After Forever anuncia show em São Paulo após 20 anos

O After Forever está de volta à América Latina. Vinte anos após sua última passagem pela região, no inesquecível festival Live N’ Louder de 2006, a banda holandesa confirmou uma apresentação em São Paulo, no Tokio Marine Hall. O show marca o início da perna latino-americana da turnê, que passará também por Argentina, Chile e Colômbia. Celebrando “Decipher” e “Prison of Desire” Embora a banda tenha encerrado as atividades oficialmente em 2009, o guitarrista e fundador Sander Gommans reuniu parte da formação clássica em 2025 para celebrar o legado do grupo. A turnê comemorativa foca nos 25 anos do álbum seminal Decipher (2001) e nos 26 anos do debut Prison of Desire. “Fãs da América Latina apoiam o After Forever desde o lançamento do primeiro álbum, e nos sentimos muito felizes por poder anunciar que daremos continuidade a esse tributo em 2026”, declarou Gommans. Nova formação Para esta celebração do legado, a banda conta com membros originais e grandes nomes da cena: 🎫 Ingressos para o After Forever A corrida pelos ingressos começa na próxima semana e será dividida em duas etapas: As vendas acontecem pela Ticketmaster. 📅 Serviço: After Forever em São Paulo Preços: Onde comprar:
Eagle-Eye Cherry retorna a São Paulo em julho; relembre nosso papo exclusivo com o cantor

O cantor e compositor Eagle-Eye Cherry, dono de hits atemporais como Save Tonight, Falling In Love Again e Streets of You, desembarca em São Paulo no dia 25 de julho de 2026 para uma apresentação única no Tokio Marine Hall. Se você acompanha o Blog n’ Roll, sabe que a relação do artista com o palco é sagrada. E quem diz isso é o próprio. “A energia que vem do palco” Em uma entrevista exclusiva recente concedida ao nosso blog, Eagle-Eye Cherry abriu o coração sobre como a troca com os fãs molda sua música. Ao falar sobre suas composições mais recentes, ele nos revelou que o objetivo era capturar a eletricidade das apresentações ao vivo: “Queria levar… essa energia que vem do palco e do público”, contou ele ao Blog n’ Roll. (Você pode ler essa entrevista completa e entrar no clima do show clicando aqui). Essa declaração é a prova de que o show do dia 25 de julho não será apenas uma reprodução mecânica de sucessos de rádio, mas uma noite de conexão real e intensa, exatamente como ele gosta. Venda de ingressos As vendas começam já nesta semana, então configure o alarme: Serviço – Eagle-Eye Cherry em São Paulo
Palco alternativo do Balaclava Fest contou com bons shows de emergentes do cenário nacional

Do outro lado do Tokio Marine Hall, intercalando com as apresentações do Palco Balaclava, outros artistas subiram no Palco Vans para encorpar ainda mais o festival. A primeira delas foi Gab Ferreira. A cantora catarinense vem ganhando nome na cena alternativa da música brasileira e recentemente lançou seu novo álbum, Carrossel. À vontade no palco, Gab mostrou maturidade ao equilibrar delicadeza e presença, não apenas cantando, mas dançando e transmitindo a carga emocional de cada verso. Enquanto sua banda criava texturas que mesclavam dream pop e uma leve psicodelia, ela cantava com nuances da MPB, em composições criativas como a faixa-título do novo trabalho, Carrossel. Ficou evidente que a artista já reúne um público fiel — fãs que cantavam junto cada verso, gesto que Gab retribuía com sorrisos e olhares atentos, fortalecendo a conexão com a plateia. Walfredo em Busca da Simbiose A segunda banda a se apresentar no palco Vans foi Walfredo em Busca da Simbiose, banda que une o rock e MPB. Divulgando seu novíssimo álbum, Mágico Imagético Circular, e liderada pelo multi-instrumentista Lou Alves, a banda apresentou um repertório sólido, acrescentando ao seu som nuances psicodélicas, vindas principalmente das inserções dos teclados, que tornaram as canções dançantes para os presentes. A apresentação teve ainda a participação de Marina Reis, vocalista da banda paulistana Pluma, que cantou, dançou e acrescentou ao som de Walfredo. Jovens Ateus Mais tarde, o post punk dos Jovens Ateus ecoou no Balaclava. Com ecos nítidos de Joy Division, a apresentação da banda ornou com o início da noite paulistana e o clima em volta do bar da casa de shows. Quem saia da apresentação de Geordie Greep se deparava com as batidas rítmicas do som do quinteto e ficava por ali mesmo, para aproveitar os sons que remetem também a bandas nacionais como Titãs. Horse Jumper of Love Para encerrar os trabalhos do palco Vans, o menor do festival, a banda de Boston, Horse Jumper of Love. Convidados às pressas, após o cancelamento do Fcukers, os norte-americanos não soaram nada como banda substituta e cativaram demais o público que optou por esperar o último acorde da banda encerrar, antes de acompanhar a atração principal da noite, Stereolab. Apesar do tom introspectivo, o peso e a intensidade emocional de músicas como Wink e Spaceman mantiveram os ouvintes atentos — muitos de olhos fechados, apenas sentindo o som preencher o ambiente. Em um dia repleto de apresentações notáveis, o Balaclava Fest reafirmou sua importância como um festival com curadoria diferenciada. O evento reuniu nomes que representam diferentes momentos da música independente — de artistas em ascensão, a veteranos que seguem relevantes com novos lançamentos — e se firmou como um festival necessário, em meio à enxurrada de atrações mainstream que dominam o circuito de shows no país.
Frejat retorna a São Paulo com a turnê Ao Vivo

O cantor Frejat retorna a São Paulo com a turnê Ao Vivo, em apresentação marcada para o dia 27 de setembro, no Tokio Marine Hall. Ainda há ingressos disponíveis pelo site da Eventim. Os portões para o público serão abertos a partir das 19h e a apresentação tem previsão de início às 21h. Adolescentes de 16 a 17 anos de idade deverão estar acompanhados dos pais ou responsáveis legais; já a entrada para menores de 16 anos é proibida. O espetáculo Ao Vivo faz um passeio pela trajetória do artista, tendo como trilha sonora algumas das parcerias mais conhecidas com Cazuza, como Exagerado, Bete Balanço, Maior Abandonado, Por que a Gente é Assim? e Pro Dia Nascer Feliz. Hits da carreira solo, como Por você, Amor pra Recomeçar, Segredos, além dos clássicos da MPB Amor Meu Grande Amor, de Angela Ro Ro e Ana Terra; e Malandragem, letra de Cazuza e Frejat eternizada na voz de Cássia Eller, que também fazem parte do setlist do show. “É um show cheio de sucessos pra gente cantar, dançar e se divertir muito”, comenta Frejat. A apresentação ainda investe em um formato com duas guitarras, baixo, bateria e teclados, revelando as canções pop sofisticadas, baladas bluseiras, MPB revistada e rock do bom. No palco da turnê Ao Vivo, Frejat é acompanhado de Rafael Frejat (guitarra e vocal), Bruno Migliari (baixo e vocal), Humberto Barros (teclados e vocal) e Marcelinho da Costa (bateria e vocal). Frejat Ao Vivo SÃO PAULOData: 27 de setembro de 2025 (sábado)Horário: 19h (abertura da casa) | 21h (previsão de início do show)Local: Tokio Marine Hall – Rua Bragança Paulista, 1.281 – Várzea de Baixo – São Paulo/SPClassificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Ingressos:Pista: R$ 132,50 (meia-entrada legal) | R$ 265,00 (inteira)Cadeira Alta: R$ 132,50 (meia-entrada legal) | R$ 265,00 (inteira)Frisa: R$ 162,50 (meia-entrada legal) | R$ 325,00 (inteira)Camarote: R$ 182,50 (meia-entrada legal) | R$ 365,00 (inteira) Início das vendas: 25 de agosto, ao meio-dia (on-line) | 26 de agosto, às 13h na bilheteria oficialVendas online Bilheteria oficial: Allianz Parque – Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes – São Paulo Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h | *Não há funcionamento em feriados, emenda de feriados, dias de jogos/eventos
Molchat Doma retorna ao Brasil após três anos para show único em São Paulo

A banda bielorrussa Molchat Doma retorna ao Brasil após três anos de sua estreia no país, quando trouxe a turnê do álbum Монумент (Monumento), de 2020. Será apenas um show para os fãs brasileiros, no dia 15 de novembro, no Tokio Marine Hall, em São Paulo, agora com o repertório de seu novo disco, Белая Полоса (Listra Branca), lançado em setembro de 2024. A apresentação é uma realização da 30e, e os ingressos estarão disponíveis a partir de sexta-feira (9), às 10h, no site da Eventim. Quando Egor Shkutko (voz), Roman Komogortsev (guitarra, sintetizador e bateria eletrônica) e Pavel Kozlov (baixo e sintetizador) se uniram em Minsk, Belarus, em 2017, provavelmente não imaginavam que sua música tocaria emocionalmente tantas pessoas ao redor do mundo. O Molchat Doma conseguiu capturar um elemento profundamente enraizado na cultura eslava — a angústia existencial, tema que Dostoiévski já explorava em suas obras no século 19 — e que há muito tempo deixou de ser central na cultura ocidental. Foi essa conexão com um sentimento tão atemporal, aliado a uma sonoridade marcante, que levou a banda a se apresentar nas principais casas de shows da Europa e dos Estados Unidos, incluindo uma performance no Coachella, um dos festivais de música mais importantes do mundo, em 2022. Na discografia da banda estão os álbuns С крыш наших домов (Dos Telhados de Nossas Casas) de 2017, Этажи (Andares), de 2018, Монумент (Monumento), de 2020 e, finalmente, Белая Полоса (Listra Branca), lançado em setembro de 2024. Uma das composições que representa bem a energia proposta pelo grupo para seu repertório é Судно (Борис Рыжий) (Comadre – (Boris Ryzhy)), faixa do segundo álbum da banda, Этажи (Andares), de 2018, que pega emprestada sua letra de um poema do poeta russo Boris Ryzhy e fala sobre uma pessoa que passa os últimos dias de sua vida em um lugar para doentes terminais. A canção viralizou no TikTok em 2020, acompanhando vídeos que costuram clipes de ruas desertas do antigo Império Soviético — com arquitetura brutalista austera em uma “estética do Leste Europeu” romantizada. Do mesmo disco, veio também тоска (Anseio angustiante, em tradução livre), nome de um conceito emocional tipicamente russo e sem tradução, mas que pode ser definido por uma profunda angústia espiritual sem causa específica, um desejo doentio que abrange melancolia, nostalgia e tédio, contudo, é maior do que a soma de todas essas partes. O Molchat Doma iniciou os trabalhos de 2025 com uma longa passagem pelos Estados Unidos. Foram mais de 30 shows por lá entre janeiro e março deste ano. A banda ainda segue para apresentações na Turquia, Grécia, Hungria, Itália, Polônia e Países Baixos, durante o verão europeu. MOLCHAT DOMA Realização: 30e SÃO PAULOData: 15 de novembro de 2025Local: Tokio Marine Hall Horário de abertura da casa: 18hClassificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais.Setores e preços:Camarote – R$ 160,00 (meia-entrada legal) | R$ 320,00 (inteira)Pista – R$ 180,00 (meia-entrada legal) | R$ 360,00 (inteira)Frisa – R$ 200,00 (meia-entrada legal) | R$ 400,00 (inteira)Pista Premium – R$ 210,00 (meia-entrada legal) | R$ 420,00 (inteira)Cadeira Alta – R$ 250,00 (meia-entrada legal) | R$ 500,00 (inteira)Venda geral: 9 de maio, 10h Vendas onlineBilheteria oficial: Estádio do Morumbis – Bilheteria 05 – Próximo ao portão 15 – Av. Giovanni Gronchi, 1866Funcionamento: Terça a sábado: 10h às 17h*Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.
Steven Wilson confirma show único em São Paulo

O músico, compositor e produtor Steven Wilson anunciou a tão aguardada etapa norte-americana da The Overview Tour – sua primeira turnê solo como atração principal com banda completa nos EUA e no Canadá em mais de sete anos. As datas da turnê, produzida pela Live Nation, começam em 9 de setembro no The Masonic, em San Francisco, CA, e seguem até meados de outubro. No Brasil, o artista fará um único show em São Paulo, no dia 17 de outubro, no Tokio Marine Hall. A venda de ingressos para o público geral estará disponível a partir de sexta-feira (7), começando às 10h online e às 11h na bilheteria oficial. Os ingressos estarão disponíveis online e na bilheteria oficial (sem taxa de serviço). A The Overview Tour celebra o lançamento iminente daquele que pode ser o trabalho mais audacioso da já visionária carreira de Steven Wilson. The Overview chega pela Fiction Records em uma ampla variedade de formatos – incluindo digital, CD, LP, Blu-ray, boxset exclusivo D2C, LP exclusivo D2C em vinil vermelho (com pôster) e LP exclusivo para varejo na cor menta – na sexta-feira, 14 de março. As pré-vendas já estão disponíveis, e um teaser de 30 segundos do álbum já pode ser assistido no YouTube. Escrito, produzido e mixado por Steven Wilson em seu estúdio caseiro entre dezembro de 2023 e agosto de 2024, The Overview mostra o renomado artista mais uma vez expandindo os limites da música progressiva – um gênero que ele tem ajudado a redefinir ao longo de sua carreira solo inovadora e de seu trabalho marcante com o Porcupine Tree. Com 42 minutos de duração, o álbum é composto por apenas duas faixas épicas, Objects Outlive Us e The Overview, cada uma dividida em seções musicais distintas que fluem entre si, formando peças únicas e contínuas. Mais uma vez, Wilson incorpora em sua música expansiva elementos de eletrônica, post-rock e muito mais, levando adiante o som singular e a visão artística que têm definido sua carreira ao longo de mais de três décadas. “The Overview é uma jornada de 42 minutos baseada no chamado ‘efeito overview’”, explica Steven Wilson. “Astronautas que veem a Terra do espaço relatam uma mudança cognitiva transformadora, frequentemente marcada por uma intensa apreciação da beleza e uma maior conexão com as pessoas e o planeta como um todo. No entanto, nem todas as experiências são positivas – alguns enxergam a Terra como ela realmente é: insignificante e perdida na vastidão do espaço, e a raça humana como uma espécie problemática. O álbum reflete isso ao apresentar imagens e histórias da vida na Terra, tanto boas quanto ruins.” Inicialmente concebido como um álbum solo, The Overview conta com a participação de Craig Blundell (bateria), Adam Holzman (teclados) e Randy McStine (guitarras) – colaboradores frequentes de Wilson. Além disso, Andy Partridge (XTC) contribuiu com as letras de Objects Outlive Us, ajudando a dar forma à narrativa do álbum. SÃO PAULO Data: 17 de outubro de 2025 (sexta-feira) Abertura dos portões: 19h Horário do show: 21h Local: Tokio Marine Hall Endereço: R. Bragança Paulista, 1281 – Várzea de Baixo, São Paulo – SP Ingressos: a partir de R$ 160,00 (ver tabela completa) Classificação etária: 16 anos. Menores de 05 a 15 anos apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais* *Sujeito a alteração por Decisão Judicial. PREÇOS CADEIRA ALTA: R$ 170,00 meia entrada e R$ 340,00 inteira PISTA: R$ 195,00 meia entrada e R$ 390,00 inteira FRISAS: R$ 180,00 meia entrada e R$ 360,00 inteira PISTA PREMIUM: R$ 340,00 meia entrada e R$ 680,00 inteira CAMAROTE: R$ 325,00 meia entrada e R$ 650,00 inteira
BadBadNotGood explora influência brasileira em show memorável

Os canadenses do BadBadNotGood devem se sentir bem confortáveis em terras brasileiras. O prolífico grupo foi uma das atrações do Balaclava Fest, no último domingo (10), em São Paulo, e coleciona referências e parcerias com o Brasil. A banda, que já tinha se apresentado por aqui em outras ocasiões, tem no histórico parcerias com o lendário maestro, compositor e arranjador Arthur Verocai e, mais recentemente, com o cantor Tim Bernardes. Em seu som, nunca escondeu a admiração pela riqueza dos ritmos brasileiros e recentemente vem incorporando-os mais ainda em suas composições. O “BadBad”, como muitos chamavam a banda no Balaclava Fest, trouxe ao público faixas de seu mais recente álbum, Mid Spiral, lançado neste ano. Disco esse, que é tão inspirado por essas experiências brasileiras que possui até mesmo algumas faixas com títulos em português. O som da banda é tão plural que talvez faça da banda o melhor representante do espírito do lineup do Balaclava Fest: diversidade sonora. Apesar da diferença de estilos, que vão do rock mais pesado do Dinosaur Jr. até os toques sintéticos de Nabihah Iqbal, existe uma harmonia na escalação de atrações, que uniu artistas contemporâneos, em alta no mundo do música, e aclamados veteranos. No BadBadNotGood, essa diversidade sonora está na mistura de gêneros que a banda traz através do jazz. Seja nos shows, seja nos seus álbuns, é sempre uma surpresa ouvir a banda, pois a mesma é inquieta e vive explorando novas possibilidades. O hip hop, o indie rock, o psicodelismo, o fusion… tudo entra no pacote. Conduzidos pelo baterista Alexander Sowinski, que conversou bastante com o público durante a apresentação, a banda conseguiu fazer o público pular, bater palmas e dançar com jazz. Ao mistura-lo com ritmos latinos ou com jams barulhentas, o som do BadBad cativou mesmo aqueles que não são assíduos ouvintes do gênero associado a nomes como Miles Davis e Charlie Parker. Mesmo em momentos mais minimalistas, como quando o saxofone melancólico de Leland Whitty soou sozinho, Sowinski conseguiu envolver o público, pedindo a todos que levantassem as mãos e acompanhassem o movimento das águas, simbolicamente representado pelo som do instrumento. Em um palco propositalmente escuro, com um sexteto de instrumentistas sem vocalista, o BadBadNotGood fez a pura mágica da música acontecer. Pelo intenso coro de vozes e aplausos ao final da apresentação, pedindo um bis, ficou claro que agradaram bastante.
Ana Frango Elétrico entrega show seguro e gostoso no Balaclava Fest

Uma das atrações nacionais do Balaclava Fest, festival que aconteceu no Tokio Marine Hall, em São Paulo, no último domingo (10), Ana Frango Elétrico (nome artístico de Ana Faria Fainguelernt) vem cada vez mais chamando a atenção na cena nacional. Seu último disco, Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua, figurou em listas de melhores discos lançados em 2023, no território nacional. Ao vivo, Ana confirma o talento que percebemos em suas gravações. Acompanhada de uma competente banda, que consegue dar a base necessária para a miscelânea de gêneros do som da cantora, é possível encontrar familiaridades na forma dela cantar; mas seria impreciso nomear suas influências. Isso porque Ana também imprime uma estética moderna, que talvez a gabarite para categorizar seu som dentro da pós-MPB, como prefere chamar seu estilo sonoro. Tocando no finalzinho da tarde do Balaclava Fest, já vendo a casa de espetáculos Tokio Marine Hall encher, Ana entrou e saiu segura do palco. Seja quando explorou o indie-pop de canções como Coisa Maluca, seja quando remeteu mais à MPB clássica, como fez em Camelo Azul, ou mesmo quando a banda que a acompanhava trouxe percussão e samples que deixavam seu som mais lisérgico. O público presente intercalou entre danças, aplausos e coros, mostrando que Ana já está construindo uma base de fãs que reconhece seu talento. Ana Frango Elétrico, além de performar uma gostosa apresentação, aquecendo o público que ainda chegava ao festival, fez jus aos elogios que recebe no presente e deixou a sensação de que o futuro é ainda mais promissor: seja por saber conversar com o contemporâneo, em suas letras e na sonoridade de suas músicas, atraindo os jovens ouvintes à música nacional, seja por respeitar e aproveitar o passado, usando-o como combustível para o novo.
The Hives promove repeteco de alto nível em São Paulo