Atmosfera etérea de Katacombs abre a noite de Frank Turner em SP

A responsabilidade de abrir a noite para nomes de peso como Dave Hause e Frank Turner, no Fabrique Club, na Barra Funda, em São Paulo, na noite de sexta-feira (30), ficou a cargo de Katacombs. O projeto é a identidade artística de Katerina Kiranos, cantora norte-americana que traz em sua bagagem uma fusão cultural fascinante: nascida em Miami, ela é filha de mãe espanhola e pai grego. Com um repertório intimista, Katerina transformou o ambiente do clube antes da explosão de energia das atrações principais. Esbanjando carisma e uma qualidade vocal impressionante, ela apresentou faixas que transitam por melodias dramáticas e etéreas. O setlist incluiu Blue Beard, Fruta y Mar, Weeping Willow, Old Fashioned e Pin Pin (com exceção de Blue Beard, todas do álbum de estreia, Fragments of the Underwater), encerrando com a faixa-título de seu primeiro EP, You Will Not. A profundidade de suas canções não é por acaso. Antes de assumir os palcos, Katerina dedicou anos à escultura de móveis em osso e madeira, uma meticulosidade que ela parece ter transferido para a construção de suas melodias. You Will Not, seu trabalho de estreia, funciona como uma montanha-russa emocional, refletindo uma jornada de autodescoberta que atravessa fronteiras geográficas e gêneros musicais, algo natural para alguém que passou a vida navegando entre múltiplas culturas. No palco do Fabrique, Katacombs provou que sua decisão de sair do “quarto escuro”, onde compunha solitariamente, para compartilhar seu mundo sagrado com o público foi, sem dúvida, a escolha certa.

Mono retorna a São Paulo com a turnê do álbum “Oath”

O quarteto japonês Mono confirmou seu retorno ao Brasil. A banda de post-rock se apresenta no Fabrique Club, em São Paulo, no dia 24 de abril de 2026. A apresentação faz parte da turnê mundial do álbum Oath (o 12º da carreira), além de celebrar os 25 anos de trajetória do grupo, que hoje é considerado um dos pilares do rock minimalista e instrumental contemporâneo. Último adeus a Steve Albini A fase atual do Mono está intrinsecamente ligada à parceria de décadas com o lendário engenheiro de som Steve Albini (Nirvana, Pixies), que faleceu em maio de 2024. O álbum Oath foi gravado inteiramente em fita analógica no estúdio Electrical Audio, em Chicago, sob a tutela de Albini. O resultado é uma dinâmica sonora que respira: do silêncio absoluto a massas sonoras que ultrapassam 110dB, sem as correções digitais da indústria moderna. Ao vivo, a banda mantém essa filosofia orgânica. Um dos diferenciais técnicos do Mono é a rejeição ao uso de metrônomos digitais (click tracks), priorizando a flutuação natural do tempo e a conexão entre os músicos Takaakira “Taka” Goto, Hideki “Yoda” Suematsu, Tamaki Kunishi e Dahm Majuri Cipolla. O que esperar do show? O roteiro musical para 2026 é uma viagem pela evolução do grupo. O show deve começar com a atmosfera orquestral de Oath (com uso de sintetizadores vintage e metais), passar pela densidade de Nowhere Now Here (2019) e culminar nos clássicos explosivos de Hymn to the Immortal Wind (2009), como a épica Ashes in the Snow. A realização é da Maraty, com suporte da Powerline Music & Books e Heart Merch. * Mono em São Paulo

Frank Turner em SP: o que esperar do show na Fabrique Club após passagens por Costa Rica e Chile

Nesta sexta-feira (30), o Fabrique Club recebe um dos nomes mais prolíficos e carismáticos do punk/folk mundial: Frank Turner. Acompanhado por Dave Hause e Katacombs, Frank Turner chega a São Paulo em meio a uma turnê latino-americana que já passou por San José (Costa Rica) e Santiago (Chile), com uma parada estratégica em Buenos Aires na véspera do show brasileiro. O que rolou nos primeiros shows Pelos setlists apresentados no dia 25 (Costa Rica) e 27 (Chile), Frank Turner está equilibrando perfeitamente o novo material com os clássicos que os fãs amam cantar a plenos pulmões. Setlist provável Hinos como Photosynthesis, Get Better, Recovery e a obrigatória I Still Believe estão confirmadíssimas. O show é uma montanha-russa de energia que vai do acústico íntimo ao mosh pit em segundos. Costa Rica Edit this setlist | More Frank Turner setlists Chile Edit this setlist | More Frank Turner setlists Ingressos Se você ainda não garantiu o seu lugar, a venda segue aberta, mas os setores podem esgotar a qualquer momento.

The Lumineers anuncia turnê no Brasil com shows no Rio, Curitiba e SP

O The Lumineers confirmou, nesta terça-feira (27), seu retorno à América do Sul com a Automatic World Tour. A banda de folk-rock, liderada por Wesley Schultz e Jeremiah Fraites, traz ao Brasil o show de seu aclamado novo álbum, Automatic. Serão três apresentações em solo nacional no mês de abril, passando por Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo, antes de seguir para outros países do continente. Datas e locais do The Lumineers no Brasil A etapa brasileira será a responsável por abrir a perna sul-americana da turnê. Confira a agenda! Era “Automatic” A turnê celebra o lançamento do álbum Automatic (selo Dualtone), descrito como o trabalho mais pessoal e criativamente expansivo da banda até hoje. Após lotarem estádios como o Fenway Park e arenas como a O2 em Londres, o duo promete entregar aquela conexão emocional crua que se tornou sua marca registrada, transformando grandes arenas em espaços intimistas. Guia de vendas Atenção máxima, pois as vendas começam muito em breve pela Ticketmaster. Os ingressos podem ser parcelados em até 3x sem juros. A realização é da Live Nation Brasil. Turnê completa do The Lumineers na América do Sul Além do Brasil, a banda passará por:

Entrevista | Unto Others – “Nós somos relacionados com o gótico, mas somos Heavy Metal”

O Unto Others fará sua primeira apresentação no Brasil no dia 28 de março de 2026, com show único em São Paulo, no Burning House. A estreia marca a chegada de uma das bandas mais comentadas da cena alternativa pesada atual ao país, cercada de expectativa pela intensidade de suas performances e pela conexão que costuma criar com o público ao vivo. Formado em Portland em 2017, o Unto Others surgiu inicialmente sob o nome Idle Hands e rapidamente chamou atenção por sua combinação de heavy metal tradicional com atmosferas sombrias do goth rock, mesmo que não tenham a intenção de pertencer ao movimento. A banda construiu uma identidade própria nesses onze anos, marcada por melodias fortes, clima introspectivo e apresentações intensas. Após se destacar em turnês pelos Estados Unidos e Europa e dividir palco com gigantes do metal como King Diamond, Arch Enemy, Carcass e Behemoth, o Unto Others consolidou seu nome como uma das forças mais interessantes da cena alternativa pesada atual. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Gabriel Franco fala sobre a expectativa para o debute no país, a relação da banda com o rótulo gótico e os aprendizados ao longo da carreira. Esta será sua primeira vez no Brasil. O que você já sabe ou ouviu sobre o público brasileiro antes desse debut em São Paulo? Eu já ouvi um pouco, não apenas sobre o Brasil, mas sobre a América do Sul em geral. Parece que os fãs de metal e rock and roll são completamente loucos. Mas o Brasil, especificamente, tem uma reputação ainda mais intensa. Estamos animados, claro. Nunca estivemos aí. Eu conheço, surpreendentemente, muito pouco sobre o Brasil além da Amazônia e coisas assim. Nos Estados Unidos, a gente não aprende muito sobre o Brasil enquanto cresce. Então estou curioso para provar comidas diferentes, conhecer a cidade, ver a cultura e tudo mais. Você recebe muitas mensagens de fãs brasileiros nas redes sociais falando o famoso “Come To Brazil”? Sim, recebemos. E isso já virou quase uma piada, porque é realmente insano. O Offspring até escreveu uma música chamada Come to Brazil. Isso diz muita coisa. O show será no Burning House, que é um local intimista. Os fãs podem esperar um setlist criado especialmente para essa estreia ou será o mesmo da turnê? Nós vamos tocar basicamente o mesmo setlist da turnê. Normalmente é assim que funciona, porque é um pouco complicado mudar tudo. Mas, se as pessoas pedirem algo especial, às vezes a gente adiciona. Não é um grande problema tocar outra música para nós. Mas, em geral, o setlist é o mesmo todas as noites. Vocês usam dados de plataformas como o Spotify ou outros streamings para definir o repertório? Até certo ponto, sim. Se eu abrir nosso Spotify agora, as músicas que estão no topo são exatamente as que tocamos em todos os shows. Então essas precisam estar no setlist. Hoje temos cerca de nove ou dez músicas que são obrigatórias. Isso já dá uns 30 ou 40 minutos de show. Depois disso, escolhemos a próxima meia hora de forma mais livre, tocando coisas que queremos ou que estamos com vontade de tocar naquele momento. No Brasil, há uma parcela que frequenta shows de rock sem conhecer muito a banda que irá tocar. Para quem ainda não conhece o Unto Others no Brasil, qual música você escolheria para apresentar a banda? Eu provavelmente escolheria uma das nossas músicas mais conhecidas, Give Me to the Night. Ela é rápida, muito divertida e acho que quase qualquer pessoa pode gostar. Outra opção seria Can You Hear the Rain, que eu considero a nossa música mais bem escrita. O Unto Others é frequentemente associado ao goth rock. Como você define o movimento gótico hoje, musical e culturalmente? Eu não sou gótico. Nós somos associados ao goth rock, as pessoas nos chamam assim, e eu não nego. De fato, nos encaixamos ali. Mas, se você ouvir nossa música com atenção, há muitas influências que não são goth rock ou post-punk. Sobre o movimento em si, eu gosto muito do que bandas maiores estão fazendo hoje, como Lebanon Hanover e Twin Tribes. Eu amo essas bandas. Já no underground, eu não acompanho tanto. Eu sempre fui mais um cara do heavy metal e gosto de gritar isso: “Somos uma banda de Heavy Metal”. Desde o começo, eu digo que o Unto Others era uma banda de heavy metal, mas eu canto grave e é porque não consigo cantar agudo. Essa é a minha voz natural. Foi assim que acabamos soando mais góticos e o rótulo veio. Com o tempo, as pessoas começaram a dizer que eu soava como tal ou tal vocalista, e aí fui conhecendo mais bandas. Antes desse rótulo, a única banda gótica que eu realmente conhecia era Sisters of Mercy. Hoje, claro, as influências estão em todo lugar. Eu amo The Smiths, The Cure, Depeche Mode. Estou feliz em fazer parte de qualquer movimento que esteja acontecendo agora. Realmente eu achei vários portais relacionando vocês com Sisters of Mercy e Type O Negative, mas seu som também remete a outras bandas. Quais são suas principais influências? A comparação com Type O Negative foi engraçada, porque aconteceu por muito tempo e eu nunca gostei muito disso. Eu respeito demais o Peter Steele e o Type O Negative. Nunca quis que as pessoas achassem que estávamos tentando copiar a imagem deles. Eles são uma coisa, nós somos outra. Mas, curiosamente, às vezes sinto que tenho coisas em comum com o Peter Steele. Ele trabalhou como funcionário de parques por sete anos em Nova York. Eu também trabalhei como funcionário de parques por sete anos na minha cidade. No começo, eu gostava muito de death metal. Amava Sisters of Mercy e ainda amo. Iron Maiden, Judas Priest, todas as bandas clássicas de metal. Essa é a cena de onde eu vim. Com o tempo, minhas referências se expandiram para The Smiths, Rush, Suicidal Tendencies. Eu gosto de bandas que empurram limites

Superalma troca o espaço pelo concreto de SP no clipe de “Um Motivo Pra Ficar”

Se nas fases anteriores o trio Superalma (antigo Paradise Guerrilla) nos levava para viagens interdimensionais e universos paralelos, agora eles decidiram pousar a nave. E o local de aterrissagem é a selva de pedra. A banda lançou o videoclipe de Um Motivo Pra Ficar, faixa que conta com as participações de Rare Gnxt e MVZZA e é um dos destaques do álbum Todo Tempo Que Virá Depois Desse Momento – Volume 2. São Paulo como personagem Sob a direção de Caio Canine e produção de Gabriel Zerra (nome de peso conhecido por trabalhos na série Sintonia e com artistas como KondZilla e Tropkillaz), o vídeo transforma São Paulo em uma paisagem emocional. A estética visual foge do óbvio: prédios viram labirintos existenciais e o concreto dialoga com o estado interno dos personagens. É uma São Paulo ao mesmo tempo real e onírica, servindo de palco para a fusão sonora de synthpop, R&B e rock alternativo do grupo. “Escolhemos fazer esse clipe em São Paulo, em contraste com todos os clipes anteriores… onde estávamos em ambientes interdimensionais. São Paulo é nossa casa atualmente e a gente quis representar a cidade, a realidade e sair um pouco desses universos paralelos”, explica a vocalista Bella Vox. Do conflito à união na Superalma O lançamento reforça a nova identidade da banda formada por Bella Vox, Frankstation e U.F.O. Se na era Paradise Guerrilla o conceito explorava a dualidade e o conflito, a fase Superalma prega a união e a dissolução de fronteiras. Um Motivo Pra Ficar traduz visualmente essa busca por pertencimento em meio à solidão urbana, mostrando que o “agora” é o único tempo que realmente importa. Assista ao clipe abaixo

Portugal. The Man confirma sua primeira turnê solo no Brasil com dois shows

A banda Portugal. The Man acaba de anunciar sua primeira turnê solo no Brasil. Conhecidos pela mistura contagiante de rock alternativo e pop, os norte-americanos desembarcam no país em maio para duas apresentações exclusivas. The Denali Tour A vinda da banda faz parte da The Denali Tour, que marca uma nova era na carreira do grupo. O show apresenta as faixas de seu 10º álbum de estúdio, intitulado SHISH. Claro que o repertório não deixará de lado os hinos que consolidaram a trajetória da banda, como a favorita dos fãs Purple Yellow Red and Blue e o fenômeno Feel It Still. É a chance de ver o grupo com um setlist completo e imersivo, fora da correria dos festivais. Guia de ingressos para Portugal. The Man no Brasil A venda de ingressos será dividida em várias etapas, começando já nesta terça-feira (27). Confira o cronograma para não perder a chance. Serviço CURITIBA (PR) SÃO PAULO (SP)

The Adicts anuncia último show no Brasil para março

O The Adicts confirmou um show de despedida em São Paulo no dia 18 de março de 2026, no Carioca Club. A apresentação integra a Adios Amigos Tour, que marca o encerramento da trajetória de quase 50 anos de uma das bandas mais emblemáticas do punk rock britânico. A turnê passa pela América Latina como um adeus oficial aos palcos, reunindo fãs de diferentes gerações. Formada no fim dos anos 1970, a banda ganhou destaque não apenas pela sonoridade direta e energética, mas também pela identidade visual inspirada no filme Laranja Mecânica. Ao longo das décadas, o The Adicts se consolidou como um nome cult dentro do punk, mantendo relevância mesmo após mudanças no cenário musical e no próprio gênero. O show em São Paulo deve reunir um repertório focado nos principais clássicos da carreira, como Viva la Revolution, Bad Boy, Chinese Takeaway e Johnny Was A Soldier, músicas que ajudaram a construir a reputação da banda ao redor do mundo. A performance do vocalista Keith Monkey Warren segue como um dos pontos altos das apresentações, marcada pelo carisma, interação com o público e clima festivo no palco. A última passagem do The Adicts pelo Brasil aconteceu em 2019, com shows bem recebidos pelo público. Agora, a despedida em 2026 ganha contornos históricos, não apenas pelo peso do nome da banda, mas também pelo simbolismo de encerrar uma carreira longeva em um país que sempre demonstrou forte conexão com o punk rock internacional. Foto da capa: Flávio Santiago SERVIÇO | The Adicts em São Paulo Data: 18 de março de 2026 (quarta-feira) Horário: 19h (abertura da casa) Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – São Paulo/SP) Ingresso: https://fastix.com.br/events/the-adicts-em-sao-paulo

Harry Styles anuncia shows no MorumBIS e lança single “Aperture” hoje

O superstar Harry Styles revelou seus planos grandiosos para 2026, que incluem um novo álbum, um single que estreia hoje e uma turnê mundial exclusiva que passará pelo Brasil. A turnê, batizada de Together, Together, foge do formato tradicional. Styles escolheu apenas sete cidades ao redor do globo para realizar “residências”. E a boa notícia: São Paulo é uma delas. O cantor se apresenta no Estádio MorumBIS nos dias 17 e 18 de julho. Serão as únicas apresentações dele na América do Sul em 2026. Single hoje, álbum em março Antes de cair na estrada, Harry tem música nova para mostrar. O aguardado single Aperture estreia globalmente hoje. A faixa abre os trabalhos para seu quarto álbum de estúdio, intitulado KISS ALL THE TIME. DISCO, OCCASIONALLY. Com produção executiva de Kid Harpoon, o disco chega completo às plataformas no dia 6 de março. Residências globais de Harry Styles e abertura A turnê Together, Together é ambiciosa. Serão 50 apresentações divididas entre Amsterdã, Londres, São Paulo, Cidade do México, Nova York, Melbourne e Sydney. O destaque internacional vai para Nova York, onde ele fará impressionantes 30 shows no Madison Square Garden. Já em Londres, ele lotará o Wembley Stadium por seis noites. Para os shows no Brasil, a abertura ficará por conta do Fcukers. Em outras praças, ele terá convidados como Shania Twain (Londres) e Jamie xx (Nova York). Ingressos: prepare o cartão para ver o Harry Styles A disputa pelos ingressos promete ser acirrada, já que o Brasil só terá duas datas. As vendas acontecem na semana que vem pela Ticketmaster. Cronograma de vendas: Atenção: As vendas online começam sempre às 11h. Na bilheteria oficial, ao meio-dia. Serviço Harry Styles – Turnê “Together, Together” no Brasil