Projeto Vozes do Litoral promove mapeamento de artistas e coletivos da cultura Hip-Hop do Litoral Norte

Artistas, coletivos, produtores e agentes culturais do movimento hip-hop já podem participar do projeto Vozes do Litoral, que realiza um mapeamento de pessoas e iniciativas que atuam na cena dos quatro municípios do Litoral Norte. As inscrições vão até o dia 14 de outubro (quarta-feira). A iniciativa tem o objetivo de conhecer, conectar, valorizar e fortalecer quem atua em diferentes expressões, como rap, slam de poesia, breaking, grafite, batalhas de rima e produção cultural. Além disso, cria uma base de dados dos participantes para ampliar a visibilidade dos profissionais e coletivos. O cadastramento é aberto a todas as pessoas que fazem parte dessa cultura, com atenção especial à participação, à visibilidade e ao protagonismo de mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e PCD. A gestão do projeto é realizada apenas por mulheres, demonstrando o poder feminino dentro da cultura Hip-Hop do Litoral Norte. Criado pela rapper, produtora cultural e musical Maria Diva, o projeto tem como articuladoras Aurora, em Ubatuba, Brenda, na Ilhabela, Bibi, em São Sebastião, e Isa MC, em Caraguatatuba. “O Vozes do Litoral nasce da necessidade de conhecer quem são as pessoas que fazem o Hip-Hop acontecer no Litoral Norte. Queremos conectar artistas, coletivos e agentes culturais, dar visibilidade a essas trajetórias e criar uma rede que fortaleça a cena. É também uma forma de mostrar a potência e a diversidade do Hip-Hop produzido na nossa região”, explicou Maria Diva. Como participar Os interessados podem participar respondendo ao formulário de mapeamento, disponível no link do site oficial do projeto. O questionário visa agrupar informações sobre quem produz, cria, organiza e movimenta a cultura hip-hop nos quatro municípios do Litoral Norte. Cerca de 60 agentes culturais já se inscreveram no projeto e a tendência é que o número aumente nas ultimas de incrições. Encontro regional O projeto será concluído no dia 14 de novembro (sábado com um encontro regional, na Praça do Caiçara, ao lado do Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba. O evento inicia às 14h e terá apresentações artísticas, muito diálogo, troca de experiências e fortalecimento coletivo entre os participantes do projeto. O projeto é fomentado pelo Conselho Municipal de Política Cultural de Caraguatatuba, pela FUNDACC – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba e pela Prefeitura Municipal de Caraguatatuba. Serviço Mapeamento Vozes do Litoral Inscrições: até 14 de outubro de 2026 Participação: artistas, coletivos, produtores e agentes culturais do Hip-Hop dos quatro municípios do Litoral Norte Formulário @vozesdolitoral no Instagram Encontro RegionalData: 14 de novembro de 2026 Horário: 14h Local: na Praça do Caiçara, ao lado do Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba. Endereço: Praça Dr. Cândido Motta, 72 – Centro

Filzer quebra hiato de sete anos e lança o EP “Projetando Labirintos”

O cantor e compositor Filzer oficializou seu retorno ao mercado fonográfico com o lançamento do EP Projetando Labirintos. O registro chega às plataformas digitais exatamente sete anos após a estreia de Memórias do Subsolo (2019), seu primeiro disco solo, marcando o início de uma nova fase artística. Composto por quatro faixas que já vinham sendo testadas e lapidadas no calor das apresentações ao vivo, o trabalho funciona como o fechamento de um ciclo criativo e abre alas para novos projetos que incluem singles inéditos, parcerias de estúdio e a expansão de sua agenda de circulação. Do Vale do Paraíba ao Litoral Norte: produção e arranjos coletivos A produção musical de Projetando Labirintos foi conduzida em conjunto por Vinícius Oliveira, Marcos Manfredini e pelo próprio Filzer, que também assumiu a direção artística e a concepção visual do projeto gráfico. A captação envolveu uma dinâmica regional entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte paulista: A instrumentação conta com guitarras expressivas de Marcos Manfredini, linhas de baixo precisas de Vinícius Oliveira e a pegada rítmica de Kleber Amorim na bateria. Um dos momentos de destaque instrumental surge na faixa de encerramento, Ritual dos Elefantes, que traz a participação do pianista João Leopoldo acrescentando timbres clássicos de piano, sintetizadores e órgão Hammond.

A Banda dos Corações Partidos completa 20 anos de estrada e aborda feminicídio e luto no EP Borrada

O veterano grupo sergipano A Banda dos Corações Partidos, de Aracaju, assinala duas décadas de carreira com o lançamento do EP Borrada. O projeto, composto por cinco faixas inéditas, já se encontra disponível em todos os tocadores digitais de streaming e estabelece uma virada contundente na trajetória iniciada em 2006. Pela primeira vez na história da banda, a vocalista e atriz Diane Veloso assina a totalidade das letras, dividindo as composições com o prestigiado músico e arranjador sergipano Alex Sant’Anna. A obra abandona o tom melodramático da “dor de cotovelo” clássica para dar lugar à exaustão física do corpo feminino, ao luto e ao combate à violência de gênero sem concessões poéticas atenuantes. O disco reverbera um cenário alarmante: dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que o país registrou 1.571 casos de feminicídio em 2025, média de quatro assassinatos diários e recorde histórico desde a sanção da lei em 2015, sendo 60,9% cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Da seresta à ruptura sonora: spoken word e teatralidade Se em registros prévios, como o EP Desamor (2017) e o álbum Canções de Ódio, Ressentimento e Abandono (2022), a banda flertava com a era de ouro do rádio, as serestas e a estética brega-dramática, Borrada direciona seu foco para uma sonoridade mais sombria, angular e visceral: Contrariando a lógica algorítmica de singles fragmentados, o EP foi concebido como uma obra imersiva de fôlego contínuo, cuja densidade lírica exige escuta atenta do início ao fim. Faixa a faixa e impacto das letras Logo no tema de abertura, os versos confrontam o público com a rotina de desemprego, rotinas exaustivas e a farsa de crimes cometidos supostamente “por amor”, desarmando romantizações tóxicas para expor o isolamento de mulheres que vivenciam agressões silenciadas entre quatro paredes. A colaboração contínua entre Diane Veloso e Alex Sant’Anna resulta em um manifesto sobre a sobrevivência física e emocional da mulher contemporânea no Brasil.

Duo goiano Agnoizze faz turnê por São Paulo após lançar o EP “Mais Rápido Que Seu Carro”

O duo goiano Agnoizze desembarca em São Paulo para uma sequência de cinco apresentações no circuito independente entre os dias 11 e 18 de outubro de 2026. A circulação celebra o lançamento do EP Mais Rápido Que Seu Carro, novo trabalho lançado pelo tradicional selo goiano Monstro Discos. Formado em Goiânia no início de 2023 por Pedro Paulo (baixo e vocais) e Frederico Damasceno (bateria), o duo transforma a formação minimalista de apenas dois instrumentos em uma parede sonora abrasiva. O projeto alia o peso e a distorção do noise rock à urgência do punk, abrindo a turnê no espaço alternativo FFFrontClique para abrir o painel lateral e ver mais informações, na capital paulista. Crítica à escala 6×1 e produção de peso Sucessor do EP de estreia lançado em 2024, Mais Rápido Que Seu Carro reúne quatro faixas autorais gravadas com a urgência das ruas. O projeto tem produção musical assinada por Rodrigo Andrade, baterista da aclamada banda goiana Hellbenders, e mixagem de Vinicius Lunardi. As letras colocam o dedo nas feridas reais da classe trabalhadora urbana: Do Goiânia Noise aos palcos paulistas Apesar da trajetória recente, o Agnoizze conquistou relevância acelerada no Centro-Oeste ao integrar a programação de festivais históricos como o Goiânia Noise Festival e o Festival Bananada, além de dividir noites com ícones do underground como Ratos de Porão, Black Pantera e Rogério Skylab. A perna paulista transita pela capital e pela região do ABC Paulista, conectando o duo a coletivos autogestionados, espaços punks e bandas expoentes do hardcore, rap e punk rock regional, como Casca de Ferida, Jonabug e o rapper Kamau. Agenda completa: Agnoizze em São Paulo

Apocalyptica retorna a São Paulo com a turnê “Plays Metallica Vol. 2” no Carioca Club

O grupo finlandês de violoncelos Apocalyptica se apresenta em São Paulo na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, no Carioca Club. A apresentação faz parte da concorrida turnê mundial do álbum Plays Metallica Vol. 2, sequência direta do projeto que revelou o conjunto ao mundo há quase três décadas. A produção do evento é assinada pelas produtoras Overload e Livin’ Stage, e as entradas já estão à venda online pela plataforma Clube do Ingresso. Do clássico de 1996 às bênçãos de Hetfield, Trujillo e fitas de Cliff Burton O espetáculo baseia-se no disco lançado em 2024, continuação oficial do histórico Plays Metallica by Four Cellos (1996), álbum de estreia gravado quando os integrantes ainda eram estudantes da prestigiada Academia Sibelius, em Helsinque. O que começou como uma brincadeira entre recitais acadêmicos converteu-se em um fenômeno internacional: poucos meses após a estreia, o quarteto já abria concertos para os próprios gigantes de Los Angeles. Em Plays Metallica Vol. 2, a reverência ganhou contornos definitivos de estúdio com a produção do lendário Joe Barresi (reconhecido pelos trabalhos ao lado de Tool, Queens of the Stone Age e Soundgarden), além de participações estelares da própria banda norte-americana: A amizade entre os grupos é notória: em 2011, o Apocalyptica foi uma das atrações convidadas a dividir o palco do histórico The Fillmore, em San Francisco, durante a celebração dos 30 anos de carreira do Metallica. Duas décadas de relação estreita com o público brasileiro Ao longo de mais de 30 anos de estrada, o Apocalyptica expandiu seus horizontes para além dos tributos, consolidando dez discos autorais de estúdio, colaborações com o Rammstein e mais de 6 milhões de cópias comercializadas mundialmente. A relação com o Brasil completou duas décadas em 2025: Serviço: Apocalyptica em São Paulo (Plays Metallica Vol. 2)

Betume canaliza pessimismo político e claustrofobia moderna no EP de estreia “Gulag”

Texturas cinzentas, modulações gélidas e uma resposta sonora à asfixia social do presente: aprofundando o clima denso apresentado em seu single inaugural, o trio gaúcho Betume lançou seu primeiro EP de estúdio, intitulado Gulag. O registro consolida a assinatura estética do grupo ao transformar o desamparo coletivo, a precarização da vida no capitalismo tardio e o avanço da extrema-direita em paisagens sonoras cortantes e reflexivas. Formada em 2025, em Porto Alegre (RS), por Guilherme Silva (guitarra e voz), Vinícius Fantin (baixo) e Rodrigo Corrêa (bateria), a banda apresenta uma sonoridade marcante que funde a estética raivosa e urbana do Oi! à atmosfera soturna e melancólica do post-punk. O resultado é um trabalho coeso, cru e sem concessões, já disponível nos principais tocadores digitais de streaming. Fusão entre a fúria do Oi! e o frio do post-punk Se o cartão de visitas anterior já insinuava um caminho melancólico, Gulag mergulha de vez na escuridão analógica e na agressividade rítmica das ruas. A identidade do registro se apoia em: A metáfora do encarceramento cotidiano O título do EP estabelece um paralelo contundente entre a histórica referência aos campos de trabalhos forçados e a sensação contemporânea de vigilância, cansaço contínuo e punição imposta pela rotina de produção e sobrevivência nas metrópoles. Em Gulag, a Betume documenta o esgotamento psíquico de quem se vê encurralado entre a falta de perspectivas materiais e a escalada de retrocessos sociais, fazendo da urgência e do peso uma trincheira artística.