Bullet For My Valentine substitui Yungblud com show focado em “The Poison”

Substituir um headliner de última hora é uma tarefa ingrata, mas o Bullet For My Valentine provou ser a escolha definitiva para ocupar a lacuna deixada por Yungblud na etapa latino-americana da Loserville Tour. Convocados para suprir a ausência do músico britânico, que se retirou do lineup por questões de saúde, os galeses não apenas cumpriram a tabela: eles dominaram o palco do Allianz Parque com uma autoridade que só veteranos do metalcore possuem. A conexão com o público paulistano foi instantânea e avassaladora. Antes mesmo dos primeiros acordes ecoarem pelo estádio, a pista já fervilhava com mosh pits espontâneos, sinalizando que a audiência estava pronta para uma descarga de energia pesada. O respaldo dos fãs foi o combustível necessário para que o quarteto entregasse uma performance técnica e emocionalmente carregada. Estrategicamente, a banda optou por não montar um setlist genérico de festival. Em vez de uma coletânea de hits esparsos, eles mantiveram a espinha dorsal de sua turnê de 2025: a celebração monumental dos 20 anos de The Poison. O álbum, que definiu uma era para o metal moderno, foi o protagonista da noite, sendo executado quase na íntegra. Das 13 faixas originais, dez foram resgatadas, transportando o público diretamente para 2005 com hinos como Tears Don’t Fall e 4 Words (to Choke Upon). O show ainda guardou fôlego para pérolas essenciais da discografia, como Hand of Blood e o encerramento catártico com Waking the Demon. Embora o formato reduzido do set tenha deixado um gosto de “quero mais” nos presentes, a recepção calorosa e o apoio incondicional da plateia consolidaram a passagem do BFMV por São Paulo como um dos grandes momentos do evento. Eles entraram como substitutos, mas saíram como protagonistas. Setlist Her Voice Resides 4 Words (to Choke Upon) Tears Don’t Fall Suffocating Under Words of Sorrow (What Can I Do) Hit the Floor All These Things I Hate (Revolve Around Me) Hand of Blood Room 409 The Poison 10 Years Today Cries in Vain The End Waking the Demon
Booze & Glory confirma retorno ao Brasil em 2026 com show no Hangar 110

Ícone do street punk contemporâneo, o Booze & Glory retorna ao Brasil em fevereiro de 2026 para uma apresentação única em São Paulo. A banda britânica sobe ao palco do Hangar 110 no dia 28 de fevereiro, em show que integra a turnê de divulgação do álbum Whiskey, Tango & Foxtrot. A realização é da ND Productions em parceria com a Fastix. Formado em Londres, o Booze & Glory se consolidou como um dos principais nomes do punk Oi! das últimas décadas, com uma trajetória marcada por letras diretas, refrões fortes e uma estética fortemente conectada à cultura urbana e operária britânica. Liderado pelo vocalista Mark RSK, o grupo construiu uma identidade própria desde o álbum de estreia Always On The Wrong Side, lançado em 2010. Ao longo da carreira, a banda lançou trabalhos como As Bold As Brass, Mad World, Hurricane e Chapter IV, além de manter uma intensa agenda de turnês internacionais. O Booze & Glory já passou por grandes festivais europeus, como Rebellion Festival, Punk Rock Holiday e Mighty Sounds, e realizou apresentações pela Europa, América do Norte, América Latina e Japão. Um dos elementos centrais da identidade do grupo é a relação direta com a cultura do futebol, presente tanto nas letras quanto no imaginário visual da banda. A associação com as arquibancadas inglesas, os cânticos de torcida e o espírito coletivo aproxima o punk Oi! do universo futebolístico, reforçando a conexão com o cotidiano das ruas. Gravado na Itália, Polônia e México, Whiskey, Tango & Foxtrot reafirma o compromisso do Booze & Glory com um som cru e direto, sustentado por guitarras incisivas e batidas aceleradas. Os primeiros singles, como “Boys Will Be Boys”, “Brace Up” e “Mad World”, apontam para um disco pensado para o coro do público, mantendo viva a tradição do punk britânico de transformar shows em experiências coletivas. Booze & Glory em São Paulo Data: 28 de fevereiro de 2026 (sábado) Local: Hangar 110 Horário: 18h (abertura da casa) Endereço: rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro, São Paulo/SP Ingressos: fastix.com.br/events/booze-glory-uk-em-sao-paulo
Air Supply fará show único no Brasil em maio com turnê de 50 anos

O Air Supply, formado pela icônica dupla Graham Russell e Russell Hitchcock, confirmou uma passagem pelo Brasil em 2026. A apresentação será única, no dia 10 de maio (domingo), na Vibra São Paulo. A turnê celebra o aniversário de 50 anos da dupla. Curiosamente, a data do show em São Paulo acontece apenas dois dias antes do aniversário oficial do encontro deles, ocorrido em 12 de maio de 1975. Meio século de sucessos do Air Supply Graham e Russell prometem transformar a noite em uma verdadeira celebração. O setlist será uma viagem no tempo, repleta de hits que dominaram as rádios mundiais, como All Out of Love, Lost in Love e a poderosa Making Love Out of Nothing At All. Para entregar a sonoridade grandiosa que essas músicas exigem, a dupla vem acompanhada de uma banda de peso, sob a direção musical do guitarrista Aaron McLain. O time conta com Mirko Tessandori (piano/teclados), Pavel Valdman (bateria) e Doug Gild (baixo). Filmes, musicais e disco novo Engana-se quem pensa que o Air Supply vive apenas do passado. A dupla consagra este marco de 50 anos com projetos empolgantes em diversas mídias. Além da turnê, eles estão trabalhando no lançamento de seu 18º álbum de estúdio, intitulado A Matter of Time. A lista de novidades inclui ainda um filme biográfico (All Out of Love: The Air Supply Story), um musical para a Broadway e uma autobiografia escrita pela própria dupla. Serviço Air Supply – Turnê de 50 Anos
Pet Shop Boys retorna a São Paulo para show em março

A dupla britânica Pet Shop Boys, formada por Neil Tennant e Chris Lowe, retorna a São Paulo para uma apresentação única com a turnê Dreamworld: The Greatest Hits Live. O show acontece em 3 de março de 2026, na Suhai Music Hall. Os ingressos custam a partir de R$ 520 (pista, inteira) e estão à venda pela Livepass, com opção de parcelamento de até 6 vezes. Por enquanto, é a única data anunciada no Brasil. Lançada em 2022, Dreamworld é a primeira turnê de hits dos Pet Shop Boys. O projeto já passou por arenas da Europa e do Reino Unido. No Brasil, o show foi apresentado em dezembro de 2023, também na capital paulista, na programação do festival Primavera Sound. A apresentação reúne esse repertório consagrado com sucessos como It’s A Sin, Domino Dancing e Always On My Mind. * PET SHOP BOYS EM SÃO PAULOData: 03/03/2026, às 21hLocal: Suhai Music Hal – Av. das Nações Unidas, 22.540, Jurubatuba.Ingressos: a partir de R$ 520 (pista, inteira) em Livepass
Guns n’ Roses confirma décimo show no Brasil; veja local e data

O Guns N’ Roses anuncia a décima data no Brasil da turnê Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things. Headliner do Monsters of Rock, que acontece no dia 4 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, a banda incluiu Campo Grande no giro. O show será em 9 de abril, no Autódromo Orlando Moura. Além dos dois shows, o Guns n’ Roses já havia anunciado apresentações nos dias 1/4, em Porto Alegre, no Jockey Club; 7/4, no Centro Regional de Eventos, em São José do Rio Preto; 10/4, no Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio de Janeiro, 12/4, no Estádio Estadual Kleber José de Andrade, em Cariacica; 15/4, na Arena Fonte Nova, em Salvador; 18/4, na Arena Castelão, em Fortaleza; 21/4, no Estádio Governador João Castelo (Castelão), em São Luís; e 25/4, no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), em Belém. O novo giro pelo país é resultado do estrondoso sucesso de público e crítica registrado neste ano, quando a banda lotou estádios, quebrou recordes e mobilizou fãs de todas as regiões do Brasil pedindo novas apresentações. Com Axl Rose, Slash e Duff McKagan em plena forma, o Guns N’ Roses retorna ao Brasil com um repertório repleto de hinos atemporais — como Sweet Child O’ Mine, Welcome to the Jungle, Paradise City e November Rain — em uma performance explosiva que promete repetir — e superar — a energia que conquistou o público brasileiro. * SERVIÇO Data: 09/04/2026 (quinta-feira) Local: Autódromo Orlando Moura – Campo Grande Endereço: Rodovia BR 262, KM 12 Abertura dos portões: 16h Showtime: 20h30 Ticketeira: Bilheteria Digital * Principais datas e vendas 21/12: 8h – pré-venda para fã clube (24h) – 8 ingressos por CPF 22/12: 8h/10h – Pré-venda EXPERIENCE 9h30/10h – Pré-venda GRUPO VIP (todos os setores) 10h – Vendas Gerais (On line + Ponto de venda) *As vendas serão feitas por lote, a quantidade é determinada pela produção. SETORES Arena – a partir de R$ 285,00 Front Stage – a partir de R$ 595,00 Camarotes – área reservada com serviços de banheiros e bares exclusivos – a partir de R$ 890,00 Experience (Frontstage + serviço) – Setor premium do evento, com ingresso para frontstage + serviço de open bar e open food – a partir de R$ 1.500,00
Madball leva o hardcore nova-iorquino pela primeira vez a Goiânia

Nome fundamental do hardcore nova-iorquino, o Madball se apresenta pela primeira vez na região Centro-Oeste do Brasil no dia 5 de março de 2026, em Goiânia. O show acontece no De Leon Music Pub e integra a nova passagem da banda pelo país, que ainda inclui uma apresentação em São Paulo, no dia 6 de março, no Fabrique Club. As bandas nacionais de abertura em Goiânia serão anunciadas em breve. Liderado pelo explosivo vocalista Freddy Cricien, o Madball retorna ao Brasil reafirmando o status de um dos maiores nomes da história do hardcore, com uma trajetória marcada por intensidade, postura direta e conexão absoluta com o público. A sonoridade do Madball é a tradução crua do hardcore nova-iorquino. Guitarras secas, grooves pesados, batidas urgentes e vocais que soam como um grito coletivo definem um estilo nascido nos subúrbios de Nova York, sem adornos e focado na mensagem. Faixas curtas, objetivas e construídas para impacto imediato fizeram da banda uma referência mundial do gênero. Álbuns como Set It Off, Demonstrating My Style, Look My Way, Hold It Down, Legacy e Infiltrate the System pavimentaram a reputação do Madball como os chamados reis do hardcore. A banda surgiu no fim dos anos 1980 e, ao lado do Agnostic Front, ajudou a consolidar a cena nova-iorquina. Freddy Cricien, irmão mais novo de Roger Miret, começou cantando nos shows do Agnostic Front antes de assumir definitivamente o microfone do Madball. Nos anos 1990, o grupo incendiou a cena com apresentações intensas, muitas vezes sem palco, tocando no mesmo nível do público. Desde então, construiu uma base fiel de fãs ao redor do mundo, com destaque para Brasil e Argentina, onde a banda mantém uma relação histórica com o público. O evento marca a estreia da Burning Music Produções, que promete trazer outras atrações internacionais para a capital goiana ao longo de 2026. A estreia em Goiânia amplia esse vínculo e coloca a cidade no mapa das grandes turnês internacionais do hardcore. SERVIÇO Madball em GoiâniaData: 5 de março de 2026, quinta-feiraHorário: 19h, abertura da casaLocal: De Leon Music PubEndereço: Rua Oitenta e Seis, 605, Goiânia, GOIngressos: fastix.com.br/events/madball-eua-em-goiania ValoresR$ 180,00 meia entrada solidária e estudante, 1º loteR$ 360,00 inteira, 1º lote
Moonspell volta a São Paulo em 2026 para celebrar 30 anos de Wolfheart

Em meio às gravações do novo álbum, os portugueses do Moonspell retornam à América Latina para uma turnê especial que celebra os 30 anos do lendário disco de estreia Wolfheart. Será show único no Brasil, dia 22 de Março, no Carioca Club, em São Paulo/SP. A realização é da Overload . Sinistro, banda ímpar da música pesada portuguesa, é a convidada especial deste show do Moonspell em São Paulo. Os ingressos estão à venda no site Clube do Ingresso. Nesta apresentação especial na capital paulista, o Moonspell tocará o Wolfheart na íntegra, além de outras histórias do longo e incrível repertório da banda, em um espetáculo exclusivo para o seu fiel público. O retorno ao Brasil acontece após os shows elogiados em festivais europeus e do lançamento do aclamado Opus Diabolicum, o álbum ao vivo com orquestra, o Moonspell. Wolfheart ajudou a colocar o metal português no mapa internacional. É considerado um álbum de estreia marcante no cenário do gothic metal e metal extremo europeu, mostrando uma mistura criativa de gótico, black metal melódico e elementos folclóricos que não eram comuns na época. Muitos críticos e fãs respeitados do metal o descrevem como um dos debut mais interessantes e originais do gênero, com atmosfera sombria e composições variadas que ainda soam frescas décadas depois. A faixa Wolfshade (A Werewolf Masquerade), com atmosfera cinematográfica, foi o manifesto estético do Moonspell nos idos dos anos 90. Já ‘Alma Mater’, um hino, tem peso, melodia e identidade cultural portuguesa, com o uso do latim e referências pagãs. Menos agressiva, mais atmosférica, quase ritual, ‘Trebaruna’ é outro momento importante de Wolfheart, além de Vampiria, uma das faixas mais diretas e acessíveis do álbum. Dentro do heavy metal mundial, o Moonspell é expoente do gênero no próprio país e idolatrado em todos os continentes do globo terrestre muito devido à impactante e dinâmica discografia, sem nunca se repetir e constantemente criando obras em que exacerbam peso, brutalidade, mas também melodias e passagens atmosféricas. SERVIÇOMoonspell em São PauloData: Domingo, 22 de março de 2026 Abertura da casa: 18h Local: Carioca Club Pinheiros (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo, SP) Venda online Classificação etária: +16
Alesana traz a São Paulo a turnê de 15 anos do álbum The Emptiness

Os norte-americanos do Alesana, uma das bandas mais relevantes da cena post-hardcore/screamo mundial, retorna ao Brasil em fevereiro de 2026, com show único em São Paulo, dia 28/02, no Carioca Club. Na ocasião, o grupo celebra 15 anos do álbum The Emptiness, o terceiro trabalho de estúdio e considerado por fãs e imprensa como o mais inspirado do quarteto, que será tocado na íntegra ao lado de outros hits. Os ingressos estão à venda no site Fastix. A produção local é da Áldeia Produções Artísticas junto à Sycamore Records. The Emptiness foi concebido como um álbum conceitual, cuja narrativa se inspira em elementos da obra Annabel Lee, de Edgar Allan Poe, e apresenta uma história contínua ao longo das faixas. Logo que foi lançado, o álbum alcançou a posição nº 68 na Billboard 200, se tornando o lançamento mais alto da banda até aquele momento, um indicador de que o grupo vinha conquistando atenção do público mesmo fora de da grande mídia. Com este registro, o Alesana cravou de vez seu nome na cena post-hardcore/screamo, por meio de músicas com partes melódicas alternadas às mais agressivas, além dos vocais rasgados e performáticos. A faixa The Thespian, por exemplo, é considerada um dos momentos mais fortes do álbum: ganhou destaque por sua combinação de vocais limpos e gritos, refrão marcante e energia narrativa intensa. É um dos singles oficiais que ajudaram a divulgar o álbum e é vista como uma peça-chave do conceito da história que The Emptiness conta. Já Hymn for the Shameless experimenta os contrastes entre vocais limpos e gritos mais profundos, além de ter um refrão épico e melódico que ajuda a reforçar a dramaticidade do álbum. Annabel é o encerramento épico do álbum, com mais de sete minutos de duração, um dos momentos mais impressionantes da obra, tanto pelo impacto emocional quanto pela construção musical climática. Alesana foi formada em 2004 em Raleigh, Carolina do Norte (EUA), com um som que mistura post-hardcore, screamo e metalcore Com um trabalho cirúrgico de combos de vocais limpos/gritados, instrumental pesado e melódicos e breakdowns cativantes, é uma banda de muitos fãs devotos, que seguem os norte-americanos no virtual, pelas redes sociais, e principalmente no real, nas apresentações ao vivo. SERVIÇOAlesana em São PauloData: sábado, 28 de fevereiro de 2026 Horário: 19h (abertura da casa) Local: Carioca club (rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros, São Paulo/SP) Ingressos Classificação etária: 16 anos (menores acompanhados dos responsáveis, conforme regras da casa)
Entrevista | Health – “Vivemos no limite entre tentar agradar os outros e ser fiel a nós mesmos”

Antes de se apresentar como atração de abertura do Pierce The Veil no Espaço Unimed, em São Paulo, nesta terça-feira, 16 de dezembro, o Health falou sobre o momento atual da banda. A repórter Mayara Abreu entrevistou o baterista BJ Miller, que falou sobre o momento atual da banda com seu novo álbum. O show marcou mais um capítulo da fase intensa vivida pelo grupo, impulsionada pelo lançamento de seu sexto álbum de estúdio, Conflict DLC, que chega como a consolidação de uma trajetória marcada por peso extremo, experimentação sonora e uma estética que abraça o desconforto como linguagem. Anunciado em setembro, Conflict DLC reúne 12 faixas de metal industrial em alta voltagem e aprofunda os subtextos existenciais que se tornaram marca registrada do Health. O disco transita sem concessões entre ruído eletrônico, industrial pop e estruturas quase dançantes, como nos singles Ordinary Loss, Vibe Cop e Shred Envy, sempre sustentados por riffs massivos, batidas explosivas e um clima melancólico que reflete o caos da vida moderna. Definido pela própria banda como uma coleção de “sad bangers” para o fim dos tempos, o álbum dialoga diretamente com sua base de fãs, uma coalizão de subculturas unida pela intensidade emocional e pela busca de conexão em meio à escuridão. Falando sobre o Health, minha primeira pergunta é sobre o último álbum, Conflict DLC. Eu li que o disco é descrito como uma coleção de “sad bangers”. Esse álbum é mais um espelho desse mundo ou um jeito de escapar dele? Isso é difícil de responder e eu estou tentando responder para todos agora. Certamente está espelhando nossos tempos, mas nós temos intenção de ser um escapamento. Nossos livestreams são sempre bons, esperamos, um espelho e um lançamento do que se tornou, mais ou menos, um monte de ansiedade no mundo. Quando eu estava lendo sobre o Health e ouvindo a banda, percebi que os fãs vêm de diferentes cidades e de diferentes subculturas. Como vocês mantêm o Health verdadeiro a si mesmo enquanto falam com públicos tão diversos? Bem, a gente não consegue agradar todo mundo o tempo todo. Eu odeio citar o Mitch Hedberg, porque vocês já sabem disso, mas ele tem uma frase ótima sobre isso. No fim das contas, todas essas pessoas estão no nosso show. Só que é impossível atender a todas as expectativas. A gente vive constantemente nesse limite entre tentar agradar os outros e ser fiel ao que faz sentido para nós mesmos. Por isso, a decisão quase sempre começa pelos nossos instintos, que é agradar a nós mesmos. Ao mesmo tempo, a gente observa as reações, especialmente o que aparece no Discord, que o John costuma chamar de um tipo de grupo de foco da internet. Tentamos filtrar esses retornos e levar em conta o que o público responde. Muitas vezes isso acontece em tempo real. Tocamos uma música nova, percebemos que não funcionou tão bem, reavaliamos, mudamos a ordem ou voltamos a testá-la em outro momento. Quando tocamos algo e a resposta vem forte, fica claro que aquilo conecta. A ideia é que essa energia seja contagiante. Mesmo que alguém não esteja totalmente convencido no começo, a empolgação de quem está ao lado acaba envolvendo todo mundo. De repente, a pessoa se vê ali, abraçada àquele momento, pensando que, no fim das contas, aquilo faz sentido. Falando especificamente dos shows, eles parecem sempre funcionar como um ritual, não apenas como um concerto comum. O que você quer que as pessoas sintam quando saírem de um show do Health? Você sabe, nós não somos pessoas muito religiosas, e o espiritual não está geralmente no nosso vocabulário, mas eu espero que seja uma experiência espiritual de algum tipo. Para encerrar, uma pergunta rápida. Pop extremo ou industrial clássico? Oh, você disse pop extremo? Sério? Eu não sei, o que é pop extremo? Tipo, super pop? Industrial, sim, eu acho, você sabe, mas nós dois, eu quero dizer, nós dois, nós todos gostamos de ambos, então, sim, aqui estamos. Um show perfeito para você. Um show perfeito para assistir? Tool no ano passado foi bastante incrível. Deus, se eu pudesse ver o Nirvana tocar.. E o novo álbum em uma palavra? Uau! Isso funciona? Foto: Renan-Facciolo