Entrevista | Thera – “Há muito mais confiança e segurança pessoal de que sei o que estou fazendo”

Aos 19 anos e recém-formada no ensino médio, a cantora e compositora tcheca Thera vive a transição mais decisiva de sua carreira. Revelada na internet ainda no início da adolescência diretamente de seu quarto em Praga, a artista agora consolida passos mais ambiciosos no cenário pop internacional com o lançamento de Heartless Romance, faixa que dita o tom estético e temático de uma fase mais confiante e provocativa. Produzida em parceria com nomes tarimbados do pop global como Jake Erickson e Toru, a nova faixa de Thera combina batidas encorpadas com influências de hip-hop e uma atmosfera dançante, servindo de cartão de visitas para o segundo álbum de estúdio da artista. Em conversa exclusiva com o Blog n’ Roll, Thera conta que teve certeza imediata da escolha assim que deixou a sala de gravação, guiada por uma intuição forte e pelo desejo de transformar sentimentos conflitantes em música de pista. Na entrevista, a artista reflete com franqueza sobre a dinâmica por trás da letra, que aborda a vulnerabilidade de relações modernas presas entre a amizade e o compromisso real. Sem filtros, Thera explica como tem usado a composição como diário aberto para falar de experiências reais, conectando-se diretamente a uma geração de ouvintes que cresce junto com ela. Além dos bastidores criativos e do desafio inusitado de batizar o novo disco, que já conta com 11 das 13 faixas finalizadas, Thera relembra a trajetória improvável de furar a bolha da cena musical de seu país cantando em inglês. A nova fase também marca sua estreia com coreografias e performances de dança, ampliando o repertório visual e de palco. Confira entrevista abaixo. Heartless Romance marca o início de um capítulo totalmente novo na sua carreira. O que te deu a certeza imediata de que essa faixa precisava ser o cartão de visitas dessa nova era, Thera? Essa é uma das melhores perguntas, porque eu sei que já disse várias vezes que, quando saí do estúdio, sabia que Heartless Romance seria a primeira. Foi uma intuição muito forte. Ao longo dos anos, aprendi a confiar nisso, porque componho todas as minhas músicas e elas vêm genuinamente do coração. Foi simplesmente algo que senti que era o certo; eu conseguia visualizar os elementos de dança, conseguia imaginar tudo. Então pensei: “Essa parece ser a primeira prévia de tudo o que está por vir”, porque escrevemos Heartless Romance enquanto estávamos compondo o álbum inteiro. Estava convicta: “É essa, e ninguém vai me fazer mudar de ideia”. Eu estava determinada de que era essa e que iríamos com ela. A faixa carrega uma atmosfera mais sombria, temas marcantes e batidas pesadas com influência de hip-hop. Como você descreveria a evolução do seu som desde os seus trabalhos de estreia até onde você está agora? Acho que diria simplesmente que está mais maduro e confiante. Escrevi algumas das minhas primeiras músicas quando tinha 12 ou 13 anos. Aquela garota não sabia que iria lançar músicas e compartilhá-las com o mundo todo. Então acho que agora não sou necessariamente mais cautelosa, mas simplesmente tenho mais noção do que estou fazendo. Eu componho muito, e boa parte não é lançada, porque meu processo atual é: escrevo bastante e depois vejo o que realmente quero lançar. Mas acredito que com todas as faixas que estão por vir, não só Heartless, mas todas as próximas, há muito mais confiança e segurança pessoal de que sei o que estou fazendo. Provavelmente não sei tudo, mas estou bem mais segura disso agora. Thera, na letra você mergulha naquela zona cinzenta de ser mais do que amigos, mas menos do que namorados. Essa dinâmica emocional veio de uma experiência pessoal ou de observar como os relacionamentos modernos funcionam? Veio de uma experiência pessoal. Quase todas as minhas músicas nascem de coisas pelas quais passei ou estou passando. Eu realmente queria muito escrever Heartless. É sobre uma situação pessoal que, de certa forma, ainda estou vivenciando. Mas realmente não queria que a música soasse pesada ou negativa, e é por isso que ela é mais dançante e pop. Justamente porque acho que, por mais complicada que a situação possa ser, também acaba sendo meio divertida. Então pensei: “Quer saber? Vamos escrever uma música chamada Heartless Romance“, e fomos em frente. Há uma vulnerabilidade crua em cantar sobre alguém que te deseja muito, mas hesita em se comprometer de verdade. Como é transformar sentimentos tão conflitantes, atração e frustração, em uma faixa pop tão dançante e contagiante? Sinceramente, eu adoro. Acho que a parte mais divertida para mim ao compor é, claro, ter uma história para contar, mas principalmente ver a faixa ganhar vida por si só. Sinto que a música retrata muito bem os altos e baixos e o que passa pela sua cabeça quando você está vivendo essa situação. É sempre muito legal ver de onde eu talvez comece com a música e onde conseguimos chegar com ela. Acho que ela traduz essa situação perfeitamente, então estou muito feliz com o resultado. Para essa faixa você colaborou com Jake Erickson, que tem um histórico impressionante no pop internacional. Como foi a química de vocês no estúdio e o que ele trouxe para o projeto que expandiu a sua visão artística? No primeiro dia com o Jake, fiquei muito, muito intimidada, porque a reputação dele o precede e ele trabalhou em faixas inacreditáveis. Então, só de estar na mesma sala com ele e dizer “beleza, vamos criar uma música juntos pela primeira vez” já foi incrível. Na verdade, fizemos nossa primeira faixa em novembro passado, então faz quase um ano. Mas, desde então, adorei trabalhar com ele. O Jake me desafia muito como artista, especialmente na parte vocal, até de maneiras que eu mesma não percebia. Ele vive me pedindo harmonias mais agudas e coisas do tipo, e eu sempre digo: “Não vai sair mais nada, não consigo ir mais alto!”. Mas no fim sempre sai. É maravilhoso ter alguém que sabe como te incentivar e como fazer você evoluir, gravando melhor mesmo
Fuzz Fest reúne gerações do HC e punk em Santos com Garage Fuzz, Zander, The Bombers e Seaport

A banda santista Garage Fuzz confirmou a edição de 2026 do tradicional Fuzz Fest. Conhecido como a grande “festa da firma” do hardcore, o evento acontece no dia 18 de dezembro de 2026 (sexta-feira), a partir das 20h, no Rusbé. O cartaz desta edição coloca no mesmo palco duas instituições históricas do circuito independente nacional, o peso veterano da capital fluminense e a força da novíssima safra do rock santista. O line-up oficial reúne o anfitrião Garage Fuzz, os cariocas do Zander, os conterrâneos do The Bombers e a estreia da banda Seaport no festival. Os ingressos do lote promocional já foram liberados e podem ser garantidos através da plataforma Sympla. Garage Fuzz e The Bombers celebram mais de três décadas de estrada O Fuzz Fest promove um reencontro emblemático para a história do hardcore caiçara. Tanto o Garage Fuzz quanto o The Bombers surgiram na efervescente primeira metade dos anos 1990 em Santos, ajudando a colocar a cidade na rota definitiva da música alternativa do continente. O Garage Fuzz chega após a repercussão de seus lançamentos mais recentes de estúdio e a recepção fervorosa de trabalhos como o elogiado EP Powerplant, reafirmando por que segue como um dos pilares mais respeitados e influentes da cena autoral brasileira. Já o The Bombers, que celebrou recentemente três décadas de atividades ininterruptas dedicadas ao punk rock, vem embalado por um dos momentos mais marcantes de sua trajetória: a conclusão de sua primeira turnê internacional. A circulação histórica passou por palcos da Argentina e do Uruguai, além de rodar com datas consagradas pela Região Sul do Brasil, cruzando cidades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul antes do desembarque apoteótico em casa. Zander em solo caiçara e o peso de “Em Carne Viva” Outro grande destaque do line-up é o Zander. Liderado por Gabriel Zander, o quarteto carioca construiu uma sólida relação de amizade e cumplicidade com os palcos santistas e traz na bagagem a potência de suas composições confessionais e viscerais. O público santista poderá conferir de perto as faixas do catálogo recente do grupo, que teve como marco de inéditas o contundente álbum Em Carne Viva, trabalho aclamado pela crítica que traduziu cicatrizes, desabafos e a densidade instrumental característica do post-hardcore nacional, além de hinos consagrados que marcaram a formação de uma legião de fãs pelo país. Seaport representa a nova geração do underground Completando o quarteto de atrações e debutando no Fuzz Fest, a banda santista Seaport chega representando o frescor e a maturidade da nova geração. Formada em Santos, a banda transita com personalidade por post-punk, art punk, indie e shoegaze. O grupo construiu uma discografia sólida em curto intervalo, com três álbuns, incluindo o mais recente, Folded in Four (2026), lançado pelo selo Baratos Afins. Serviço | Fuzz Fest 2026 em Santos
Fresno confirma retorno a Santos em março de 2027 com a turnê “Carta de Adeus” no Arena Club

A banda Fresno volta à Baixada Santista no dia 13 de março de 2027 (sábado) para uma apresentação especial no palco do Arena Club, na Vila Mathias, em Santos. O show integra a rota oficial da aguardada turnê Carta de Adeus, espetáculo que sucede o fenômeno nacional da excursão Eu Nunca Fui Embora (2024), marcada por teatros e arenas com ingressos esgotados pelo país. As vendas de ingressos antecipados para o reencontro no litoral paulista já foram abertas através da plataforma Articket no site articket.com.br. “Carta de Adeus”: a celebração do processo orgânico e da criação humana Com 27 anos de história ininterrupta na vanguarda do rock nacional, o trio formado por Lucas Silveira (guitarra e vocal), Gustavo “Vavo” Mantovani (guitarra) e Thiago Guerra (bateria) concebeu Carta de Adeus como um manifesto à sensibilidade orgânica. Em uma época em que algoritmos e inteligências artificiais geram produtos instantâneos em poucos cliques, a banda se propôs a navegar pelo caminho mais desafiador: a arte feita a várias mãos, com falhas, vivências, acidentes de percurso e afetos reais. O vocalista Lucas Silveira aprofunda o conceito que conduz as apresentações desta nova fase. “O conceito que estamos abordando nesta nova fase da banda é nos fazendo a seguinte pergunta: a quantas mãos podemos fazer um projeto artístico e musical? Com a tecnologia, hoje em dia, isso pode ser feito inclusive a nenhuma mão. O que nos levou a sermos quem somos, além da nossa amizade, é a união de pessoas criativas ao nosso redor que, juntamente da banda, conseguem contribuir com nossas criações. Queremos humanizar e dar voz também a essas pessoas”, pontua Lucas. Repertório do novo disco no palco do Arena Club Em Santos, o espetáculo foi estruturado para ser imersivo, intenso e apoiado em uma narrativa visual exclusiva. Além de apresentar as canções de Carta de Adeus, a apresentação resgatará os clássicos indispensáveis de obras como Redenção, Revanche, Infinito e Sua Alegria Foi Cancelada. Serviço Completo | Fresno: Turnê “Carta de Adeus” em Santos
Gang of Four retorna ao Brasil em março de 2027 com shows em São Paulo e Curitiba

O Gang of Four, um dos nomes fundamentais do pós-punk britânico, anunciou dois shows no Brasil em março de 2027. A banda se apresenta no Cine Joia, em São Paulo, no dia 13, e no Cine Lido, em Curitiba, no dia 14. As apresentações, realizadas pela Maraty e Powerline Music & Books, abrem uma turnê sul-americana que também passará por Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile. A confirmação acontece pouco mais de um ano depois de o grupo anunciar a turnê de despedida “The Long Goodbye”, realizada em 2025. Na ocasião, os fundadores Jon King e Hugo Burnham indicaram que aquela seria a última grande excursão da banda. Posteriormente, King esclareceu que a despedida dizia respeito às turnês extensas, e não ao encerramento definitivo das atividades do Gang of Four. A formação que desembarca no Brasil reúne Jon King nos vocais e Hugo Burnham na bateria, acompanhados por Gail Greenwood, conhecida pelos trabalhos com Belly e L7, no baixo, e Ted Leo, do Ted Leo & The Pharmacists, na guitarra. Em abril de 2026, o quarteto lançou “NO KINGS HERE!”, primeira música inédita dessa configuração, produzida por Nick Launay. Formado em Leeds, na Inglaterra, em 1976, o Gang of Four ajudou a estabelecer as bases do pós-punk ao combinar a urgência do punk rock com elementos de funk e dub. Seu álbum de estreia, “Entertainment!” (1979), tornou-se uma das principais referências do gênero e aparece na lista dos 500 maiores discos de todos os tempos da Rolling Stone. O trabalho abriu caminho para lançamentos como “Solid Gold” (1981) e “Songs of the Free” (1982). A influência do grupo atravessou gerações e chegou a artistas como R.E.M., Red Hot Chili Peppers, Nirvana e Rage Against the Machine. No Brasil, a banda também deixou marcas importantes: Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana, já reconheceu a influência do guitarrista Andy Gill na construção de “Ainda é Cedo”. Gill, que morreu em 2020, chegou a participar de um tributo aos 30 anos da Legião Urbana, realizado em São Paulo em 2012. Durante a turnê de 2025, o Gang of Four apresentou “Entertainment!” na íntegra, seguido por um segundo bloco de músicas de diferentes fases da carreira. O retorno ao Brasil oferece uma nova oportunidade de acompanhar o repertório de uma banda cuja mistura de guitarras angulares, ritmos dançantes e letras de crítica social permanece influente quase cinco décadas depois de sua formação. Serviço – Gang of Four no Brasil São Paulo Curitiba
Lollapalooza Brasil 2027 detalha programação diária e inicia venda do Lolla Day com mais de 70 atrações

A organização do Lollapalooza Brasil 2027 divulgou a divisão completa de suas atrações por dia. O evento acontece nos dias 19, 20 e 21 de março de 2027, no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo. Com o anúncio da escala diária, foram abertas oficialmente as vendas do Lolla Day, modalidade que garante acesso a uma data individual do festival. As entradas estão disponíveis no site da Ticketmaster Brasil (com incidência de taxa de conveniência de 20%) e na bilheteria física oficial no Shopping Ibirapuera, isenta de taxas de serviço. O Lolla Pass, válido para os três dias de programação, segue disponível para compra. Programação detalhada por dia Sexta-feira, 19 de março de 2027 O dia inaugural coloca em primeiro plano a força do rap global, o peso de pistas eletrônicas consagradas e a inventividade do underground nacional: Sábado, 20 de março de 2027 A segunda data celebra o diálogo entre o rock de grandes arenas, projetos solos históricos e novas assinaturas das pistas brasileiras: Domingo, 21 de março de 2027 O fechamento do festival une a vanguarda do pop mundial, o pós-punk contemporâneo e encontros emblemáticos da música popular brasileira: Modalidades de ingressos, condições Bradesco e setores Os ingressos do Lolla Day contemplam os setores Lolla Pista, Lolla Comfort by Bradesco (área com vista privilegiada, áreas de descanso, banheiros e bares dedicados) e Lolla Lounge by Vivo (área premium com serviço de open food, open bar e transporte exclusivo): Serviço | Lollapalooza Brasil 2027
Tosco transforma a hiperconexão em fúria em Conectados Até o Nosso Fim

Questionando a vigilância voluntária, o rastro digital e a superexposição nas redes sociais por meio de riffs cortantes e velocidade sem concessões, a banda santista Tosco lançou nas plataformas de streaming o single Conectados Até o Nosso Fim. A faixa dá título e antecipa os caminhos de seu quarto álbum de estúdio, com lançamento marcado para 30 de outubro de 2026. O lançamento chegou acompanhado de um lyric video internacional veiculado pelo prestigiado canal Hardcore Worldwide, além de trazer no lado B uma homenagem direta às raízes do grupo: uma versão avassaladora de A Lesson in Violence, clássico seminal do Exodus. A faixa pode ser ouvida no Spotify através do link e o lyric video já está disponível no YouTube (confira abaixo). A servidão voluntária aos algoritmos e à inteligência artificial Com quase uma década de estrada, três álbuns cheios, EP e disco ao vivo, o quarteto de Santos finca o pé no thrashcore cantado em português para destrinchar um dos maiores paradoxos contemporâneos: o aprisionamento digital promovido pelo avanço das redes e da inteligência artificial. Para o vocalista e letrista Osvaldo Fernandez, o debate parte de um monitoramento que não precisa mais de coerção externa: “Hoje, a gente não precisa mais ser perseguido para ser monitorado: fazemos isso sozinhos e ainda entregamos tudo de bandeja. Estamos conectados o tempo inteiro, e talvez nem a morte seja capaz de nos desconectar”, provoca o vocalista. Musicalmente, a identidade do Tosco funde o peso arrastado e cru do Black Sabbath à palhetada veloz da Bay Area californiana (Slayer, Testament, Exodus), amarrada com a urgência e a contestação política do hardcore punk. A versão de A Lesson in Violence reforça essa escola oitentista que forjou a bagagem dos integrantes. “O Exodus e todas as bandas de Thrash Metal daquela época fazem parte da nossa formação desde moleques. ‘A Lesson in Violence’ é uma forma de deixar isso explícito: nossas influências não estão apenas nas referências, estão no nosso DNA”, pontua o guitarrista e compositor Ricardo Lima. Quarto álbum chega em 30 de outubro com arte de Jean Michel Agendado para o fim do mês, o álbum Conectados Até o (Nosso) Fim promete ser o capítulo mais virulento e agressivo da discografia da banda. As letras exploram temáticas urgentes como cultura do cancelamento, polarização política, fraudes digitais, relações utilitaristas e a corrosão do tecido social no ambiente hiperconectado. A parte técnica e visual do disco reúne nomes consagrados da cena mundial:
Abissal navega pela memória e pelas texturas do post-rock em “Flashes”, faixa-título de novo EP

A Abissal, de Jundiaí (SP), lançou nas plataformas digitais o single Flashes. Faixa-título de seu novo EP de estúdio, a música chega pelo selo Casalago Records e consolida a transição estética do grupo rumo a sonoridades mais imersivas e melódicas. O lançamento funciona como o ápice de um arco narrativo inaugurado em junho com o single Ametista, deslocando a busca espiritual presente no EP anterior (Sutra, lançado em março) para o território afetivo e fragmentado das lembranças humanas. A canção já pode ser ouvida nas principais plataformas de streaming pelo link found.ee/Flashes. Do grunge noventista às ambiências de In Rainbows e Terno Rei Formada por Murilo Ferragut (voz e guitarra), Bruno Cavalcanti (baixo), Dan (guitarra) e Uncas (bateria), a Abissal construiu sua base inicial inspirada na crueza do rock alternativo e no grunge da década de 1990. Nos lançamentos recentes, o quarteto expandiu seu vocabulário instrumental ao dialogar diretamente com o post-rock contemplativo e o indie contemporâneo. Com produção assinada por Gui Godoy, diretor musical e fundador da Casalago Records, Flashes equilibra o dinamismo entre peso e silêncio. As referências circulam entre a profundidade harmônica da fase In Rainbows do Radiohead e as melodias abertas e cotidianas do Terno Rei. “Flashes é uma música sobre o tempo, a memória e a percepção de como certos momentos passam como vislumbres rápidos pela nossa vida. Na produção, buscamos trazer camadas de guitarras e arranjos que traduzissem essa sensação etérea de olhar para trás e ver o que permanece”, contextualiza a banda. A transição de “Sutra” ao universo de “Flashes” O novo projeto aprofunda a maturidade alcançada em Sutra (março de 2026), trabalho de cinco faixas marcado por reflexões sobre catarse e autoconhecimento (Sutra, Ouroboros, Meu Templo, O Caminho e Miracéu). No novo EP, as faixas exploram a não-linearidade do passado: Ensaios subaquáticos e identidade visual O conceito sonoro se conecta à identidade visual do projeto através da água. Para ilustrar as capas do EP e dos singles, a banda realizou ensaios fotográficos subaquáticos autorais, com os próprios integrantes retratados submersos. A concepção gráfica faz um trocadilho direto com o nome do grupo e o mistério das fossas abissais oceânicas, adotando a água como filtro metafórico onde memórias emergem, diluem-se e são finalmente depuradas.
Jovem Dionísio apresenta show imersivo do álbum “Migalhas” no Cine Joia em São Paulo

A banda curitibana Jovem Dionísio chega à capital paulista no dia 24 de outubro de 2026 (sábado) para uma apresentação especial no Cine Joia, na Liberdade. O show marca uma nova etapa da turnê nacional do álbum Migalhas, lançado em abril deste ano. Famoso nacionalmente por hits solares e virais como Acorda Pedrinho, Tô Bem e Ponto de Exclamação, o quinteto propõe nesta nova fase uma experiência cênica e sonora mais intimista, densa e sóbria. Como Migalhas foi gravado inteiramente ao vivo, o concerto recria no palco a cumplicidade e a ambientação de uma sessão de estúdio entre os músicos e a plateia. Os ingressos já estão à venda na plataforma Shotgun pelo link. Atmosfera intimista e turnê de ônibus pelo país A passagem por São Paulo integra a circulação nacional que o grupo vem realizando a bordo de seu próprio ônibus de turnê, levando o repertório de Migalhas por diversos palcos brasileiros. O formato histórico e a acústica envolvente do Cine Joia foram escolhidos a dedo para amplificar essa proximidade física e estética com o público paulistano. No palco, a formação completa reúne: Da explosão viral aos palcos mundiais Surgida em Curitiba com uma assinatura que transita com naturalidade entre indie rock, pop alternativo, bedroom pop e toques de hip-hop, a Jovem Dionísio consolidou-se como um dos raros projetos da novíssima música brasileira a furar a bolha da internet e conquistar apelo de massas. O grupo acumula no currículo passagens aclamadas pelos maiores festivais do planeta, incluindo o Rock in Rio (com edições no Brasil e em Lisboa, Portugal), Primavera Sound São Paulo e Lollapalooza Brasil. Serviço | Jovem Dionísio: Turnê “Migalhas” no Cine Joia
Capital Inicial lança minissérie documental nas redes sociais e prepara grande anúncio

O Capital Inicial iniciou a exibição de uma minissérie documental em suas redes sociais oficiais (Instagram e YouTube). Composta por quatro episódios, a produção resgata marcos fundamentais da trajetória do quarteto de Brasília enquanto conduz o público para o desfecho de uma misteriosa contagem regressiva. O mistério teve início durante a passagem apoteótica da banda pelo Rock in Rio, onde o grupo foi uma das principais atrações como headliner do Palco Sunset. Ao final do espetáculo, os telões do festival exibiram um QR Code que direcionava para a página especial, dando a largada para uma contagem de 66 dias com a promessa de apresentar o acontecimento mais marcante de toda a sua história artística. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Capital Inicial (@capitalinicial) Dos “Garotos de Brasília” ao clímax em novembro A série audiovisual funciona como uma ponte entre as raízes do pós-punk oitentista da capital federal e os próximos passos da banda. O primeiro capítulo já está disponível e revisita a gênese do grupo, sob o título de “Garotos de Brasília”. O cronograma completo dos lançamentos digitais segue as seguintes datas: O vocalista Dinho Ouro Preto destacou o clima de superação e suspense que cerca esse momento do quarteto: “Quando a gente pensa que em mais de 40 anos de carreira não tem como superar as expectativas, a gente sempre acha uma maneira de se superar. E acho que os fãs vão vibrar com a gente no dia do anúncio”, adianta Dinho. Turnê “Música Urbana” e momento histórico A contagem regressiva acontece em paralelo ao sucesso da turnê Música Urbana, espetáculo que já ultrapassa a marca de 40 apresentações pelo país, lotando arenas, casas de espetáculo e os principais festivais de música do Brasil. O anúncio oficial, marcado para 9 de novembro, encerra semanas de especulação entre fãs e imprensa sobre novos passos discográficos, grandes projetos audiovisuais ou turnês comemorativas de grande porte.