StarAce leva rock brasileiro ao Barcelona Rock Fest e entra para seleto grupo de bandas nacionais no festival

A StarAce alcança um dos momentos mais importantes de sua trajetória nesta sexta-feira (3), quando faz sua estreia no Barcelona Rock Fest, um dos principais festivais de rock e heavy metal da Europa. A banda paulistana passa a integrar um grupo restrito de artistas brasileiros que já se apresentaram no evento, seguindo um caminho aberto pelo Sepultura em 2017. No line-up de 2026, a StarAce divide espaço com atrações de peso como Megadeth, The Offspring, Sex Pistols, Powerwolf, Bad Religion, Accept e Sabaton. O Cavalera também participa do festival, mas com uma carreira consolidada internacionalmente há décadas. Nesse contexto, a StarAce desponta como uma das principais representantes da nova geração do rock brasileiro no evento. A apresentação reforça a estratégia de internacionalização adotada pelo grupo desde sua formação. Com repertório em inglês e uma proposta voltada ao mercado global, a banda busca ampliar sua presença fora do Brasil sem abrir mão de uma identidade artística própria. Em um cenário cada vez mais dominado pela inteligência artificial e pela automação, a StarAce defende uma abordagem oposta. O grupo aposta na construção coletiva entre músicos e público, valorizando a espontaneidade das apresentações. Um dos exemplos é a escolha do setlist, normalmente definida poucos minutos antes do início de cada show, de acordo com a energia da plateia. Formada pelos irmãos Julio Starace (voz e guitarra), Luiz Starace (baixo) e Thomaz Starace (bateria), ao lado do guitarrista Chris Dias e da multi-instrumentista Bia Tucci, a banda reúne músicos com longa experiência na cena nacional. Os irmãos acumulam cerca de 25 anos de estrada e passaram pela Ted Marengos. Chris Dias integrou a banda de Lobão durante cinco anos, enquanto Bia Tucci também fez parte do Folk na Kombi, do duo Horses and Joy e participou de gravações de Zé Geraldo. Com influências que passam por Led Zeppelin, Rolling Stones, Bob Dylan, Muddy Waters, southern rock, blues e folk, a StarAce construiu uma sonoridade autoral baseada em riffs marcantes e forte conexão com a música ao vivo. ‘Real’ consolida identidade da banda Lançado em outubro de 2025, o álbum de estreia Real sintetiza a proposta artística da StarAce. O trabalho surgiu como uma resposta ao cenário de conteúdos produzidos em larga escala e reforça a valorização das experiências humanas, das imperfeições e da autenticidade. O videoclipe da faixa-título também acompanha o crescimento da banda e está próximo de alcançar a marca de um milhão de visualizações. O disco ainda recebeu respaldo de nomes importantes da indústria musical internacional. A produção contou com David Frangioni, profissional que trabalhou com Aerosmith, KISS e Ringo Starr. A mixagem ficou nas mãos do vencedor do Grammy Charles Dye, conhecido pelos trabalhos com Bon Jovi, Ricky Martin e Julio Iglesias. Além disso, o álbum traz participações do tecladista Derek Sherinian, ex-Dream Theater e colaborador de Alice Cooper e KISS, além do baterista Felipe Roseno, que já atuou ao lado de Ney Matogrosso e Maria Gadú. Turnê europeia continua em Valência Após a apresentação no Barcelona Rock Fest, a StarAce segue para Valência, onde toca no Peter Rock Club, na sexta-feira (4). A viagem marca a segunda passagem da banda pela Europa. Em 2025, o grupo realizou shows na Espanha e em Portugal durante a turnê The Real Tour. Ao longo de 2026, a StarAce também ampliou sua circulação pelo Brasil, incluindo a primeira turnê pela região Sul. A agenda do segundo semestre ainda prevê participações em festivais como Capital Moto Week, Rock Rio Pardo e Festival Hora do Rock, consolidando uma fase de expansão dentro e fora do país.

Vannick Belchior inicia nova fase com o manifesto visual “Carisma”

A obra de Belchior nunca foi confortável e, talvez por isso, permaneça tão urgente. É sob essa premissa de contínua provocação, afeto e busca pelas origens que a cantora cearense Vannick Belchior apresenta o single e clipe Carisma. A faixa não é apenas um lançamento; é o cartão de visitas oficial de uma nova e madura fase em sua carreira, onde a “guardiã do acervo” paterno se funde à artista que define sua própria narrativa. Escolher uma composição “lado B” do vasto catálogo de seu pai foi um movimento estratégico. Originalmente pensada como um baião, Carisma ganha uma roupagem contemporânea pelas mãos do diretor musical Lu D’Sosa, incorporando elementos tradicionais do Nordeste, como o pífano, e uma cadência que transita com elegância pelo forró e pela MPB. Manifesto visual ancestral de Vannick Belchior O videoclipe de Carisma é uma declaração de intenções. Gravado em parceria com o tradicional Reisado de Santa Luzia, de Fortaleza, sob o comando do Mestre João, o registro audiovisual é um manifesto contra o preconceito geográfico que, muitas vezes, distancia a cultura regional do eixo principal da produção musical brasileira. A presença de uma criança no vídeo, vivendo o legado de geração em geração, espelha a própria trajetória de Vannick, que hoje ocupa palcos e programas de TV com a mesma idade em que seu pai iniciou sua jornada profissional. “Eu escolhi Carisma para essa virada porque ela me mantém muito aterrada, mantém viva a minha ancestralidade regional do Ceará. Quero bater na tecla de que a cultura regional faz parte da cultura brasileira; ela é uma cultura pertencente ao Brasil tanto quanto a cultura do Sudeste”, explica a cantora.