A banda chilena Macha y El Bosque Depresivo retorna a São Paulo no dia 3 de setembro, para uma nova apresentação no Sol y Sombra bar, a partir das 19h30. O reencontro acontece poucos meses depois de o grupo esgotar duas noites consecutivas na mesma casa, no início de 2026. Liderado por Aldo “Macha” Asenjo, o projeto traz ao Brasil seu repertório que mistura amor, perda, boemia e diferentes tradições da música latino-americana.
Criado a partir de músicos ligados também ao Chico Trujillo e La Floripondio, o projeto começou a ganhar forma em 2007, quando integrantes do Chico Trujillo passaram a incluir valsas, boleros, baladas e outras canções lentas em suas apresentações. Aos poucos, esse repertório desenvolveu identidade própria e se transformou em Macha y El Bosque Depresivo.
Musicalmente, o grupo atravessa gêneros como música cebolla chilena, vals peruano, bolero mexicano e porto-riquenho, son cubano e balada romântica. Tudo passa por arranjos de caráter acústico e uma atmosfera boêmia e portuária, fortemente associada a lugares como Valparaíso e Villa Alemana. A voz áspera de Macha funciona como fio condutor para interpretações carregadas de melancolia, mas que frequentemente encontram espaço para a dança.
Essa liberdade também aparece na escolha do repertório. Composições de Asenjo, como “Continentales”, “La carretera”, “Isla de errores”, “Perros y gatos” e “Resaca Sudaka”, convivem com músicas associadas a artistas de diferentes épocas e estilos, entre eles José José, Palmenia Pizarro, Jorge Farías, Silvio Rodríguez, Charles Aznavour, Soda Stereo, Consuelo Velázquez e Bad Bunny.
Antes mesmo de construir uma discografia tradicional, Macha y El Bosque Depresivo estabeleceu sua reputação principalmente nos palcos. Uma apresentação realizada no Théâtre de la Ville, em Paris, em 2012, circulou posteriormente como registro informal. Em 2017, o grupo conseguiu lotar duas noites no tradicional Teatro Caupolicán, em Santiago, mesmo sem ter lançado oficialmente seu primeiro álbum.
A estreia fonográfica aconteceu apenas em 2018, quando a popularidade das apresentações já estava consolidada. Em 2023, o grupo realizou uma sequência de seis shows no Caupolicán e, em dezembro de 2025, alcançou outro marco ao esgotar o Estadio Nacional, em Santiago, um dos espaços mais emblemáticos para grandes apresentações no Chile.
O momento de expansão continuou em 2026. Além do lançamento de “Bronceado de Cantina”, a banda realizou mais três noites no Teatro Caupolicán e ampliou sua circulação pela América Latina, com apresentações em países como Peru, Colômbia, Argentina, México e Brasil. É nesse contexto que acontece o retorno ao Sol y Sombra, desta vez para uma única noite.