Apeles será artista de abertura do show do The Vaccines em São Paulo

O selo e produtora Balaclava Records anunciou Apeles como show de abertura para a banda inglesa The Vaccines, no próximo dia 21, no Cine Joia, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse, nos setores Pista e Mezanino. O cantor e compositor paulistano lançou este ano o projeto colaborativo internacional Estasis, capítulo final da trilogia iniciada com Rio do Tempo (2017) e seguida por Crux (2019). Este novo álbum representa uma nova era na discografia de Apeles, divergindo dos trabalhos anteriores ao expandir o foco além do cantor como figura central. A noite conta com a participação especial de YMA, que participa do álbum. A banda foi formada em Londres no ano de 2010, liderada pelo compositor, guitarrista e vocalista Justin Young. Com influências declaradas como The Ramones, The Jesus and Mary Chain, Jonathan Richman e The Beach Boys, o grupo teve sua vida transformada já no debut What Did You Expect from The Vaccines? de 2011. Balaclava apresenta: The Vaccines (UK) em São Paulo Abertura: Apeles com participação de YMA Data: 21 de novembro de 2024, quinta-feira Local: Cine Joia Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade Horários: Portas 19h / Show 21h Ingressos

Joyce Manor inicia turnê inédita pelo Brasil nesta semana

Começa nesta semana a inédita turnê brasileira da Joyce Manor, banda norte-americana pop punk/indie rock que celebra dez anos do aclamado disco Never Hungover Again (2014), junto à conterrânea post-hardcore/noise rock Gouge Away, com os vocais expressivos da vocalista Christina Michelle. Os ingressos seguem à venda. Joyce Manor e Gouge Away se apresentarão em três capitais brasileiras. O giro começa na sexta-feira (15) no Rio de Janeiro (Experience Music) e segue sábado (16) para Curitiba (Basement Cultural). A última data é em São Paulo (Fabrique Club), no domingo (17). No primeiro show da turnê (15), na capital fluminense, as bandas nacionais no evento são Faia e Um Quarto. Sábado, em Curitiba, a abertura fica com o Mitocôndria e Freespirits (Reino Unido). Já na capital paulista (17), as escaladas nacionais são Gagged e Metade de Mim.

Dinosaur Jr mata a saudade dos fãs com show impecável em SP

Dinosaur Jr. certamente era a banda mais esperada da edição 2024 do Balaclava Fest, que rolou em São Paulo, no último domingo (10). As camisas da banda eram a vestimenta oficial no Tokio Marine Hall, usadas por fãs que esperavam, há anos, por uma nova oportunidade de ver o trio lendário do rock alternativo norte-americano. O Dinosaur Jr nunca esteve entre os mais famosos nomes do rock mainstream, mas o gênero sempre foi eficiente em tornar cult e sagrado vários nomes menos badalados. E é nesse grupo especial que se encontra a banda composta por J Mascis, Lou Barlow e Emmett Murph. Majoritariamente um público um pouco mais velho dominou a pista do Tokio Marine, após os mais jovens curtirem os sons indies e contemporâneos da tarde do festival. Após uma espera sem atrasos, os caras entraram no palco, em um momento meio anti climático: foram necessários alguns segundos para Mascis afinar a guitarra ao seu modo, antes de tocar a primeira nota da música de abertura, The Lung. Cercado por um paredão de amplificadores Marshall, Mascis, de poucas palavras, não economizou nos efeitos de pedais e distorções do seu instrumento. Para dar ainda mais peso, Barlow, selvagem em seu baixo e Murph, incansável na bateria, criaram uma verdadeira onda sonora, um pouco estourada pelo sistema de som do casa, que embolou o que era produzido pela banda no palco. Nada que tenha desanimado o público, que estava ali justamente pelo peso, a distorção e o virtuosismo dos dinossauros do rock alternativo. Seguiram-se In The Jar e Garden, tão celebradas quanto a abertura. Até a curiosa pausa e retomada em Out There — interrompida porque, segundo Lou, a banda estava sem dormir há dois dias — foi celebrada pelos fãs. Teve espaço até para o cover de Just Like Heaven, do The Cure, gravado pela banda no álbum You’re Living All Over Me, de 1987. E claro, as esperadas Feel the Pain e Gargoyle. Foram 18 músicas bem escolhidas, de uma extensa coleção de músicas. Aliás, alguns devem ter sentido falta de clássicos como Raisans. Mas com 40 anos de história, escolhas são inevitáveis — e a seleção final capturou bem a carreira da banda. A noite e o encerramento do Balaclava Fest proporcionaram uma verdadeira imersão no rock alternativo dos anos 1980. Riffs e solos de guitarra criativos, intensificados por efeitos como o Wah-Wah, acompanhavam a distorção visceral característica do gênero. A cozinha soava firme e despretensiosa, como se a banda ainda estivesse nos seus primeiros anos. Um público entregue, revivendo até o esquecido crowdsurfing. Alguns exageros, como o som alto e até mesmo um fã invadindo um palco. E claro, a alegria de todos os que se permitiram viver um show do Dinosaur Jr. Edit this setlist | More Dinosaur Jr. setlists

Water From Your Eyes traz novas nuances para o palco do Balaclava Fest

Water From Your Eyes, uma das atrações do Balaclava Fest 2024, lançou, em 2023, um dos discos mais celebrados pela crítica musical alternativa. O Everyone’s Crushed tem pouco mais de 30 minutos de duração, divididos em nove faixas de um indie pop com riffs de guitarras repetidos, que dão uma textura excêntrica ao som da dupla Nate Amos (guitarra e produção) e Rachel Brown (vocais). Em turnê, porém, eles contam ainda com o auxílio de Bailey Wollowitz na bateria e Al Nardo criando outra camada de guitarra. Justamente esse essa encorpada no som trouxe ainda mais ritmo e nuances para a apresentação em São Paulo. Destinado ao pequeno Palco Hall, atraindo um número modesto de público (que já partia para o palco principal, onde iria se apresentar o headliner Dinosaur Jr.), a banda criou um clima de boate indie moderna. Alguns dos presentes dançavam embalados pelos sons repetidos e marcados da guitarra de Amos. Outros, porém, pareciam mais hipnotizados pelo canto melancólico e pelas guitarras distorcidas de Nardo e Amos, que revezavam nos improvisos, enquanto o baterista Wollowitz marcava o tempo como um competente baterista de rock. A iluminação, com uma tendência ao vermelho, e o palco improvisado próximo ao público, ajudaram a tornar o ambiente propício para que músicas como Barley, criassem uma experiência envolvente. Qualquer grito ou reação do público era notado por Brown, que chegou a conversar com a plateia em vários momentos. Apesar de elogiada pela crítica especializada, a Water From Your Eyes ainda é conhecida por poucos no Brasil, mas fez uma importante carta de apresentação em um show onde o intimista e o enérgico se confundiram, mas sempre encontram ouvidos prontos para apreciar a arte ora rock, ora pop, da banda.

Ana Frango Elétrico entrega show seguro e gostoso no Balaclava Fest

Uma das atrações nacionais do Balaclava Fest, festival que aconteceu no Tokio Marine Hall, em São Paulo, no último domingo (10), Ana Frango Elétrico (nome artístico de Ana Faria Fainguelernt) vem cada vez mais chamando a atenção na cena nacional. Seu último disco, Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua, figurou em listas de melhores discos lançados em 2023, no território nacional. Ao vivo, Ana confirma o talento que percebemos em suas gravações. Acompanhada de uma competente banda, que consegue dar a base necessária para a miscelânea de gêneros do som da cantora, é possível encontrar familiaridades na forma dela cantar; mas seria impreciso nomear suas influências. Isso porque Ana também imprime uma estética moderna, que talvez a gabarite para categorizar seu som dentro da pós-MPB, como prefere chamar seu estilo sonoro. Tocando no finalzinho da tarde do Balaclava Fest, já vendo a casa de espetáculos Tokio Marine Hall encher, Ana entrou e saiu segura do palco. Seja quando explorou o indie-pop de canções como Coisa Maluca, seja quando remeteu mais à MPB clássica, como fez em Camelo Azul, ou mesmo quando a banda que a acompanhava trouxe percussão e samples que deixavam seu som mais lisérgico. O público presente intercalou entre danças, aplausos e coros, mostrando que Ana já está construindo uma base de fãs que reconhece seu talento. Ana Frango Elétrico, além de performar uma gostosa apresentação, aquecendo o público que ainda chegava ao festival, fez jus aos elogios que recebe no presente e deixou a sensação de que o futuro é ainda mais promissor: seja por saber conversar com o contemporâneo, em suas letras e na sonoridade de suas músicas, atraindo os jovens ouvintes à música nacional, seja por respeitar e aproveitar o passado, usando-o como combustível para o novo.

Planet Hemp celebra 30 anos de história com DVD e álbum ao vivo

Em um palco tomado por luzes verdes e uma energia que pulsa nas entranhas da música brasileira desde os anos 90, o Planet Hemp reviveu – e renovou – sua própria lenda. O lançamento do DVD e álbum ao vivo Planet Hemp Baseado em Fatos Reais: 30 Anos de Fumaça é uma celebração vigorosa de três décadas de música, resistência e ativismo. Gravado em julho de 2024, em um show histórico com ingressos esgotados no Espaço Unimed, São Paulo, álbum e audiovisual reúnem 26 faixas que sintetizam a trajetória da banda, com colaborações e referências que marcaram essa jornada. “Esse álbum ao vivo é mais do que uma celebração, é a reafirmação de tudo que sempre defendemos desde o começo. Cada faixa e participação trazem um pedaço dessa história, e ouvir isso ao vivo, com a energia do público, é lembrar o motivo pelo qual começamos. São 30 anos e a chama não se apagou, nem se apagará”, comenta Marcelo D2. BNegão, por sua vez, vê o lançamento como uma extensão do legado da banda, que atravessa gerações. “Tem algo marcante em pisar no palco e ver uma galera nova cantando tudo com a mesma empolgação de quem estava lá no começo. Esse disco ao vivo é o registro dessa energia, da nossa conexão com o público e de uma história que não se perdeu no tempo, ao contrário: apenas se fortaleceu. São 30 anos, mas a pressão sonora é a mesma – o Planet Hemp nunca foi só música; é uma ideia, uma mensagem que nunca deixou de ser atual”.

Com inéditas e convidados, Cidade Verde Sounds celebra carreira em DVD

O Cidade Verde Sounds, liderado pelo vocalista Adonai e pelo DJ e beatmaker Dub Mastor, lançou o registro audiovisual 10 Anos de Missão de Paz. Gravado no fim de abril, na Audio Club, em São Paulo, o show comemorativo contou a participação de nomes como Planta e Raiz, Rael, Marina Peralta, Fábio Brazza e o funkeiro MC Kako, com quem a banda divide os vocais na nova música de trabalho O Tempo Não Para. “É difícil escolher as músicas preferidas, mas com certeza O Tempo não para é um ponto alto do DVD. É o tipo de letra que vai fundo na alma, do jeito que nossos fãs gostam e que moldaram nossa carreira. Ela retrata a luta por um lugar ao sol, e que basicamente define esse DVD pra nós: a realização de uma conquista que veio com muita luta. E o Kako, para mim, é um dos maiores artistas da atualidade. Ele traz no funk a essência da rua, da mensagem, da espiritualidade. Tudo que o reggae e o rap também defendem”, diz Adonai. Antes do projeto chegar às plataformas na íntegra, o Cidade Verde Sounds lançou Coração Novin (com a cantora Marina Peralta) e Seu Cheiro (com os parceiros do Planta e Raiz). “Cada participação foi escolhida a dedo: Brazza é um grande amigo e, para nós, um dos maiores letristas do Brasil; os caras do Planta conseguem lançar músicas e discos lindos com a mesma qualidade de 20 anos atrás, como se o tempo não passasse. São referências. Já o Rael é a prova de como o reggae, o rap e o pop podem estar dentro da mesma música com maestria”, comenta o vocalista. E nessa grande festa ainda tem outros nomes de peso. “A Marina é uma artista completa, tem letra, discurso, visual e presença, além de ser uma grande amiga também. O Kako é parceiro, conterrâneo nosso, e como eu já disse, um dos grandes da nossa geração. Temos ainda no DVD o DJ Coala, que produziu muita coisa do Cidade Verde e abrilhantou a noite com a sua presença”, completa. O novo DVD traz 18 faixas, incluindo quatro inéditas e 14 regravações de clássicos. Foi produzido pelo renomado Daniel Ganjaman, responsável por trabalhos com Sabotage, Criolo, Baiana System e Planet Hemp, criando essa atmosfera de celebração de uma linda trajetória de uma banda que segue na atividade e com planos para o futuro. Já a direção é de Mateus Rigola, que já assinou clipes de MC Daniel, MC Kako e Costa Gold. Carregado de memórias afetivas, o Cidade Verde Sounds vive um grande momento ao registrar encontros inesquecíveis em um ato de devoção à música. “O disco Missão de Paz mudou nossa vida e o cenário reggae dez anos atrás. Então nada mais justo que celebrarmos esse aniversário com o primeiro DVD da banda. Fizemos nosso melhor, sem gravadora, só na raça e com o amor que nos trouxe até aqui, além de amigos queridos como Daniel Ganjaman, que acreditou no projeto e é um dos maiores produtores e arranjadores do Brasil. O resultado não podia ser outro: momentos de muita emoção, com músicas que marcaram muita gente, e inéditas que vão marcar daqui pra frente”.

Multishow transmite ao vivo show de retorno do Linkin Park ao Brasil

Na próxima sexta (15), o Multishow e o Globoplay, disponível também para não assinantes, exibem, a partir das 20h15, a apresentação da banda californiana Linkin Park, que volta ao Brasil após mais de sete anos, agora sob a liderança de Emily Armstrong. Diretamente de São Paulo, Titi Müller vai comandar a cobertura, trazendo entrevistas e bastidores do espetáculo que promete ficar marcado na história. Sucesso de bilheteria, os ingressos para a grande noite esgotaram em menos de 40 minutos, mas o público de casa vai poder curtir todos os detalhes do show nas telas do canal e da plataforma. Clássicos como Numb, Faint, In The End, além de lançamentos do novo álbum que também chega às plataformas na sexta, fazem parte do repertório.