Duo goiano Agnoizze faz turnê por São Paulo após lançar o EP “Mais Rápido Que Seu Carro”

O duo goiano Agnoizze desembarca em São Paulo para uma sequência de cinco apresentações no circuito independente entre os dias 11 e 18 de outubro de 2026. A circulação celebra o lançamento do EP Mais Rápido Que Seu Carro, novo trabalho lançado pelo tradicional selo goiano Monstro Discos. Formado em Goiânia no início de 2023 por Pedro Paulo (baixo e vocais) e Frederico Damasceno (bateria), o duo transforma a formação minimalista de apenas dois instrumentos em uma parede sonora abrasiva. O projeto alia o peso e a distorção do noise rock à urgência do punk, abrindo a turnê no espaço alternativo FFFrontClique para abrir o painel lateral e ver mais informações, na capital paulista. Crítica à escala 6×1 e produção de peso Sucessor do EP de estreia lançado em 2024, Mais Rápido Que Seu Carro reúne quatro faixas autorais gravadas com a urgência das ruas. O projeto tem produção musical assinada por Rodrigo Andrade, baterista da aclamada banda goiana Hellbenders, e mixagem de Vinicius Lunardi. As letras colocam o dedo nas feridas reais da classe trabalhadora urbana: Do Goiânia Noise aos palcos paulistas Apesar da trajetória recente, o Agnoizze conquistou relevância acelerada no Centro-Oeste ao integrar a programação de festivais históricos como o Goiânia Noise Festival e o Festival Bananada, além de dividir noites com ícones do underground como Ratos de Porão, Black Pantera e Rogério Skylab. A perna paulista transita pela capital e pela região do ABC Paulista, conectando o duo a coletivos autogestionados, espaços punks e bandas expoentes do hardcore, rap e punk rock regional, como Casca de Ferida, Jonabug e o rapper Kamau. Agenda completa: Agnoizze em São Paulo
Apocalyptica retorna a São Paulo com a turnê “Plays Metallica Vol. 2” no Carioca Club

O grupo finlandês de violoncelos Apocalyptica se apresenta em São Paulo na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, no Carioca Club. A apresentação faz parte da concorrida turnê mundial do álbum Plays Metallica Vol. 2, sequência direta do projeto que revelou o conjunto ao mundo há quase três décadas. A produção do evento é assinada pelas produtoras Overload e Livin’ Stage, e as entradas já estão à venda online pela plataforma Clube do Ingresso. Do clássico de 1996 às bênçãos de Hetfield, Trujillo e fitas de Cliff Burton O espetáculo baseia-se no disco lançado em 2024, continuação oficial do histórico Plays Metallica by Four Cellos (1996), álbum de estreia gravado quando os integrantes ainda eram estudantes da prestigiada Academia Sibelius, em Helsinque. O que começou como uma brincadeira entre recitais acadêmicos converteu-se em um fenômeno internacional: poucos meses após a estreia, o quarteto já abria concertos para os próprios gigantes de Los Angeles. Em Plays Metallica Vol. 2, a reverência ganhou contornos definitivos de estúdio com a produção do lendário Joe Barresi (reconhecido pelos trabalhos ao lado de Tool, Queens of the Stone Age e Soundgarden), além de participações estelares da própria banda norte-americana: A amizade entre os grupos é notória: em 2011, o Apocalyptica foi uma das atrações convidadas a dividir o palco do histórico The Fillmore, em San Francisco, durante a celebração dos 30 anos de carreira do Metallica. Duas décadas de relação estreita com o público brasileiro Ao longo de mais de 30 anos de estrada, o Apocalyptica expandiu seus horizontes para além dos tributos, consolidando dez discos autorais de estúdio, colaborações com o Rammstein e mais de 6 milhões de cópias comercializadas mundialmente. A relação com o Brasil completou duas décadas em 2025: Serviço: Apocalyptica em São Paulo (Plays Metallica Vol. 2)
Betume canaliza pessimismo político e claustrofobia moderna no EP de estreia “Gulag”

Texturas cinzentas, modulações gélidas e uma resposta sonora à asfixia social do presente: aprofundando o clima denso apresentado em seu single inaugural, o trio gaúcho Betume lançou seu primeiro EP de estúdio, intitulado Gulag. O registro consolida a assinatura estética do grupo ao transformar o desamparo coletivo, a precarização da vida no capitalismo tardio e o avanço da extrema-direita em paisagens sonoras cortantes e reflexivas. Formada em 2025, em Porto Alegre (RS), por Guilherme Silva (guitarra e voz), Vinícius Fantin (baixo) e Rodrigo Corrêa (bateria), a banda apresenta uma sonoridade marcante que funde a estética raivosa e urbana do Oi! à atmosfera soturna e melancólica do post-punk. O resultado é um trabalho coeso, cru e sem concessões, já disponível nos principais tocadores digitais de streaming. Fusão entre a fúria do Oi! e o frio do post-punk Se o cartão de visitas anterior já insinuava um caminho melancólico, Gulag mergulha de vez na escuridão analógica e na agressividade rítmica das ruas. A identidade do registro se apoia em: A metáfora do encarceramento cotidiano O título do EP estabelece um paralelo contundente entre a histórica referência aos campos de trabalhos forçados e a sensação contemporânea de vigilância, cansaço contínuo e punição imposta pela rotina de produção e sobrevivência nas metrópoles. Em Gulag, a Betume documenta o esgotamento psíquico de quem se vê encurralado entre a falta de perspectivas materiais e a escalada de retrocessos sociais, fazendo da urgência e do peso uma trincheira artística.