característico do pós punk. Sem muito tempo disponível, apenas 50 minutos, o Echo & The Bunnymen entregou um set calcado em sucessos. Foram nove faixas, incluindo Bring On The Dancing Horses, Seven Seas, The Cutter e The Killing Moon, que encerrou o show. Em Nothing Lasts Forever, a banda fez um medley com Walk On The Wild Side, de Lou Reed. E com o estádio ainda sendo preenchido pelo público, Ian McCulloch agradeceu os Stones pelo convite, disse que tinha realizado um sonho e saiu de cena. Rolling Stones Enquanto o público retornava da pausa para a hidratação, o telão iniciou uma linda homenagem a Charlie Watts, eterno baterista do Stones, falecido em agosto do ano passado. Ninguém mais ficou sentado. O estádio inteiro, 50 mil pessoas, aplaudiu o tributo. Alguns se emocionaram bastante. Street Fighting Man abriu a apresentação. Steve Jordan, que já convive e trabalha com alguns Stones há mais de 40 anos, está no lugar de Watts. E os fãs o receberam de forma muito respeitosa desde o início. Logo de cara é extremamente necessário lembrar que Mick Jagger completará 79 anos no próximo mês. Sim, 79 anos!!! E a turnê Sixty, que já passou por Madrid, Munique e Liverpool, comemora os 60 anos de estrada do Stones. Pois bem, Jagger não mudou nada. A voz segue impecável, os passinhos de dança não mudaram. A energia no palco é a mesma da observada na última turnê no Brasil, em 2016. É impressionante! Na frente do palco, duas pessoas acompanham atentamente Jagger: o coreógrafo, que depois chama a atenção para onde acertou e errou, além do filho mais novo, Deveraux Jagger, de cinco anos, que imita os passos do pai em vários momentos. Keith Richards (78 anos) perdeu um pouco a mobilidade. Não anda mais pelo palco como antes, mas Ronnie Wood (75) segue acompanhando Jagger nos passeios pela passarela e laterais do palco. O início da apresentação seguiu bem nostálgico, com dois resgates incríveis dos tempos em que o Stones se apresentava no Empire Theatre, em Liverpool: 19th Nervous Breakdown e Get Off of My Cloud, essa substituindo Rocks Off, tocada em Munique. “Em 1962 nós conhecemos um baterista chamado Charlie Watts. Essa é a nossa primeira turnê na Inglaterra sem ele. Então nós queremos dedicar esse show para ele”, disse Jagger, em sua primeira comunicação com o público. Tumbling Dice veio logo depois. Não sei explicar, mas simplesmente chorei. Stones é a trilha da minha vida. Ouvi pela primeira vez em 1989, quando tinha 4 anos e imitava Mick Jagger no histórico show de Atlantic City, que foi exibido na TV, repleto de convidados. Stones também foi o primeiro grande show da minha vida, em 1995, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. E as lembranças se seguiram por toda vida. Impossível explicar o que sinto. Em 1995, com 10 anos, lembro de ter chorado ouvindo Out of Tears no Pacaembu. Tumbling Dice foi quem conseguiu esse feito agora. Ao término de Tumbling Dice, Jagger fez uma confissão. Disse que a banda havia pensado em tocar You’ll Never Walk Alone, famosa na voz do Gerry & The Pacemakers e na torcida do Liverpool. No entanto, optaram por algo que também seria incrível: I Wanna Be Your Man, faixa composta pelos Beatles, mas lançada pelos Stones em 1963. Foi a primeira vez que a música foi lembrada em um show deles em dez anos. E, como se tivéssemos sido transportados para os anos 1960, Jagger e companhia seguiram explorando o repertório dessa fase, com
Exaltado por Stones e Killers, Sam Fender é o nome do verão britânico

Responsável pela abertura do show do The Killers, no Emirates Stadium, em Londres, na última sexta-feira (3), o guitarrista inglês Sam Fender vem conquistando seu espaço com muito merecimento. Antes mesmo de lançar seu primeiro álbum de estúdio, Hypersonic Missiles, em 2019, Fender já lotava shows em Londres, Nova York e Los Angeles. Com o segundo disco, Seventeen Going Under, de 2021, cresceu mais ainda. A faixa-título desse trabalho virou seu single com mais streams. Agora, na atual temporada, segue obtendo conquistas importantes. O show com o The Killers foi o primeiro do artista em um estádio. Algo que ele fez questão de mencionar: “estou muito feliz de estar aqui. É o meu primeiro show em estádio”. Chama a atenção a personalidade deste jovem de 28 anos. No palco, consegue comandar a plateia como poucos. Entra em cena acompanhado com uma superbanda com metais, guitarras, baixo e teclado. A sonoridade também é de quem não ficou acomodado com o que escutava quando adolescente. Fã declarado do Kings of Leon, Fender é fascinado por Jimmy Page, Jimi Hendrix e Slash. O som, no entanto, está mais voltado para a linha de Bruce Springsteen. E isso é bom demais. Em algumas entrevistas, chegou a declarar que seu irmão o apresentou os álbuns Born to Run e Darkness on the Edge of Town, do The Boss. Aliás, por falar em personalidade, ele deixa isso bem claro em pequenos gestos também. Por exemplo, esticar uma bandeira do Newcastle, seu time de coração, em cima do teclado, mesmo sabendo que está na casa do Arsenal. Quem se importa, né? Fender também atrai muito o público jovem por ter mantido uma carreira de ator em papéis secundários em séries de TV. No show na casa do Arsenal (chamo assim porque os vizinhos do estádio simplesmente ignoram o nome Emirates Stadium), Fender tocou dez músicas. Foram seis do álbum mais recente, duas do primeiro, uma do EP Dead Boys, além de um b-side de Seventeen Going Under. Aliás, as duas músicas destacadas do show foram as presentes nesse single: Seventeen Going Under fechou a apresentação com o estádio quase inteiro cantando junto, enquanto Howdon Aldi Death Queue veio com uma pegada bem punk rock, acompanhada por um vídeo cheio de críticas sociais. Fender fala com propriedade desses problemas. Nunca foi um abastado. Desde os 15 anos canta na rua para ajudar a família. Seu padrasto, que serviu as Forças Armadas, chegou a viver como sem-teto por mais de um ano, enquanto a mãe precisou se aposentar precocemente por conta da fibromialgia. Em entrevistas recentes, Fender conta que as drogas sempre estiveram presente em sua região. Conseguiu fugir do vício que levou muitos de seus amigos embora, mas não esconde que pensou em vender para poder ajudar a família com o dinheiro. Felizmente a música mostrou um caminho melhor. Por fim, não bastasse as conquistas recentes, Sam Fender também tocará com os Rolling Stones no Hyde Park, em Londres, em julho. Que esse fenômeno chegue logo ao Brasil!
Rolling Stones anuncia turnê comemorativa dos 60 anos na Europa; confira datas

Ninguém para o Rolling Stones. A lendária banda anunciou nesta segunda-feira (14) uma nova turnê na Europa. Intitulada Sixty, a excursão marca a celebração dos 60 anos de carreira. Serão também os primeiros shows sem Charlie Watts no Velho Continente. A turnê no verão europeu inclui dois shows no BST Hyde Park de Londres, além da primeira apresentação da banda em Liverpool desde os anos 1960. A pré-venda dos ingressos começa nesta quarta-feira (16), às 10h, horário de Londres. Os códigos de pré-venda serão enviados por e-mail para todos os inscritos no site do Stones nesta terça-feira (15). A venda geral começa na sexta-feira (18). Confira abaixo as datas da turnê comemorativa dos 60 anos de carreira do Rolling Stones JUNHO 01 – Estádio Wanda Metropolitano – MADRID, ESPANHA 05 – Estádio Olímpico – MUNIQUE, ALEMANHA 09 – Estádio Anfield – LIVERPOOL, Reino Unido 13 – Johan Cruijff ArenA – AMSTERDÃ, PAÍSES BAIXOS 17 – Estádio Wankdorf – BERN, SUÍÇA 21 – Estádio San Siro – MILÃO, ITÁLIA 25 – BST Hyde Park – LONDRES, Reino Unido JULHO 03 – BST Hyde Park – LONDRES, Reino Unido 11 – Estádio King Baudouin – BRUXELAS, BÉLGICA 15 – Estádio Ernst Happel – VIENA, ÁUSTRIA 19 – Estádio Groupama – LYON, FRANÇA 23 – Hipódromo ParisLongchamp – PARIS, FRANÇA 27 – Veltins-Arena – GELSENKIRCHEN, ALEMANHA 31 – Friends Arena – ESTOCOLMO, SUÉCIA
Pitty e Martin celebram dez anos de Agridoce com covers de Stones e Beatles

Há dez anos a cantora e compositora Pitty e o guitarrista Martin lançavam o projeto Agridoce, no qual tocavam piano e violão, respectivamente. Na época divulgaram um álbum, Agridoce (Deck/2011) e um DVD, Multishow Registro: Agridoce – 20 Passos. Para comemorar esse aniversário, eles lançam um single com duas faixas inéditas gravadas naquela ocasião, Sweet Virginia, do Rolling Stones, e Across the Universe, do Beatles. “A gente sempre teve o costume de fazer versões com o Agridoce, tanto pelo barato de ver canções que nos inspiram e encantam com essa outra roupagem quanto para ir descobrindo nossa voz nesse formato novo pra nós dois. Leonard Cohen, Criolo, Beatles, Stones, The Smiths (que entrou no disco) foram alguns dos artistas que regravamos nessa experimentação”, comentou Martin. “A versão de Across the Universe foi feita especialmente para nossa apresentação no Lollapalooza; gravamos pra testar o arranjo e criar as trilhas que o músico Loco Sosa soltaria pelo sampler. Sweet Virginia foi para uma ação em comemoração aos 50 anos da banda Rolling Stones. Ambas foram gravadas na sala da casa de Pitty por nós dois, de forma simples, bem no protocolo do Agridoce”, finaliza. O single Sweet Virginia / Across the Universe já está disponível nos aplicativos de música e em breve será lançado em cassete pela gravadora Deck.
Versão deluxe expandida de Tattoo You, do Rolling Stones, chega ao streaming

The Rolling Stones lançou nesta sexta-feira (22), via Universal Music, Tattoo You (40th Anniversary Edition), uma edição deluxe expandida de Tattoo You, em celebração ao seu 40º aniversário. O recém-remasterizado álbum traz nada menos que nove faixas inéditas da época, entre elas a irresistível Living In The Heart Of Love. A nova edição chega 40 anos depois que o célebre álbum foi lançado pela primeira vez, em 24 de agosto de 1981, enquanto as lendas do rock’n’roll se preparam para voltar à estrada com 13 novas datas na turnê No Filter, nos Estados Unidos. A nova turnê começou dia 26 de setembro, em St. Louis, e se estenderá até novembro. A expectativa para a nova edição de Tattoo You está alta entre os devotos dos Stones e de seus novos admiradores. A remasterização do 40º aniversário do álbum original de 11 faixas inclui favoritas como Hang Fire, Waiting On A Friend (mostrando o gigante do saxofone de jazz Sonny Rollins) e, claro, a faixa de abertura Start Me Up, que tem sido uma assinatura da banda desde então. Os formatos deluxe também incluirão Lost & Found: Rarities e Still Life: Wembley Stadium 1982. O disco Lost & Found contém nada menos que nove músicas do período do lançamento original do álbum, recentemente completadas e aprimoradas com vocais adicionais e guitarras da banda. Entre estas, Living In The Heart Of Love, um exercício aprimorado de rock dos Stones com todo o grupo em sua melhor forma, solos improvisados de guitarra e detalhes refinados de piano. Outros destaques de Lost & Found incluem uma versão impressionante de Shame, Shame, Shame, gravada pela primeira vez em 1963 por um dos heróis do blues da banda, Jimmy Reed; sua leitura de Drift Away, originalmente interpretada pela pérola do soul Dobie Gray; e uma fascinante versão com tons de reggae de Start Me Up. Still Life: Wembley Stadium 1982 é uma lembrança imperdível do show da banda em Londres, em junho daquele ano, na turnê Tattoo You. O poderoso conjunto de 26 faixas está repleto de mega-hits do Stones, incluindo a abertura, com Under My Thumb, e as grandes de todos os tempos, como Let’s Spend The Night Together, Honky Tonk Women e Brown Sugar. O show de Wembley tem covers de Just My Imagination, dos Temptations; Twenty Flight Rock, de Eddie Cochran; Going To A Go Go, do The Miracles; e o rock’n’roll Chantilly Lace, de Big Bopper. Também apresenta testes antecipados ao vivo para as faixas do então novo Tattoo You, como Start Me Up, Neighbours, Little T&A e Hang Fire. Tattoo You (40th Anniversary Edition), via Universal Music, segue a reedição em 2020 do marco histórico de 1973 dos Stones, Goats Head Soup, que levou o álbum de volta ao Nº 1 no Reino Unido. Notavelmente, esta marcou a segunda vez que seu catálogo inigualável chegou ao topo da parada no Reino Unido duas vezes, após a edição deluxe de 2010 de seu álbum Exile On Main St., de 1972. No primeiro lançamento, Tattoo You, produzido pelos Glimmer Twins com o produtor associado Chris Kimsey, liderou as paradas nos Estados Unidos (onde foi quatro vezes platina), Canadá, Austrália e em grande parte da Europa.
Charlie Watts, baterista dos Rolling Stones, morre aos 80 anos
Rolling Stones anuncia pacotão completo para os 40 anos de Tattoo You

O Rolling Stones anunciou hoje o lançamento, via Universal Music, de Tattoo You (40th Anniversary Edition), uma edição deluxe expandida do álbum Tattoo You, em celebração ao seu 40º aniversário. O recém-remasterizado álbum, que será lançado em 22 de outubro, será acompanhado por nada menos que nove faixas inéditas da época. A primeira delas, o irresistível rock Living In The Heart Of Love, já está disponível em todos os serviços digitais. O anúncio de hoje chega 40 anos depois que o célebre álbum foi lançado, em 24 de agosto de 1981, enquanto as lendas do rock’n’roll se preparam para voltar à estrada com 13 novas datas na turnê No Filter nos Estados Unidos. A nova turnê começa dia 26 de setembro, em St. Louis, e se estende até novembro. A expectativa para a nova edição de Tattoo You será alta entre os devotos dos Stones e de seus novos admiradores. A remasterização do 40º aniversário do álbum original de 11 faixas inclui favoritas como Hang Fire, Waiting On A Friend (mostrando o gigante do saxofone de jazz Sonny Rollins) e, claro, a faixa de abertura Start Me Up, que tem sido uma assinatura da banda desde então. Mais novidades com Tattoo You Os formatos deluxe também incluirão Lost & Found: Rarities e Still Life: Wembley Stadium 1982. O disco Lost & Found, assim como Tattoo You, contém nove músicas do período do lançamento original do álbum, recentemente completadas e aprimoradas com vocais adicionais e guitarras da banda. Entre estas, Living In The Heart Of Love, um exercício aprimorado de rock dos Stones com todo o grupo em sua melhor forma, solos improvisados de guitarra e detalhes refinados de piano. Outros destaques de Lost & Found incluem uma versão impressionante de Shame, Shame, Shame, gravada pela primeira vez em 1963 por um dos heróis do blues da banda, Jimmy Reed; sua leitura de Drift Away, originalmente interpretada pela pérola do soul Dobie Gray; e uma fascinante versão com tons de reggae de Start Me Up. Still Life: Wembley Stadium 1982 é uma lembrança imperdível do show da banda em Londres, em junho daquele ano, na turnê Tattoo You. O poderoso conjunto de 26 faixas está repleto de mega-hits do Stones, incluindo a abertura, com Under My Thumb, e as grandes de todos os tempos, como Let’s Spend The Night Together, Honky Tonk Women e Brown Sugar. O show de Wembley tem covers de Just My Imagination, dos Temptations; Twenty Flight Rock, de Eddie Cochran; Going To A Go Go, do The Miracles; e o rock’n’roll Chantilly Lace, de Big Bopper. Também apresenta testes antecipados ao vivo para as faixas do então novo Tattoo You, como Start Me Up, Neighbours, Little T&A e Hang Fire. Tattoo You (40th Anniversary Edition), via Universal Music, segue a reedição em 2020 do marco histórico de 1973 dos Stones, Goats Head Soup, que levou o álbum de volta ao Nº 1 no Reino Unido. Notavelmente, esta marcou a segunda vez que seu catálogo inigualável chegou ao topo da parada no Reino Unido duas vezes, após a edição deluxe de 2010 de seu álbum Exile On Main St., de 1972. No primeiro lançamento, Tattoo You, produzido pelos Glimmer Twins com o produtor associado Chris Kimsey, liderou as paradas nos Estados Unidos (onde foi quatro vezes platina), Canadá, Austrália e em grande parte da Europa, recebendo Certificados de Ouro e Platina em todo o mundo.