Beth Gibbons, vocalista do Portishead, é confirmada como a primeira atração do C6 Fest 2027

A cantora britânica Beth Gibbons, eternizada como a voz do Portishead, é a primeira atração anunciada para a quinta edição do C6 Fest. O festival acontece entre 20 e 23 de maio de 2027, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, com a apresentação de Gibbons agendada para o último dia do evento. O show marca o aguardado retorno da artista aos palcos brasileiros após um hiato de 24 anos, sua última passagem pelo país ocorreu em 2003, no Rio de Janeiro, em projeto ao lado de Rustin Man. Aclamação solo de Beth Gibbons com o álbum Lives Outgrown Conhecida por sua trajetória singular e avessa a fórmulas comerciais, Gibbons desembarca no Brasil impulsionada pela recepção calorosa de seu primeiro álbum solo, Lives Outgrown (2024). O trabalho levou uma década para ser concluído e aborda temas densos como maternidade, menopausa, envelhecimento, ansiedade e mortalidade. Produzido por Beth Gibbons ao lado de James Ford (com produção adicional de Lee Harris), o disco recebeu uma indicação ao prestigiado Mercury Prize e foi amplamente elogiado pela crítica especializada por sua fusão de arranjos de folk, música clássica e jazz. A carreira da artista inclui marcos como a colaboração no álbum Out of Season (2014), a gravação da Sinfonia nº 3 de Henryk Górecki com a Orquestra Sinfônica da Rádio Nacional Polonesa, além de participações marcantes, como na faixa “Mother I Sober”, do rapper Kendrick Lamar (no disco Mr. Morale & the Big Steppers). C6 Fest 2027 Fruto da parceria entre o C6 Bank e a produtora Dueto, o C6 Fest celebra sua quinta edição em 2027 reafirmando sua curadoria eclética, que une lendas da música internacional a expoentes contemporâneos. A organização informou que as informações sobre o início das vendas de ingressos e a divulgação das demais atrações do line-up serão anunciadas ainda no decorrer deste ano.

Pixies confirma retorno ao Brasil com show único em São Paulo no Espaço Unimed

O quarteto norte-americano Pixies se apresentará em São Paulo no dia 9 de abril de 2027 (sexta-feira), no Espaço Unimed. A venda de ingressos será via Eventim. A apresentação faz parte das celebrações das quatro décadas de trajetória do grupo, fundado em Boston em 1986, e que marcou a história da música ao influenciar nomes como Kurt Cobain e a cena grunge dos anos 90. A formação atual conta com Black Francis (vocal/guitarra), Joey Santiago (guitarra), David Lovering (bateria) e Emma Richardson (baixo/vocal). O show é uma realização das agências LATINA!, CultMix Live e Last Tour, em parceria com o jornalista e produtor Lúcio Ribeiro. Repertório histórico e hinos do rock alternativo O público paulistano pode esperar um repertório com clássicos de discos fundamentais da música alternativa, como Surfer Rosa (1988), Doolittle (1989), Bossanova (1990) e Trompe le Monde (1991). Não faltarão hinos como Here Comes Your Man, Debaser, Gigantic, Monkey Gone to Heaven e a atemporal Where Is My Mind?, faixa que recentemente superou a marca de 1 bilhão de execuções nas plataformas de streaming. O setlist também passará pelos trabalhos mais recentes do grupo, incluindo o álbum The Night the Zombies Came (2024). Serviço: Pixies em São Paulo Valores dos ingressos:

Balaclava Records anuncia show solo do trio britânico Bar Italia em São Paulo

O selo e produtora Balaclava Records confirmou mais uma atração de peso em sua programação paralela ao Balaclava Fest. A aclamada banda de indie rock britânica Bar Italia fará sua estreia em solo paulistano com um show solo na Casa Rockambole, no dia 25 de setembro de 2026 (sexta-feira). O evento acontece na véspera do festival, onde o trio também se apresenta no sábado, dia 26, ao lado de nomes como Blonde Redhead, DIIV, Dry Cleaning, Beach Fossils, Wednesday, Pedro The Lion e Sudan Archives. Os ingressos para a apresentação solo já estão à venda na plataforma Ingresse. A compra presencial e sem taxa de conveniência pode ser realizada no ponto de venda físico oficial, o Takkø Café, no bairro Vila Buarque. Do mistério pós-punk aos grandes festivais globais Formado em Londres em 2019, o trio composto por Nina Cristante (vocal), Sam Fenton (vocal/guitarra) e Jezmi Tarik Fehmi (vocal/guitarra) construiu uma reputação sólida baseada em um som cru, minimalista e atmosférico. A sonoridade da banda transita entre a urgência do pós-punk dos anos 80 e a estética lo-fi do indie dos anos 90, evocando referências como Sonic Youth, Pavement e Yo La Tengo, além de vocais que lembram a melancolia de Hope Sandoval (Mazzy Star) e PJ Harvey. Após se tornarem fenômenos de crítica com lançamentos caseiros e misteriosos pelo selo World Music, a banda assinou em 2023 com a prestigiada Matador Records, lançando no mesmo ano os álbuns Tracey Denim e The Twits. A acolhida catapultou o grupo para os palcos dos maiores festivais do planeta, incluindo Coachella, Glastonbury e o Primavera Sound europeu. Em 2025, o Bar Italia lançou o álbum autoproduzido Some Like It Hot, impulsionado pelos singles Fundraiser, rooster e Cowbella, expandindo ainda mais sua identidade sonora antes de embarcarem para a primeira turnê no Brasil. Serviço: bar italia (UK) em São Paulo

Ney Matogrosso anuncia a turnê 85 Anos de Ousadia com fotos de David LaChapelle e shows em estádios

Um dos nomes mais icônicos da música brasileira, Ney Matogrosso celebrará sua trajetória nos palcos com a turnê Ney Matogrosso – 85 Anos de Ousadia. Realizada pela 30e e apresentada por Itaú Live, a série de dez grandes espetáculos pelo país terá sua estreia em janeiro de 2027, na capital paulista, culminando em uma apresentação histórica no Estádio do Maracanã em dezembro. A divulgação do projeto conta com retratos assinados pelo consagrado fotógrafo norte-americano David LaChapelle, em um ensaio inédito realizado em São Paulo. Ney é o primeiro artista brasileiro fotografado pelo artista visual, conhecido por trabalhos emblemáticos com nomes como Madonna, Elton John e Andy Warhol. Celebração em movimento e releitura do acervo Aos 85 anos, Ney Matogrosso afasta qualquer tom de despedida ou nostalgia reativa. A proposta é mostrar um artista no ápice de sua potência cênica e corporal. Para o espetáculo, o cantor prepara a releitura inédita de figurinos clássicos de sua trajetória. “A idade e o tempo de carreira não impactam em nada. Eu continuo na estrada, gosto de ter gente na minha frente e de dançar”, afirma Ney. “Vou recriar figurinos clássicos que remetem à minha trajetória, mas todos com ares inéditos”. Primeiras datas confirmadas da turnê de Ney Matogrosso Venda de ingressos e benefícios Itaú As vendas ocorrem exclusivamente através da plataforma Eventim:

Duo coreano Oldie But Goodie faz sua estreia no Brasil com turnê de jazz em São Paulo e Piracicaba

O duo coreano de jazz Oldie But Goodie realiza sua primeira turnê pelo país entre os dias 9 e 12 de setembro de 2026. A série de shows passará pelas cidades de São Paulo e Piracicaba, promovendo um encontro inédito entre o jazz sul-coreano e a sonoridade brasileira. Formado pela cantora Junghwa e pelo pianista Hanseong Kang, o duo se destaca por reinterpretar clássicos do jazz e da música popular por meio de arranjos modernos. Para os shows no Brasil, a dupla se junta ao guitarrista, cantor e compositor José Fernando Seifarth (fundador do Hot Club de Piracicaba) e outros músicos convidados. Uma parceria nascida em Seul A conexão entre os artistas começou durante uma viagem de Seifarth à Coreia do Sul, onde dividiu o palco com a dupla em clubes de Seul. A química resultou em projetos colaborativos, como uma versão do clássico brasileiro “Tristeza” para a série audiovisual 4 Seasons 4 Jazz e a composição autoral “Onda de Amizade (Wave of Friendship)”, cantada em coreano, português e inglês. Programação da Turnê: Oldie But Goodie no Brasil No concerto gratuito do CCSP, realizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) e pelo Hot Club de Piracicaba, a formação será expandida para um ensemble de nove músicos, somando sopros, guitarras, contrabaixo acústico e bateria.

Macha y El Bosque Depresivo retorna a São Paulo após duas noites esgotadas

A banda chilena Macha y El Bosque Depresivo retorna a São Paulo no dia 3 de setembro, para uma nova apresentação no Sol y Sombra bar, a partir das 19h30. O reencontro acontece poucos meses depois de o grupo esgotar duas noites consecutivas na mesma casa, no início de 2026. Liderado por Aldo “Macha” Asenjo, o projeto traz ao Brasil seu repertório que mistura amor, perda, boemia e diferentes tradições da música latino-americana. Criado a partir de músicos ligados também ao Chico Trujillo e La Floripondio, o projeto começou a ganhar forma em 2007, quando integrantes do Chico Trujillo passaram a incluir valsas, boleros, baladas e outras canções lentas em suas apresentações. Aos poucos, esse repertório desenvolveu identidade própria e se transformou em Macha y El Bosque Depresivo. Musicalmente, o grupo atravessa gêneros como música cebolla chilena, vals peruano, bolero mexicano e porto-riquenho, son cubano e balada romântica. Tudo passa por arranjos de caráter acústico e uma atmosfera boêmia e portuária, fortemente associada a lugares como Valparaíso e Villa Alemana. A voz áspera de Macha funciona como fio condutor para interpretações carregadas de melancolia, mas que frequentemente encontram espaço para a dança. Essa liberdade também aparece na escolha do repertório. Composições de Asenjo, como “Continentales”, “La carretera”, “Isla de errores”, “Perros y gatos” e “Resaca Sudaka”, convivem com músicas associadas a artistas de diferentes épocas e estilos, entre eles José José, Palmenia Pizarro, Jorge Farías, Silvio Rodríguez, Charles Aznavour, Soda Stereo, Consuelo Velázquez e Bad Bunny. Antes mesmo de construir uma discografia tradicional, Macha y El Bosque Depresivo estabeleceu sua reputação principalmente nos palcos. Uma apresentação realizada no Théâtre de la Ville, em Paris, em 2012, circulou posteriormente como registro informal. Em 2017, o grupo conseguiu lotar duas noites no tradicional Teatro Caupolicán, em Santiago, mesmo sem ter lançado oficialmente seu primeiro álbum. A estreia fonográfica aconteceu apenas em 2018, quando a popularidade das apresentações já estava consolidada. Em 2023, o grupo realizou uma sequência de seis shows no Caupolicán e, em dezembro de 2025, alcançou outro marco ao esgotar o Estadio Nacional, em Santiago, um dos espaços mais emblemáticos para grandes apresentações no Chile. O momento de expansão continuou em 2026. Além do lançamento de “Bronceado de Cantina”, a banda realizou mais três noites no Teatro Caupolicán e ampliou sua circulação pela América Latina, com apresentações em países como Peru, Colômbia, Argentina, México e Brasil. É nesse contexto que acontece o retorno ao Sol y Sombra, desta vez para uma única noite.

N.L.H.M.L.A. Metal Fest reúne pioneiros do heavy metal latino-americano em Campinas

Campinas recebe no dia 4 de setembro, no Tetriz Club, a primeira edição do N.L.H.M.L.A. Metal Fest, evento que reúne bandas de três países e diferentes gerações do heavy metal sul-americano. O lineup terá Feedback, do Chile, Ácido, do Uruguai, e os brasileiros Armadilha (foto) e Hellish War. Realizado pela Tragic Magic em parceria com a Womanöise Produções e apoio da Som do Darma, o festival nasce com a proposta de fortalecer o intercâmbio entre cenas que compartilham referências e trajetórias, mas nem sempre circulam pelos mesmos espaços. A sigla N.L.H.M.L.A. significa Nova Linha do Heavy Metal Latino-Americano e sintetiza a ideia central do encontro: criar conexões entre músicos, produtores e públicos do continente. A primeira edição aposta justamente no contraste entre grupos pioneiros e bandas que mantêm vivo o heavy metal tradicional, colocando lado a lado histórias construídas no Chile, Uruguai e Brasil. Um dos nomes de maior peso histórico é o Feedback, apontado como pioneiro do heavy metal chileno. Integrante da primeira geração do gênero no país, o grupo participou da formação de uma cena que se desenvolveria nas décadas seguintes e chega a Campinas como representante de uma das mais importantes tradições do metal sul-americano. O Ácido cumpre papel semelhante na história uruguaia. Formada no início dos anos 1980, a banda está entre os pioneiros do heavy metal no Uruguai e acrescenta ao festival outro capítulo da formação do gênero no continente. Sua presença ao lado do Feedback transforma a programação também em um encontro de grupos que ajudaram a abrir caminho para inúmeras bandas latino-americanas. Representando São Paulo, o Armadilha mantém sua identidade fortemente ligada ao heavy metal tradicional e já trabalha a integração latino-americana dentro da própria música. Um dos exemplos está em Além do Limite Astral, que traz “Hermandad de Acero”, colaboração construída com músicos de diferentes países da região. A banda também integra o movimento N.L.H.M.L.A., reforçando a proposta de aproximar cenas que muitas vezes permanecem separadas pelas fronteiras nacionais. A escalação ganha um componente especial com o Hellish War, representante da cidade anfitriã e que celebra 30 anos de carreira em 2026. Formado em Campinas, o grupo construiu uma das trajetórias mais longevas do heavy metal tradicional brasileiro, com uma sonoridade influenciada pelo metal clássico e uma carreira que ultrapassou as fronteiras nacionais, incluindo apresentações e turnês pela Europa. A reunião de Feedback, Ácido, Armadilha e Hellish War faz da primeira edição do N.L.H.M.L.A. Metal Fest mais do que uma sequência de shows. O evento coloca em um mesmo palco pioneiros do metal chileno e uruguaio e representantes brasileiros de diferentes momentos da cena, usando Campinas como ponto de conexão para ampliar a circulação e a colaboração entre artistas da América Latina. Serviço N.L.H.M.L.A. Metal FestData: 4 de setembro de 2026Local: Tetriz Club, Campinas (SP)Atrações: Feedback (Chile), Ácido (Uruguai), Armadilha (Brasil) e Hellish War (Brasil)Ingressos: 101Tickets

Burst Into Fire inicia nova fase com peso, eletrônica e atmosfera cinematográfica em “Noob Saibot”

A Burst Into Fire abre um novo capítulo de sua trajetória com “Noob Saibot”, single que apresenta a direção sonora dos próximos trabalhos da banda de São José dos Campos. Composta e produzida pelo vocalista Raphael Andrade, a faixa combina a base pesada do nu-metalcore com sintetizadores, efeitos eletrônicos, texturas industriais e uma atmosfera cinematográfica. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Jonathas Peschiera, da Axty. Mais do que um lançamento isolado, “Noob Saibot” funciona como a introdução ao universo que a Burst Into Fire pretende desenvolver em seu próximo EP. A música começa de maneira introspectiva e conduz o ouvinte para dentro dos pensamentos, relacionamentos, segredos e dores de seu autor. Conforme a composição avança, porém, esse confronto com o passado assume outro significado: experiências dolorosas deixam de funcionar como amarras e passam a integrar a identidade de quem conseguiu atravessá-las. Essa transformação também aparece na construção musical. As guitarras, baixo e bateria continuam ocupando papel importante, mas agora dividem espaço com uma produção eletrônica muito mais presente. A combinação permite que a faixa transite entre momentos densos e explosões de intensidade sem depender exclusivamente do peso dos instrumentos tradicionais do metal. No encerramento, a frase “I’m glad you came” completa o conceito ao incluir o próprio ouvinte nessa jornada. O controle criativo foi um dos pontos fundamentais dessa nova etapa. Raphael Andrade assumiu tanto a composição quanto a produção de “Noob Saibot”, enquanto Jonathas Peschiera trabalhou na etapa final de mixagem e masterização. Segundo a banda, esse processo permitiu aproximar o resultado final daquilo que imaginava para sua nova identidade e será mantido nas próximas músicas programadas para chegar ainda em 2026. Formada em 2019, a Burst Into Fire reúne Raphael Andrade nos vocais, Felipe Rinke na guitarra, Cesar Pelogia no baixo e Felipe Souza na bateria. O primeiro registro veio no mesmo ano com o EP Heart of Ashes. Em 2021, o quarteto lançou seu primeiro álbum, Chimera, trabalho que ajudou a estabelecer sua presença no circuito independente paulista. Desde então, o grupo dividiu palcos com nomes como Black Pantera, Glória, Menores Atos, Bayside Kings, MC Taya e Desalmado. Foi justamente após o encerramento do ciclo de Chimera que os músicos começaram a buscar uma reformulação. A mistura de gêneros, que já aparecia anteriormente, passou a ocupar o centro do processo criativo. Entre as referências dessa fase estão Spiritbox, Bad Omens, Thornhill, Northlane, Bring Me The Horizon e Slipknot. A proposta, porém, não é simplesmente reproduzir a estética dessas bandas, mas utilizar elementos do metal contemporâneo para ampliar uma identidade construída sobre peso, melodias, experimentação e produção eletrônica. “Noob Saibot” é apenas a primeira peça desse processo. O single inaugura uma sequência de lançamentos que culminará em um novo EP, acompanhado também por videoclipes. Paralelamente, a Burst Into Fire prepara seu retorno aos palcos e pretende expandir a circulação do novo repertório para outras regiões do Brasil, transformando a mudança iniciada em estúdio em uma nova etapa também para seus shows.