The Wombats revela sexto álbum de estúdio, Oh! The Ocean

The Wombats revelou seu sexto álbum de estúdio, Oh! The Ocean. A banda embarcará em uma grande turnê pela Europa no próximo mês, onde fará seus maiores shows como atração principal até hoje. Junto com o álbum, a banda também compartilhou um novo videoclipe para a brilhante música disco I Love America and She Hates Me, estrelado por Hauke Narten, que viralizou e foi dirigido por Logan Fields. A música aborda a relação de amor e ódio de Murph com os Estados Unidos, suas ambições ambiciosas, política divisiva e leis brandas sobre armas. Falando sobre o videoclipe, o diretor Logan Fields diz: “Quando Murph me enviou um clipe da coreografia de Hauke, sabíamos que esse era o vídeo. Nós o trouxemos da Alemanha para participar do vídeo, pois ele captou perfeitamente as ideias da música. Trata-se realmente de assumir o controle da sua vida e tentar escapar das pressões externas do mundo por meio da paixão e da autoexpressão.” Dois anos desde que lançaram seu primeiro álbum mais ouvido no Reino Unido com Fix Yourself Not The World, os Wombats estão de volta e maiores do que nunca. Oh! The Ocean treme com a honestidade confessional que torna a música da banda de Liverpool tão libertadora e real quanto cativante e divertida, para sua base de fãs jovens em constante crescimento. Os três integrantes do Wombats levaram 50 músicas novas para Echo Park, Los Angeles, em julho de 2024, para seis semanas de sessões com o novo produtor John Congleton (St Vincent, Wallows, Death Cab for Cutie) para criar seu álbum mais sonoramente ousado até hoje. O título é inspirado em uma viagem reveladora à praia que o vocalista Matthew “Murph” Murphy fez em um feriado com a família. “Estive em muitas praias, mares e costas ao longo dos anos, mas, por algum motivo, essa foi a primeira vez que a vi e estive realmente presente. Houve essa revelação de que eu estava vivendo uma vida presa em minha própria cabeça, ou em algum tipo de capacete de corrida ou com antolhos. Foi realmente uma experiência potente. Senti como se tivesse visto tudo novo pela primeira vez e me dei conta de que tinha sido tão egoísta a ponto de não perceber a loucura do mundo e da vida. Fiquei preso em minha própria besteira por muito tempo. O álbum traz algumas perguntas internas, como: por que minha cabeça e meu corpo estão desconectados o tempo todo? Por que, às vezes, sou incapaz de ver qualquer forma de beleza no mundo ou nos outros? Por que espero que o mundo se adapte à minha vontade? Por que nunca paro para sentir o cheiro das flores? Por isso chamei o álbum de Oh! The Ocean“, comenta Murph.

Entrevista | The Wombats – “As portas vêm se abrindo gradualmente”

A banda inglesa The Wombats está de volta ao Brasil após nove anos. Se na primeira vez, o público era bem limitado, nesta sexta (25), às 15h35, o trio de Liverpool terá uma multidão pela frente, no dia inaugural do Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Na bagagem, o Wombats traz o último álbum, Fix Yourself, Not The World. Aliás, só para variar, o disco é bem eclético e mostra o poder de inovação constante da banda em sua discografia. Direto de um hotel em São Paulo, o baterista do Wombates, Dan Haggis, conversou com o Blog n’ Roll sobre a expectativa para o festival, o último álbum e o que pretende assistir no Lollapalooza. Confira abaixo. Muita coisa mudou para o The Wombats desde o início da carreira. Como encaram essas mudanças de alcance? Sinto que ao longo dos anos as portas vêm se abrindo gradualmente, um dia de cada vez, uma música de cada vez. Claro que se você olhar para o início da nossa carreira e agora, é louco, pois tivemos momentos nas nossas carreira, como no show que fizemos em Santiago, no Chile, em que nos perguntamos “Como estamos aqui?”, a um voo de 14 horas de distância, e meio a várias pessoas dançando e cantando nossas músicas. Na primeira vez que vieram ao Brasil, vocês tocaram em lugares menores, agora no Lolla. Mês que vem o Wombats tem um show grande na O2 Arena, em Londres. Acho que nunca perdemos essa sensação, pois começamos a fazer música em Liverpool, 20 anos atrás, e hoje estamos tocando para essas pessoas, é doido pensar. Mas todo show, para 200 ou 20 mil pessoas, só queremos ir para o palco, tocar nossas canções, criar uma conexão com as pessoas. Obviamente você sente mais a adrenalina quando toca em grandes festivais, e nós vínhamos querendo voltar ao Lollapalooza, que honestamente, é o único festival que nós importunamos o nosso agente para vir, clamando todo ano “Vamos ao Lollapalooza, queremos voltar para a América do Sul”, e ele dizia: “Estou tentando”. É tão difícil conseguir isso, e agora que conseguimos estamos muito animados, e tem sido ótimo até agora, pessoas adoráveis, clima ótimo, comida ótima, drinks ótimos, e Wombats muito felizes. Queria que você falasse um pouco sobre o título do álbum, Fix Yourself, Not The World. Ele pode ter muitas interpretações. O que inspirou vocês para esse nome? Quando estávamos gravando o álbum, durante a pandemia, Murphy estava em Los Angeles, Tord em Oslo, e eu em Londres. Tord conseguiu ir para Londres, e ficou lá por cinco semanas, mas estávamos em lockdown. Então não haviam restaurantes abertos, não havia muito o que se fazer, éramos só nós e a música. E eu acho que durante a pandemia, para todos provavelmente, se você está passando por algum tipo de problema na sua mente, você terá que confrontá-lo, pois tudo que você tinha era o seu cérebro para lidar, então não foi fácil e as músicas nos ajudaram muito. Aliás, quando estávamos falando sobre o álbum, conversamos muito sobre o título, e como você disse, levanta muitos questionamentos, e nós não queríamos que soasse egoísta, como se você devesse pensar apenas em si e esquecesse o resto. É a última coisa que gostaríamos que entendessem. Para nós é mais a questão de se você está lidando com problemas de saúde mental, como depressão ou ansiedade, com dificuldade de levantar da cama, e não está lidando com isso, não conseguirá ajudar ninguém. Então perceber a importância de resolver suas questões primeiramente, para depois sair pelo mundo, ajudar pessoas, fazer a diferença, ser uma parte positiva da sociedade. Penso que muitas pessoas ignoram e negligenciam seus problemas, e vão se distrair, jantar, beber algo com os amigos, sempre tentando evitar pensar sobre certas questões. Até que percebem a importância de conversar sobre sua saúde mental e seus problemas, percebendo que todos também têm problemas, não é só você, são todos, e quantos mais conversarmos sobre, melhor. E pensamos que nosso álbum poderia ser parte desta mudança, que fizesse as pessoas pensarem como resolver esses problemas, e abraçar seus demônios. O The Wombats é uma banda inquieta. Nunca está em uma zona de conforto. Vocês sempre buscam uma modernização no som, acompanhando todas as evoluções musicais que rolam. Tudo isso sem perder as referências mais antigas. Como equilibrar isso na hora de compor? Acho que nós sempre tivemos os elementos centrais que compõem nossa identidade, independente do tipo de música que tentamos fazer, a combinação da voz do Murphy, e o jeito que ouvimos e fazemos música. Acho que mesmo se começarmos algo como Method To The Madness, que soa tão diferente de nós, mas ainda acaba soando como nós de algum jeito. Sinto que é interessante explorar outros gêneros que tenham nos inspirado ao longo de nossas vidas, seja Lo-Fi, Hip-hop, Eletrônica, Grunge, Folk, Punk, todos esses elementos entraram e saíram nas nossas músicas em períodos diferentes, dependendo do que sentimos quando fazemos a música. Nós sempre buscamos trabalhar com ótimos produtores, como Eric Valentine, Mark Crew, e nós sempre aprendemos, observamos, prestamos atenção. Aliás, quanto mais você aprende sobre produção, música e composição, mais é capaz de se colocar em um lugar novo, abraçar novas tecnologias, sons. Queremos sempre nos sentir o mais motivado possível. E se algum de nós não está se sentindo motivado, nós tentamos algo novo, é sempre muito experimental no estúdio. Nós amamos música pop também, os Beach Boys e os Beatles, gostamos de muitos tipos diferentes de música, é como se fosse uma tela de pintura que jogamos várias tintas e vemos o que acontece. Fix Yourself, Not The World começou a ser produzido em 2019, antes da pandemia. Algo mudou na forma como tiveram que gravar esse álbum? Quais foram os principais desafios e as vantagens? O principal desafio foi que tivemos que ser mais organizados, antes de iniciar a gravação. Antes da pandemia tínhamos, talvez, já metade do álbum, fizemos por

The Wombats retorna depois de 3 anos com a faixa Method To The Madness; confira

O The Wombats divulgou a faixa Method To The Madness. Ademais, a canção marca o primeiro lançamento do grupo desde o disco Beautiful People Will Ruin Your Life (2018). Em resumo, a música chegou junto de um vídeo dirigido por Aaron Brown. Além da divulgação, o trio também anunciou um show no Reino Unido para o dia 15 de abril de 2022. “Ela é sobre tentar encontrar padrões dentro do caos e, finalmente, desistir e deixar. Alguns dos versos são tirados da minha própria experiência de lua de mel – andar por cidades europeias, estar entre os turistas e ao mesmo tempo ser eu mesmo, e geralmente reclamar com reservas de hotel de última hora. Me sentindo empolgado, mas ainda totalmente ciente de que nada mudou muito”, explica Matthew Murphy. Gravando remotamente durante todo o ano de 2020, o The Wombats segue trabalhando duro para produzir novas canções.