Amaravida estreia com reflexão sobre a idealização dos nossos heróis

AMARAVIDA, novo projeto autoral do músico e compositor Lucas Arissa, estreia com “Pergunta Lá Para Os Seus Heróis”. A faixa marca o primeiro lançamento do artista desde sua saída da banda punk Hurry Up, em 2019, e apresenta uma sonoridade que transita entre emo, indie e post-rock, com uma abordagem mais intimista conduzida por violão, teclado e trompete. A música parte de uma reflexão sobre a maneira como transformamos nossas referências em figuras idealizadas. Em vez de questionar os próprios ídolos, Lucas direciona a crítica às expectativas depositadas sobre eles e à dificuldade de aceitar que essas pessoas também possuem falhas e contradições. A estrutura repete a expressão “Pergunta lá para os seus heróis” acompanhada por diferentes provocações, recurso que o compositor relaciona à construção de “Blowin’ in the Wind”, de Bob Dylan. A dimensão espiritual também ocupa espaço importante na composição. Entre os diferentes questionamentos, Lucas apresenta Jesus Cristo como contraponto aos heróis humanos e relaciona essa perspectiva ao próprio nome AMARAVIDA. Para o músico, o conceito representa a tentativa de acolher experiências positivas e negativas a partir do amor, da graça e da paz, estabelecendo uma ligação entre humanidade e espiritualidade que deve atravessar os próximos trabalhos. “Pergunta Lá Para Os Seus Heróis” também representa uma mudança musical em relação aos 13 anos que Lucas passou no Hurry Up. Depois de deixar o grupo, ele se aproximou mais do violão e passou a explorar referências que encontravam menos espaço no punk. Elliott Smith, Death Cab for Cutie, Dashboard Confessional, Jimmy Eat World, Manchester Orchestra, Alanis Morissette e o Bruce Springsteen de “Nebraska” estão entre as influências citadas pelo compositor. A gravação também preserva uma ligação com seu passado. O single foi registrado no Hup Sounds, em Americana, espaço criado pelos integrantes do Hurry Up, com captação de Bruno “Menega” Meneghel. A mixagem ficou a cargo de Clay Borges, em Praia Grande, enquanto Giovane, antigo professor de trompete de Lucas, participa do encerramento da faixa. A estreia é apenas o primeiro passo do projeto. Lucas prepara um segundo single para novembro e, posteriormente, lançará um EP bilíngue com seis faixas, formado por três composições em português e suas respectivas versões em inglês. A proposta é utilizar diferentes sonoridades e intensidades para abordar experiências pessoais, contradições e questões que acompanham a vida cotidiana.
Entrevista | Hot Freaks – “Pós-TikTok, queremos ser levados a sério como uma banda que faz álbuns”

O Hot Freaks lança em 23 de outubro de 2026 Soft Body, terceiro álbum de estúdio da banda de indie pop de Minneapolis. O trabalho sucede Hot Freaks Forever (2023) e representa, para o vocalista Leo Vondracek, um processo mais orgânico e próximo daquele vivido no disco de estreia. Diferentemente do álbum anterior, produzido logo após a inesperada retomada do grupo, o novo material foi desenvolvido depois de alguns anos de convivência novamente como banda, permitindo que os músicos reencontrassem seu próprio ritmo. Soft Body também recupera composições antigas, como “Getting Over You”, cuja primeira versão permaneceu por mais de uma década no SoundCloud de Vondracek antes de finalmente ganhar um lançamento oficial. Formado em Minneapolis, o Hot Freaks viveu uma trajetória incomum. Depois de uma primeira fase restrita principalmente à cena local, o grupo interrompeu as atividades e passou anos separado até que “Puppy Princess”, música lançada originalmente na década anterior, viralizou no TikTok em 2021. Vondracek nem utilizava a plataforma quando recebeu uma mensagem no Instagram avisando sobre o crescimento da faixa. No dia seguinte, gravadoras já começaram a procurá-lo, embora naquele momento o Hot Freaks nem sequer estivesse reunido. O sucesso levou ao retorno da banda, que desde então lançou um novo álbum, retomou os shows e passou a trabalhar para transformar a segunda chance proporcionada pela internet em uma carreira sustentável. Às vésperas do lançamento de Soft Body, Leo Vondracek conversou com o Blog N’ Roll sobre a pressão de provar que o Hot Freaks é mais do que um fenômeno do TikTok, a relação da banda com os fãs brasileiros e os planos de levar o grupo para fora dos Estados Unidos. O vocalista também falou sobre o desafio de conciliar a banda com a distância entre os integrantes, revelou que já existem contatos para uma possível passagem pelo Brasil e escolheu três discos pelos quais mantém uma relação afetiva. Depois de sair do hiato e, inevitavelmente, ficar conhecido por muita gente como “a banda daquela música do TikTok”, existe uma pressão de autoafirmação em Soft Body? De certa forma, este é o álbum definitivo para mostrar quem é o Hot Freaks pós-TikTok e depois da volta? Foi incrível o TikTok ter nos salvado, ou nos encontrado e abraçado. Sinceramente, se não fosse pela plataforma, não sei se teríamos encontrado um público como esse. É muito legal entrar no TikTok e ouvir pessoas usando nossas músicas o tempo todo. Mas acho que existe, sim, um desejo de sermos levados a sério também como uma banda que faz álbuns. É ótimo que esse lado esteja funcionando, mas somos uma banda de verdade, que faz discos. É mais do que apenas uma ou duas músicas. Também existe outro aspecto. Nós nos reunimos depois de termos terminado e praticamente entramos direto no álbum anterior. Este disco foi feito depois de já estarmos juntos novamente havia cerca de três anos, então tivemos mais tempo para encontrar nosso ritmo. Já faz cinco anos desde que nos reunimos. O primeiro disco que lancei é um disco que adoro e representa muito o que eu queria fazer naquela época. Mas é um trabalho mais experimental, mais denso e mais difícil de assimilar. Ele vai mais para essa coisa da síncope do rap, é mais falado do que cantado, tem muita letra e muita informação. Você disse que o processo de Soft Body se parece mais com o primeiro álbum. O que vocês recuperaram daquela versão do Hot Freaks? Quando nossa música ficou popular, nós não estávamos juntos. Então existia essa urgência: “Precisamos nos reunir e fazer um disco novo”. Já o primeiro álbum aconteceu de maneira muito orgânica, com muita tentativa e erro. Cometemos erros, mas acho que isso foi positivo. Fomos devagar e encontramos nossa própria voz. No disco anterior, foi mais como: “Agora temos recursos, temos dinheiro, vamos terminar este álbum o mais rápido possível”. Tanto no primeiro quanto neste novo disco, de certa forma sofremos durante o processo, mas digo isso de uma maneira positiva. Quando uma boa ideia não aparecia, simplesmente parávamos, recalibrávamos e esperávamos, em vez de pensar apenas no prazo. Percebi que a magia da banda está justamente em ser um pouco peculiar. Não se trata de sermos uma banda que simplesmente chega e toca com força. Quando escuto alguns dos arranjos, percebo que existem ideias que provavelmente um produtor convencional não teria. Essa é a nossa própria voz. Há material em Soft Body que estava guardado havia anos. Qual é a música mais antiga e como é terminar hoje algo iniciado por uma versão muito mais jovem de você? Existe uma coisa estranha acontecendo. Praticamente todas as músicas do Hot Freaks que ficaram populares foram escritas em um período de dois anos, quando eu tinha entre 24 e 26 anos. “Getting Over You”, por exemplo, estava pronta havia muito tempo. Falávamos sobre ela há anos e gravamos umas três versões diferentes. Ela deveria ter entrado no disco anterior, mas isso não aconteceu. É satisfatório perceber que aquela música era como um raio engarrafado. Poderia ter ficado guardada por mais 20 anos e, quando finalmente saísse, talvez ainda funcionasse. Ao mesmo tempo, existe um medo: “Será que eu simplesmente não escrevo mais como escrevia?”. É uma loucura ver uma música parada durante tanto tempo, finalmente lançá-la e ela funcionar. Havia uma demo minha de “Getting Over You” no SoundCloud há mais de uma década e ela já tinha uma vida própria. Algumas pessoas até dizem que preferem a versão antiga. É muito difícil conseguir a atenção das pessoas na economia atual da música. Por isso, ver uma canção antiga conseguir esse tipo de repercussão ainda é algo inacreditável para mim. Uma característica muito forte do Hot Freaks é o contraste entre melodias alegres, que fazem as pessoas dançarem, e letras sobre insegurança, rejeição e relacionamentos. Isso acontece naturalmente ou é algo que você busca conscientemente? As duas coisas. Se existe um conselho que eu poderia dar para alguém, embora pareça óbvio, é que existe algo
Hilary Duff esgota primeiro show em São Paulo e anuncia data extra no Espaço Unimed

A cantora e atriz norte-americana Hilary Duff anunciou uma data extra em São Paulo com a turnê mundial the lucky me tour. Após esgotar em poucas horas todas as entradas para a apresentação de 13 de agosto de 2027, a superstar pop sobe novamente ao palco do Espaço Unimed no dia 14 de agosto de 2027 (sábado). A realização é da Live Nation Brasil. Os ingressos para a nova data já estão à venda online pela plataforma Ticketmaster Brasil, com parcelamento em até 3x sem juros, além de disponibilidade na bilheteria física oficial no Shopping Ibirapuera (sem cobrança de taxa de conveniência). O retorno triunfal com o elogiado luck… or something Marcando sua primeira grande turnê como atração principal em mais de 18 anos, o espetáculo celebra a repercussão de luck… or something, sexto álbum de estúdio da cantora e seu primeiro trabalho sob o selo da Atlantic Records. Além de revisitar os novos sucessos, o show transporta o público por uma catarse nostálgica que reúne hinos geracionais dos clássicos Metamorphosis (2003), Hilary Duff (2004) e Dignity (2007), era recentemente revisitada pela artista no EP especial (Mine), que trouxe regravações de sucessos como Come Clean (Mine) e What Dreams Are Made Of (Mine). Tabela de preços e setores Setor Meia-Entrada Inteira Pista R$ 295,00 R$ 590,00 Pista Premium R$ 435,00 R$ 870,00 Mezanino R$ 460,00 R$ 920,00 Camarote A / B R$ 470,00 R$ 940,00 Serviço: Hilary Duff em São Paulo (the lucky me tour)
Slash feat. Myles Kennedy and The Conspirators anunciam turnê no Brasil em 2027

A banda Slash ft. Myles Kennedy and The Conspirators (SMKC) desembarca no país em abril de 2027 para quatro apresentações com a Flying Blind World Tour 2027, passando por Florianópolis (10/04), Curitiba (11/04), Rio de Janeiro (13/04) e São Paulo (14/04). A realização é da 30e com apresentação de Itaú Live. Para marcar o anúncio, o quinteto lançou o single e o videoclipe oficial de Flying Blind, faixa-título que antecipa o quinto álbum de estúdio do grupo, com lançamento mundial confirmado para 26 de fevereiro de 2027 pela Gibson Records. Assista ao clipe gravado no The Viper Room Filmado no lendário clube The Viper Room, na Sunset Strip em Los Angeles, o videoclipe de Flying Blind tem direção assinada por John Harvatine IV (vencedor do Emmy por produções em stop-motion e animações cult). A canção nasceu de um riff espontâneo apresentado por Slash durante a pré-produção no estúdio: “Eu não tinha nada dessa música antes de o pessoal chegar. Começamos o ensaio, toquei aquele riff e a música tomou forma muito rápido. A ‘Flying Blind’ parecia ter uma sensibilidade melódica e o gancho ideal para ser o primeiro single”, explica Slash. Myles Kennedy complementa sobre a temática lírica: “Gostei muito de criar a melodia para essa música. A letra fala sobre como, às vezes, as pessoas tentam pegar atalhos e encontrar o caminho mais fácil para alcançar a felicidade ou a iluminação.” Gravação visceral na Flórida e solo de pedal steel Sucessor do disco 4 (2022), o álbum Flying Blind reúne 12 faixas inéditas produzidas por Michael “Elvis” Baskette (parceiro de longa data em World on Fire e Living the Dream) no Studio Barbarosa, na Flórida. Gravado praticamente ao vivo com a banda inteira tocando na mesma sala, o disco prioriza a resposta orgânica e a crueza instrumental, concluindo a base em cerca de uma semana: Tracklist oficial: Flying Blind Serviço: SMKC – Flying Blind World Tour 2027 no Brasil Florianópolis (SC) Curitiba (PR) Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP)
The Lemon Twigs anuncia show único em São Paulo na Casa Rockambole pela Balaclava Records

Os irmãos norte-americanos Brian e Michael D’Addario trazem a banda The Lemon Twigs a São Paulo para uma apresentação única. O concerto acontece no dia 13 de novembro de 2026 (sexta-feira), no palco da Casa Rockambole, em Pinheiros. A produção e realização levam a assinatura da Balaclava Records. O show integra a turnê mundial do sexto álbum de estúdio do grupo, Look For Your Mind!, lançado em maio pelo influente selo independente Captured Tracks. Os ingressos já estão disponíveis para compra online através da plataforma Ingresse, com ponto físico de venda sem taxa de conveniência no Takkø Café, localizado na Vila Buarque. Do pop barroco à maturidade de Look For Your Mind! Naturais de Long Island, Nova York, os irmãos D’Addario conquistaram notoriedade global pela capacidade técnica precoce e pelo domínio da linguagem do power pop, do glam e do pop barroco, bebendo diretamente em fontes como The Beach Boys, Big Star, Wings e The Raspberries. A fase recente do duo, consolidada pelos celebrados registros Everything Harmony (2023) e A Dream Is All We Know (2024), capitaneado pelo sucesso atemporal My Golden Years, alcançou um novo salto evolutivo em Look For Your Mind!. Serviço: The Lemon Twigs em São Paulo