Levitation Brasil 2027 terá ingressos sem taxa de conveniência na Linga Records, em São Paulo

O Levitation Brasil 2027, marcado para 23 de janeiro, no Komplexo Tempo, em São Paulo, anunciou um novo ponto de venda físico de ingressos. A partir de agora, o público poderá adquirir entradas diretamente na Linga Records + Bar, localizada em Moema, sem pagar taxa de conveniência. A compra deverá ser realizada exclusivamente via Pix. Além da facilidade para garantir presença no festival, a loja oferece um benefício para os fãs de música: quem visitar o espaço também poderá aproveitar 5% de desconto na compra de qualquer disco pago via Pix. A iniciativa aproxima a venda de ingressos do universo das lojas de discos, permitindo que o público conheça o acervo da Linga Records durante a visita. O ponto de venda fica na Avenida Cotovia, 342, em Moema, na parte superior da Pizza Linga. O funcionamento acontece de terça a quinta-feira, das 10h às 22h, e às sextas e sábados, das 10h às 23h. A edição brasileira do Levitation será realizada em 23 de janeiro de 2027, no Komplexo Tempo, em São Paulo. A venda presencial na Linga Records surge como uma alternativa para quem deseja evitar as taxas de conveniência cobradas nas plataformas de ingressos.
Royal Blood lança “Dead Company”, álbum que aposta no som mais pesado da carreira

A dupla britânica Royal Blood lançou nesta sexta-feira (6) seu quinto álbum de estúdio, Dead Company, pela Warner Records, com distribuição nacional da Warner Music Brasil. Formado pelo baixista e vocalista Mike Kerr e pelo baterista Ben Thatcher, o grupo apresenta um trabalho que busca explorar sua sonoridade mais rápida e pesada até agora, mantendo a combinação de riffs distorcidos e bateria que marcou sua trajetória. O disco sucede Back to the Water Below (2023), álbum que estreou no topo das paradas britânicas e garantiu ao Royal Blood a marca de quatro trabalhos consecutivos em primeiro lugar no ranking do Reino Unido. Assim como no lançamento anterior, a produção de Dead Company ficou a cargo dos próprios músicos, que desenvolveram o material em Brighton, na Inglaterra. Entre as faixas já apresentadas ao público estão “Ten Over Ten”, primeiro single do projeto, além de “Swallow the Bomb”, “Dead Company” e “Mother Never Told You”. Esta última foi divulgada no início da semana, após sua estreia no programa Hottest Record, da BBC Radio 1, ampliando a expectativa para a chegada do álbum completo. A proposta de Dead Company surgiu do desejo de Mike Kerr e Ben Thatcher de recuperar a intensidade de seus primeiros trabalhos, mas sem recorrer à nostalgia. A dupla buscou combinar a energia que marcou seu início de carreira com a experiência acumulada ao longo de mais de uma década, apostando em composições diretas e uma abordagem musical mais agressiva. O processo criativo também aconteceu durante um período de mudanças pessoais para os integrantes. Enquanto Kerr ficou noivo, Thatcher se tornou pai pela primeira vez em 2026. Apesar desse momento positivo, os músicos optaram por direcionar o novo repertório para uma sonoridade mais intensa, explorando os limites da formação de baixo e bateria. Com mais de 2,8 bilhões de reproduções nas plataformas digitais, o Royal Blood consolidou seu espaço entre os principais nomes do rock britânico contemporâneo. Desde a estreia em 2014, a dupla construiu uma trajetória marcada por turnês internacionais, apresentações em grandes festivais e quatro álbuns consecutivos no topo das paradas de seu país. Para divulgar Dead Company, o grupo já confirmou uma turnê pelo Reino Unido e pela Europa. A sequência de apresentações começa em 24 de novembro, no The Prospect Building, em Bristol, e encerra sua etapa britânica em 4 de dezembro, no Brighton Centre, em Brighton, cidade onde os músicos estão radicados. Todos os ingressos para os shows no Reino Unido estão esgotados, enquanto as apresentações europeias seguem com entradas à venda. Dead Company já está disponível nas principais plataformas digitais.
Basta estreia com EP de hardcore melódico e participações de Henrike Baliú e Badke

A banda mineira Basta lançou nesta sexta-feira (6) seu primeiro EP, Manual para Dias Estranhos, com seis faixas que misturam hardcore melódico e skate punk cantados em português. Formado por músicos de Araguari e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o grupo conta com participações especiais de Henrike Baliú, vocalista do Armada e ex-Blind Pigs, e Badke, do Carbona e Morcegula. Criado em 2024, o Basta reúne integrantes com experiência em bandas como Uganga, Attero e Krow. A proposta é resgatar a sonoridade do hardcore melódico dos anos 1990 e 2000, com influências de Pennywise, NOFX, Bad Religion, Face to Face e Rise Against, além de referências brasileiras como Dead Fish, CPM 22, Garage Fuzz e Noção de Nada. O título Manual para Dias Estranhos faz referência às dificuldades e contradições do cotidiano, abordando temas como mudanças, perdas, escolhas e frustrações. A inspiração também passa pelo Enchiridion, obra do filósofo estoico Epicteto que discute a diferença entre aquilo que está sob nosso controle e os acontecimentos que não podemos modificar. Essa reflexão aparece especialmente em “Inevitável”, escolhida como primeiro single do trabalho. A composição aborda a necessidade de aceitar situações que não podem ser controladas e encontrar maneiras de seguir em frente. Segundo a banda, a proposta do EP não é oferecer respostas definitivas, mas criar uma conexão com quem enfrenta momentos difíceis. Basta reúne convidados ligados à história do punk brasileiro Entre os destaques está “De Novo Aqui”, faixa de abertura que conta com Henrike Baliú nos vocais. Conhecido por sua trajetória no Blind Pigs e no Armada, o cantor participa de uma das composições mais rápidas e diretas do EP, cuja letra aborda resistência e superação. Já Badke, integrante do Carbona e Morcegula, participa de “Mundo Estranho”, música que critica a busca por aprovação nas redes sociais e a construção de uma vida aparentemente perfeita nas telas. A faixa alterna diferentes ritmos e apresenta um refrão melódico, com os vocais divididos entre Badke e Raphael Franco. O repertório também inclui “Fora do Lugar”, que discute erros e convicções em meio a diferentes versões da realidade; “Certas Escolhas”, marcada pela velocidade do skate punk; e “Nunca Me Fez Bem”, composição sobre recuperar a própria identidade depois de tentar corresponder às expectativas dos outros. A gravação aconteceu no Rocklab, em Anápolis (GO), com produção de Gustavo Vazquez. Para preservar a energia das apresentações ao vivo, os cinco integrantes registraram as músicas tocando juntos, sem o uso de metrônomo. Vazquez também ficou responsável pela mixagem e masterização. A arte da capa é assinada pelo ilustrador pernambucano Wendell Araújo, que já trabalhou com bandas como Ratos de Porão e Cólera. Integrantes do Basta têm longa trajetória na cena independente O Basta é formado por Raphael Franco (vocal), Thiago Soraggi (guitarra), Felipe “Capacete” Santos (guitarra), Raphael “Sapão” Rabelo (baixo) e Marco Paulo Henriques (bateria). Raphael Franco e Thiago Soraggi integraram o Uganga, enquanto Sapão também passou por Krow e Attero. Além da experiência musical, os integrantes participaram da organização de festivais e iniciativas independentes no Triângulo Mineiro. Marco Paulo Henriques, por exemplo, comanda desde 2011 o Vitrola Ambiente Cultural, em Araguari, e criou o Festival Pegando Fogo, que já realizou 33 edições. Já Sapão foi responsável pela criação do Udi Rock, evento que ajudou a movimentar a cena de rock pesado de Uberlândia. Com Manual para Dias Estranhos, o Basta apresenta um trabalho que conecta a experiência de seus integrantes à tradição do hardcore melódico brasileiro, apostando em músicas rápidas, refrões marcantes e letras sobre questões pessoais e sociais. Ouça o EP Manual para Dias Estranhos: https://basta-manual.sbmt.to
Humberto Gessinger lança “Adeus Bem-Vinda” e revela coincidência em parceria com Duca Leindecker

Humberto Gessinger lançou “Adeus Bem-Vinda”, single composto em parceria com Dado Villa-Lobos, ex-guitarrista da Legião Urbana. A faixa chegou às plataformas digitais pela Deck e será seguida por “Calmo”, colaboração com Duca Leindecker, prevista para 27 de novembro. Apesar de terem sido escritas com cinco anos de diferença, as duas músicas compartilham uma mesma inspiração, descoberta pelo próprio compositor apenas recentemente. A história começou em 2019, quando Dado Villa-Lobos enviou uma composição instrumental a Gessinger e o convidou para escrever a letra. Naquela mesma noite, o músico criou “Adeus Bem-Vinda”, inspirado pela imagem de um casal de mãos dadas em uma sacada, observando os carros deixando Porto Alegre durante um feriado. Entretanto, a chegada da pandemia interrompeu os planos de lançamento, e a parceria permaneceu guardada. Cinco anos depois, em 2024, Gessinger recebeu um convite de Duca Leindecker, seu antigo parceiro no projeto Pouca Vogal. Dessa nova colaboração nasceu “Calmo”, cuja letra também foi construída a partir da mesma cena de Porto Alegre. A coincidência passou despercebida até 2025, quando Dado enviou a gravação de “Adeus Bem-Vinda” e convidou Humberto a participar de seu álbum. Ao revisitar a composição, o músico percebeu que havia utilizado a mesma imagem nas duas letras, embora em contextos diferentes. “Uma coisa bem porto alegrense, uma cidade onde as pessoas saem no feriado e a cidade fica calma, lenta, leve e pesada”, comentou Gessinger. Segundo o compositor, a velocidade com que escreveu “Adeus Bem-Vinda” pode explicar por que a lembrança voltou a aparecer anos depois. “Acho que por compor a letra tão rapidamente, quase em transe, saindo da cama de madrugada para mandar o e-mail, uma ilha de lucidez cercada por um mar de sono, ela acabou não fixando raízes profundas na minha memória”, explicou. O aspecto mais curioso, entretanto, foi perceber como uma mesma situação poderia resultar em duas composições distintas. “Mas o interessante foi que a mesma imagem funcionou bem em dois contextos quase opostos, como se fosse uma esquina ligando duas avenidas distintas, com um único ponto em comum”, destacou o músico. Com “Adeus Bem-Vinda” já disponível e “Calmo” programada para 27 de novembro, Humberto Gessinger apresenta duas parcerias com músicos importantes de sua trajetória, conectadas por uma coincidência criativa que atravessou cinco anos. Ambas as faixas são lançamentos da gravadora Deck.
The Mönic lança “Calafrio”, com produção de Léo Ramos, e aposta em sonoridade mais pesada

A banda paulista The Mönic lançou “Calafrio”, single que marca o início de uma nova fase após a saída da baixista Joan Bedin. Agora formada por Ale Labelle (guitarra e voz), Dani Buarque (guitarra e voz) e Daniely Simões (bateria), a banda apresenta uma sonoridade mais densa e sombria, explorando novas possibilidades dentro do rock alternativo. A música chega pela gravadora Deck, acompanhada de um videoclipe. O lançamento acontece um ano e meio depois de “Lobotomia” e três anos após o álbum Cuidado Você (2023). Escolhida para apresentar o novo repertório, “Calafrio” combina guitarras pesadas, mudanças de dinâmica e vocais que alternam melodias e gritos. Apesar da atmosfera mais obscura, a composição também aposta em uma pegada dançante, criando contrastes entre peso e ritmo. A letra aborda o excesso de informações e a velocidade das relações contemporâneas, questionando a superficialidade das experiências em um cotidiano marcado por estímulos constantes. Para a guitarrista e vocalista Ale Labelle, a música representa uma tentativa de recuperar a capacidade de sentir as coisas de maneira profunda. “Enquanto os versos falam sobre a velocidade acelerada das sensações, das relações, de tudo que, ligado no 220V, se transforma em um borrão, o refrão vem como uma afronta a isso, uma vontade de sentir profundamente, sem pressa. De sentir aquele calafrio, seja por algo bom ou até mesmo por algo ruim, desde que sinta de verdade e por inteiro”, explica Ale. A composição começou com uma ideia da vocalista, que apresentou a base de guitarra, a letra e a melodia. Dani Buarque contribuiu posteriormente com novos trechos, enquanto os arranjos foram desenvolvidos coletivamente durante os ensaios, ainda com a participação de Joan Bedin. O processo representou uma mudança na maneira como a banda trabalha suas composições. “Pela primeira vez, fizemos questão de participar coletivamente de todas essas etapas, desde as primeiras ideias até a construção dos arranjos. Dá para dizer que ‘Calafrio’ tem um pouco de cada uma de nós”, comenta a baterista Daniely Simões. Embora tenha participado da criação da música, Joan já havia anunciado sua saída quando as gravações começaram. Para assumir o baixo em estúdio, o grupo convidou Luisa Phoenix, da banda swave, que desenvolveu suas próprias linhas para a composição. A produção, mixagem e masterização ficaram a cargo de Leo Ramos, vocalista e guitarrista da Supercombo. O single também ganhou um videoclipe gravado durante uma única diária de 12 horas no Estúdio Eu Amo Live, na Barra Funda, em São Paulo. A direção é assinada por Dani Buarque e Lucas Shtorache, enquanto a arte da capa ficou sob responsabilidade de Daniely Simões. Com “Calafrio”, a The Mönic inaugura uma etapa de experimentação musical e apresenta os primeiros sinais de um repertório mais pesado, que deve orientar os próximos lançamentos do trio. A faixa já está disponível nas plataformas digitais.
Aquiles Priester homenageia rock nacional dos anos 1980 e estreia como vocalista em medley

O baterista Aquiles Priester, conhecido por seus trabalhos com Angra, Hangar e W.A.S.P., presta uma homenagem ao rock brasileiro dos anos 1980 em A Tribute to Brazilian Rock of the ’80s, novo medley produzido para o canal TVMaldita. O projeto reúne 13 clássicos da década e conta com participações de Mariana Tozzo, Mafra, Juninho Carelli, Weldner Marinho e Douglas Máximo. A produção apresenta uma novidade na trajetória do músico dentro das colaborações do canal. Pela primeira vez, Aquiles assume os vocais principais em algumas músicas, além de ocupar seu posto habitual na bateria. A iniciativa resgata composições que marcaram sua formação musical e ajudaram a despertar seu interesse pelo rock. O repertório reúne artistas de diferentes vertentes da cena brasileira dos anos 1980, incluindo Neusinha Brizola, Metrô, Ritchie, Herva Doce, Uns e Outros e Pepeu Gomes. Entre as músicas escolhidas estão “Mintchura”, “Beat Acelerado”, “Pelo Interfone”, “Doce Mistério” e “Carta aos Missionários”. O medley começa com “Carol”, de Luciano Bahia, e termina com “Pedra Não É Gente Ainda”, de Pepeu Gomes. Ao longo da apresentação, os músicos revisitam canções que ajudaram a construir a identidade do rock nacional durante uma década marcada pela popularização do gênero nas rádios e na televisão. A homenagem também evidencia a diversidade musical daquele período, passando pelo pop rock, new wave e sonoridades mais próximas do rock tradicional. A seleção reúne tanto sucessos populares quanto composições de artistas que tiveram papel importante na consolidação da cena brasileira. Com a participação de diferentes músicos e a estreia de Aquiles Priester nos vocais principais, A Tribute to Brazilian Rock of the ’80s amplia a proposta das colaborações da TVMaldita e apresenta uma faceta menos conhecida do baterista, desta vez revisitando as músicas que influenciaram sua trajetória.
Sugar Kane e Zander trocam músicas em single duplo que antecipa EP conjunto

As bandas Sugar Kane e Zander lançaram nesta sexta-feira (6) um single duplo que antecipa o split Sugar Kane vs Zander, previsto para 27 de novembro pela Deck, em parceria com o selo Algohits. No projeto, cada grupo apresenta uma releitura de uma música do outro: o Zander regravou “Medo”, clássico da Sugar Kane, enquanto a banda curitibana reinterpretou “Auto Falantes”, do Zander. As duas faixas já estão disponíveis nas plataformas digitais. A parceria celebra uma amizade de quase 30 anos entre os músicos e marca o primeiro registro conjunto das duas bandas, que atualmente também dividem uma turnê pelo Brasil. Mais do que reproduzir as composições originais, os grupos tiveram liberdade para reconstruir os arranjos de acordo com suas próprias identidades musicais, aproximando diferentes gerações do hardcore e do rock alternativo nacional. Formada em Curitiba, em 1997, a Sugar Kane construiu uma trajetória de destaque no hardcore brasileiro, com nove álbuns de estúdio e mais de duas décadas de atuação independente. Em 2024, a banda lançou Antes que o Amor Vá Embora, seu primeiro trabalho pela Deck. Já o Zander, criado no Rio de Janeiro em 2008 e atualmente sediado em São Paulo, combina influências de emo, punk, hardcore e indie rock. Ao longo de 18 anos, o grupo lançou oito discos e dividiu o palco com nomes internacionais como Green Day, Pennywise, Millencolin, Samiam e Face to Face. A escolha das músicas resgata momentos importantes das duas discografias. “Medo” foi lançada originalmente pela Sugar Kane no álbum Por Nossa Paz (2001) e se tornou uma das composições mais conhecidas da banda. Já “Auto Falantes” integra Brasa (2010), disco de estreia do Zander e um dos trabalhos que ajudaram a estabelecer a identidade musical do grupo. Para Capilé, vocalista e guitarrista da Sugar Kane, o resultado representa a conexão construída ao longo dos anos. “Ficou muito legal, muito poderoso ouvir tudo pronto. Chega a arrepiar! O vinil é o símbolo dessa união”, afirmou o músico. O single duplo é a primeira parte de um EP com quatro faixas, que contará com duas músicas escolhidas por cada banda. O lançamento completo está marcado para 27 de novembro e também terá edição em vinil, simbolizando a parceria entre os grupos e inaugurando a colaboração entre a gravadora Deck e o selo Algohits. Enquanto preparam o lançamento do disco, Sugar Kane e Zander seguem em turnê conjunta pelo Brasil, com abertura da banda Jonabug. As releituras do split também devem passar a integrar os repertórios das apresentações, levando aos palcos o encontro registrado em estúdio.