Entrevista | Adrian Younge – “Este álbum é um sonho, é o ápice da minha capacidade”

Adrian Younge volta a reafirmar sua posição como um dos nomes mais inventivos da música contemporânea com o lançamento de Younge, seu novo álbum instrumental, lançado em 17 de abril pelo selo Linear Labs. Concebido como uma obra orquestral pensada a partir da lógica do hip hop, o disco funciona como um manifesto artístico: é cinema sonoro, soul psicodélico e composição sinfônica fundidos em uma mesma linguagem. Gravado inteiramente em fita analógica e executado com uma orquestra de 30 músicos, o trabalho se apresenta como a obra mais ambiciosa da carreira do músico norte-americano. O grande mérito de Younge está justamente na forma como o artista transforma referências do passado em algo vivo e contemporâneo. Inspirado por mestres como Lalo Schifrin, David Axelrod e Ennio Morricone, Younge constrói um álbum de tensão cinematográfica constante, em que cordas, metais e seções rítmicas se alternam entre momentos de explosão e respiro. Faixas como “Portschute” e “Visual Assault” resumem bem a proposta do disco: composições modulares, com atmosfera setentista, mas desenhadas para dialogar com a cultura do sample e com a estética do hip hop moderno. Mais do que uma homenagem, o álbum soa como uma reinterpretação autoral da tradição, revelando um artista em pleno domínio de sua linguagem. Ao longo da carreira, Adrian Younge construiu uma trajetória singular entre a produção musical, a composição e o trabalho como multi-instrumentista. Autodidata, ele ganhou notoriedade com a trilha de Black Dynamite, em 2009, e consolidou sua assinatura sonora em discos como Something About April e em colaborações marcantes com nomes como Ghostface Killah, Roy Ayers e Ali Shaheed Muhammad, seu parceiro no projeto Jazz Is Dead. Sua música sempre transitou entre soul, jazz, funk e hip hop, com forte influência da cultura do vinil e da gravação analógica. Outro capítulo fundamental de sua carreira está nas trilhas sonoras, especialmente no aclamado trabalho para a série Luke Cage, da Marvel, que ajudou a inserir a estética do hip hop dentro do universo dos super-heróis na televisão. Esse olhar cinematográfico volta com força em Younge, álbum que talvez represente a síntese definitiva de tudo que o artista construiu até aqui: a fusão entre o produtor moldado pelo sample, o compositor de trilhas e o instrumentista apaixonado pelo som orgânico. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Younge fala sobre o conceito do novo álbum, a influência da música brasileira e o impacto de suas trilhas sonoras na construção do disco. Este álbum parece mergulhar na sonoridade do início dos anos 1970. Como foi a proposta criativa dele? É o começo dos anos 1970, de 1968 a 1973, para ser mais específico. E eu sempre quis fazer um disco que representasse isso, entende? Então, para mim, este álbum é realmente a realização de eu me tornar o compositor que sempre quis ser para as pessoas. E também mostrar que um compositor de hoje ainda pode fazer esse tipo de música, essa soul psicodélica cinematográfica, que era feita há 50 anos. Foi por isso que senti que era importante mostrar que ainda podemos fazer essa música, mas pensando no amanhã, sem apenas tentar soar como todo mundo ou reciclar sons antigos. Você acredita que a linha entre música orquestral e hip hop praticamente desapareceu hoje com o uso de muito samples eletrônicos? A conexão entre as duas sempre existiu. Alguns dos maiores samples da história do hip hop vieram de gravações orquestrais. A música orquestral, sozinha, muitas vezes soa muito branca e distante da musicalidade negra. Mas quando você traz soul, quando traz jazz, você sente outra energia. E é justamente essa energia diferente que eu queria ouvir no álbum. Também é essa energia que costuma ser sampleada no hip hop. A conexão está lá. O hip hop é underground, é sujo. A música orquestral normalmente tenta ser limpa. Quando ela ganha sujeira, ela se torna hip hop. Um desafio para você: Existe uma faixa que melhor representa o conceito do álbum? Sim, “Portschute”. Ela foi inspirada pelo Portishead, especialmente pela música “Sour Times”. Essa faixa usou um sample de Lalo Schifrin, e há um instrumento específico nessa música, o marxophone, que eu também utilizei no novo álbum. Quis mostrar como o Portishead, que sampleou Lalo Schifrin, me inspirou, e criar uma música que devolvesse essa influência. O nome “Portschute” vem de um antigo nome da cidade de Portishead. Essa faixa representa muito bem a minha jornada como um cara do hip hop que se apaixonou pela música antiga através de bandas como o Portishead. O que este disco revela sobre você como artista que trabalhos anteriores talvez não mostrassem? Boa pergunta. Eu gosto de dizer que vim do sampler para a sinfonia. Em 1996, comecei sampleando discos, e logo percebi que estava mais inspirado pelos discos que sampleava do que pela música que fazia com eles. Então comecei a aprender instrumentos sozinho e a comprar livros para estudar escrita orquestral. Isso me levou ao ponto de me tornar um compositor vencedor do Emmy. Este álbum é o ápice da minha capacidade, onde posso escrever partituras, reunir todos em uma sala e tocar ao vivo com uma orquestra de 30 músicos. Era um sonho que eu tinha quando era jovem, e finalmente consegui realizá-lo em um álbum instrumental. Com tanta tecnologia, por que a gravação em analógico ainda é tão essencial para sua identidade artística? O analógico é o melhor som já criado, e o digital tenta emular isso. Eu me vejo como a coisa real. Quando estou em uma loja de discos, me vejo próximo dos artistas cujos discos estou observando, porque gravamos da mesma forma. Não fazemos mil tomadas para encontrar a perfeita. Entramos no estúdio sabendo que temos um trabalho a fazer, fazemos isso juntos, cometemos erros e mantemos esses erros. A combinação dessa perspectiva com o calor e a beleza do som analógico é, para mim, o que um disco deve soar. Você é um artista completo e isso me deixa com uma dúvida: Quando você inicia um novo projeto, pensa primeiro como compositor,
Entrevista | Lansdowne – “Wish You Well é um retorno às nossas origens”

A banda americana Lansdowne chega a um novo capítulo de sua trajetória com Wish You Well, álbum que consolida a evolução construída ao longo de quase duas décadas na estrada. Formado em Boston em 2006, o grupo é conhecido por transitar entre o hard rock moderno, o post-grunge e o rock alternativo, construindo uma identidade marcada por refrões fortes, riffs acessíveis e letras confessionais. Desde o debut Blue Collar Revolver (2011), a banda acumulou turnês internacionais e abriu shows para nomes de peso do rock mundial, ampliando sua base de fãs também fora dos Estados Unidos. Depois de um hiato e do retorno com Medicine em 2023, o novo trabalho surge como a síntese mais madura da carreira do grupo. Wish You Well funciona como um disco de fechamento e renascimento, reunindo o peso característico da banda com uma abordagem mais emocional e adulta. Faixas como “Burn It Down”, “Rescue” e “Feel You Coming” reforçam a energia radiofônica do quinteto, enquanto “Release Me” encerra o álbum com uma carga catártica que conversa diretamente com a proposta de cura e superação que atravessa todo o repertório. De uma forma geral, o álbum mostra uma Lansdowne segura de sua fórmula. O disco aposta em melodias fortes, refrões grandiosos e um hard rock contemporâneo pensado tanto para os palcos quanto para playlists. Ainda que não reinvente o gênero, Wish You Well se destaca pela honestidade emocional e pela solidez da execução, funcionando como um registro de maturidade artística. É um trabalho que soa grande, coeso e pronto para ampliar ainda mais o alcance internacional da banda, especialmente em mercados como o brasileiro, onde o grupo já registra forte desempenho nas plataformas de streaming. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Shaun Lichtenstein e Glenn Mungo falaram sobre o processo emocional de criação de Wish You Well, a forte recepção do novo material nos shows ao vivo e a possibilidade de uma futura turnê pela América do Sul, com foco especial no Brasil. Wish You Well parece um álbum muito emocional e intenso. Em que momento da jornada da banda ele nasceu e existe alguma história de bastidor que inspirou as letras? Shaun Lichtenstein: É engraçado dizer isso, mas provavelmente estamos escrevendo esse disco há tanto tempo quanto existe a banda. Algumas das músicas são canções cujas letras nós retrabalhamos e reaproveitamos. Você pode encontrar versões antigas delas lá no fundo do nosso YouTube. Elas ganharam um novo significado à medida que crescemos como banda e como homens, e realmente se alinharam com o estado mental do John e com o momento que estávamos vivendo como grupo. Então, existem algumas músicas que foram retrabalhadas. Em termos de quanto tempo estamos escrevendo, este é o disco que estivemos escrevendo durante toda a nossa carreira. É muito legal ver isso finalmente se concretizando por completo agora. Que experiência pessoal ou sentimento inspirou mais fortemente esse disco? Glenn Mungo: Ah, foram muitas coisas. O John, nosso vocalista, trouxe muitas das experiências pessoais dele, que é onde tudo começa, certo? E o interessante nesse álbum é que a experiência dele ao começar a escrever uma letra, quando eu e o Shaun nos relacionamos com isso, pode vir de um lugar completamente diferente. Isso ressoa em nós de formas diferentes. E então fecha um ciclo com as conversas que tivemos com os fãs. Essas conversas e ouvir essas histórias tiveram um papel enorme nesse disco. Ouvir as lutas deles, as vitórias, as perdas, as coisas pelas quais passaram, realmente ajudou a inspirar a ideia central do álbum, que é: você precisa passar por algumas coisas difíceis para sair do outro lado e perceber que, no final, aquilo foi uma evolução necessária ou um mal necessário para se tornar uma pessoa melhor ou estar em uma situação melhor. E que você é, de fato, forte o suficiente para fazer isso. Então não existe um exemplo específico. Acho que são vários pequenos exemplos que vivemos ao longo desses 20 anos e que se conectam com esse momento do disco. Nos bastidores, qual música foi a mais difícil de finalizar? Glenn Mungo: Acho que talvez tenhamos respostas diferentes aqui. Para mim, existe uma música que é a última do álbum, chamada “Release Me”, que na verdade é a música que está pronta há mais tempo e nunca tinha entrado em um disco até este. E acho que foi um poder maior dizendo: “sabe de uma coisa? finalmente é hora de lançar essa música”, porque estávamos guardando ela há 15 anos. Mas quando você ouve o disco do começo ao fim, ele termina exatamente da forma que você quer. “Release Me” é exatamente isso. É seguir em frente e finalmente estar curado para entrar no próximo capítulo. Então, para mim, essa foi a mais difícil de finalmente entregar ao público. Na visão de vocês, o que faz Wish You Well ser diferente dos últimos trabalhos? Shaun Lichtenstein: Acho que Medicine foi uma compilação de algumas músicas do passado para nos reapresentar ao mundo, por assim dizer, porque tínhamos ficado um tempo parados. Ele deu às pessoas um gostinho de quem éramos e para onde estávamos indo. E acho que Wish You Well é a conclusão desse caminho. É um retorno às nossas origens, mas também uma evolução do que as pessoas descobriram e amaram na banda. Elas vão encontrar tudo isso que estava em Blue Collar Revolver dentro deste disco. Mas definitivamente é uma evolução em termos de temática, em termos de som, eu diria que é mais maduro. É um disco de crescimento para nós, tanto como banda quanto como maridos e pais. Vi que vocês colocaram cinco músicas do novo álbum no último show. Por que decidiram levar tanto material novo para o palco logo de cara? Glenn Mungo: Acho que foi muito baseado no que queríamos que as pessoas sentissem e vissem no show ao vivo. Como essa é uma turnê como atração principal, temos um set mais longo, o que é ótimo. Mas como estivemos nesse mesmo mercado em
Entrevista | Ava Della Pietra – “3am me leva para um lado mais pessoal dentro das narrativas que construo”

A cantora e compositora Ava Della Pietra surge como um dos novos nomes promissores do pop teen internacional e merece a atenção do público brasileiro. Ex-atriz da Broadway e dona de uma trajetória que une teatro musical, composições autorais e forte presença nas plataformas digitais, a artista norte-americana vem construindo sua identidade com narrativas confessionais e um apelo pop contemporâneo. Aos 20 anos, Ava combina vocais marcantes, influência teatral e uma escrita sensível, elementos que a colocam como uma das apostas da nova geração do gênero. Seu lançamento mais recente, “3am”, aprofunda esse momento de amadurecimento artístico. A faixa aborda os conflitos emocionais de um relacionamento cíclico, guiada pelo refrão “nothing bad’s gonna happen at 3am”, e apresenta uma sonoridade intimista, entre o pop melódico e a atmosfera noturna do indie. A música chegou acompanhada de videoclipe e reforça o lado mais vulnerável e narrativo da cantora, consolidando Ava Della Pietra como uma nova estrela teen em ascensão. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Ava fala sobre o novo capítulo em sua carreira, a influência da Broadway em sua música e os próximos passos rumo a um álbum. Você sente que “3am” representa um novo capítulo na sua carreira? Acho que sim. Sinto que essa música me leva para um lado mais pessoal dentro das narrativas que construo. Ela também mostra uma falha na narradora, algo que eu gosto, um lado mais vulnerável. Então, sim, eu diria que representa um novo capítulo. Hoje em dia é comum um single ganhar uma versão acústica como parte da estratégia de lançamento para bandas de rock, como forma de suavizar o som. No caso de “3am”, essa ideia surgiu organicamente? Sim, aconteceu de forma bem natural. Quando comecei a gravar a música, eu a imaginava mais acústica. Desenvolvi uma primeira versão assim com o produtor e gostei muito. Mas no estúdio eu costumo ficar muito animada e isso acaba refletindo na produção. Por isso, decidi lançar primeiro a versão mais intensa e depois a acústica, que também representa muito a essência original da canção. Eu achei a letra bem pessoal. O quanto essa música é autobiográfica? Ela não é totalmente autobiográfica. A inspiração veio da observação de um relacionamento de uma amiga, além de uma frase dita por outro amigo, que me falou para “pensar durante a noite e decidir no dia seguinte”. Achei essa frase perfeita para a música e construí a narrativa a partir disso. Qual foi a parte mais difícil de transformar essa experiência em música? O mais desafiador foi construir essa narradora quase não confiável. O refrão sugere que nada de ruim vai acontecer às 3 da manhã, quando, na verdade, o público percebe que existe um ciclo tóxico ali. Trabalhar essa dualidade foi desafiador, mas também muito interessante. Em início de carreira, você já hesitou em expor seu lado vulnerável nas músicas? Na verdade, a vulnerabilidade sempre fez parte do meu processo. Costumo escrever quando estou refletindo sobre a vida, então a composição acaba funcionando como um diário e também como algo terapêutico. E como foi o processo criativo do videoclipe? Você teve participação ou isso ficou a cargo da produção? Sim. Eu sou muito envolvida na criação dos videoclipes, inclusive na edição e na narrativa. A ideia era mostrar um ciclo de acontecimentos, com repetições que simbolizam a repetição dentro do relacionamento. A estética mais escura reforça a vulnerabilidade da música. O quanto sua experiência na Broadway influenciou a artista que você é hoje? Influenciou muito. Aprendi sobre performance, presença de palco e conexão com o público. Além disso, cresci ouvindo trilhas de musicais e músicas da Disney, então essa construção narrativa com começo, meio e fim aparece bastante nas minhas composições. O teatro musical também moldou a forma como você interpreta suas canções? Com certeza. Gosto de escrever músicas que contem histórias e tenham uma mensagem, quase como uma moral ao final. Isso vem muito da minha formação e da exposição ao teatro musical desde cedo. Você faz duas faculdades e ainda dá os primeiros passos na sua carreira. Conta para mim, como você consegue equilibrar tudo e como seus estudos impactam sua carreira musical? Atualmente estudo em Harvard e na Berklee College of Music, em um programa conjunto. Tenho aprendido muito com as aulas e, principalmente, com as pessoas ao meu redor. Mas essa rotina me ajuda bastante. As novas experiências que vivo acabam servindo de inspiração para as composições. Quais artistas mais te inspiram hoje? E como você enxerga o momento atual da música pop? Sou muito fã de Conan Gray e Chappell Roan. Gosto especialmente da forma narrativa como o Conan escreve suas músicas. Acho que o pop está cada vez mais diverso, incorporando diferentes estilos. Gosto muito quando artistas experimentam novas direções, porque isso reflete mudanças naturais da vida e da própria identidade artística. Como costuma nascer uma música sua? Pela melodia ou pela letra? Normalmente, o hook (gancho) e parte do refrão surgem primeiro, com letra e melodia ao mesmo tempo. Depois desenvolvo a ideia como se fosse um poema e vou construindo a música a partir disso.
Youth of Today traz formação clássica ao Brasil em dezembro

O hardcore nova-iorquino tem seus pilares, e o Youth of Today é, sem dúvida, um dos mais inabaláveis. No dia 12 de dezembro de 2026, o Fabrique Club, em São Paulo, será o cenário de um dos shows mais aguardados da década: a turnê Break Down The Walls South America 2026. Realizada pela New Direction Productions e Powerline Music & Books, a apresentação traz algo raríssimo e precioso: a formação clássica da banda. Teremos no palco Ray Cappo (vocais), John Porcell (guitarra), Walter Schreifels (baixo) e Sammy Siegler (bateria). É o time que ajudou a transformar o hardcore em um movimento de comportamento, ética e positividade. Instituição do “Youth Crew” Formado em 1985, o Youth of Today liderou o movimento youth crew, injetando uma dose de otimismo e disciplina em uma cena punk que muitas vezes flertava com o niilismo. Através de álbuns seminais como Break Down The Walls (1986) e We’re Not In This Alone (1988), a banda colocou no centro do debate temas como o straight edge (vida livre de álcool e drogas), o vegetarianismo, a amizade e a crítica social. Mais do que música, o quarteto definiu um vocabulário visual e ético que orienta a cena independente até hoje. A influência dos integrantes é tão vasta que se ramifica em outras bandas essenciais como Shelter, Gorilla Biscuits, Quicksand, Judge e CIV. O que esperar do show Um show do Youth of Today é conhecido por apagar a fronteira entre palco e plateia. Espere por uma noite de alta intensidade física, com muitos stage dives, rodas e um coro coletivo ensurdecedor em hinos como Positive Outlook, Flame Still Burns, No More e, claro, a faixa-título Break Down The Walls. Serviço: Youth of Today em São Paulo
Hayley Williams anuncia show solo em São Paulo para novembro

Os fãs brasileiros de Hayley Williams já podem preparar o coração. A vocalista do Paramore confirmou que a sua nova turnê, The Hayley Williams Show, desembarcará em São Paulo no dia 12 de novembro, ocupando o palco do Espaço Unimed. Após esgotar datas em tempo recorde na América do Norte e Europa, Hayley traz ao Brasil a celebração de sua carreira solo, com foco especial no aclamado álbum Ego Death At A Bachelorette Party (2025). O trabalho, lançado de forma independente pelo seu próprio selo, o Post Atlantic Records, rendeu à artista quatro indicações ao Grammy no último ano e consolidou sua posição como uma das vozes mais influentes da música alternativa atual. Celebração Se nas etapas anteriores da turnê a cantora apresentava o novo disco na íntegra, a fase The Hayley Williams Show promete ir além. O setlist deve reunir músicas de seus três álbuns solo (Petals for Armor, Flowers for Vases / descansos e o recente Ego Death), além de surpresas que podem incluir releituras e colaborações. Hayley, que recentemente abriu a The Eras Tour de Taylor Swift na Europa com o Paramore, vive seu auge criativo. 20 anos de legado Enquanto brilha em carreira solo, o legado de Hayley com o Paramore também segue vibrante. O álbum de estreia da banda, All We Know Is Falling, acaba de completar 20 anos, e o retorno com This Is Why (2023) rendeu ao grupo dois Grammys, tornando-os a primeira banda liderada por uma mulher a vencer a categoria de Melhor Álbum de Rock. Ingressos A realização é da 30e e a venda será feita pela plataforma Eventim. Fique atento ao cronograma: * The Hayley Williams Show em SP
Beck evoca o brilho melancólico de “Morning Phase” no single “Ride Lonesome”

Para quem sentia falta do Beck introspectivo, mestre das paisagens sonoras acústicas e orquestrais, a espera acabou. O músico soltou Ride Lonesome, uma faixa que funciona como um “sucessor espiritual” de seus trabalhos mais aclamados pela crítica: o clássico Sea Change (2002) e o vencedor de Álbum de Rock do Ano no Grammy, Morning Phase (2015). A música é uma produção do próprio Beck, mas traz um selo de qualidade que faz toda a diferença para os audiófilos: a mixagem de Nigel Godrich. A parceria entre os dois sempre resultou nos momentos mais sublimes da carreira do cantor, e em Ride Lonesome isso se repete através de acordes de violão hipnóticos e um refrão carregado de emoção. Paisagens sonoras e nostalgia em Ride Lonesome Desde os primeiros segundos, a faixa estabelece uma atmosfera cinematográfica. O videoclipe, que já está disponível no YouTube, complementa essa estética de isolamento e beleza crua. Embora Beck tenha passado os últimos anos explorando o funk, o pop e o psicodelismo dançante, este novo lançamento aponta para uma direção que, embora familiar, parece revigorada para 2026. Turnê norte-americana Acompanhando o lançamento, o artista anunciou a Ride Lonesome Tour, que contará com 25 datas em alguns dos teatros e anfiteatros mais renomados da América do Norte. Nada do Brasil por enquanto. A última vez por aqui foi em 2023, no Primavera Sound, em São Paulo.
Ringo Starr lança “Long Long Road” e celebra raízes no country

Aos 85 anos, Ringo Starr continua provando que o segredo da juventude é nunca parar de criar. O eterno baterista dos Beatles lançou o álbum Long Long Road, a aguardada sequência do aclamado Look Up. O projeto marca a continuidade de sua bem-sucedida parceria com o lendário produtor e compositor T-Bone Burnett, mergulhando fundo na sonoridade da música americana e do country. Gravado entre Nashville e Los Angeles, o disco de dez faixas não é apenas um retorno às raízes, é um mosaico sonoro que expande o legado de Ringo. O primeiro single, It’s Been Too Long, já dava o tom da obra: uma mistura de nostalgia com o vigor de quem ainda tem muito a dizer. Colaborações de elite em Long Long Road Para dar vida a essa “longa estrada”, Ringo e T-Bone recrutaram um time de convidados que cruza diferentes gerações e estilos do rock e do country:
Bad Luv lança “Sonho Bom” em homenagem à filha de Gee Rocha

Acostumados com arranjos enérgicos e densos, os integrantes da Bad Luv decidiram baixar o volume e abrir o coração em seu novo single, Sonho Bom, disponível agora em todas as plataformas digitais. A faixa é uma homenagem emocionante ao nascimento de Nara, filha do guitarrista Gee Rocha (conhecido nacionalmente por sua trajetória no NX Zero). O que torna a canção ainda mais especial é a sua origem: ela nasceu como um presente surpresa do vocalista Caio Weber para o parceiro de banda e amigo de longa data. De uma demo caseira a um hino de paternidade A inspiração para a letra surgiu quando Caio ouviu uma gravação caseira antiga feita por Gee. Em apenas uma tarde, o vocalista escreveu os versos que narram a expectativa e o amor incondicional por alguém que acaba de chegar ao mundo. “Foi muito fácil imaginar como é esperar alguém que você nem sabe quem é de fato, mas que já ama mais do que tudo. Fiz a letra, gravei e mandei pro Gee, que ficou muito emocionado”, relembra Caio Weber. Colaboração familiar A atmosfera sensível de Sonho Bom ganhou um toque de autenticidade com a participação de Camila Cat, esposa de Gee e mãe de Nara. Ela divide os backing vocals com o marido no trecho mais emblemático da música: “Agora já sei o seu nome, você é meu norte”. Musicalmente, a faixa rompe com o perfil pesado do álbum anterior da Bad Luv, apostando em violões e uma entrega vocal mais contida. Esse respiro acústico funciona como um “abre-alas” para o segundo álbum de estúdio do grupo, previsto para ser lançado ainda em 2026. Sentimento de um recomeço no Bad Luv com Sonho Bom Para Gee Rocha, a música sintetiza a mudança de chave que a paternidade trouxe para sua vida. “Eu descobri que minha mulher estava grávida e parece que a nossa vida já começou a mudar ali. Estou muito feliz que fizemos esse som juntos, porque é uma música muito especial para a minha filha”, finaliza o guitarrista.
Bane e Stick To Your Guns iniciam miniturnê no Brasil nesta semana

Nesta semana, as produtoras Solid Music e Powerline trazem ao país a turnê conjunta do Bane e Stick To Your Guns. As apresentações colocam no mesmo palco duas forças que definiram o gênero em diferentes décadas, mantendo viva a chama da resistência e da comunidade underground. O roteiro começa em Florianópolis (quinta, 30), passa por Curitiba (sexta, 1) e encerra em São Paulo, no Hangar 110, no sábado (2). Stick To Your Guns Vindos de Orange County, Califórnia, o Stick To Your Guns chega ao Brasil embalado pelo lançamento de seu oitavo álbum, Keep Planting Flowers (2025). A banda é o exemplo perfeito de como unir a agressividade do metalcore com os refrões catárticos do punk melódico. Com letras que abordam saúde mental e frustração social, o grupo consolidou clássicos como Against Them All e Amber, garantindo um show de alta voltagem e interação constante com o público. Bane Já o Bane representa a essência mais pura e emocional do hardcore dos anos 90. Após um hiato que parecia definitivo, a banda de Aaron Bedard retornou aos palcos para provar que clássicos como o álbum Give Blood (2001) são atemporais. Conhecidos por serem uma das bandas que mais excursionou pelo mundo, o Bane transforma seus shows em um grande coral de vozes, onde a barreira entre palco e plateia simplesmente deixa de existir. Turnê do Bane + Stick To Your Guns Serviço