Aespa confirma show em São Paulo com a turnê “Synk: Complæxity” em setembro

O aespa, formado por Karina, Giselle, Winter e Ningning, anunciou a passagem da turnê mundial 2026-27 aespa Live Tour Synk: Complæxity por São Paulo. O show acontece no dia 4 de setembro de 2026, na Mercado Livre Arena Pacaembu. Diferente da turnê anterior, este novo espetáculo marca uma ousada reformulação criativa. O show apresentará uma experiência de concerto totalmente reimaginada, com novo design de palco e uma narrativa visual que acompanha o lançamento do segundo álbum de estúdio do grupo, intitulado Lemonade. Império global do Aespa O anúncio da turnê chega em um momento de consagração absoluta para o quarteto. Recentemente, o grupo faturou o prêmio de “Grupo do Ano” no Billboard Women in Music 2025 e recebeu indicações ao American Music Awards. Visualmente, o aespa também dita tendências, tendo vencido o Red Dot Design Award 2026 na categoria Design de Produto. Antes de desembarcar na América Latina, o aespa será uma das atrações principais do Lollapalooza Chicago em agosto, servindo como uma prévia do que os “MYs” (como são chamados os fãs) podem esperar da dinâmica produção ao vivo. Ingressos e VIP A venda oficial será realizada pela plataforma Ticketmaster Brasil. Fique atento ao cronograma para não ficar de fora: Para quem busca uma experiência premium, a turnê oferecerá pacotes VIP, que incluem ingressos em setores privilegiados, brindes exclusivos e acesso ao evento de despedida (send-off) após o show. Preços Arquibancada Norte: R$ 260,00 meia-entrada e R$ 520,00 inteira Pista: R$ 265,00 meia-entrada e R$ 530,00 inteira Cadeira Oeste Descoberta: R$ 370,00 meia-entrada e R$ 740,00 inteira Cadeira Leste: R$ 370,00 meia-entrada e R$ 740,00 inteira Cadeira Oeste Coberta: R$ 380,00 meia-entrada e R$ 760,00 inteira Pista Premium: R$ 445,00 meia-entrada e R$ 890,00 inteira PIT A: R$ 495,00 meia-entrada e R$ 990,00 inteira PIT B: R$ 495,00 meia-entrada e R$ 990,00 inteira
Jambu mergulha na melancolia pesada com o single “Desculpa”

Consolidada como um dos nomes mais relevantes do indie rock contemporâneo, a banda amazonense Jambu está de volta com material inédito. O trio, formado por Gabriel Mar (voz e guitarra), Roberto “Bob” Freire (guitarra) e Yasmin “ysmn” Moura (bateria e voz), lançou o single Desculpa, via Deck. A faixa serve como o “abre-alas” do novo EP Cartas que escrevi enquanto sonhava, com lançamento previsto para maio. Se em Manauero (Deluxe) a banda explorava cores vibrantes do indie, em Desculpa o caminho é mais profundo e sombrio. A música abraça uma vertente mais densa, com guitarras de timbre pesado, cordas em afinação drop e uma atmosfera que explode em um pós-refrão visceral. Evolução e maturidade da Jambu A produção da faixa é assinada em parceria com Fepa, conhecido como guitarrista da banda O Grilo. Essa colaboração ajudou a lapidar o novo som da Jambu, que busca equilibrar a pegada do rock clássico com a sensibilidade melancólica do indie moderno. “A Jambu é uma banda de rock, tem músicas pesadas, mas dentro do rock tem níveis”, explica o vocalista Gabriel Mar. “A gente abraçou muito essa melancolia, botando peso nas guitarras. É um processo constante de evolução da nossa maturidade, do nosso timbre, com uma bateria mais pegada e um som mais profundo.” Novo EP Cartas que escrevi enquanto sonhava promete ser um registro de transição e afirmação. Com Desculpa, a banda prova que é possível manter a essência melódica que os tornou populares enquanto exploram texturas sonoras mais rústicas e emocionais.
Papangu antecipa álbum “Celestial” com o single “Colosso”

A banda paraibana Papangu acaba de liberar mais uma peça fundamental de seu próximo quebra-cabeça sonoro. Já está disponível em todas as plataformas digitais o single Colosso, a segunda amostra do álbum Celestial, que chega em agosto pela gravadora Deck. A faixa é uma construção ambiciosa que revela a pluralidade do grupo. Segundo o integrante Pedro Francisco, as primeiras partes surgiram ao piano com uma sonoridade que remetia diretamente ao Clube da Esquina e às montanhas de Minas Gerais. O desfecho, porém, foi capturado em um santuário ecológico no Rio Grande do Norte, onde a melodia final “invadiu” o músico em meio à mata. Uma sonata em três atos Diferente da estrutura pop convencional, Colosso organiza-se como uma sonata dividida em três partes: A música não tem pressa. Ela se beneficia de um certo estatismo para desenvolver suas ideias, empilhando camadas sonoras que culminam em um final denso, onde tudo parece desmoronar sob o próprio peso. Húbris, redes sociais e Ozymandias Liricamente, a canção utiliza o Colosso de Rodes (uma das sete maravilhas do mundo antigo) como alegoria para a “húbris”, o orgulho excessivo. A banda traça um paralelo entre os invasores da antiguidade e a performance insustentável do sucesso nas redes sociais e a fragilidade do ego masculino contemporâneo. A letra ecoa o famoso soneto Ozymandias, de Percy Shelley, desenhando a contradição entre o sonho humano de perfeição eterna e o passo implacável e corrosivo do tempo. Cinema em Super 8 O videoclipe de Colosso é, na verdade, um curta-metragem de quase sete minutos. Gravado em filme analógico com câmera Super 8, o visual ressalta a luta entre o pequeno e o grande. Enquanto a letra fala de estátuas antigas, a tela mostra a realidade da especulação imobiliária e a busca por lugares reais em um mundo de reproduções ocas. A direção é do cineasta paraibano Helder Bruno, com fotografia do pernambucano Ivan Cordeiro, e conta com a participação do pescador José Antônio Gomes da Silva, unindo a banda a figuras que representam a resistência do cotidiano real.