Banda inglesa Shame retorna ao Brasil em junho

O quinteto inglês Shame retorna ao Brasil em data única, apresentando um repertório inédito, com canções de seu novo álbum Cutthroat, além de sucessos de seus três discos anteriores. O show acontece no dia 20 de junho, sábado, no Cine Joia, em São Paulo. Essa será a terceira visita da banda ao país desde 2019, após uma série de shows esgotados, gerando imenso buzz pelas performances marcantes do grupo, liderado pelo intenso e carismático vocalista Charlie Steen. Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse, nos setores Pista e Camarote. Para quem deseja comprar sem taxa de conveniência, o Takkø Café é o ponto de venda físico oficial, no bairro Vila Buarque. Confira os dias e horários de funcionamento do estabelecimento. O show é uma produção da Balaclava. Considerados um dos principais nomes que trouxeram à tona a sonoridade punk do Reino Unido, ao lado de IDLES, Fontaines D.C e High Vis, o Shame segue expandindo seu público e consolidando sua reputação como uma banda que transforma inquietação em catarse coletiva. Formado no sul de Londres em meados da década de 2010, o grupo rapidamente chamou atenção pela energia crua de suas apresentações ao vivo e por uma abordagem visceral que dialoga com a tradição pós-punk britânica, mas com identidade própria. Desde os primeiros lançamentos, construíram uma trajetória marcada por urgência política, inquietação geracional e uma entrega performática explosiva. Seu álbum de estreia, Songs of Praise (2018), marcou a essência do pós-punk inglês e trouxe clássicos elementos do britpop, soando Stone Roses e The Fall ao mesmo tempo, com um som direto, barulhento e provocador. Drunk Tank Pink (2021) já mostra uma enorme evolução do quinteto, soando mais grandioso e ambicioso, sob produção de James Ford. Aqui, as referências principais foram Gang of Four, Talking Heads, ESG e Talk Talk. No terceiro disco, Food for Worms (2023), a banda aprofundou sua exploração emocional, equilibrando agressividade e vulnerabilidade com maior sofisticação instrumental. Agora, com o lançamento de Cutthroat (2025), Shame reafirma sua capacidade de evolução sem abrir mão da própria essência. O novo trabalho apresenta sonoridade ainda mais afiada e expansiva, em temas como alienação, ambição, frustração e sobrevivência emocional em tempos de instabilidade social.  Lampião é uma das faixas que evidenciam o interesse da banda por imagens fortes e personagens simbólicos, além da conexão evidente dos integrantes com o Brasil. O título evoca imediatamente a figura histórica do cangaceiro brasileiro Virgulino Ferreira da Silva, associado a narrativas de rebeldia, violência e mito popular. Na canção, essa referência funciona mais como símbolo do que como retrato biográfico: a ideia de marginalidade, confronto com estruturas de poder e sobrevivência em ambientes hostis. Ainda na casa dos vinte anos, os cinco amigos de infância, Charlie Steen, os guitarristas Sean Coyle-Smith e Eddie Green, o baixista Josh Finerty e o baterista Charlie Forbes – evoluíram exponencialmente, com ideias sonoras ambiciosas e habilidade técnica para executá-las. * Balaclava apresenta: Shame (UK) em São Paulo  Data: 20 de Junho de 2026, sábado Local: Cine Joia Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade Horários: Portas 20h / Show 21h Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal Ingressos: https://ingresse.com/shame-sp

Núbia anuncia turnê pelo Brasil com estreia em São Paulo

A música maranhense e a força do reggae brasileiro estão prestes a tomar conta do país. Reconhecida como uma das maiores promessas do gênero na atualidade, a cantora Núbia acaba de anunciar a sua nova turnê nacional, viabilizada pelo prestigioso edital Natura Musical 2026. A circulação celebrará o aclamado álbum visual Sabores e passará por capitais de peso como Florianópolis, Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro. Mas o pontapé inicial dessa jornada já tem data e local marcados: será na próxima quinta-feira (5), na Casa Natura Musical, em São Paulo. Encontro de gerações no palco Para a grande noite de estreia na capital paulista, Núbia preparou um momento histórico. O show contará com a participação especialíssima de Célia Sampaio, reverenciada como a “Dama do Reggae”. Natural de São Luís (MA), Célia iniciou sua trajetória na década de 1980 com a icônica banda Guethos e se tornou uma das principais vozes da cultura maranhense. Essa união no palco reforça o compromisso de Núbia em aprofundar o diálogo entre identidade, ancestralidade e experimentação sonora, passando o bastão entre gerações. Sucesso de “Sabores”, álbum de Núbia A presença de Núbia como uma das artistas selecionadas pelo Natura Musical é a coroação de uma trajetória recente extremamente vitoriosa. O álbum visual Sabores, que serve de base para a turnê, é um absoluto sucesso de crítica e público. O trabalho já ultrapassou a marca de um milhão de execuções nas plataformas digitais.

Pet Shop Boys traz a turnê histórica “Dreamworld” a São Paulo nesta terça-feira

Faltam poucos dias para a icônica dupla britânica Pet Shop Boys desembarcar no Brasil para uma apresentação única. O show acontece na próxima terça-feira (3), na Suhai Music Hall, em São Paulo. Formado por Neil Tennant e Chris Lowe, o duo traz ao país a aclamada turnê Dreamworld: The Greatest Hits Live. O espetáculo promete ser uma viagem inesquecível por mais de quatro décadas de carreira, reunindo os maiores sucessos que moldaram a história do pop mundial. Maior duo pop da história Não é exagero dizer que o show é obrigatório para os amantes da música. Reconhecidos pelo Guinness Book of Records como a dupla mais bem-sucedida da história da música britânica, os Pet Shop Boys possuem um currículo invejável: são 44 singles no Top 30 do Reino Unido (sendo 22 no Top 10 e quatro em primeiro lugar) e 15 álbuns de estúdio figurando nas principais paradas internacionais. A turnê Dreamworld, iniciada em 2022, é a primeira focada exclusivamente nos grandes hits da dupla. Ela chega ao Brasil após arrastar multidões em arenas por toda a Europa e Reino Unido, incluindo uma histórica residência com ingressos esgotados na Royal Opera House, em Londres. A crítica internacional tem se rendido ao espetáculo. O jornal The Independent cravou que “a carreira deles mostrou de forma contínua que a música pop e a alta arte não apenas podem coexistir, como também superar formas musicais supostamente superiores”. Já a NME definiu o show como “uma celebração alegre de duas horas elevando o padrão da música pop”. Além de seus próprios hinos, Tennant e Lowe são lendas dos bastidores. Como compositores, produtores e remixadores, eles já colaboraram com gigantes como David Bowie, Madonna, Lady Gaga, Blur, The Killers e Noel Gallagher. 🎫 Serviço: Pet Shop Boys em São Paulo Ainda dá tempo de garantir presença nesta festa. Os ingressos seguem disponíveis a partir de R$260 (meia-entrada).

Faxes, salada de churrascaria e futebol: a histórica primeira turnê do Millencolin no Brasil, em 1998

​Agosto de 1998 marcou a primeira vez que a banda sueca de hardcore Millencolin pisou no Brasil. A turnê histórica incluiu datas em São Paulo, Curitiba, São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Santos, Belo Horizonte, Porto Alegre e Londrina. ​Mas o que o público via no palco era apenas a ponta do iceberg de uma operação monumental. Organizada por João Veloso Jr. (baixista do White Frogs, banda de abertura) e Marcelo Bastos (da produtora Anorak), a excursão englobou Santos, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e até Buenos Aires. ​A vinda dos suecos representou um salto de profissionalismo para o underground na época, provando que era possível viabilizar uma turnê continental partindo de ideias forjadas em Santos e no Rio de Janeiro. ​Negociações por fax e o choque de realidade para o Millencolin no Brasil ​Longe das facilidades da internet e dos e-mails, o acerto para trazer um dos maiores nomes do skate punk mundial foi feito na raça. “A negociação foi tranquila, foi tudo por fax. Era fax pra lá, fax pra cá, ligação pra lá, ligação pra cá”, relembra João Veloso Jr. O produtor revela ainda que, antes do Millencolin, a dupla tentou trazer o Face to Face, mas as negociações esbarraram em detalhes difíceis para a época. ​Quando os suecos finalmente desembarcaram, trouxeram convidados ilustres: Peter Ahlqvist, dono da lendária gravadora Burning Heart, e Mikael Danielsson, guitarrista do No Fun At All, que atuou cuidando do merchandise. Para João, foi um encontro surreal. “Fui o primeiro na América do Sul a ter alguma coisa do Millencolin e do No Fun At All. Mandei carta escondida e comprei com o Peter, e depois daquele dia ele tá junto. Acabou sendo uma coincidência grande”, conta. ​Porém, a realidade estrutural do Brasil de 1998 cobrou seu preço. Acostumada a tocar na gigante Warped Tour e em grandes festivais pela Europa, a primeira pergunta da banda ao chegar foi: “Onde é o escritório da Mesa/Boogie?”. A resposta brasileira foi um balde de água fria. “Não tem Mesa/Boogie no Brasil, não tem escritório, não tem nem o amplificador. Não tem nem como a gente alugar porque ninguém tem”, explica João. Sem a estrutura gringa, tudo teve que ser adaptado. ​Outro choque cultural envolveu a alimentação. Em uma época sem restaurantes vegetarianos ou veganos acessíveis, a solução para alimentar a banda foi curiosa. “Quase na turnê toda eles comeram no buffet de salada de churrascaria, o que foi complicado, mas virou”, diverte-se o produtor. A pirataria na Galeria do Rock, em São Paulo, também deixou a banda e o dono de sua gravadora impressionados com a falta de CDs oficiais no mercado nacional. ​*Trecho do documentário do Millencolin no Brasil Caos na estrada: amplificadores caídos, brigas e cusparadas ​A turnê pelo continente entregou o puro suco do caos sul-americano dos anos 1990: ​Oásis santista com casa cheia na Jump ​No meio de tanta loucura, o show em Santos, realizado na extinta casa noturna Jump em 12 de agosto de 1998, foi considerado um sucesso absoluto e um porto seguro. “Santos a gente andou pela praia, foi um show legal, mas não teve essas coisas nem de briga, nem de equipamento caindo, nem de decepção. Foi um show bom”, garante João. ​Para o baixista, a noite santista carregava um peso extra. “Tocar em casa sempre é diferente. A gente (White Frogs) estava numa mudança de formação, então era uma ansiedade muito grande por fazer o show e ver como é que ia ser a reação”, confessa. A apreensão deu lugar ao alívio ao ver a Jump lotada recebendo um show grande. ​ “Punk rock de verdade” e hóquei no gelo: As memórias de Mathias Färm Quase três décadas após essa excursão histórica, as lembranças do caos e da intensidade continuam vivas na memória da banda. Em entrevista recente ao Blog n’ Roll, o guitarrista Mathias Färm confirmou a loucura estrutural relatada pelos produtores brasileiros. “Foi algo muito especial para nós vir ao Brasil. É muito longe da Suécia, mas foi incrível. Tenho muitas boas lembranças e também muito caos”, contou o músico. O episódio da invasão de palco em São Paulo, inclusive, teve um desfecho fatal para o seu instrumento. “Minha guitarra quebrou em dois pedaços durante aquele primeiro show porque um cara a jogou para longe. Foi punk rock de verdade, com muita intensidade”, relembrou, garantindo que o amor pelo Brasil permaneceu intacto. Apesar de Santos ter sido o ponto de calmaria daquela turnê turbulenta, Färm admite, com bom humor, que a rotina insana na estrada ofuscou os detalhes da passagem pela Baixada Santista. “Para ser honesto, eu não me lembro muito de Santos naquela primeira vez, porque isso foi há quase 30 anos. Naquela turnê, eu realmente não sabia em que cidade estava, eu apenas tocava”, confessou o guitarrista. O ritmo alucinante de tocar todos os dias, quase sempre atrasados e sem dias livres, transformou a viagem em um grande borrão de adrenalina. “Mesmo assim, voltamos para Santos outras vezes, isso eu lembro”, pontuou. A paixão pelo esporte, que marcou os dias de folga no Brasil, também foi confirmada por Färm. Ele reforçou que o baixista Nikola é o mais fanático, mas que o amor pelo futebol é unânime na banda, rendendo até uma música em homenagem ao time local deles, o Örebro. E aproveitou para brincar com o choque cultural esportivo entre os dois países: “Na Suécia, futebol e hóquei no gelo são os maiores esportes. Imagino que hóquei não seja tão popular em Santos (risos), mas o futebol é incrível”. ​”A moçada foi doida”: o caos em SP e o encontro com Romário ​Para o vocalista e baixista Nikola Sarcevic, a lembrança daquela primeira vez no Brasil também mistura a insanidade dos palcos com a realização de um sonho de fã. Em entrevista à revista Trip, o frontman do Millencolin endossou o relato do colega de banda sobre a energia caótica do público e o icônico episódio na capital paulista. ​”Os shows foram ótimos,

Jonas Brothers anunciam megashow da turnê “Jonas20” no Allianz Parque

Após arrastarem multidões pela América do Norte, os Jonas Brothers confirmaram que a gigantesca turnê comemorativa Jonas20: Greetings From Your Hometown passará pelo Brasil. O trio fará uma apresentação única no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 13 de maio de 2026 (quarta-feira). Maior celebração da carreira do Jonas Brothers Para quem acompanhou o fenômeno dos irmãos desde a era do Disney Channel até o amadurecimento musical recente, esse show é um prato cheio. A turnê celebra os 20 anos de trajetória da banda, passando por hinos absolutos como Year 3000 até as faixas do mais recente álbum do grupo, Greetings From Your Hometown (lançado em agosto de 2025). A proposta da Jonas20 é ser o show ao vivo mais ambicioso da banda até hoje. Cada noite homenageia os diferentes capítulos que formam a história dos irmãos, incluindo os projetos paralelos: Nick Jonas & the Administration, a consolidada carreira solo de Nick, os hits do DNCE (liderado por Joe) e até a nova era solo de Kevin Jonas. O tom da turnê foi dado logo no show de abertura em Nova Jersey (EUA), que contou com participações especiais de peso que destravaram memórias de toda uma geração, como Demi Lovato, Jesse McCartney, JoJo e Switchfoot. 🎫 Serviço e venda de ingressos Prepare os alarmes e os cartões de crédito, pois a maratona de vendas começa já na semana que vem. Todas as vendas (pré-venda e geral) abrem sempre às 10h online (via Ticketmaster) e às 11h na bilheteria oficial (sem taxa). Cronograma de vendas 💰 Tabela de preços Informações importantes

Atração do Bangers Open Air, In Flames anuncia show solo em São Paulo

A escalação de side shows do Bangers Open Air continua rendendo excelentes notícias para os headbangers brasileiros. A organização do festival acaba de confirmar uma apresentação exclusiva da lenda sueca In Flames em São Paulo. O show acontecerá na Audio, no dia 23 de abril de 2026, trazendo toda a bagagem de uma das bandas mais influentes da história da música extrema. Arquitetos do death metal melódico Criado em 1990 na cidade de Gotemburgo, na Suécia, o In Flames começou como uma aposta ousada no underground. Idealizada pelo guitarrista Jesper Strömblad, a banda mesclou a agressividade brutal do death metal com as harmonias e os solos dobrados inspirados no heavy metal tradicional (como o do Iron Maiden). Essa fusão magistral se tornaria a pedra fundamental do chamado Gothenburg Sound, um estilo que definiria toda uma geração do metal melódico escandinavo e moldaria vertentes como o metalcore nos anos 2000. Evolução e o aclamado “Foregone” Com a entrada de Daniel Svensson na bateria e Björn Gelotte assumindo definitivamente as guitarras, a banda lançou clássicos absolutos como Colony (1999) e Clayman (2000). O grupo nunca teve medo de evoluir, incorporando elementos modernos e vocais limpos em discos de sucesso mundial como Reroute to Remain (2002) e Come Clarity (2006). Atualmente liderado pela dupla inseparável Anders Fridén (vocal) e Björn Gelotte (guitarra), o In Flames chega ao Brasil promovendo seu trabalho mais recente, Foregone (2023). O disco foi aclamado por público e crítica por resgatar o equilíbrio perfeito entre o peso esmagador e a melodia marcante que sempre ditaram a trajetória dos suecos. 🎫 Serviço: In Flames na Audio (SP)

Lvcas abre turnê nacional do EP “amnd” nesta sexta em SP

O multi-instrumentista, compositor e criador do gigante canal Inutilismo, LVCAS, sobe ao palco da Audio, em São Paulo, para o show de estreia de sua turnê nacional. A apresentação celebra o lançamento do seu aguardado EP de estreia, amnd (abatido mas não derrotado). Evolução: metal, trap e hardcore Lvcas vem se firmando rapidamente como um dos nomes mais promissores da nova geração do rock brasileiro. Fugindo de rótulos fáceis, ele encontrou sua própria linguagem através de um metal alternativo pesado e moderno, recheado de influências de trap, hip hop e hardcore. O EP amnd representa a evolução natural de um artista que construiu um império na internet e que agora está pronto para escrever um novo (e barulhento) capítulo. No repertório da noite, os fãs poderão conferir o EP na íntegra, incluindo as faixas: Além das inéditas, Lvcas também apresentará sucessos que já estavam na boca do público, como Tão Perto, Inabalável e No Foco. Banda e a rota da turnê Para traduzir a energia do estúdio para o som ao vivo, Lvcas (vocal) não estará sozinho. Ele montou um time de peso que conta com Isadora Sartor (guitarra), Gabriel Bruce (bateria), Marcelo Braga (baixo) e Ronan Tárrega (pick-ups), garantindo a fusão perfeita entre os riffs pesados e as batidas eletrônicas. Após a estreia explosiva em São Paulo, a turnê segue rasgando o Brasil: 🎫 Serviço: LVCAS – Turnê “amnd” em São Paulo Onde comprar

DPR Cream e DPR Artic anunciam show único em São Paulo

O hip-hop e o R&B sul-coreano continuam provando sua força monumental no Brasil. Os artistas DPR Cream e DPR Artic, membros fundamentais de um dos coletivos mais criativos e influentes da Ásia, o Dream Perfect Regime (DPR), acabam de confirmar seu retorno ao país com a DPR Cream & DPR Artic Latam Tour. A apresentação única acontece no dia 16 de agosto de 2026 (domingo), na Audio, em São Paulo. O histórico do coletivo por aqui não deixa margem para dúvidas: todas as passagens anteriores do grupo pelo Brasil tiveram ingressos esgotados, o que exige agilidade dos fãs para garantir um lugar. Era “No Drugs” e a força do coletivo A atual turnê carrega a energia e o espírito rebelde do EP conjunto No Drugs, lançado em maio de 2025. O projeto, concebido durante a Dream Reborn Tour 2024, incorpora influências de diversas subculturas e transita de forma fluida por múltiplos gêneros, evidenciando o compromisso do DPR em ultrapassar fronteiras criativas. A prova desse impacto global é que a dupla desembarca no Brasil após incendiar palcos de peso ao redor do mundo, incluindo festivais como Coachella, Lollapalooza Paris e o Heads In The Clouds (LA), além de uma passagem elogiada por grandes capitais europeias. Quem são os astros da noite? Fundado em 2015, o DPR não é apenas uma gravadora independente, mas um coletivo audiovisual que dirige e edita os próprios projetos, criando uma assinatura estética imersiva. Nesta turnê, os holofotes se dividem entre dois pilares desse universo: 🎫 Serviço: DPR Cream & DPR Artic na Audio

AC/DC no Morumbis é o privilégio de testemunhar a história viva do rock and roll

A espera finalmente acabou. Na noite desta terça-feira (24), o Morumbis voltou a ser o epicentro do hard rock mundial com o primeiro dos três shows do AC/DC no Brasil (a banda repete a dose nos dias 28 de fevereiro e 4 de março, todos esgotados nas primeiras horas de venda). Setenta mil pessoas vibraram com a banda durante 2h15 de apresentação. Essa é a quarta passagem do AC/DC pelo país, após as catarses de 1985 (Rock in Rio), 1996 (Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, e Pacaembu, em São Paulo) e 2009 (Morumbis, em São Paulo). Mas o mundo, e a própria banda, mudaram drasticamente desde aquele último encontro há quase duas décadas. Para uma análise honesta sobre o show do AC/DC no Morumbis, é preciso endereçar o inevitável: o tempo passa para todos, até para os deuses do rock. Brian Johnson (78 anos): forçado a abandonar a turnê de 2016 devido a uma severa perda auditiva, o vocalista está de volta com um sorriso indomável. Embora sua voz não alcance mais as notas estridentes dos anos 80 em faixas como High Voltage, sua entrega e carisma compensam qualquer limitação vocal. É uma entrega absurda no palco. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Blog n' Roll (@blognroll) Angus Young (70 anos): ainda vestindo seu icônico uniforme escolar, Angus apresenta sinais de lentidão em aberturas mais frenéticas, como Thunderstruck. No entanto, ele continua sendo o coração pulsante da banda. Seus solos viscerais, o clássico duckwalk e a energia quase infantil com que percorre o palco provam que sua técnica e resistência continuam formidáveis. O seu solo com mais de dez minutos de duração para encerrar a primeira parte do show, na sequência de Let There Be Rock, é o grande momento desse gênio da guitarra. Apoiando os dois veteranos, a “cozinha” rítmica formada por Stevie Young (guitarrista, sobrinho do saudoso Malcolm Young, falecido em 2017), Chris Chaney (baixo, ex-integrante do Jane’s Addiction) e Matt Laug (baterista, que gravou Jagged Little Pill, de Alanis Morissette e excursionou com o Slash’s Snakepit) entregou uma fundação impecável e pesada, operando com o máximo de eficiência e sem vaidades. Recado aos críticos que “não foram” ver o AC/DC no Morumbis É exatamente por toda essa bagagem que a apresentação desta terça-feira serviu como um choque de realidade para os críticos de sofá. Nas últimas semanas, tornaram-se comuns os comentários desdenhando da voz de Brian Johnson ou apontando a “falta de agilidade” de Angus Young. Vamos direto ao ponto: é uma falta de noção absurda. Não era o momento para encher o saco com exigências de quem espera a performance de atletas olímpicos de 20 anos. Quem foi ao Morumbis com a intenção de avaliar se o alcance vocal de Brian é o mesmo de 1980, deveria ter ficado em casa ouvindo o disco. No Morumbis, o público abraçou a banda do início ao fim. Cantou junto, fez mosh pit, puxou o tradicional olé, olé, olé, AC/DC, além de iluminar o estádio com as luzinhas vermelhas dos chifrinhos, principal item vendido nas redondezas do estádio.  Ver o AC/DC ao vivo em 2026 foi, acima de tudo, um privilégio. Foi a chance de se emocionar vendo dois dos maiores ícones da história da música desfilando o repertório que pavimentou o rock and roll moderno. A entrega, o carisma e os riffs imortais estavam lá. E isso valeu mais do que qualquer nota perfeitamente alcançada. Setlist repleto de clássicos  O show em São Paulo marcou o pontapé inicial da banda em 2026. A rota latino-americana seguirá feroz, passando por Chile (dois shows), Argentina (três) e México (três). O roteiro entregou uma aula de história em mais de 20 músicas, divididas entre Back in Black, Highway to Hell, Dirty Deeds Done Dirt Cheap, Let There Be Rock, Power Up, Powerage, T.N.T., entre outros álbuns. A banda não poupou energia, abrindo o show com o peso de If You Want Blood (You’ve Got It) e emendando imediatamente com Back in Black. O grande trunfo da noite, no entanto, foi o resgate histórico de Jailbreak, faixa que não era tocada ao vivo desde 1991, mas virou parte obrigatória na atual turnê. Outros momentos marcantes Let There Be Rock: com Angus Young sendo elevado em uma plataforma, disparando um solo longo e indulgente, seguido por uma chuva de confetes personalizados do AC/DC. Sin City: Angus fez seu tradicional, porém encurtado, striptease. De forma sensata, o guitarrista poupou o público de ficar apenas de roupas íntimas, usando sua gravata para tocar um solo improvisado. O bis: o encerramento explosivo com T.N.T. e a apoteose com os canhões de fogo em For Those About to Rock (We Salute You), sucedido por uma linda queima de fogos. O AC/DC poderia ter se aposentado anos atrás com seu legado intacto, logo após a morte de Malcolm Young. Porém, ao subir ao palco em 2026, no primeiro show da temporada, eles provaram que a fome de tocar continua viva. Pode não ser a mesma banda de 30 anos atrás, mas a energia bruta, a dedicação e o respeito profundo pelos fãs fazem desta turnê um triunfo inegável. Eles tocaram, e nós os saudamos.