The Varukers e Asfixia Social iniciam turnê conjunta pelo Brasil nesta semana

A lendária banda britânica The Varukers, um dos pilares do punk rock global desde 1979, inicia mais uma turnê no Brasil nesta semana. A grande novidade é que o quarteto liderado pelo icônico Anthony “Rat” Martin terá como companhia constante em dez apresentações a banda paulista Asfixia Social. Mais do que uma sequência de shows, este encontro celebra uma afinidade ideológica profunda. Enquanto o Varukers carrega o estandarte do D-beat e da resistência anarcopunk, o Asfixia Social traz o sotaque das periferias de São Paulo, fundindo rap, punk, ska e hardcore em uma batida implacável de denúncia e transformação. A conexão entre as bandas se consolidou em 2024, quando o Asfixia Social abriu os shows dos britânicos por aqui. O convite foi retribuído com apresentações memoráveis na Inglaterra, incluindo um show histórico em Nottingham, cidade natal do Varukers. Agora, essa rede internacional de resistência cultural volta a ocupar os palcos brasileiros, com destaque para a estreia no tradicional festival Goiânia Noise. Lançamento do Varukers A turnê será o palco perfeito para o lançamento de Mess Bigger, o novo álbum do Asfixia Social. O disco promete ser um manifesto da sonoridade híbrida da banda, que une a urgência do asfalto à cadência dos ritmos periféricos. Singles como Walls Won’t Make You Safe e Revolutionary Rapport já estão nas redes, este último trazendo um registro visual da turnê europeia de 2025. “A gente faz um som pra unir todas as vertentes da cultura de rua e reverenciar sua raiz de luta”, explica o vocalista e trompetista Kaneda Mukhtar. Turnê
Entrevista | Balance and Composure – “Somos uma banda de rock emocional, nunca nos preocupamos com rótulos.”

O Balance and Composure se apresenta no próximo dia 16 de maio, em São Paulo, no Cine Joia, marcando a aguardada estreia da banda no Brasil. A passagem pela capital paulista integra uma turnê pela América Latina que também inclui datas no México, Colômbia, Chile e Argentina. O evento ganhou uma alteração importante na programação após pedidos dos fãs, já que acontece no mesmo dia do show do Korn no Allianz Parque. Com isso, a casa abre às 13h e o show do Balance and Composure foi antecipado para acontecer das 17h às 18h30, permitindo que o público consiga acompanhar ambas as apresentações. Formado em 2007, na Pensilvânia, o Balance and Composure construiu uma trajetória sólida dentro do emo e do post-hardcore, equilibrando peso e melodia em uma discografia que inclui álbuns como Separation e The Things We Think We’re Missing. Após um hiato, a banda retomou as atividades e lançou em 2024 o elogiado álbum With You in Spirit, o primeiro em oito anos, com produção de Will Yip e letras marcadas por reflexões pessoais sobre família, perdas e amadurecimento. O último trabalho reforça a identidade do grupo ao mesmo tempo em que aponta novos caminhos sonoros. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Jon Simmons falou sobre a expectativa para o primeiro show no Brasil, o retorno após anos de pausa e o momento atual da banda. Simmons demonstra entusiasmo ao falar sobre a estreia no país e o contato com os fãs sul-americanos, destacando a energia do público e a longa espera por esse momento. Ao mesmo tempo, ele revisita o passado da banda, apontando o desgaste emocional como principal fator para o hiato, além de refletir sobre a forma como o grupo sempre se manteve distante das pressões da indústria. Por fim, o músico comenta o processo criativo do novo álbum e a fase atual e dá sua opinião sobre quem seria o Big 4 da cena Emo. Como você vê a expectativa para o primeiro show no Brasil? Ouvi dizer que é insano, que os fãs brasileiros são muito energéticos e cheios de amor. Todo mundo que já tocou aí falou que é algo muito especial. Estou muito animado para viver isso. É algo que sempre quisemos fazer e agora finalmente vamos conseguir. A gente sempre tenta levar energia, mas acho que dessa vez vai ter um pouco mais, justamente pela empolgação de estar na América do Sul pela primeira vez. É algo que esperamos há muito tempo. Chegaram a conversar com outras bandas sobre a experiência deles por aqui? Sim, já ouvi de outras bandas que são alguns dos melhores shows que eles já fizeram. Conversei recentemente com o pessoal do Touché Amoré e eles disseram que foi algo de outro mundo. Além disso, os brasileiros comentam nas nossas redes pedindo para irmos ao país desde o começo da banda. O show foi antecipado por conta do Korn e foi a pedido dos fãs que vão fazer um esforço e ver as duas apresentações no mesmo dia. Como vocês reagiram a isso? A gente nem sabia que o Korn ia tocar no mesmo dia, foi coincidência. Mas achei muito legal conseguirmos ajustar o horário para que as pessoas consigam ver os dois shows. Isso é incrível. Os últimos shows de vocês têm sido bem curtos com oito ou nove músicas. O que o público pode esperar do setlist por aqui? Vai ser mais longo do que isso. Como somos headliner, vamos nos divertir mais com o setlist. Vamos tocar bastante coisa antiga e um pouco do novo, mas queremos focar nos clássicos, já que o Brasil nunca teve essa experiência ao vivo. Existe alguma surpresa no setlist ou algo diferente que vocês estão preparando? Sim, estamos pensando em incluir algumas músicas do Separation e também de The Things We Think We’re Missing. Ainda estamos debatendo, mas com certeza teremos algumas surpresas. Vocês olham o Spotify, buscam alguns dados ou decidem vocês mesmos? A gente discute bastante, às vezes até briga por conta disso (risos). Também olhamos os dados de streaming em cada país, mas ao mesmo tempo queremos tocar músicas que gostamos e que já funcionam bem ao vivo. A queda da cena emo e da cena alternativa influenciou o fim da banda ou houve outros fatores? Foi algo mais profundo. Estávamos muito cansados de ficar em turnê, gravar disco e repetir esse ciclo por anos. Isso desgasta muito. Também foi um momento em que cada um precisava cuidar da própria vida e construir suas famílias. Vocês sentiram que já trilhavam um caminho contra a indústria, por conta de investir em uma cena que estava em queda? Sempre. Nunca pensamos muito na indústria. Queremos fazer música para nós mesmos. Se as pessoas gostam, ótimo, mas isso não guia nossas decisões. Como vocês enxergam hoje aquela fase da cena emo? Existe algum show daquela época que marcou vocês? É algo muito bonito de relembrar. Foi um período muito especial nas nossas vidas. Temos ótimas memórias dessa época. O show de lançamento do Floral Green foi incrível. Mais recentemente, tocar no Red Rocks com Turnover e Tigers Jaw foi um momento muito especial. Ver tantas pessoas tantos anos depois foi emocionante. Houve bandas com quem vocês tocaram que eram ídolos? Sim, Manchester Orchestra foi uma delas, foi um sonho realizado. Também fizemos várias turnês com Circa Survive, que era outra banda muito importante para nós. A pandemia teve influência no retorno da banda? Hoje a banda funciona com outra mentalidade? Com certeza. Foi um período de muita reflexão. Ficamos isolados e isso fez a gente sentir falta de criar, de tocar e de estar juntos. Mas, foi algo natural. A gente começou a sentir falta de tocar e de criar juntos durante esse período de isolamento. Agora temos integrantes em regiões diferentes dos Estados Unidos, então trocamos ideias por mensagem e e-mail. Isso mudou o processo, mas também deu mais tempo para desenvolver as ideias. Qual era o estado emocional durante a criação do
Tiago Iorc celebra 10 anos de “Troco Likes” com turnê nacional e álbum repleto de estrelas

Existem discos que marcam épocas e existem discos que mudam vidas. Para Tiago Iorc, o álbum Troco Likes (2015) cumpriu as duas funções. Dez anos após o lançamento que o apresentou definitivamente ao Brasil em português e lhe rendeu um Latin Grammy, o artista anuncia a turnê comemorativa Troco Likes – 10 Anos, que percorrerá dez cidades brasileiras a partir de agosto de 2026. A celebração não fica restrita aos palcos. Tiago acaba de lançar uma versão especial do álbum com dez colaborações artísticas impressionantes. O projeto revisita hinos como Amei Te Ver e Coisa Linda ao lado de ícones como Ney Matogrosso e Iza, além de nomes da nova geração como Marina Sena, Jota.pê, Vitor Kley e até uma incursão lúdica com o Mundo Bita. Fenômeno “Troco Likes” Lançado originalmente em 2015, o álbum foi o primeiro de Tiago inteiramente em português, vendendo mais de 90 mil cópias físicas e acumulando quase 500 milhões de streams. A turnê de 2026, realizada pela Live Nation, promete reinterpretar esses sucessos com uma nova roupagem, unindo a nostalgia do violão acústico à maturidade de um artista que hoje soma cinco Grammys Latinos na estante. Turnê 2026 de Tiago Iorc Ingressos e benefícios A pré-venda é exclusiva para clientes com Cartões Elo e acontece nos dias 6 e 7 de maio, com 20% de desconto e parcelamento em até 5x sem juros. Para o público geral, as vendas abrem no dia 8 de maio através do site da Ticketmaster e nas bilheterias oficiais. * Serviço: Tiago Iorc – Troco Likes 10 Anos
Hayley Williams esgota primeiro show em SP e anuncia data extra

Se havia alguma dúvida sobre o poder de Hayley Williams no Brasil, os últimos minutos de vendas acabaram com ela. A vocalista do lendário Paramore, agora em sua fase solo mais aclamada, traz ao país a turnê The Hayley Williams Show. Em uma realização da 30e, a apresentação do dia 12 de novembro no Espaço Unimed esgotou instantaneamente, o que levou a artista a anunciar uma data extra no dia 13 de novembro. A turnê celebra o estrondoso sucesso de seu terceiro álbum solo, Ego Death At A Bachelorette Party (2025). Lançado de forma independente pelo selo da própria artista, o disco recebeu quatro indicações ao Grammy no último ano e é considerado pela crítica um dos trabalhos mais viscerais e maduros da música alternativa recente. O que esperar de “The Hayley Williams Show”? Diferente das pernas anteriores da tour que focavam apenas no disco novo, a nova fase intitulada The Hayley Williams Show promete ser uma antologia de sua carreira solo. O repertório deve reunir faixas dos álbuns Petals for Armor, FLOWERS for VASES / descansos e, claro, as 20 faixas do novo Ego Death, além de surpresas que podem incluir releituras de seus clássicos. Ícone que define gerações Recentemente eleita pela Billboard como a 13ª maior voz do rock de todos os tempos, Hayley Williams é hoje a maior referência para uma nova safra de estrelas, servindo de inspiração direta para nomes como Billie Eilish, Olivia Rodrigo e Chappell Roan. Sua versatilidade é provada pelas colaborações recentes que vão de Taylor Swift a Turnstile, mostrando que Hayley não apenas pertence ao rock, mas reina sobre ele. Serviço: The Hayley Williams Show em São Paulo
Paulo Miklos anuncia álbum de releituras e divulga single “O Sal da Terra”

Paulo Miklos nunca teve medo de se reinventar. Seja no palco com os Titãs, no cinema ou em sua carreira solo, o artista sempre buscou novas formas de narrar a experiência humana. Agora, ele eleva essa busca a um novo patamar com o projeto Coisas da Vida. Mais do que um álbum de músicas, o trabalho é uma obra audiovisual completa, onde cada faixa é acompanhada por um clipe que compõe um universo surrealista e onírico. O ponto de partida é o single e clipe O Sal da Terra (clássico de Beto Guedes e Ronaldo Bastos). A escolha não é aleatória: a obra funciona como um manifesto íntimo, um chamado às próximas gerações para uma consciência ecológica e existencial. Estética vintage futurista de Miklos Com direção criativa de Carol Barragana e direção de Jorge Daux, o visual de “Coisas da Vida” aposta em um conceito que a banda chama de “vintage futurista”. Imagine as texturas, tecidos e cores vibrantes dos anos 70 misturados a acessórios surrealistas e uma montagem contemporânea. O clipe de O Sal da Terra utiliza imagens de arquivo para diluir a noção de tempo, sugerindo que a memória do mundo é um fluxo constante. “A natureza surge como força contínua, anterior e maior que o homem”, explica o diretor Jorge Daux. O contraste entre a serenidade natural e a engrenagem frenética das ruas cria a tensão perfeita que a voz de Miklos preenche com maestria. Repertório de clássicos reimaginados Além de Beto Guedes, o álbum trará releituras de ícones como Sérgio Sampaio (Ninguém Vive Por Mim), Criolo (Não Existe Amor em SP) e Paulo Diniz (Quero Voltar pra Bahia). Cada vídeo será costurado por sketches e textos que orbitam temas como solidão, afeto e a passagem do tempo.
Melton Sello lança single “Para com Essa Parada”

Se você já se pegou encostado na janela do ônibus, quase pegando no sono, e foi invadido por um pensamento aleatório, seja uma ideia brilhante ou uma lembrança incômoda, você vai se identificar com o novo single da Melton Sello. O quarteto carioca lançou Para com Essa Parada, a primeira faixa do álbum de estreia que chega em julho pela gravadora Deck. A banda, formada por Caio Paranaguá (voz), Bill Dias (bateria), Gabriel Barros (baixo) e Igor d’Alambert (guitarra), já havia chamado a atenção da cena independente com o EP Só Sei Que Foi Assim (2023). O nome do grupo, inclusive, é uma divertida homenagem ao ator Selton Mello, reforçando a identidade brasileira e autêntica do projeto. Inspiração Diferente das letras de protesto ou de amores perdidos comuns ao gênero, Para com Essa Parada nasceu de um gatilho mental involuntário. “Sabe aquele pensamento que invade do nada? Você tá quase dormindo, encostado na janela do ônibus, fecha os olhos e PÁ!”, conta o vocalista Caio Paranaguá. A música deixa em aberto qual é esse pensamento, permitindo que cada f ouvinte projete suas próprias “neuras” ou obsessões. Musicalmente, a faixa mantém o pé no pop punk suave, estilo que a banda vem lapidando com elementos de reggae e até pitadas de country. É uma sonoridade solar, mas que não foge da introspecção característica das bandas que cresceram ouvindo o punk melódico dos anos 2000. Caminho para o primeiro álbum do Melton Sello Para o vocalista, Para com Essa Parada é a ponte perfeita entre o som do primeiro EP e o que o público pode esperar do disco cheio. Embora o álbum prometa uma mistura maior de influências, este single carrega a identidade central da banda: refrões que grudam e uma energia que convida ao “sing-along”.