Ricardo Confessori lança primeiro álbum solo com participações de Dan Vasc, Bruno Sutter e Mizuho Lin

O baterista Ricardo Confessori, conhecido por suas passagens por Angra, Shaman e Korzus, lançou nesta sexta-feira (31) seu primeiro álbum solo, Realm Breaker. Com 12 faixas gravadas entre 2023 e 2026, o disco reúne participações de Dan Vasc, Bruno Sutter, Mizuho Lin, Guilherme Hirose, Carlos Zema, Daniel Pinho e Fabio Caldeira. O lançamento também é acompanhado pelo videoclipe de “Ösel Solis”, disponibilizado no canal oficial do músico no YouTube. O projeto apresenta uma mistura de heavy metal, metal progressivo, elementos sinfônicos e música eletrônica. Além de explorar diferentes vertentes do gênero, Confessori desenvolveu um conceito inspirado na ficção científica, utilizando as composições para construir uma narrativa sobre tecnologia, inteligência artificial e as consequências de seu uso descontrolado. Na história, Realm Breaker é um cientista que desenvolve uma arma para combater ameaças em um futuro dominado pela inteligência artificial. Entretanto, ele perde o controle sobre a própria criação e acaba tendo parte do corpo consumida pela tecnologia, transformando-se em um ser parcialmente androide. Entre os destaques está “Ösel Solis”, composição instrumental de Thiago Larenttes que combina riffs inspirados no djent, solos de guitarra e uma passagem final conduzida pelo saxofone. A gravação conta com Confessori na bateria e Larenttes responsável pela guitarra solo, baixo, saxofone e orquestrações. O músico também assina a direção do videoclipe, além da produção musical, mixagem e masterização. O álbum apresenta diferentes vocalistas convidados. Dan Vasc participa de “Where The Eagles Fly”, lançada originalmente em 2023, enquanto Mizuho Lin assume os vocais de “Black Mirror” e “The Shredder”. Bruno Sutter interpreta “The Dark Passenger”, Fabio Caldeira canta a faixa-título e Guilherme Hirose participa de “Into Dark Matter”. A lista de convidados inclui ainda Daniel Pinho, responsável pelos vocais de “Magic Sprouts of Hope”, e Carlos Zema, que interpreta “No Prize to Perfection”. Já as composições instrumentais “Parmi Les Ruines Naissent L’Espoir et Le Trésor”, “Immortalis” e “Ausklang”, também concebidas por Thiago Larenttes, ajudam a conectar diferentes momentos da narrativa do disco. Além de tocar bateria e teclados, Ricardo Confessori assina a maior parte das composições e letras e responde pela produção de Realm Breaker. Thiago Larenttes teve participação central nas gravações, contribuindo com guitarras, baixo, piano, sintetizadores, programação eletrônica e arranjos orquestrais. O trabalho também conta com Affonso Junior nas guitarras e João Henrique “Rasta” nos solos de teclado das músicas “Magic Sprouts of Hope” e “The Dark Passenger”. Com Realm Breaker, Confessori apresenta seu primeiro trabalho autoral como artista solo, reunindo músicos de diferentes vertentes do metal em um álbum conceitual que combina peso, técnica e experimentação.
Supla mistura bossa nova, música clássica e rock em novo single “English Birds”

Supla lançou nesta sexta-feira (30) o single “English Birds”, primeira amostra de seu próximo álbum com a banda Os Punks de Boutique. A música combina rock and roll, bossa nova e arranjos orquestrais, inspirados pela recente colaboração do cantor com o maestro João Carlos Martins. O novo trabalho ainda não tem previsão de lançamento. A ideia para a sonoridade surgiu após o concerto From Bach to Supla, realizado em setembro de 2026, na Sala São Paulo. A apresentação reuniu o cantor, João Carlos Martins e a Bachiana Filarmônica SESI-SP, com ingressos esgotados. A experiência levou Supla a explorar elementos da música clássica em suas novas composições, ampliando as possibilidades de sua parceria com Os Punks de Boutique. Além das influências musicais, “English Birds” é uma homenagem às musas dos anos 1960 que marcaram a vida de grandes ídolos do rock. “Essa canção foi inspirada pelas musas dos anos 60 das quais foram grandes amores dos meus ídolos do rock que são sagrados aos meus olhos”, explica o cantor. A composição também aborda temas como autenticidade e liberdade criativa. Segundo Supla, a letra reforça a importância de seguir os próprios instintos sem se prender a convenções. “Uma das partes da letra diz: Tudo é possível quando você não é forçado e faz as coisas de forma genuína!”, comenta. Musicalmente, a faixa apresenta uma estrutura que transita entre diferentes estilos. “Começa meio bossa com uma instrumentação clássica de orquestra, logo em seguida tudo é possível e ela embala num rock and roll pra frente!”, descreve Supla. O single também ganhou um videoclipe dirigido pelo próprio cantor em parceria com Peter Steenolsen, com roteiro de Gabriela Greeb. A produção acompanha o lançamento da música e marca o início da divulgação do próximo trabalho de estúdio de Supla e Os Punks de Boutique. “English Birds” já está disponível nas plataformas digitais e representa mais uma experiência musical de Supla, que segue explorando diferentes influências sem abandonar suas raízes no punk rock e no rock and roll.
Hero Dishonest, banda de hardcore punk da Finlândia, anuncia oito shows no Brasil em 2027

A banda finlandesa Hero Dishonest fará sua primeira turnê pelo Brasil entre os dias 29 de janeiro e 7 de fevereiro de 2027. Com 25 anos de trajetória e nove álbuns de estúdio, o grupo de hardcore punk de Helsinque realizará oito apresentações, passando por Santo André, Sorocaba, São Paulo, Limeira, Natal, Fortaleza e Belém, além de um show secreto. A turnê é organizada pela Xaninho Discos em parceria com a Läjä Records. Formado em 1999, o Hero Dishonest construiu sua trajetória no cenário independente europeu com uma sonoridade influenciada pelo hardcore norte-americano do início dos anos 1980, especialmente por bandas como Black Flag. O grupo aposta em composições curtas, rápidas e agressivas, resumidas pelo próprio quarteto no lema “quatro acordes, 40 segundos”. A relação do Hero Dishonest com o hardcore brasileiro começou há mais de duas décadas. Em 2004, a banda lançou um split com o Mukeka di Rato, grupo de Vila Velha, no Espírito Santo. O disco reuniu Burzum Marley, dos brasileiros, e I And I Walked The Line, dos finlandeses, com lançamento pela Läjä Records, selo independente capixaba fundado em 1998. Ao longo da carreira, o Hero Dishonest lançou nove discos de estúdio, além de EPs e trabalhos compartilhados com outras bandas. Sua discografia foi construída em parceria com o selo independente If Society, mantido pelo guitarrista do grupo. A banda também realizou turnês pela Europa, Estados Unidos e Rússia, além de participar de festivais como Ilosaarirock, Sideways e Swampfest. Em 2005, durante sua participação no Ilosaarirock, um dos principais festivais de rock da Finlândia, o Hero Dishonest chegou a ser apresentado pela organização como um dos tesouros nacionais do punk finlandês. O reconhecimento acompanhou a trajetória do grupo, que manteve sua identidade ligada ao hardcore independente e às letras de conteúdo político. O trabalho mais recente é Flat Society, lançado em 2024, ano em que a banda completou 25 anos de atividades. O álbum marcou uma mudança na discografia do Hero Dishonest ao apresentar, pela primeira vez, músicas cantadas tanto em finlandês quanto em inglês. As letras abordam questões como o combate ao nazismo e à homofobia, a crise climática e a guerra da Rússia na Crimeia. O disco também inclui uma versão de “Brick Wall”, do Big Boys, banda norte-americana que ajudou a construir a identidade do hardcore nos anos 1980. Flat Society recebeu avaliações positivas da imprensa especializada. A revista norte-americana Maximum Rocknroll destacou o trabalho entre os lançamentos recentes de hardcore, enquanto o site finlandês Noise.fi atribuiu nota máxima ao álbum. Confira as datas da turnê do Hero Dishonest no Brasil em 2027 A primeira passagem do Hero Dishonest pelo Brasil será realizada pela Xaninho Discos e Läjä Records, responsável pelo lançamento do split com o Mukeka di Rato em 2004.
Scatolove celebra dez anos de união com Estanho, álbum mais pesado da carreira

A Scatolove, formada por Léo Ramos, vocalista e guitarrista da Supercombo, e Isa Salles, vocalista da Teima, lançou Estanho, seu segundo álbum de estúdio. Disponível nas plataformas digitais pela Deck, o trabalho sucede Lei de Muffin (2018) e celebra os dez anos de relacionamento e parceria musical do casal. O título faz referência às bodas de estanho, tradicionalmente comemoradas após uma década de união. O novo disco representa uma mudança significativa na sonoridade da dupla. Conhecida pela mistura de indie rock e pop, a Scatolove incorpora elementos de metalcore, guitarras de sete cordas, pedal duplo e vocais gritados. O resultado é o trabalho mais pesado da trajetória do projeto, sem abandonar os refrões melódicos e as características que marcaram seus lançamentos anteriores. “Nesse álbum a gente deixou o nosso lado mais metalcore aflorar. Mesmo a gente se intitulando um duo de pop rock, dessa vez as coisas ‘saíram de controle’ e tá bem mais pesado, com temas bem densos”, explica Isa Salles. Inicialmente, a banda planejava dar continuidade ao EP Cavalice no País das Maravilhas – Episódio 1. Entretanto, durante o processo de composição, as novas músicas começaram a se distanciar do conceito original. A ideia de lançar uma segunda parte foi abandonada, dando lugar a um álbum independente, com identidade própria e uma abordagem musical mais agressiva. Entre os destaques está “Só Voar”, escolhida por Léo e Isa como a faixa preferida do disco. A composição combina guitarras pesadas com uma estrutura dançante e refrão marcante, enquanto a letra aborda de maneira descontraída a dispersão do casal e as dificuldades que isso provoca na rotina. O álbum também apresenta composições com temáticas mais densas. “Agulhas” traz uma reflexão sobre o cenário político e críticas à organização da sociedade. Já “No Lugar” aborda a experiência de Isa Salles após receber o diagnóstico de síndrome do pânico. Parte dos vocais foi registrada enquanto a cantora tentava se regular emocionalmente durante uma crise, tornando a gravação especialmente pessoal. Em contrapartida, “Pra Não Ver” recupera elementos da sonoridade dos primeiros trabalhos da Scatolove. Apesar da atmosfera mais delicada, a letra apresenta uma reflexão sobre a relação entre lucidez e felicidade, explorando a necessidade de, em determinados momentos, criar distância da própria realidade para conseguir enxergá-la de maneira positiva. Com Estanho, a Scatolove encerra um intervalo de oito anos desde seu primeiro álbum e inaugura uma nova fase criativa. O disco reúne a experiência acumulada ao longo de uma década de parceria e amplia os limites musicais do duo, aproximando o pop rock de influências mais pesadas do metal contemporâneo.
Edu Falaschi retoma turnê pelo Brasil e revela bastidores do clipe de “Echoes of Vows”

O vocalista Edu Falaschi retoma a Mi’raj & The Legacy Tour no dia 5 de novembro, em Chapecó, Santa Catarina. A nova etapa da turnê passará por seis cidades brasileiras, incluindo Florianópolis, Porto Alegre, Santo André, Recife e Campinas, onde o cantor encerra sua agenda de apresentações de 2026, em 6 de dezembro. O repertório reúne músicas de seu novo álbum, Mi’raj, além de composições que marcaram seus 35 anos de carreira. O retorno aos palcos acontece acompanhado do lançamento de um vídeo com os bastidores do videoclipe de “Echoes of Vows”, faixa presente em Mi’raj. Dirigido por Daniel Mazza, o clipe foi gravado em um castelo de estilo medieval em São Roque, no interior de São Paulo, utilizando atores, figurinos de época, maquiagem e cenários reais. A produção não recorreu a imagens geradas por inteligência artificial. A ambientação contou com a participação da equipe Espada de Prata, de Fábio Encantado, além do apoio da 22 Locações e da Roadlog. O making of, disponibilizado no canal oficial de Edu Falaschi no YouTube, apresenta o processo de criação das cenas e os detalhes da produção audiovisual. Com letra e música assinadas pelo próprio cantor, “Echoes of Vows” aprofunda a história de Jorge, protagonista da trilogia formada pelos álbuns Vera Cruz (2021), Eldorado (2023) e Mi’raj (2026). Na composição, o personagem revisita lembranças da infância, sua relação com a Irmã Rosa e o amor por Janaína, enquanto enfrenta dúvidas sobre sua capacidade de cumprir a missão que recebeu. Lançado em 2026, Mi’raj encerra a narrativa desenvolvida por Edu Falaschi e Fábio Caldeira. Musicalmente, o trabalho combina power metal, elementos progressivos, arranjos orquestrais e influências da música do Oriente Médio. O disco conta com participações de Veronica Bordacchini, do Fleshgod Apocalypse, na faixa-título; Roy Khan, ex-Kamelot e integrante do Conception, em “Circle of Dust”; e Rafael Bittencourt, do Angra, em “Intuição”. A produção do álbum ficou a cargo de Edu Falaschi, com coprodução de Thiago Bianchi e mixagem e masterização de Dennis Ward. O trabalho conclui uma sequência de três discos conceituais iniciada em 2021, consolidando uma das fases mais ambiciosas da trajetória solo do vocalista. Turnê de Edu Falaschi terá músicas de diferentes fases da carreira Além das composições da trilogia solo, a Mi’raj & The Legacy Tour resgata músicas de diferentes momentos da carreira do cantor, incluindo suas passagens por Mitrium, Venus, Symbols, Almah e Angra. Entre os destaques estão faixas dos álbuns Aurora Consurgens (2006) e Aqua (2010), lançados durante sua passagem pelo Angra e pouco executados nas turnês mais recentes. Parte do repertório foi escolhida com a participação dos fãs, por meio de votação. Confira as datas e locais da Mi’raj & The Legacy Tour em 2026