Gilsons abre 2026 com feat histórico dos Veloso e homenagem a Preta Gil

O trio Gilsons começa 2026 escrevendo um novo e profundo capítulo em sua história. José, João e Fran lançaram duas faixas que abrem os caminhos para o próximo álbum do grupo: Minha Flor e Bem Me Quer. Os lançamentos mostram os dois lados da moeda do grupo: a celebração rítmica e a emoção crua. O novo disco, que chega em breve, é definido por eles como um “retrato de luz” após um ano difícil marcado pela partida de Preta Gil, mãe de Fran, em 2025. O encontro dos clãs Gil e Veloso A faixa Minha Flor carrega um peso histórico e afetivo imenso. Escrita em parceria com Arnaldo Antunes, a música promove a união de duas das maiores dinastias da música brasileira. Os Gilsons recebem Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso nos vocais. Fran explica que a música serviu como um processo de cura e conexão espiritual com sua mãe. “A forma como se deu tudo em relação a esse encontro… é o retrato desse vínculo que a gente tem. Ainda mais nesse momento todo da minha mãe… Eu me conecto muito com ela através dessa música. Para mim, ficou uma coisa muito clara, muito pessoal”, desabafa Fran. O clipe, dirigido por Felipe Fonseca, foi filmado em película 16mm, trazendo uma estética orgânica e documental que respeita a intimidade desse encontro no estúdio. A volta da parceria de sucesso Se Minha Flor traz a sensibilidade, Bem Me Quer traz o balanço. A faixa reedita a parceria de sucesso com Narcizinho Santos, o mesmo compositor do megahit Várias Queixas. Desta vez, Narcizinho não só compôs como também canta na faixa. A música abraça a sonoridade clássica do grupo, com referências ao Olodum e à música afro-baiana. “Bem Me Quer abraça a nossa história… tem o lugar de ser um agradecimento. Essa coisa de trazer o Narcizinho é um abraço à nossa trajetória”, comenta Fran. Evolução sonora do Gilsons e produção José Gil assina a produção de ambas as faixas. Ele buscou dar um passo à frente sem perder a essência da banda. A sonoridade mantém os violões e tambores gravados acusticamente, mas incorpora beats eletrônicos modernos para criar o molho inconfundível dos Gilsons.

Gorillaz anuncia álbum “The Mountain”, single com Bizarrap e tributo a Tony Allen

A banda virtual Gorillaz, liderada por Damon Albarn, lançou duas faixas inéditas que mostram os extremos emocionais de seu próximo trabalho. De um lado, a moderna Orange County, com participação do produtor argentino Bizarrap; do outro, a comovente The Hardest Thing, que traz a voz do lendário baterista Tony Allen. As músicas antecipam o nono álbum de estúdio do grupo, intitulado The Mountain. O disco chega ao mercado no dia 27 de fevereiro de 2026, inaugurando o novo selo da banda, o KONG. Luto, esperança e um épico de 8 minutos As duas faixas funcionam como peças complementares. Damon Albarn escreveu The Hardest Thing como uma exploração do luto. A música abre com a voz de Tony Allen, amigo de longa data e pioneiro do afrobeat, falecido em 2020. “Você sabe que o mais difícil é dizer adeus a alguém que você ama, isso é o mais difícil”, ecoa a letra, conectando-se diretamente com a segunda faixa. Já Orange County traz uma energia diferente. Produzida pelo Gorillaz em parceria com Bizarrap (vencedor de quatro Grammys Latinos), a canção conta com os vocais da poeta Kara Jackson e a cítara de Anoushka Shankar. Os fãs podem ouvir as músicas separadamente ou experimentar a peça completa de 8 minutos, conforme o conceito original da banda. Uma lista estelar de convidados The Mountain promete ser um vasto panorama sonoro com 15 faixas. Como de costume, Albarn reuniu um time impressionante de colaboradores vivos e memórias de amigos que já partiram. A lista inclui nomes de peso do rock e da música alternativa atual, como IDLES, Johnny Marr, Gruff Rhys e Paul Simonon. Além disso, o álbum utiliza gravações de vozes de ícones como Bobby Womack, Dennis Hopper e Mark E. Smith. O conceito do disco explora a fronteira entre este mundo e o que vem a seguir. Turnê e imersão em Los Angeles O Gorillaz também confirmou a The Mountain Tour. A excursão começa oficialmente em Manchester, no dia 20 de março de 2026, e passará por grandes arenas do Reino Unido e Irlanda. O destaque fica para o show no Tottenham Hotspur Stadium, em Londres, no dia 20 de junho, que será a maior apresentação da banda no país até hoje. Antes disso, o grupo invade os Estados Unidos com a exposição imersiva House of Kong. A atração ficará em Los Angeles entre 26 de fevereiro e 19 de março. Para celebrar, a banda fará dois shows exclusivos no Hollywood Palladium, tocando o novo álbum na íntegra.

Becold lança músicas e se consolida como aposta do metal moderno

A Becold dá mais um passo importante em sua trajetória ao apresentar novas músicas que funcionam como uma transição dentro do projeto Coração Frio. O material sinaliza um momento de mudança, tanto narrativa quanto artística, servindo para digerir tudo o que foi trabalhado até aqui e preparar o público para os próximos passos da banda. Mais do que um intervalo entre fases, esse movimento representa um ponto de virada claro, com um novo fôlego criativo e uma carga emocional ainda mais intensa. Após a Parte 1, que apresentou as faixas Alguém no Meu Lugar, Profecia, Escuridão e Precipício, a banda libera agora duas músicas inéditas que refletem com mais verdade o momento atual vivido pelo grupo. As composições aprofundam o peso sonoro e o discurso emocional, reforçando a sensação de transformação que já vinha sendo construída. Não se trata ainda do lançamento completo de Coração Frio Parte 1.5, mas de um aquecimento conceitual e musical que aponta para um novo rumo e prepara o terreno para o desfecho da história. Formada dentro da nova geração do metal moderno nacional, a Becold vem se destacando pela combinação de peso, intensidade e uma abordagem direta de sentimentos profundos. Suas letras exploram angústias, medos, anseios e conflitos do cotidiano, conectando experiências pessoais a uma sonoridade alinhada ao metal moderno. O projeto Coração Frio sintetiza essa proposta e posiciona a banda como uma das apostas mais consistentes da cena pesada brasileira atual.

Após anúncio de nove shows no Brasil, Guns n’ Roses lança singles Nothin’ e Atlas; ouça!

O Guns N’ Roses retornou hoje com dois novos singles. Marcando seu primeiro lançamento desde 2023, Nothin’ e Atlas mostram que a banda, que está ativa há décadas, continua no auge, apresentando dois lados diferentes de sua personalidade. Atlas mostra o Guns n’ Roses em seu modo rock clássico cheio de energia, enquanto Nothin’ se torna mais introspectiva, com teclados etéreos e guitarra emocionante. Ambas as músicas estão disponíveis via Interscope Records. Nos últimos anos, o Guns N’ Roses tem lançado material novo de forma constante e feito turnês com shows para plateias lotadas mundo afora. Após The General e Perhaps, lançadas em 2023, Atlas e Nothin’ chegam como adições essenciais ao setlist, que já conta com todos os clássicos e as deep cuts (faixas de sucesso menos evidente) favoritas dos fãs do catálogo inicial do GNR. Mais recentemente, o Guns N’ Roses anunciou que sairá em turnê na primavera e verão (do hemisfério norte) de 2026 em uma excursão mundial que levará a banda ao México e ao Brasil antes de seguir para outros mercados europeus, assim como estádios pelos EUA e Canadá. A turnê incluirá uma performance especial no Rose Bowl, em Los Angeles, marcando um retorno histórico ao local pela primeira vez em mais de 30 anos. Esta turnê de 2026 vem logo após a gigantesca turnê mundial de 2025, que trouxe o tão aguardado retorno da banda à Europa, Oriente Médio, Ásia e América Latina. Ouça Atlas e Nothin’, do Guns n’ Roses, abaixo Quarta, 1 de abril de 2026 – Porto Alegre, Brasil // Estádio Beira-Rio Sábado, 4 de abril de 2026 – São Paulo, Brasil // Monsters Of Rock Terça, 7 de abril de 2026 – São José do Rio Preto, Brasil // Alberto Bertelli Lucatto Sexta, 10 de abril de 2026 – Rio de Janeiro, Brasil // Engenhão Domingo, 12 de abril de 2026 – Cariacica, Brasil // Estádio Estadual Kleber José de Andrade Quarta, 15 de abril de 2026 – Salvador, Brasil // Arena Fonte Nova Sábado, 18 de abril de 2026 – Fortaleza, Brasil // Arena Castelão Terça, 21 de abril de 2026 – São Luís, Brasil // Estádio Governador João Castelo “Castelão” Sábado, 25 de abril de 2026 – Belém do Pará, Brasil // Estádio Olímpico do Pará “Mangueirão”

Entrevista | Nanda Moura – “O que aconteceu para a gente ter encaretado tanto?”

Nome consolidado no cenário do blues contemporâneo, a cantora e guitarrista Nanda Moura atravessa uma fase de profunda inquietação artística. Após levar seu talento para palcos europeus e marcar presença em grandes festivais como o Best of Blues and Rock, a artista mergulha em uma sonoridade mais visceral e provocativa com seus lançamentos mais recentes, os singles Chega e Louca. Nesta nova etapa, Nanda Moura deixa de lado as fórmulas prontas para confrontar o que chama de “caretice” dos tempos atuais, um estado de anestesia emocional alimentado pela obrigação das redes sociais e pelo domínio dos algoritmos. Com referências que vão do surrealismo de Salvador Dalí à crueza do blues de Muddy Waters, Nanda Moura propõe um retorno à autenticidade e ao erro como marcas da verdadeira humanidade. Acompanhada por nomes de peso como Nasi (Ira!) e o produtor Apollo 9, a artista prepara o caminho para seu próximo álbum, apropriadamente intitulado Deglutir, Digerir e Devolver. Em um bate-papo exclusivo para o Blog n’ Roll, Nanda Moura falou sobre o impulso criativo por trás de suas novas composições, a parceria com ícones do rock e do rap, e por que a arte continua sendo nossa maior ferramenta de resistência. Seus últimos lançamentos, Louca e Chega, trazem uma sonoridade e letras muito fortes. Louca soa quase como um grito de libertação. De onde veio o impulso para compor essa música que confronta tão diretamente a anestesia emocional dos nossos tempos? Louca nasceu de uma inquietação que começou a me incomodar muito. Essa coisa da rede social, sabe? No início, a gente fica empolgado, mas depois de um tempo ela acaba sufocando. Me sinto assim hoje: sufocada pela obrigação da rede social. O estalo final veio após visitar uma exposição sobre os 100 anos do Surrealismo. Fiquei de frente para obras de artistas como Salvador Dalí e Remedios Varo, que pintavam coisas exageradas, exuberantes e “descaralhadas” há um século. Pensei: “Caramba, os caras já eram tão loucos há 100 anos. O que aconteceu para a gente ter encaretado tanto?”. Parece que andamos em círculos; evoluímos em alguns pontos, mas retrocedemos na liberdade. Vivemos com medo do julgamento, nos mascarando na arte e nas relações. Louca é uma provocação contra esse retrocesso. Você diz que Louca é também uma declaração de princípios. O que representa pessoalmente essa busca por autenticidade que você canta na letra? É o meu momento de prezar por ser verdadeira, mais do que nunca, com o tipo de som que faço e como quero soar. Sendo bem aberta, não tem outra forma de fazer Louca se não for sendo sincera. É um grito para as pessoas, mas principalmente para mim mesma, dizendo: “Não seja medíocre, não seja careta, não se deixe misturar na multidão”. Quero que as minhas marcas de “loucura” apareçam sem eu ligar para os apontamentos alheios. É uma provocação de mim para mim mesma que acaba atingindo todo mundo. Esse single teve a produção de Apollo 9 e a coprodução de Nasi. Como foi trabalhar com eles e como essa parceria influenciou o resultado final? O Apollo é um cara muito antenado, experiente, já trabalhou com Seu Jorge, Rita Lee, Paralamas… Ele tem uma visão muito ampla e sensibilidade para entender o que queremos colocar na música. Já o Nasi tem aquela coisa visceral e crua do rock que eu adoro e que busco muito no blues. Fiz o arranjo com músicos incríveis: o Otávio Rocha (guitarra) e o César do Baixo, ambos do Blues Etílicos, e o Gil Eduardo (primeiro baterista do Blues Etílicos e ex-Erasmo Carlos). Quando o Apollo e o Nasi entraram, eles trouxeram “pitacos” que deram uma certa estranheza à música, um clima mais incômodo, pesado e provocador. Eu sou muito instintiva; quando ouvi, senti que aquele incômodo era exatamente o que a música pedia. No single anterior, Chega, você também teve o Nasi e ainda contou com a participação do Thaíde, gerando uma mistura interessante de blues, rock e rap. Como surgiu esse encontro? Eu e o Nasi já temos uma parceria estabelecida. Nos conhecemos no Best of Blues and Rock, quando ele estava gravando o projeto solo Rock Soul Blues. Ele buscava uma cantora para um dueto em Coração de Caveira (versão de Martinho da Vila) e o santo bateu na hora. Sobre Chega, queríamos fazer uma versão de I’m Be Satisfied, do Muddy Waters. Como o Nasi foi o primeiro produtor de rap no Brasil, surgiu a ideia de colocar uma inserção do gênero. Ele chamou o Thaíde, que topou na hora. Casou perfeitamente: blues, rock e rap são música negra, não tem erro. Em Chega, você fala sobre retomar o controle da própria atenção. Você acredita que a arte é uma das poucas formas de resistência contra a automatização da vida? Com certeza. E se não nos atentarmos, pode piorar. As pessoas estão muito automatizadas. Hoje nos entregamos ao algoritmo: ouvimos o que nos é sugerido e oferecido, e isso nos torna medíocres. Cadê a curiosidade de ir atrás de um assunto, de buscar conhecimento? Temos acesso a tudo, mas estamos acomodados. Procuro usar a minha linguagem, que é a música, para “cutucar” e fazer as pessoas refletirem, saindo um pouco do automático. Você é um nome consolidado no cenário do blues contemporâneo. O que você acha que falta no Brasil para o gênero ter um alcance maior ou mais comercial? Historicamente, o blues nunca foi mainstream; ele sempre esteve à margem, em um nicho. Ao mesmo tempo, é a origem de tudo: do rock, rap, soul, country, pop e jazz. Acho que falta conhecimento das pessoas sobre isso. Existe a barreira da língua, já que a língua-mãe do blues é o inglês, mas ele é um estilo universal porque comunica emoções puras, do improviso à melancolia. O caminho é ocupar espaços e mostrar como o blues conversa com os nossos elementos culturais. Para encerrar, o que vem por aí? Quais são os planos após Chega e Louca? Estou trabalhando no meu próximo álbum, que está sendo

Atração do Balaclava Fest, Stereolab libera dois singles inéditos

Após o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio em 15 anos, Instant Holograms On Metal Film, lançado em maio, o Stereolab retorna com duas músicas inéditas: Fed Up With Your Job e Constant And Uniform Movement Unknown. Um single duplo lado A em vinil 7”, limitado a três mil cópias mundialmente, co-lançado pela Warp e Duophonic UHF Disks, será disponibilizado na véspera da turnê de quarenta e uma datas pela América do Norte e América do Sul, que começa em Nashville e termina na Cidade do México. A maioria dos shows está esgotada. A banda Stereolab é uma das atrações do Balaclava Fest, que rola no dia 9 de novembro, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Ainda há ingressos disponíveis.

Terno Rei anuncia novo álbum com “Nada Igual” e “Viver de Amor”

A banda paulistana Terno Rei deu início à divulgação de seu quinto álbum de inéditas, com lançamento em abril pela Balaclava Records. Para isso, o grupo decidiu apresentar duas canções de seu novo material, Nada Igual e Viver de Amor. A primeira, reforça a veia pop e oitentista já características da banda, com mais intensidade que em trabalhos anteriores. “A energia pulsante e o ritmo em Nada Igual representam muito bem nosso momento atual, além de trazer elementos marcantes presentes no disco”, aponta Ale Sater, vocalista, compositor e músico na banda. Já a faixa Viver de Amor apresenta um lado mais íntimo e contemplativo do álbum, abrindo caminho para novas sonoridades e sensações, como dirigir tranquilamente por uma longa estrada. “Essa é uma das nossas favoritas da carreira. É unânime entre nós que ela se destaca e soma a essa nova fase que vivemos. Traz uma proposta diferente do outro single e ao que já fizemos no passado, então julgamos que seria interessante mostrar esse outro aspecto do disco”, comenta o guitarrista e tecladista Bruno Paschoal. A faixa também vem acompanhada de plano sequência dirigido por Felipe Fonseca. O novo trabalho conta com a produção de Gustavo Schirmer, multi-instrumentista curitibano que também assinou os dois álbuns mais recentes da discografia do Terno Rei, os bem sucedidos Violeta (2019) e Gêmeos (2022), e mixagem do francês Nicolas Vernhes, que já trabalhou com nomes como The War on Drugs, Wild Nothing e Deerhunter. Terno Rei se tornou um dos principais nomes da música alternativa brasileira contemporânea da última década. Com letras confessionais que atravessam gerações, atreladas a uma sonoridade única que transita por gêneros como dream pop, pós punk e rock alternativo, o quarteto se tornou referência por sua sensibilidade e melancolia cativantes. Formado em São Paulo em 2010, o grupo é composto por Ale Sater, Bruno Paschoal, Greg Maya e Luis Cardoso.

Jorja Smith anuncia segundo álbum de estúdio; ouça dois singles

A cantora Jorja Smith está de volta. Após os elogiados singles Try Me e Little Things, ela confirmou o lançamento de seu aguardado segundo álbum, falling or flying, para 29 de setembro por seu próprio selo, FAMM. Reconhecida por uma visão única e cheia de personalidade do R&B, unindo pop, alternativo, jazz e sensualidade, Jorja traz no novo álbum uma declaração de que sua compreensão da vida, seus relacionamentos e seus sentimentos se aprofundaram e amadureceram à medida que ela completa 26 anos. “E, apesar de tudo”, diz ela, “é definitivamente uma jornada que acabei de começar. Isso é o que é louco. Ela está apenas começando”. Composto por uma batidas profundas e vibrantes, linhas de baixo aceleradas e ganchos irresistíveis, falling or flying segue o mesmo ritmo da mente de Jorja. “Eu não desacelero o suficiente”, diz ela. “Esse álbum é como meu cérebro. Há sempre muita coisa acontecendo, mas cada música é definitivamente um momento de paralisação”. Grande parte da energia criativa que moldou o álbum surgiu de sessões de estúdio com a dupla de produtores DAMEDAME* na cidade natal de Jorja, Walsall. O álbum é um passeio sonoro por suas emoções nos dois anos desde que lançou seu último trabalho, “Be Right Back”. “Ele fala sobre rompimentos, relacionamentos com meus amigos, velhos amigos, comigo mesma. É definitivamente sobre muitos relacionamentos, mas posso cantar cada música que escrevo para mim mesma”, conta a artista. Uma das principais novas vozes britânicas, Jorja Smith quer se reinventar e se desafiar para além de sua reputação elogiada como intérprete e compositora, por conseguir colocar emoções à flor da pele. Há pouco mais de cinco anos desde o aclamado álbum Lost & Found, e ao respiro que foi o EP Be Right Back, ela reflete sobre sua jornada. “O EP fez exatamente o que eu queria: foi uma espécie de sala de espera para que as pessoas soubessem que logo eu estaria de volta”, resume ela, que tem um público fiel no Brasil, com São Paulo sendo a terceira cidade no mundo que mais consome sua música. Nessa nova fase, a artista se reconectou consigo mesma como compositora e mulher, e mostrou postura e sonoridade renovadas. “Gosto desse mundo em que acabei de entrar, e estou sempre descobrindo coisas. Essa é a primeira vez que lanço algo que sinto que se conecta exatamente com o presente”, diz ela.

Skipp lança singles que unem indie rock e ritmos nortistas

O indie rock sideral se encontra com os ritmos do Amapá e do Caribe nos novos singles do cantor amapaense Skipp, Endless Nights, com participação da cantora YMA, e MARS. Ambas as canções trazem influências de ritmos da fronteira do Amapá, com uma sonoridade que traz camadas caribenhas e chiptune, sem jamais esquecer do indie rock. Os singles já estão disponíveis nas principais plataformas de streaming. “Os novos singles exploram uma nova sonoridade pro projeto, buscando ritmos nas minhas raízes regionais. Endless Nights, com a participação da multiartista YMA, traz uma mistura de gêneros musicais da fronteira do Amapá atrelados a uma estética sintética pop temperada com a nostalgia do chiptune. Já MARS une referências como o Daft Punk, Julian Casablancas e Gorillaz para um encontro com as guitarras e sonoridades nortistas de influência caribenha”, define Skipp. Os singles embora separados, trazem juntos as aventuras do pirata cósmico Skipp, persona que acompanha o cantor desde o EP de estreia, Blast Off! (2020). A canção de abertura, Endless Nights, traz um diálogo entre o personagem principal e a imensidão das estrelas, no melhor estilo Ziggy Stardust, expressando amor por uma personificação do cosmos. Já em MARS, o ouvinte é transportado para um loop hedonístico-lisérgico no subsolo do planeta Marte, incluindo também a ressaca que vem com essa mudança de ares. A sonoridade de SKIPP traz fortes influências do indie rock dos anos 2000, e a linguagem chip tune. Sem esquecer suas raízes amapaenses, o músico acrescenta o batuque e o marabaixo. Como se coletasse referências em múltiplos universos, Skipp vai de Ziggy Stardust até Koji Kondo, um dos maiores compositores da Nintendo. Ouvintes atentos irão captar a influência de Super Mario Bros, Zelda e tantos outros clássicos. Os singles contam com a banda que acompanha Skipp (guitarra e voz), formada por Marco Trintinalha (bateria), Colinz (guitarra), Leon Sanchez (sintetizadores), Bruno Mont’Alverne e Vinícius Scarpa (baixo). As faixas foram produzidas por Colinz, enquanto as composições são: Endless Nights, por Skipp is Dead e YMA, e Mars por Skipp is Dead. As artes das capas são de Skipp is Dead, com props das capas confeccionadas por Jahvalli (Jahvacorp). Agradecimento especial a Fernando Rischbieter (Matraca Records) e Patrícia Bastos (Topaza Pella Produções).