Crítica | Minions 2: A Origem de Gru

Engenharia do Cinema Após ter rendido mais de um bilhão de dólares nas bilheterias mundiais, era certeza que a Universal Pictures iria fazer uma continuação para o spin-off da franquia “Meu Malvado Favorito“, “Minions“. Porém, apesar de ter sido um sucesso, a ausência do protagonista foi sentida por vários fãs. Então, o estúdio resolveu trazer em “Minions 2: A Origem de Gru” a primeira grande história que o mesmo teve com seus ajudantes inusitados. Mas, como várias produções de 2020, a produção ficou engavetada pelo estúdio esperando a situação mundial melhorar totalmente para disponibilizá-lo. E finalmente este dia chegou. A história começa no exato ponto onde o primeiro parou, com Gru já convivendo com os Minions e prestes a realizar seu sonho de entrar no grupo de vilões “Sexteto Sinistro” (sim, a escolha do nome foi bastante inusitada). Porém, após algo dar errado, ambos terão de se unir para conseguir fazer com que Gru não seja capturado por inimigos piores ainda. Imagem: Universal Pictures (Divulgação) O roteiro de Matthew Fogel está ciente de que o primeiro foi bastante criticado por não ter aproveitado melhor a relação dos Minions, com seres humanos. Mas, nesta nova produção ele realmente faz uma espécie de “reboot” em relação ao primeiro filme da franquia. Algumas piadas e arcos são refeitos como forma de “referencia” ao que foi visto naquele, e realmente funcionam, pois acaba sendo aplicado na forma de um easter-egg (como determinado personagem ter ligação com algum vilão da primeira trilogia). Mas ciente da possibilidade de coisas que poderiam ser exploradas na trama, por ela se passar durante os anos 80/90, ele aproveita para colocar várias músicas marcantes da época como The Rolling Stones e Beastie Boys. Só que isto não é suficiente para se segurar uma trama e até mesmo arcos cômicos, já que o humor acaba perdendo um pouco a força perto de seu desfecho. Mesmo se tratando de uma animação com menos de 85 minutos, os últimos 30 ficam arrastados demais. “Minions 2: A Origem de Gru” acaba se rendendo a diversas risadas e até mesmo nos faz matar a saudade desses personagens, que já se tornaram icônicos.
Crítica | Thor: Amor e Trovão

Engenharia do Cinema Depois de “Vingadores Ultimato“, Thor (Chris Hemsworth) é o único personagem que continuou tendo sua história contada nos cinemas, com este “Thor: Amor e Trovão“. Como as gravações foram adiadas por umano, por conta do cenário global de 2020, o cineasta Taika Waititi (que também havia escrito e dirigido “Thor Ragnarok“) comentou que aproveitou a época de isolamento para mexer no roteiro e colocar algumas coisas “em ordem”. Só que durante a exibição deste filme, foi notado de tudo, menos esta organização. A história começa exatamente onde a trajetória de Thor havia parado, com o mesmo viajando junto dos “Guardiões da Galáxia” e focado em salvar diversas populações à sua maneira. Mas ele acaba tendo seu caminho cruzado com sua ex-namorada Jane Foster (Natalie Portman), que agora voltou sob o manto de Poderosa Thor e empunhando seu antigo Mjölnir. Em meio às dúvidas de sentimentos, a dupla terá de enfrentar o misterioso vilão Gorr (Christian Bale). Imagem: Marvel Studios (Divulgação) Começo enfatizando que o cineasta Taika Waititi estava ciente que não iria fazer um filme, e sim um conjunto de esquetes do personagem Thor. Porque absolutamente nenhum arco nos faz sentir uma certa preocupação e até mesmo consegue criar uma atmosfera para nos importarmos com algum dos protagonistas, inclusive a própria Jane (cuja caracterização era necessária ter uma carga dramática melhor, e ela sequer parecia alguém em condição enferma). Tanto que a sensação é de que tudo poderia ter sido apresentado apenas como uma série de vídeos no Youtube, no canal da Marvel Studios. Agora, quando partimos para a caracterização do vilão Gorr, vemos que apesar de Christian Bale entregar uma boa performance, o mesmo acabou sendo totalmente desperdiçado. Não conseguimos sentir sua presença como ameaçadora, e sua motivação é totalmente genérica. Seus momentos de embate com Thor, não chegam a transpor emoção e inclusive, tudo é feito esporadicamente e jogado. Inclusive, este funciona perfeitamente com os “Guardiões da Galáxia” (cuja breve aparição é uma das melhores coisas do filme), e rende momentos divertidos. Porém, como todo bom truque de Blockbuster a trilha sonora explora colocar músicas famosas do Guns ‘n Roses e outras bandas populares, com o intuito de fazer com que a mente do espectador faça ele ter uma sensação de estar gostando de tudo aquilo (enquanto no fundo, não deve). E os erros ainda não param, pois Waititi volta a resgatar piadas do terceiro filme (nem a piada envolvendo o teatro Asgardiano funciona) e do próprio “Vingadores Ultimato“, apenas por pura preguiça e falta de criatividade. Risos são trocados por bocejos, assim como as gritarias do público em cenas que tinham potencial (como o Zeus vivido por Russell Crowe, que estava bem no papel, inclusive), são trocadas por sensações fúnebres. “Thor: Amor e Trovão” se mostra como mais uma bomba da Marvel Studios, e como o estúdio está totalmente perdido em relação a continuar contando as histórias de seus icônicos protagonistas.
Saiba como foi o papo com o elenco de “The Boys”

Engenharia do Cinema Descontração é a palavra que define a coletiva de imprensa com os atores de “The Boys“, na manhã desta terça-feira, 05 de julho. Sacudindo o Palácio de Tangará, em São Paulo, estavam os atores Antony Starr (Capitão Pátria), Claudia Doumit (Victoria Neuman), Jack Quaid (Hugie), Jensen Ackles (Soldier Boy), Karen Fukuhara (Kimiko), Karl Urban (Billy Bruto) e Nathan Mitchel (Black Noir), além do roteirista e um dos criadores da atração/showrunner, Eric Kripke. “Muitos se questionaram sobre como eu realizo meus jeitos intimidadores e duvidosos do Capitão Pátria, com meus lábios, mas ninguém se tocou que tudo acabou sendo feito de forma improvisada.” comentou Anthony Starr sobre as famosas caretas do seu personagem. “Justamente no episódio em que [Eric] Kripke dirigiu, ele me pediu para repetir a situação, mas como improvisei mandei ele se foder. Mas fiz novamente, porém totalmente diferente. E ele gostou” Completou o mesmo, dando altas risadas. Imagem: Amazon (Divulgação) Sobre os arcos malucos criados no terceiro ano, inclusive a cena do “Homem-Formiga entrando no Pênis”, foi considerada por muitos como a maior “piada de pinto na história”, segundo brincou o próprio Jack Quaid. “Estávamos buscando várias referências que poderiam ser feitas, mas de formas nunca realizadas antes. Foi aí que tive a ideia de idealizar esta icônica cena, de um homem encolher e entrar no pênis do outro e simplesmente crescer e explodir.” Comentou Krimpe, que inclusive chegou a mostrar para seu filho adolescente as cenas dos bastidores. “Quando meu filho olhou para aquele pênis gigante que fizemos, para a cena ser toda feita de forma prática, ele falou ‘Pai, como você pode ter sido tão doente em fazer isso?’”. E mais uma vez todos foram aos risos. Quando começou a série em 2019, Kripke chegou a dirigir um dos primeiros episódios e foi justamente quando “Vingadores Ultimato” estava sendo lançado e bombando. Foi um tiro certeiro e muitos acabaram comprando a premissa do mesmo, por conta da temática de super-heróis “ao avesso”. Embora o público sentiu que a ideia seria um sucesso imediato, muitos nomes do elenco ficaram na dúvida se realmente a atração iria vingar. “Na época que a série foi lançada, os cinemas estavam exibindo “Guerra Infinita” ou “Ultimato” e cada vez mais que via o marketing destes filmes nas ruas, sentia que este programa poderia dar mais certo do que imaginei, pois estávamos justamente aproveitando o hype daquele momento.” Comentou Jack Quaid, que interpreta Hugie, um dos protagonistas. Imagem: Amazon (Divulgação) Em relação ao andamento da série, uma das personagens que mais crescimento foi a misteriosa Kimiko (Karen Fukuhara). Brincalhona e sempre deixando claro que Kripke literalmente a trolou legal nesta terceira temporada (por conta dela ter perdido os poderes, logo quando a mesma começou a ser mais explorada), a mesma explicou que foi bastante desafiador o arco musical, onde ela teve de superar uma das suas maiores dificuldades: a dança. “Na minha adolescência cheguei a fazer uma aula de dança, mas via que não era a área para mim e desisti” comentou Fukuhara, que explicou o fato do intérprete de Frenchie, Tomer Capone ter se juntado a ela nesta etapa de preparação para o episódio. “Tanto eu, quanto Capone não sabíamos como poderíamos fazer com o que eu rebolasse tanto e conseguisse realizar as acrobacias. Confesso que nunca fomos próximos, mas que devido a este processo constante e exaustivo, fomos nos aproximando demais e ele acabou se tornando um grande amigo fora das telas”. Completou a atriz. Imagem: Amazon (Divulgação) Estreante em grandes papéis, a atriz Claudia Doumit confessou que não fazia ideia de como interpretar uma personagem no meio da política e que posteriormente também teria habilidades inusitadas (que envolvem explodir pessoas). “Quando Eric [Kripke] chegou para mim com a ideia de que fosse interpretar Victoria Neuman, em um primeiro momento não imaginava como iria conceber a mesma. Já que não entendo absolutamente nada de como funciona o universo da profissão dela.” Comentou Doumit, que depois ficou mais pasma de como retratar a evolução da personagem. “Mas tudo acabou mudando quando o Eric [Kripke] citou o fato que ela também iria se tornar uma super. Então foi extremamente do caralho, explodir cabeças e pessoas. Me senti foda demais.” Completou a atriz, que não parava de rir e agradecer o carinho de Kripke. Mas as atenções estavam no fundo sendo voltadas para Jensen Ackles, intérprete do Soldier Boy e que já trabalhou com Kripke em “Supernatural” (série onde ele viveu o protagonista Dean Winchester). “Fui chamado para interpretar o Soldier Boy, um pouco antes do término de ‘Supernatural’, pois cheguei para o Eric [Kripke] e citei se ‘haveria algum papel em mente para mim, agora que ficaria desempregado. Foi aí que ele me apresentou o Soldier” Declarou Ackles, que esbanjava simpatia e deixou claro que o fator complexidade do mesmo, chamou a atenção para viver o mesmo. Porém de todos os presentes, um que poucos conheciam mesmo era Nathan Mitchell. Intérprete do mascarado personagem Black Noir, apenas em breves momentos da atração víamos o rosto do ator durante toda a série, mas nesta terceira temporada, o mesmo teve um arco dramático/cômico maior. “Acredito que em todos os anos da atração, neste terceiro ano pude mostrar muito mais sobre o Noir.” Comentou Mitchell, que ainda enfatizou ter tido ótimas e divertidas cenas com Anthony Starr. Nitidamente ainda no personagem Billy Bruto, o ator Karl Urban comentou que foi engraçado o fato do mesmo ter começado a conseguir os poderes de um herói, enquanto ele ainda odeia os mesmos. “Eu interpreto um cara que odeia qualquer tipo de super-heróis, e foi algo muito maluco ter conseguido virar um herói. Ter conseguido as mesmas habilidades deles e, conseguir entrar na briga na mesma perspectiva, foi de certa forma gratificante”. Declarou.
Montanee lança session de versão rock de hit de Britney Spears

O trio carioca Montanee, prestes a lançar pelo selo Olga Music a inédita Chepeast Thrill (no próximo dia 15), soltou antes a live session em que tocam uma versão rock e moderna de … Baby One More Time, hit da cantora norte-americana Britney Spears. A ideia de fazer esse cover, conta o guitarrista e vocalista Felipe Areias, surgiu ao escutar a versão acústica de … Baby One More Time criada pela banda britânica Travis. “Resolvi tirar ela no violão e, no dia seguinte, a gente tinha ensaio. Fiquei pronto antes dos outros e comecei a tocar ela de bobeira, o resto da banda começou a acompanhar e gostamos do que saiu dali em diante”, ele revela. Teo Kligerman, o baterista da Montanee, conta um pouco sobre o processo criativo da versão rock deste clássico do pop noventista. “Quando fazemos uma releitura, claro que criamos várias coisas, temos uma liberdade criativa, mas é mais fácil transformar do que brotar do zero. Mas foi um processo bem natural”. A ideia de começar a música apenas com fraseados de guitarra, conta Areias, foi uma forma de manter como a versão nasceu pela primeira vez em um ensaio. “Foi uma coisa instintiva a banda entrar só no primeiro refrão”. A versão, então, ganhou mais corpo com a adição de sintetizadores, por meio da produção de Thiago Cymbal e Vic Delnur. “Elevamos nossa leitura de … Baby one More Time a outro nível e foi a partir daí que resolvemos encher a música com vozes”, completa Areias. Mais diversas harmonias foram gravadas e mais uma participação entra em cena na gravação: Nanda Cid, que contribuiu com backing vocals. “Acho que a Britney vai ficar orgulhosa com a nossa versão”, finaliza a banda. Mais detalhes sobre os bastidores e o processo de gravação podem ser conferidos neste vídeo, com direção, edição e colorização de Felipe Areias, e direção de fotografia de João Carlos Rocha.
Yuri Villar faz baião com sax e violino em novo single

Saxofonista e compositor carioca, Yuri Villar traz a leveza e a alegria do forró em duo com a violinista Carol Panesi no seu novo single, Baiãozinho, em um lançamento do single Cantores del Mundo. A gravação une o multi-instrumentista às cordas da violinista Carol Panesi, e a pintura da capa foi um presente criado pela tia avó de Yuri, a artista plástica Amélia Bressane, falecida por covid ano passado. Gravado remotamente durante a pandemia, a música bebe nas águas de Jackson do Pandeiro e Hermeto Pascoal para apresentar um Baiãozinho alegre e festivo, com tons mágicos trazidos pelo violino da também multi-instrumentista Carol Panesi. Os dois foram companheiros na Itiberê Orquestra Família durante 7 anos, e a afinidade musical construída durante esse tempo transborda em conversa arrojada entre sopro e cordas. Além de seu já tradicional saxofone tenor, nessa gravação Yuri assume composição, arranjo, piano Rodhes, voz, triângulo, mixagem, masterização e design. Completando o time, a zabumba de Karina Neves e o pandeiro de Bernardo Aguiar dão a pulsação perfeita desse estilo de forró eternizado pelo rei do Baião, Luiz Gonzaga. O lançamento soma a outras novidades que Yuri Villar já revelou – como o Samba Maltês, com Carlos Malta e Pandeiro Repique Duo – e irá divulgar ao longo de 2022, incluindo dois novos EPs. Além de saxofonista, Yuri Villar é compositor e arranjador. Formou-se em sax pela UFRJ e integrou a Itiberê Orquestra Família de 2003 a 2010. É militante da música instrumental autoral atuando junto dos grupos Bondesom e Relógio de Dalí. É também produtor musical e arranjador de diversos discos (Noca da Portela, Zé Katimba, Luiza Sales e Bondesom, entre outros) e de trilhas sonoras, como é o caso do premiado filme Sudoeste (Eduardo Nunes, 2011). Acompanhou nos palcos inúmeros artistas, como Geraldo Azevedo e Teresa Cristina, e já gravou CDs com Mario Adnet, Roberta Sá, UFRJazz Ensemble, Daniel Gonzaga e outros. Em 2019 lançou seu primeiro disco solo Futuro Agora, uma retrospectiva de sua vivência musical inspirada pelo nascimento de seu primeiro filho, Matias. Em 2020, Yuri Villar lançou três singles autorais, o projetos audiovisuais Onde mora o som, duos com grandes músicos registrados em plano sequência por Marcelo Fedrá, e “#Stents”, intervenções videomusicais em posts do Instagram de outros instrumentistas. Em 2021 lançou duas canções, Passageiro, em parceria com Jade Prata; e Todo Céu, com Pedro Mann. Também gravou dois EPs autorais instrumentais, um com banda completa, e outro em que toca piano em duo com mulheres instrumentistas. Ambos serão lançados em 2022. Enquanto isso, é possível conferir Baiãozinho nas principais plataformas de música.
Coala Festival faz show com Rodrigo Amarante e Mayra Andrade na Audio

A maior edição do Coala Festival está marcada para os dias 16, 17 e 18 de setembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo, mas o clima do evento extrapola os limites de sua edição, contando com uma programação de aquecimento. No dia 14 de setembro, Rodrigo Amarante e Mayra Andrade, ambos escalados para o Coala 2022, se apresentam na Audio, casa de shows da capital paulista. Os ingressos já estão à venda no site Ticket360 e na bilheteria da Audio. “Desde 2018, estamos aumentando aos poucos a programação do festival, ocupando mais espaços e ampliando a presença e o impacto do evento no calendário cultural da cidade. Esse ano não vai ser diferente; essa noite na Audio é uma nova oportunidade de ver o Amarante por aqui, já que a data em que ele toca no Coala está esgotada e vai ser bonito demais ter a Mayra Andrade com a gente nessa noite tão especial”, afirma Gabriel Andrade, sócio-fundador e curador do Coala Festival. Recentemente, o festival paulistano anunciou uma expansão, tendo, pela primeira vez, uma edição com três dias de programação. Na data extra, 16 de setembro, sexta-feira, o Coala recebe Djavan, Alcione com Céu, Liniker, Mayra Andrade e Tasha & Tracie. Mais de 50% dos ingressos para esse dia já foram vendidos e eles seguem disponíveis no TotalAcesso (aqui). Vale lembrar que os tíquetes para as demais datas, 17 e 18 de setembro, já estão esgotados. Em 17 de setembro (sábado), sobem ao palco do Coala Festival: Gal Costa (com a participação de Tim Bernardes e Rubel), Alceu Valença, Ana Frango Elétrico, Bala Desejo, BK’ e Rachel Reis. E, no dia 18 de setembro (domingo), se apresentam Maria Bethânia, Rodrigo Amarante, Black Alien, Marina Sena, Nego Bala, Chico Chico com Juliana Linhares. ServiçoSide show Coala Festival com Rodrigo Amarante e Mayra Andrade na AudioData: 14 de setembro (quarta-feira)Local: Audio | Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca, São PauloHorário: 21hCapacidade da casa: 3.000 pessoasAcesso para PcD: simÁrea PNE: simLocal para alimentação: simWi-fi: simIngressos: de R$60,00 a R$120,00Vendas: Ticket360 e bilheteria da Audio. Funcionamento da bilheteria: de segunda-feira a sábado, das 13h às 20h (exceto feriados).
Da primeira gravidez ao primeiro single: conheça Hayya

O ponto de partida. O início da vida também se tornou o início de Hayya, projeto artístico solo que nasceu junto com o nascimento de sua filha, ainda em 2020. Das primeiras letras, ao primeiro lançamento, hoje nasce também Baby Blues, single e clipe que marca a concretização desta gestação artística que levou 24 meses. Com influências que abarcam o dream pop e o indie, a estreia traz a libertação e a reflexão de como é ser uma mulher e mãe, e como o autoconhecimento aprofunda uma série de sensações que empoderam e fascinam. A canção de estreia traz como principal tema a maternidade, como já sinaliza o título, Baby Blues, termo em inglês utilizado para designar o sentimento de melancolia que toma conta de algumas mulheres alguns dias após o parto. As mudanças não são somente no corpo, também se refletem na realidade da mulher que agora também assume a identidade de mãe perante a sociedade. A música visa mostrar a maternidade real, falando sobre o que muitas mulheres sentem, mas que é pouco falado. “Entre momentos de tempestades e calmarias que podem se suceder no início da maternidade, a mulher tenta se reencontrar. Não somos mais quem éramos e podemos demorar um pouco até nos redescobrirmos. Mas no final, nós encontramos nossas melhores versões! No plural porque somos muito mais do que mães, somos também mulheres, amigas, profissionais e o que mais nós quisermos ser!”, declara Hayya. O trabalho de estreia antecipa o álbum, que será lançado em setembro deste ano. Entre as influências musicais de Hayya estão bandas como Beach House, Cigarettes After Sex, O Terno e Baleia. “Ela nasceu no meio da pandemia e foi um período muito desafiador. Nós escolhemos não saber o sexo do bebê até o nascimento, e quando ela nasceu e descobri que era uma menina comecei a refletir muito sobre ser mulher na sociedade atual. Os problemas que nós, mulheres, enfrentamos há tantos séculos e que ela também irá, mas também como é fascinante e poderoso ser mulher. E a partir daí comecei a escrever sobre esses temas. E agora, meu companheiro, o músico Gabriel Neves, criou melodias lindas para as letras e passamos a trabalhar juntos”, conta Hayya. O single Baby Blues tem letra de Hayya e música de Gabriel Neves. A mixagem e masterização é da própria artista, com gravação de voz realizada no PlugAí Orange (Santos). Já o clipe é uma produção e direção de Hayya e Gabriel Neves, com edição da Hayya. As fotos de divulgação são de autoria do artista Kaleo Gradilone.
Bruna Pena une indie pop, lo-fi e acid jazz em single Tu Dum

A cantora e compositora Bruna Pena lançou seu primeiro projeto solo com uma sequência de singles e clipes, onde apresentará a intensidade das suas composições embaladas por influências do indie pop, lo-fi e acid jazz. Sua primeira faixa, Tu Dum, é uma canção imagética que ganha um clipe igualmente potente, narrando as sensações mais cruas e os sentimentos mais viscerais que se passam entre cérebro e coração. A novidade chega para somar a uma carreira que se iniciou em 2009, quando teve sua primeira banda, a Janela Oval, seguida dos projetos Hot Beigal Shop e Six Pack Squad. Atualmente, Bruna é roteirista e diretora na Salted Films. Ao longo de 2022 e 2023, a artista irá revelar uma série de novidades onde seus três lados – musical, lírico e visual – se encontram de forma inédita. “Na pandemia, mergulhei nas minhas entranhas. Com um punhado de medo num bolso e uma caneta Bic no outro, eu escrevi. Linhas que subiam e desciam em picos de amor, terror e euforia. Sílabas viravam acordes. Palavras, melodias”, relembra. Gravada inicialmente no celular, a canção ganhou corpo com a produção atenta de Rodrigo Lemos (Lemoskine), onde sons cotidianos, os foleys, como a batida do coração, viraram o beat e o groove que acompanham a faixa toda. Estes elementos materializam o encontro da música com o cinema que Bruna traz consigo. “Tu Dum nasceu palavra, som e imagem. Na obra de Carol Castanho, um coração bordado em um raio-x de tórax, vi materializado meu estado de frio e soco na barriga. Era amor ou ansiedade? Era hormônio ou demônio? Tu dum, Tu dum, Tu dum no meu ouvido. Onomatopeias, trava-línguas, idiomas, sotaques, ironia… Brincadeiras fonéticas e semânticas foram parar no caderno, enquanto imagens se criavam no meu cérebro. Rimar palavra com palavra, palavra com imagem. Esse era o jogo de Tu Dum. Venceu quem entendeu que o amor que a gente sente é a única coisa que a gente ganha”, resume Bruna, que assina desde a composição e produção da música até a direção criativa, roteiro e montagem do videoclipe. Bruna Pena dialoga com as sensações de uma geração em busca de conexão, e na sua música há de sobra. Tu Dum é a primeira canção solo da artista, já disponível nas principais plataformas de música.