Royal Blood lança o single explosivo “Dead Company” e antecipa novo álbum de estúdio

O cultuado duo britânico Royal Blood lançou nas plataformas digitais o single Dead Company. A faixa chega pelo selo Warner Records, com distribuição nacional da Warner Music Brasil, marcando a primeira prévia do aguardado quinto álbum de estúdio da dupla, o primeiro trabalho de inéditas desde Back to the Water Below (2023). Produzido inteiramente pelos próprios integrantes Mike Kerr (vocal e baixo) e Ben Thatcher (bateria), o registro aprofunda a química visceral que consagrou o grupo há 12 anos como um dos pilares do renascimento do rock pesado moderno. Refrões grandiosos e autonomia criativa Em Dead Company, o Royal Blood aposta em refrões expansivos pensados para arenas e uma dinâmica sonora tensa, explorando timbres saturados e modulações analógicas sem perder o balanço rítmico característico. Para Mike Kerr, a faixa traduz o impacto físico que o rock and roll imprime no ouvinte: “É incrível o que a música pode fazer com o seu corpo, com a sua mente. Uma música é capaz de mudar completamente a sua percepção e o seu humor”, reflete o vocalista e baixista. O processo de composição do novo álbum teve início no ano passado, quando a dupla se trancou em estúdio sem pressões de calendário ou prazos de entrega. O objetivo central foi redescobrir as raízes da formação de baixo e bateria, testando novos caminhos técnicos a partir da instrumentação mínima e pesada que se tornou a assinatura global do duo.

A Flock of Seagulls estreia no Brasil com show animado em São Paulo

Os cabelos brancos entre o público que lotava o Cine Joia, no centro de São Paulo, e a trilha sonora oitentista comandada pelo DJ Magal deixava claro que não se tratava de um show de uma banda atual. Era a estreia dos ingleses A Flock of Seagulls no Brasil quase 45 anos depois do lançamento do hit I Ran (So Far Away). O público tinha um pouco de tudo: gente que conheceu a banda como novidade nos anos 1980, góticos, punks, headbangers e… jovens! Pontualmente às 22h, a banda dá as caras, mas cadê o baixista? O vocalista Mike Score já não tem mais os cabelos loiros e revoltos do auge da banda e discute com o roadie em cima do palco, enquanto o baixista Pando entra correndo com o cabo do instrumento ainda nas mãos. Nesse clima estranho entre os músicos, o baterista Kevin Rankin e o guitarrista canadense Gord Deppe começam o show com a clássica Modern Love is Automatic, com o público cantando e dançando junto. Antes de Hearts on Fire, Score alfineta novamente o baixista, na banda desde 2004, ao microfone. “Temos um cara aqui que não sabe o que está fazendo”. Depois disso, a festa seguiu com as atmosféricas Rainfall e Nightmares.  Com recepção um pouco mais fria do público, Flock apresentou três músicas do seu mais recente álbum Some Dreams, lançado em 2024: Him e Lovers and Strangers, além da faixa-título. Na sequência, a letra de Man Made, lançada há 45 anos, soa atual até demais: máquinas feitas por homens fazem música enquanto as pessoas fazem planos.  Mas os fãs foram mesmo para ver a banda tocando sua fase clássica das décadas de 1980 e 1990 como The More You Live, The More You Love (“Se vocês souberem a letra, cantem junto. Será nosso coral brasileiro”, brincou Score), Transfer of Affection e Telecommunication, a última cantada a plenos pulmões. >> LEIA ENTREVISTA COM A FLOCK OF SEAGULLS “Onde vocês estavam em 1982? Se lembram da MTV?”, disse o vocalista ao anunciar a próxima música que era uma balada que mostrava o espírito da época e não tinha um nome definido, então acabou se chamando Space Age Love Song. O show encerrou com uma sequência de hits que levou o público ao delírio, a balada Wishing (I Had a Photograph of You) e o grande hit I Ran (So Far Away) que colocou todo mundo para dançar e cantar junto. A banda agradeceu e disse que espera voltar ao Brasil mais vezes, enquanto um grande coro entoava a melodia de I Ran. Alguns minutos depois, o quarteto volta ao palco com o vocalista se desculpando antecipadamente por tocarem uma música que não está muito bem ensaiada. “Essa é de 1979” diz ele antes de começar a enérgica Messages. Ninguém se importou e curtiu assim mesmo.

Lollapalooza Brasil anuncia lineup com Travis Scott, The Killers, Charli xcx, Geese, Fontaines DC e QOTSA

Comemorando uma década e meia de presença no país com mais de 70 atrações, o Lollapalooza Brasil anunciou nesta quinta-feira (8) o line-up completo de sua edição de 2027. O festival ocupa o Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 19, 20 e 21 de março de 2027, apostando em um encontro geracional liderado por seis headliners de peso: Travis Scott, The Killers, Charli xcx, Queens of the Stone Age, The Neighbourhood e a revelação norte-americana Sombr. A revelação oficial coincide com a abertura da venda geral do Lolla Pass (passe válido para os três dias de evento), operada exclusivamente pela Ticketmaster Brasil via site e na bilheteria física oficial no Shopping Ibirapuera, sem cobrança de taxa de conveniência. Headliners: gigantes do rap, hinos de estádio e revolução pop A linha de frente do festival reflete pedidos expressivos dos fãs em enquetes oficiais: 16 estreias no Brasil: Fontaines D.C., Violet Grohl e lendas eletrônicas Fiel à vocação de trazer artistas pela primeira vez à América do Sul, a edição de 15 anos escalou 16 estreantes no território nacional: A grade internacional conta ainda com o retorno dos mestres do big beat The Prodigy (celebrando 30 anos do seminal The Fat of the Land), o astro das arenas David Guetta, além de Cage the Elephant, Raye, Lola Young, Leon Bridges, Four Tet, Boy Harsher, Dominic Fike, Geese, Slayyyter, Sammy Virji e Boys Noize. A música brasileira como protagonista: do punk ao manguebeat A produção nacional ganha um espaço de destaque que transita da vanguarda eletrônica às guitarras pesadas: Ingressos: modalidades, valores e benefícios Bradesco O Lolla Pass dá acesso aos três dias de festival (19, 20 e 21 de março de 2027) e já está disponível em segundo lote: *Valores de parcelamento mensal válidos para portadores de cartões elegíveis Bradesco com direito à meia-entrada na bilheteria oficial sem taxa. Serviço: Lollapalooza Brasil 2027 (15 anos) Bilheteria Física Oficial (sem taxa de serviço):

Yungblud e Billy Corgan lançam registro ao vivo de “Zombie” no Riviera Theatre

Yungblud disponibilizou nesta quinta-feira (8) o lançamento em áudio e vídeo de Zombie (Live From The Riviera Theatre), gravado ao lado de Billy Corgan, líder do The Smashing Pumpkins. A gravação registra a única vez em que os dois artistas subiram juntos ao palco para apresentar ao vivo a versão reimaginada da faixa. A performance foi captada no clássico Riviera Theatre, em Chicago, em 30 de julho, véspera das apresentações de ambos no festival Lollapalooza Chicago, onde Yungblud fez o show de abertura direto para o set de headliner do Smashing Pumpkins na noite de sexta-feira. Do sucesso global de Idols à bênção dos pioneiros do rock alternativo Originalmente lançada no aclamado álbum Idols, trabalho indicado ao Grammy e líder das paradas internacionais, Zombie rapidamente se tornou o single de consumo mais rápido de toda a carreira de Yungblud, ultrapassando a marca expressiva de 200 milhões de reproduções globais e rendendo uma indicação ao Grammy de Melhor Canção de Rock. A admiração do jovem artista britânico pelo legado dos anos 1990 gerou um desdobramento natural no estúdio: a faixa ganhou uma versão recriada em conjunto com o The Smashing Pumpkins. A nova roupagem teve produção musical assinada por Matt Schwartz e Billy Corgan, trazendo as linhas inconfundíveis de guitarra de James Iha, a bateria virtuosa de Jimmy Chamberlin e os timbres de Corgan, expandindo a canção para a assinatura de “parede sonora colossal” que consagrou o quarteto de Chicago.

Fresno confirma data extra de show com orquestra no Vibra São Paulo

Celebrando 27 anos de trajetória e os dez anos do emblemático álbum A Sinfonia de Tudo Que Há, a banda gaúcha Fresno anunciou uma apresentação extra de seu concerto orquestral na capital paulista. O espetáculo Fresno Sinfonia’26 acontece na sexta-feira, 4 de dezembro de 2026, no palco do Vibra São Paulo. O anúncio atende à grande procura do público após os ingressos para a data especial na conceituada Sala São Paulo se esgotarem em poucos minutos. Realizado pela Opus Entretenimento, o espetáculo traz Lucas Silveira (voz e guitarra), Gustavo Mantovani (Vavo) (guitarra) e Thiago Guerra (bateria) acompanhados integralmente por uma orquestra, unindo a pressão das guitarras e distorções à dinâmica de naipes de cordas e sopros. Os ingressos já estão disponíveis pela plataforma Uhuu e em pontos físicos autorizados, com valores a partir de R$ 105,00 (meia-entrada). Uma década de A Sinfonia de Tudo Que Há e 27 anos de estrada Lançado originalmente em 2016, o disco A Sinfonia de Tudo Que Há representou um divisor de águas na discografia do grupo ao incorporar arranjos de cordas orquestrados por Lucas Lima, aproximando a intensidade emocional do rock alternativo da grandiosidade erudita. Completando exatamente dez anos em 2026, as composições ganham arranjos ampliados ao vivo, dividindo espaço com clássicos de todas as fases da discografia do grupo: Setores e valores dos ingressos (configuração Auditório) Setor Inteira Meia-Entrada Cadeira VIP R$ 450,00 R$ 225,00 Cadeira Setor I R$ 420,00 R$ 210,00 Cadeira Setor II R$ 400,00 R$ 200,00 Poltrona I R$ 350,00 R$ 175,00 Poltrona II R$ 300,00 R$ 150,00 Camarote Setor I R$ 450,00 R$ 225,00 Camarote Setor II R$ 420,00 R$ 210,00 Plateia Superior I R$ 230,00 R$ 115,00 Plateia Superior II R$ 220,00 R$ 110,00 Plateia Superior III R$ 210,00 R$ 105,00 Serviço: Fresno Sinfonia’26 no Vibra São Paulo Fresno Sinfonia’26 (Show extra com orquestra) Pontos de venda físicos (sem taxa de conveniência)

Rodrigo Santos lança disco em homenagem a Nelson Motta com show no Cavern Club em São Paulo

O cantor, compositor e ex-baixista do Barão Vermelho Rodrigo Santos apresenta em São Paulo o show de lançamento do álbum Rodrigo Santos canta Nelson Motta. O espetáculo acontece neste sábado (10) no palco do The Cavern Club SP, localizado no Shopping Vila Olímpia. O projeto homenageia os 60 anos de trajetória musical de Nelson Motta, reunindo 16 composições icônicas do letrista repaginadas com a energia do rock and roll, incluindo releituras de parcerias com Lulu Santos, Erasmo Carlos, Rita Lee e Guilherme Arantes. Formato “dois shows em um” A apresentação na capital paulista foi estruturada em duas partes complementares: No palco, Rodrigo Santos (voz e baixo) comanda uma superbanda de veteranos da música brasileira: Ricardo Palmeira (Cazuza) e Nani Dias (Lobão) nas guitarras, Luiz Lopez (Erasmo Carlos) nos teclados e backing vocals, Sérgio Melo (Lulu Santos) na bateria e Oscar Von (Kiko Zambianchi) no violão e guitarra. Na segunda metade do show, Renan Bozute assume as baquetas para conduzir a Festa Rock. Serviço: Rodrigo Santos canta Nelson Motta no The Cavern Club

Projeto Vozes do Litoral promove mapeamento de artistas e coletivos da cultura Hip-Hop do Litoral Norte

Artistas, coletivos, produtores e agentes culturais do movimento hip-hop já podem participar do projeto Vozes do Litoral, que realiza um mapeamento de pessoas e iniciativas que atuam na cena dos quatro municípios do Litoral Norte. As inscrições vão até o dia 14 de outubro (quarta-feira). A iniciativa tem o objetivo de conhecer, conectar, valorizar e fortalecer quem atua em diferentes expressões, como rap, slam de poesia, breaking, grafite, batalhas de rima e produção cultural. Além disso, cria uma base de dados dos participantes para ampliar a visibilidade dos profissionais e coletivos. O cadastramento é aberto a todas as pessoas que fazem parte dessa cultura, com atenção especial à participação, à visibilidade e ao protagonismo de mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e PCD. A gestão do projeto é realizada apenas por mulheres, demonstrando o poder feminino dentro da cultura Hip-Hop do Litoral Norte. Criado pela rapper, produtora cultural e musical Maria Diva, o projeto tem como articuladoras Aurora, em Ubatuba, Brenda, na Ilhabela, Bibi, em São Sebastião, e Isa MC, em Caraguatatuba. “O Vozes do Litoral nasce da necessidade de conhecer quem são as pessoas que fazem o Hip-Hop acontecer no Litoral Norte. Queremos conectar artistas, coletivos e agentes culturais, dar visibilidade a essas trajetórias e criar uma rede que fortaleça a cena. É também uma forma de mostrar a potência e a diversidade do Hip-Hop produzido na nossa região”, explicou Maria Diva. Como participar Os interessados podem participar respondendo ao formulário de mapeamento, disponível no link do site oficial do projeto. O questionário visa agrupar informações sobre quem produz, cria, organiza e movimenta a cultura hip-hop nos quatro municípios do Litoral Norte. Cerca de 60 agentes culturais já se inscreveram no projeto e a tendência é que o número aumente nas ultimas de incrições. Encontro regional O projeto será concluído no dia 14 de novembro (sábado com um encontro regional, na Praça do Caiçara, ao lado do Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba. O evento inicia às 14h e terá apresentações artísticas, muito diálogo, troca de experiências e fortalecimento coletivo entre os participantes do projeto. O projeto é fomentado pelo Conselho Municipal de Política Cultural de Caraguatatuba, pela FUNDACC – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba e pela Prefeitura Municipal de Caraguatatuba. Serviço Mapeamento Vozes do Litoral Inscrições: até 14 de outubro de 2026 Participação: artistas, coletivos, produtores e agentes culturais do Hip-Hop dos quatro municípios do Litoral Norte Formulário @vozesdolitoral no Instagram Encontro RegionalData: 14 de novembro de 2026 Horário: 14h Local: na Praça do Caiçara, ao lado do Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba. Endereço: Praça Dr. Cândido Motta, 72 – Centro

Filzer quebra hiato de sete anos e lança o EP “Projetando Labirintos”

O cantor e compositor Filzer oficializou seu retorno ao mercado fonográfico com o lançamento do EP Projetando Labirintos. O registro chega às plataformas digitais exatamente sete anos após a estreia de Memórias do Subsolo (2019), seu primeiro disco solo, marcando o início de uma nova fase artística. Composto por quatro faixas que já vinham sendo testadas e lapidadas no calor das apresentações ao vivo, o trabalho funciona como o fechamento de um ciclo criativo e abre alas para novos projetos que incluem singles inéditos, parcerias de estúdio e a expansão de sua agenda de circulação. Do Vale do Paraíba ao Litoral Norte: produção e arranjos coletivos A produção musical de Projetando Labirintos foi conduzida em conjunto por Vinícius Oliveira, Marcos Manfredini e pelo próprio Filzer, que também assumiu a direção artística e a concepção visual do projeto gráfico. A captação envolveu uma dinâmica regional entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte paulista: A instrumentação conta com guitarras expressivas de Marcos Manfredini, linhas de baixo precisas de Vinícius Oliveira e a pegada rítmica de Kleber Amorim na bateria. Um dos momentos de destaque instrumental surge na faixa de encerramento, Ritual dos Elefantes, que traz a participação do pianista João Leopoldo acrescentando timbres clássicos de piano, sintetizadores e órgão Hammond.

A Banda dos Corações Partidos completa 20 anos de estrada e aborda feminicídio e luto no EP Borrada

O veterano grupo sergipano A Banda dos Corações Partidos, de Aracaju, assinala duas décadas de carreira com o lançamento do EP Borrada. O projeto, composto por cinco faixas inéditas, já se encontra disponível em todos os tocadores digitais de streaming e estabelece uma virada contundente na trajetória iniciada em 2006. Pela primeira vez na história da banda, a vocalista e atriz Diane Veloso assina a totalidade das letras, dividindo as composições com o prestigiado músico e arranjador sergipano Alex Sant’Anna. A obra abandona o tom melodramático da “dor de cotovelo” clássica para dar lugar à exaustão física do corpo feminino, ao luto e ao combate à violência de gênero sem concessões poéticas atenuantes. O disco reverbera um cenário alarmante: dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que o país registrou 1.571 casos de feminicídio em 2025, média de quatro assassinatos diários e recorde histórico desde a sanção da lei em 2015, sendo 60,9% cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Da seresta à ruptura sonora: spoken word e teatralidade Se em registros prévios, como o EP Desamor (2017) e o álbum Canções de Ódio, Ressentimento e Abandono (2022), a banda flertava com a era de ouro do rádio, as serestas e a estética brega-dramática, Borrada direciona seu foco para uma sonoridade mais sombria, angular e visceral: Contrariando a lógica algorítmica de singles fragmentados, o EP foi concebido como uma obra imersiva de fôlego contínuo, cuja densidade lírica exige escuta atenta do início ao fim. Faixa a faixa e impacto das letras Logo no tema de abertura, os versos confrontam o público com a rotina de desemprego, rotinas exaustivas e a farsa de crimes cometidos supostamente “por amor”, desarmando romantizações tóxicas para expor o isolamento de mulheres que vivenciam agressões silenciadas entre quatro paredes. A colaboração contínua entre Diane Veloso e Alex Sant’Anna resulta em um manifesto sobre a sobrevivência física e emocional da mulher contemporânea no Brasil.