Eric Clapton vem ao Brasil para três shows com Gary Clark Jr
Após cancelar show no Rio, Beck entrega apresentação dançante em SP

Na noite anterior ao show no Primavera Sound, Beck tinha uma apresentação agendada no Rio de Janeiro, mas cancelou de última hora por questões de saúde. Logo se criou uma incerteza sobre a participação dele no festival. Doente ou não, o músico de 53 anos apareceu em Interlagos. E engana-se quem pensa que faltou disposição. Beck cantou, dançou, deitou no chão e manteve um clima animado do início ao fim. No palco, ele estava acompanhado de músicos renomados do cenário alternativo norte-americano, como o guitarrista Jason Falkner (Jellyfish, The Three O’Clock e The Grays) e o tecladista Roger Manning Jr (Jellyfish, The Moog Cookbook e Imperial Drag). Apesar desse suporte power pop, Beck sempre foi um artista imprevisível. Sua discografia passeia por gêneros distintos como indie rock, bluegrass, funk, eletrônico, hip hop, entre outros. Mas em Interlagos foi mais no rock alternativo que o consagrou em 1994 com o álbum Mellow Gold. Porém, adicionou muitas camadas dançantes também. Aliás, o superhit Loser foi o grande momento do show. Era nítida a alegria de Beck ao ver o público cantando o refrão em alto e bom som. Beck tem uma relação íntima com a música brasileira, que inclui amizades com Caetano Velozo e outros artistas renomados, além de uma lembrança marcante pré carreira. “Meu primeiro show foi do Tom Jobim”, declarou ao público. The Valley of the Pagans, parceria do músico com o Gorillaz, caiu bem no repertório, principalmente pela sonoridade mais dançante. O show de Beck é um prato cheio para quem prefere ouvir música boa ao invés de bla bla bla de “amo o Brasil”, “vocês são lindos” e coisas do gênero. Aqui é música atrás de música. Setlist Devils HaircutMixed BiznessThe New PollutionGirlQué Onda GueroNicotine & GravyThe Valley of the Pagans (Gorillaz cover)WowGamma RayLost CauseEverybody’s Got to Learn Sometime (The Korgis cover)DreamsUp All NightE-ProLoserWhere It’s AtOne Foot in the Grave
Interpol anuncia show extra em São Paulo; venda começa na segunda

A banda Interpol anunciou um show extra em São Paulo. Agora, o grupo fará uma segunda apresentação na Audio. O show acontece em 8 de junho. As outras datas são 7 de junho, na Audio, em São Paulo, e 5 de junho no Vivo Rio, no Rio de Janeiro. O trio traz uma sonoridade cheia de linhas de baixo e guitarras harmoniosas, no melhor estilo pós-punk, sendo um dos grupos associados à cena musical independente da cidade estadunidense. Entre seus maiores sucessos, podemos destacar as composições Evil, All The Rage Back Home e Obstacle 1. O grupo tem sete álbuns lançados. Nesta turnê, que passa pelo Brasil em junho de 2024, irão homenagear os dois primeiros trabalhos, Turn on the Black Lights (2002) e Antics (2004). Com mais de 20 anos de carreira, Interpol promete um show de rock inesquecível e cheio de energia. A venda de ingressos para o show extra do Interpol tem início na próxima segunda-feira (4), no site Livepass. SERVIÇO – SÃO PAULO Data: 07/06/2024 e 08/06/2024 (show extra) Local: Audio Endereço: Avenida Francisco Matarazzo, 694 – Barra Funda Abertura dos Portões: 19h Horário do Show: 21h Site de vendas: Live Pass SETORES E PREÇOS* Pista – R$ 430,00 (inteira) / R$ 215,00 (meia-entrada) Camarote – R$ 530,00 (inteira) / R$ 265,00 (meia-entrada) Parcelamento em até quatro vezes sem juros
The Killers faz aquecimento de luxo do Primavera Sound em São Paulo
black midi comprova a importância dos side shows de festivais em SP

Texto por Thiago Menezes Sempre que um grande festival, como o Primavera Sound – que acontece em São Paulo, neste sábado (2) e domingo (3) – é anunciado, muitos se atentam majoritariamente para os consagrados nomes do line up. Bandas como The Cure e The Killers, figuras bem conhecidas no mundo da música, acabam atraindo grande parte do público desses eventos. Porém, curiosos e inquietos, que sempre procuram algum frescor, olham atentos para as letras menores da lista de atrações, que (injustamente) apresentam bandas menos populares por aqui. Aproveitando esses nomes mais emergentes, que já chamam atenção no exterior e dos mais entusiastas de novidades musicais, o Primavera Sound promove o Primavera na Cidade. Pequenos shows, em casas de shows charmosas da cidade de São Paulo, que antecipam os dias do festival com bandas que comovem uma cena mais “underground” da música. Foi assim que o Cine Joia recebeu, na última quarta-feira (29), um público curioso, mas preparado, para conhecer o black midi. Formada em 2017 e já com três álbuns de estúdio, a banda inglesa tem chamado certa atenção pela amálgama de estilos e influências em seu som. Assim que entram no palco, sem muito firula, portando apenas os instrumentos clássicos de uma banda rock n’ roll (guitarras, baixo e bateria), eles deixam claro como é o mecanismo do grupo. Puxado pelas guitarras de Cameron Picton e Geordie Greep, é na primeira porrada na caixa da bateria de Morgan Simpson que a banda mostra toda sua força, na canção 953. A furiosa introdução, mostrando influências do rock clássico ao metal, logo dá espaço para a graça e a calmaria dos vocais de Greep. Nesse momento, você logo percebe novas influências sonoras, que fazem com seus ouvidos precisem de um tempo para assimilar e aceitar que ali está uma banda que gosta e procura misturar todas as suas influências em um só som. É possível notar influências do jazz ao blues, passando pela hipnose dos sons mais intimistas do Radiohead, do rock contemporâneo do Arctic Monkeys e do Kings of Leon e das bandas de post-rock. Talvez, o público presente que já conhecia a banda e seus álbuns (com toques de saxofone e instrumentos incomuns para uma banda de rock pesado), não tenha se surpreendido com isso, e até tenha ido ao show justamente para presenciar tais performances. A plateia acompanhou a mistura sonora do black midi intercalando momentos de contemplação, quando o Greep e a banda levavam o som para áreas mais jazzisticas, e rodas punk respeitosas que eram provocadas pela eclosão do som do grupo. Entre as belas melodias, como em Magician, puxadas por Greep na guitarra, mas acompanhadas por sua cantoria influenciada por Tom Waits e Nick Cave, o baixista Seth Evans intercalava sua posição com um teclado, para preencher as leves melodias e/ou o som pesado que a banda trafega com muita competência e naturalidade. Simpson, por sua vez, é um maestro na bateria, que trocava olhares constantemente com a banda para poder conduzir a alternância entre o belo e o selvagem de suas músicas. O futuro do rock, da música, e dos festivais é promissor enquanto houverem novidades como o black midi. Fiquem atentos aos pequenos nomes nas lista de lineups. Que dure e volte muitas vezes.
Tom Jones confirma show único no Brasil; confira data, local e preços

Tom Jones anunciou show no Brasil. O lendário cantor galês faz única apresentação no país, no dia 17 de abril de 2024, em São Paulo, no Espaço Unimed, trazendo seus maiores sucessos. A venda de ingressos para o público geral estará disponível a partir do dia 5 de dezembro, começando às 10h online e às 12h na bilheteria oficial. Os ingressos, que podem ser adquiridos em até 10 vezes, estarão disponíveis online na Ticketmaster e na bilheteria oficial (sem taxa de serviço). A realização é da Live Nation Brasil. Sir Tom Jones continua a sustentar a sua popularidade em todo o mundo, cativando o público com a sua discografia atemporal de canções de sucesso e talento e carisma duradouros. Com uma carreira notável que se estende por mais de seis décadas, Jones é amplamente considerado um dos maiores cantores e artistas de todos os tempos, vendendo mais de 100 milhões de discos e continuando como uma figura estimada e influente na indústria musical. Aos 83 anos, Jones recebeu algumas das melhores críticas de sua carreira por seus álbuns mais recentes produzidos por Ethan Johns, Surrounded By Time, Long Lost Suitcase, Spirit In The Room e Praise & Blame. Os críticos elogiaram tanto o material gravado quanto às performances de Jones, destacando seu talento inegável e único tanto no estúdio quanto no palco. Nascido na cidade de Pontypridd, no País de Gales, Jones abandonou a escola ainda jovem, trabalhando em vários biscates antes de começar como membro de uma banda local chamada The Senators, mais tarde formando seu próprio grupo, Tom Jones and the Squires, tocando em clubes e pubs da região. No início dos anos 1960, ele assinou com a Decca Records em Londres, dando início a uma carreira diversificada e de sucesso e alcançando fama internacional com sua voz poderosa e presença de palco dinâmica. Ele tinha uma série de canções de sucesso, incluindo It’s Not Unusual, What’s New Pussycat?, Delilah e Green, Green Grass of Home, que acompanhava seu imensamente popular programa de TV intercontinental de 1969-1971, This is Tom Jones. Jones sempre teve um interesse fundamental por uma ampla variedade de músicas, o que o levou a trabalhar com dezenas de colaboradores icônicos ao longo dos anos, desde Stevie Wonder e Aretha Franklin a Van Morrison, Dolly Parton e Ed Sheeran, apenas alguns entre muitos. Embora seja conhecido por seus sucessos, ele é antes de tudo um artista diversificado com uma verdadeira alma de ritmo e blues. A carreira de Jones foi repleta de inúmeras honrarias e elogios, incluindo o título de cavaleiro profundamente acarinhado pela Rainha Elizabeth II em 2006, vários Brit Awards, um Silver Clef Award, o prestigiado Music Industry Trusts Award e um Hitmaker Award do US Songwriters Hall of Fame. Ele também atuou em filmes como Marte Ataca!, de Tim Burton, e Playhouse Presents: King of The Teds para a Sky Arts. Junto com sua turnê anual, Jones continuou ativo na indústria como treinador de longa data no The Voice UK e sendo um contribuidor valioso em uma variedade de eventos e transmissões, como o 25º aniversário do MusiCares (em homenagem a Bob Dylan) e o 57º Grammy Awards, bem como muitos outros para causas de caridade. Sua recente autobiografia, Over The Top And Back, foi um best-seller divertido, e seu álbum lançado em 2021, Surrounded By Time, fez dele o homem mais velho a reivindicar o primeiro lugar na parada oficial de álbuns do Reino Unido com um álbum de material novo, ultrapassando Bob Dylan. SERVIÇO – TOM JONES SÃO PAULO Data: 17 de abril de 2024 (quarta-feira) Local: Espaço Unimed Endereço: R. Tagipuru, 795 – Barra Funda, São Paulo Ingressos: a partir de R$ 290,00 (ver tabela completa) Classificação: 16 anos.* *Sujeito a alteração por Decisão Judicial. PREÇOS SEÇÃO I, J e K*: R$ 290,00 meia entrada e R$ 580,00 inteira MEZANINO*: R$ 325,00 meia entrada e R$ 650,00 inteira SEÇÃO E, F , G e H*: R$ 375,00 meia entrada e R$ 750,00 inteira CAMAROTE A/B: R$ 395,00 meia entrada e R$ 790,00 inteira SEÇÃO A, B C e D*: R$ 440,00 meia entrada e R$ 880,00 inteira SEÇÃO AZUL*: R$ 490,00 meia entrada e R$ 980,00 inteira BLUE PREMIUM*: R$ 490,00 meia entrada e R$ 980,00 inteira *Assentos marcados
Africa Express vem ao Brasil com Damon Albarn e Nick Zinner

O coletivo Africa Express vem ao Brasil pela primeira vez em fevereiro. E junto com eles vêm Badsista, Damon Albarn (Blur e Gorillaz), Hak Baker, Imarhan, Jupiter & Okwess, Luedji Luna, Moonchild Sanelly, Nick Zinner (Yeah Yeah Yeahs) e Vhoor. Mais atrações serão anunciadas em breve. A apresentação será em 23 de fevereiro de 2024, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Os ingressos estarão disponíveis para a venda a partir desta quinta-feira (30), às 12h, nos canais oficiais da Eventim. Com uma energia que atravessa fronteiras, tradições musicais e gerações, o Africa Express reúne músicos de diferentes culturas, gêneros e gerações que quebram barreiras e fomentam um espírito de unidade entre eles. E é justamente por isso que cada apresentação do Africa Express é única e composta por momentos mágicos e inesquecíveis. Foi no ano de 2006, durante uma viagem ao Mali, na África Ocidental que tudo começou. Damon Albarn (Blur, Gorillaz), Martha Wainwright e Fatboy Slim se reuniram com estrelas locais como Toumani Diabaté, Bassekou Kouyaté e Amadou & Mariam e foi deste encontro extraordinário que nasceu o Africa Express. No ano seguinte, em 2007, foi realizado o primeiro evento público do coletivo, com um show lendário de cinco horas no Festival de Glastonbury, que foi descrito pelo The Times como “uma epifania absoluta para todos que estavam por lá”. E em quase 20 anos de história, o Africa Express desenvolveu a criatividade e a colaboração na música e cultivou um público tão diversificado quanto os os músicos e artistas que fazem parte da sua história. É um ecossistema criativo e multicultural que, em cada show e também nas gravações em estúdio, reúne músicos, cantores e DJs de regiões como Nigéria, República Democrática do Congo, Etiópia, Argélia, África do Sul e Mali com artistas e produtores do Reino Unido, Estados Unidos e Europa. O Africa Express já viajou para a Nigéria, República Democrática do Congo, Etiópia, África do Sul e Mali. Também fez espetáculos aclamados em Lagos, Londres, Liverpool, Joanesburgo e por toda a Europa – de Istambul ao Festival de Roskilde na Dinamarca. O coletivo recebeu mais de 20 mil pessoas em Paris e 50 mil pessoas em uma praia da Espanha. Além disso, em 2012, o África Express lotou um trem antigo com 100 artistas de todo o mundo para uma turnê de uma semana pelo Reino Unido como parte do Festival Olímpico de Londres no ano de 2012. Esta turnê inesquecível teve shows em lojas, escolas e até em plataformas de trem. A apresentação final de cinco horas na estação de King’s Cross, em Londres, contou com Tony Allen, Nicolas Jarr, Fatoumata Diawara, John Paul Jones, Kano, M.anifest, Paul McCartney, Baaba Maal e Rokia Traoré – todos compartilhando o mesmo palco. O Africa Express lançou vários álbuns. Mais recentemente um EP e um álbum feitos durante uma semana de descobertas, colaborações, alegria e intensa produção musical em Joanesburgo. Africa Express em São Paulo Data: 23/02/2024 Abertura dos Portões: 15h Local: Parque do Ibirapuera (Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2) Setores e valores Pista: R$ 275,00 (meia) | R$ 330,00 (social) | R$ 550,00 (inteira)
Dead Fish vai abrir shows do You Me At Six no Brasil; ainda há ingressos

A banda britânica You Me At Six vai fazer sua estreia no Brasil com duas apresentações, uma no Rio de Janeiro, outra em São Paulo, ambas com abertura da capixaba Dead Fish. No dia 10 de dezembro, o quinteto sobe ao palco do Circo Voador, no Rio de Janeiro; e, no dia 13, é a vez de São Paulo receber a banda para um show no Cine Joia. Os ingressos para os shows já estão à venda na Eventim ou nas bilheterias oficiais. You Me At Six chega ao país em um ótimo momento. A banda acaba de lançar seu oitavo álbum, Truth Decay, e uma das coisas que os integrantes descobriram no processo de criação é que “você não sabe realmente para onde está indo se não sabe de onde veio”. Aliás, os integrantes da banda são os mesmos desde a sua formação em 2004: Josh Franceschi (vocal principal), Max Helyer (guitarra), Chris Miller (guitarra), Matt Barnes (baixo) e Dan Flint (bateria). “Estávamos muito orgulhosos de termos tentado tantas coisas novas no Suckapunch (2021) e tivemos muita coragem em fazer isso”, diz Franceschi. “Desta vez, queríamos aprimorar uma identidade particular para a banda, mais do que fizemos no passado. Tivemos que olhar para trás para descobrir para onde queríamos ir”, completa. Desde o lançamento de seu primeiro álbum, Take Of Your Colours (2007), You Me At Six já chamou atenção. E com um detalhe: na época, a idade dos integrantes variava entre 18 e 19 anos e suas canções tinham como tema a perda do primeiro amor e a rebeldia adolescente. Truth Decay, lançado em fevereiro deste ano, celebra uma carreira de grande sucesso, ao mesmo tempo que traça um caminho estimulante para o futuro do grupo. “Estamos em nosso melhor momento, com nós cinco na linha de frente, vivendo e respirando, todos os cinco colocando sua criatividade em algo”, diz Franceschi. SERVIÇO You Me At Six + Dead Fish – RIO DE JANEIRO Data: 10 de dezembro Local: Circo Voador: R. dos Arcos, s/n – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20230-060 Horário do show: 20h Horário de abertura da casa: 18h Classificação Etária: Classificação etária: 16 anos. Maiores de 12 anos entram acompanhados de pais/responsáveis Ingressos LOTE 1 – R$ 220 (inteira) / R$ 110 (meia e ingresso social) LOTE 2 – R$ 280 (inteira) / R$ 140 (meia e ingresso social) LOTE 3 – R$ 320 (inteira) / R$ 160 (meia e ingresso social) LOTE 4 – R$ 400 (inteira) / R$ 200 (meia e ingresso social) Vendas online Bilheteria: Circo Voador – R. dos Arcos, s/n – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20230-060 Limitação de Ingressos / Compra: 4 ingressosPonto de venda: Estádio Nilton Santos – R. José dos Reis, 425 – Engenho de Dentro, Rio de Janeiro – RJ, 20770-001 You Me At Six + Dead Fish – SÃO PAULO Data: 13 de dezembro Local: Cine Joia: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SP, 01501-040Horário do Show: 21h Horário de Abertura da casa: 19h Classificação Etária: 16 anos. De 05 anos a 15 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Não será permitida a entrada de crianças menores de 05 anos no evento Ingressos: R$ 240 (inteira) / R$ 120 (meia) Vendas online Bilheteria: Estádio do Morumbi: Endereço: Bilheteria 05 – Próximo ao portão 15 – Av. Giovanni Gronchi, 1866
Hardcore Superstar supera problemas técnicos e entrega show de alto nível

Formada em 1997, em Gotemburgo, na Suécia, a banda Hardcore Superstar, enfim, fez a sua estreia em palcos brasileiros, após cancelamentos e adiamentos consecutivos. Foram três shows em três dias seguidos: Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo. Na capital paulista, no sábado (18), o local escolhido foi o Carioca Club, que teve como abertura duas bandas brasileiras muito competentes, que ajudaram a elevar o nível do evento. Inluzt e Nite Stinger fizeram sets seguros e mostraram a força do hard rock brasileiro, mesmo com a casa ainda com pouco público, muito por conta do calor e do horário. Pontualmente às 19h30, os suecos subiram no palco e já vieram atacando com o seu mais recente single Abradakabra, que dá nome ao álbum lançado em 2022, que de pronto já foi muito bem recebida. Tudo corria muito bem, quando no final da terceira música, por algum problema técnico, o som do palco parou de funcionar. Ninguém entendeu nada do que acontecia e a banda parou de tocar. O vocalista Jocke Berg foi até o público e pediu silêncio para que ele pudesse ser ouvido, já que os microfones não estavam funcionando. Pediu desculpas e disse que o show retornaria assim que o problema fosse resolvido. Nesse meio tempo, os integrantes distribuíram água e cerveja para o público, em um gesto pacifico e apaziguador. Aproximadamente 15 minutos depois, o problema foi resolvido e a banda emendou uma sequência eletrizante de hits, com a barra de energia no máximo. Wild Boys, My Good Reputation e Liberation, do segundo álbum, Bad Sneakers and a Piña Colada, de 2000, fizeram o Carioca Club ferver de uma maneira impressionante. Na sequência, um momento mais intimista com uma versão guitarra e voz de Standin’ on the Verge e uma de Someone Special. A banda seguiu seu set com muita presença de palco e desfilando simpatia. Foi bonito ver a banda tão feliz quanto seus fãs, emendando um som atrás do outro até a chegada de Last Call for Alcohol, onde o vocalista distribuiu copos de bebida para diversos fãs que estavam mais próximos ao palco. No bis atacaram de We Don’t Celebrate Sundays, música que foi cantada por praticamente todo o público presente. O encerramento foi com outra porrada, You Can’t Kill My Rock n’ Roll. O que mais impressiona no show do Hardcore Superstar é como a banda soa muito mais coesa ao vivo do que nos seus últimos discos, fazendo uso apenas de uma guitarra, baixo e bateria. Detalhe importante foi que o baterista da banda não conseguiu vir para a turnê sul-americana e foi substituído pelo produtor do último disco dos caras, Johan Reiven. Um show muito divertido de uma banda que entregou tudo (e mais um pouco) do que se esperava e, nitidamente, aproveitou cada segundo da apresentação, para fidelizar ainda mais os seus fãs. Antes de ir embora, Jocke Berg voltou ao palco e distribuiu doses do seu uísque Jameson para todos os fãs, agradecendo mais uma vez pela noite.