Banda NDK transforma novo álbum em série espacial; assista!

A banda paulista NDK produziu um super conceito para lançar O Selenita. Mistério nas redes sociais, campanha de financiamento coletivo, inquérito policial e figurino personalizado foram algumas ações desenvolvidas para criar a atmosfera do terceiro disco de estúdio do grupo. Na última sexta (14), lançaram o videoclipe de Lua, com participação de Maquinamente, que foi o primeiro single disponibilizado pela banda. Ele está em todas as plataformas digitais desde o dia 7 de agosto, e já conta com mais de 10 mil plays somente no Spotify. Como tudo neste projeto está totalmente alinhado ao conceito “selenita”, que além de um cristal é, hipoteticamente, o habitante da lua, o clipe se transformou em um episódio, que fará parte de uma série completa de animação. “Os integrantes do NDK chegaram com algumas ideias para o clipe. Falaram de uma história de investigação; uma viagem pelo espaço sideral. Aí eu e o Lucas Lisbão desenvolvemos o roteiro para transformar o álbum em uma série, cada faixa um episódio”, explica Daniel Linard, o diretor do projeto. A ideia de transformar o álbum em filme é parecida com o que o rapper Marcelo D2 fez em Amar é Para os Fortes (2018). Todo o enredo foi embasado em mitologia egípcia, com simbologia, filosofia e acontecimentos históricos para desenvolver cores, alfabeto e as características dos personagens, utilizando imagens tridimensionais e em 2D. No episódio Lua, foram usadas teorias de astrofísica para explicar os seres que lá habitam. Portanto, o vídeo torna-se um convite para embarcar em uma viagem espacial. Em um contexto geral, o trabalho tem influências da série The Midnight Gospel e Love, Death & Robots, ambas disponíveis na Netflix. Confira o primeiro episódio:
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Reboot dramático de Um Maluco no Pedaço começa a ser idealizado

O reboot dramático de Um Maluco no Pedaço está começando a sair do papel. Quem confirmou a informação foi a revista Variety. A nova produção será baseada no vídeo viral de Morgan Cooper que reimaginou a série de comédia da NBC como um drama intitulado Bel-Air. O trailer divulgado em 2019, acumulou mais de cinco milhões de visualizações apenas no YouTube. Cooper foi designado para co-escrever e dirigir o projeto e também atuará como coprodutor executivo, assim como o ator Will Smith, protagonista do seriado. Contudo, ainda não se sabe quando a produção começará a ser gravada.
Young Love: HBO Max transformará animação vencedora do Oscar em série

A HBO Max encomendou uma temporada de 12 capítulos para Young Love. Em resumo, a nova animação é baseada nos personagens criados por Matthew A. Cherry, apresentados anteriormente no curta Hair Love. “Estou animado para continuar contando a história de Stephen, Angela e Zuri e explorar ainda mais a dinâmica familiar de uma jovem família negra que apresentamos no nosso curta Hair Love. Não era possível pedir por melhores parceiros como a Sony Pictures Animation e a HBO Max para nos ajudar a levar Young Love para o mundo”, disse o criador. Vale lembrar que Hair Love venceu o Oscar de melhor curta-metragem de animação. A produção explora um relacionamento entre um pai e sua filha. Ademais, Cherry contará com a ajuda de Carl Jones no comando do projeto.
Olhos Que Condenam – O racismo atemporal em um mundo utópico

Olhos Que Condenam estreou em 2019 na Netflix. A minissérie, premiada com dois Emmys, conta a história de cinco jovens que foram presos injustamente no Central Park, rendendo muita polêmica na época. Retrata explicitamente como jovens negros e latinos são vistos com preconceito em uma sociedade que tenta ser utópica. Porque Olhos Que Condenam é revoltante Ainda no mesmo ponto de vista, o caso real que baseou Olhos Que Condenam, aconteceu em abril de 1989, sendo nomeado como “The Central Park Five”, em que uma mulher de 28 anos foi agredida e estuprada, supostamente por cinco jovens, sendo quatro negros e um latino. De fato, a série mostra que é na delegacia que a promotoria obriga os cinco jovens a confessarem um crime não praticado, afim de ter o enceramento do caso. Por conta de tanta exposição sobre o assunto, a mídia teve parcela da culpa. Mostra o quanto veículos de comunicação marginalizavam pessoas pobres, especificamente os pretos, não se preocupando em apurar os fatos. Em síntese, toda a sociedade estava voltada para o caso, ofegantes pelo desdobramento das acusações. Crítica social presente em todos episódios Certamente, a minissérie não poupou a oportunidade de criticar o posicionamento Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Assim como muitos cidadãos, o político fez muitas críticas aos garotos, expondo todo o seu preconceito. Chegou a investir 80 milhões de dólares em anúncios de jornais locais, afim de pedir a aplicação de pena de morte. Seu enredo central deu ao espectador a sensação de estar vivendo em 1989, dando esperança para que a trama tivesse um desfecho contrário. Olhos Que Condenam não é um conto de fadas O que conduz a série é principalmente a humanização dos garotos, que por muitos anos foram vistos como criminosos. Ademais, outro ponto positivo na direção de Olhos Que Condenam foi mostrar o racismo estrutural sem filtros. Por fim, em seu quatro episódio, Olhos Que Condenam mostra o fim do caso, em que o drama foi essencial para conduzir o espectador. Enfim, em suas últimas cenas, mostra que a vida nem sempre tem finais felizes, e tratando-se de pessoas pretas, a justiça falha diariamente. Notas sobre Olhos Que Condenam Mesmo sendo uma minissérie “antiga”, Olhos Que Condenam é um imenso reflexo da sociedade atual. Não apenas antes de 1989, como em 2020, o racismo tem sido cada vez mais agressivo. Ainda que exista muitos movimentos contrários (como mostrado na série), o preconceito está impregnado na sociedade, espalhando-se como vírus. Com o recente protesto realizado nos Estados Unidos sobre o caso de George Floyd, desencadeou o movimento antirracismo em demais países, incluindo no Brasil. Assim como João Pedro, morto enquanto brincava dentro de sua casa; Miguel, criança que caiu do 9º andar de um prédio; Marielle Franco, brutalmente assassinada há mais de dois anos; George Floyd, asfixiado até a morte; pessoas pretas, principalmente mulheres, são invisíveis diante de tanta opressão, não sendo citadas na televisão. Todos esses nomes possuíam uma coisa em comum: a cor. Anteriormente, não tinha-se acesso a informação e educação. Mas atualmente não estamos nesse cenário. Ainda assim, pessoas se recusam a aceitar que cidadãos negros possuem o direito de estar convivendo normalmente em sociedade. Em suma, essa intolerância só nos faz refletir, que sim, a humanidade é podre e preconceituosa, vivendo em uma utopia inexistente; nem todos procuram evoluir. Não há salvação para esses. Em outras palavras, para explicar resumidamente como o racismo mata, basta olhar hora em que você está lendo esse texto. Olhou? Pois bem. Daqui a 23 minutos, irá morrer uma pessoa negra. Basta de opressão. Fogo nos racistas!
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