Matt Sorum reflete sobre glória e caos do Velvet Revolver: “Poderia ter sido maior”

Matt Sorum reflete sobre glória e caos do Velvet Revolver: “Poderia ter sido maior”

O baterista Matt Sorum, peça-chave na história do hard rock, abriu o jogo em uma nova entrevista para o podcast Get On The Bus sobre a montanha-russa que foi o Velvet Revolver. Formada em 2002 ao lado dos ex-companheiros de Guns N’ Roses (Slash e Duff McKagan) e do guitarrista Dave Kushner, a banda foi o último grande suspiro do rock de arena nos anos 2000. Mas, segundo Sorum, a jornada até o topo, e a subsequente queda, foi intensa.

A busca por uma voz e o fator Weiland

Sorum relembrou que a banda passou quase dois anos procurando um vocalista, até que Scott Weiland (Stone Temple Pilots) entrou em cena.

“Scott era simplesmente um dos melhores… Naquele momento, nos tornamos VELVET REVOLVER, e foi só alegria. Foi muito emocionante”, disse o baterista.

Ele destaca que, na época, eles estavam na casa dos 40 anos e precisavam se reinventar para competir com bandas que dominavam as paradas, como Linkin Park, Queens of the Stone Age e Foo Fighters.

“Não podíamos simplesmente nos acomodar… Tínhamos que ser os melhores que pudermos ser. A fome de vitória naquela época era exatamente a mesma de quando eu era criança.”

O sucesso de “Contraband” e o Grammy do Velvet Revolver

O esforço valeu a pena. O álbum de estreia, Contraband (2004), vendeu 3 milhões de cópias e trouxe algo que o Guns N’ Roses nunca conseguiu: um Grammy.

Sorum relembra com carinho de um momento específico em Nova York, quando um fã o abordou na rua.

“Um cara olhou para nós e disse: ‘Ei, vocês são o Duff e o Matt do VELVET REVOLVER’. Eu e o Duff nunca tínhamos ouvido isso… Era sempre ‘GUNS N’ ROSES’. Mas naquela época, o GN’R não existia. Nós existíamos… E nos sentíamos muito orgulhosos disso.”

O fim prematuro do Velvet Revolver e os velhos hábitos

Apesar do sucesso, a banda durou pouco, encerrando as atividades com Weiland em 2008 após o álbum Libertad. Sorum admite que os “velhos hábitos” cobraram o preço.

“Infelizmente, acabamos caindo nos maus hábitos novamente, na mesma merda de sempre, e tudo desmoronou… [A banda] não era tão grande quanto o GN’R, mas poderia ter sido. Simplesmente não durou o suficiente.”

Scott Weiland faleceu tragicamente em 2015, mas Sorum guarda a imagem do colega como um dos maiores: “Na minha opinião, ele foi um dos maiores vocalistas de rock and roll com quem tive a honra de trabalhar, junto com Axl e Ian Astbury.”

A mágoa com a reunião do Guns

O baterista também tocou em um ponto sensível: sua ausência na reunião do Guns N’ Roses em 2016. Sorum revelou que, na época, Duff McKagan já havia assinado contrato aceitando Frank Ferrer na bateria antes mesmo de discutir a inclusão de Matt.

Apesar disso, em 2026, o músico parece ter feito as pazes com o passado: “Aceitei que eles estão seguindo seus próprios caminhos e eu estou seguindo os meus. Ao mesmo tempo, me sinto muito bem com o tempo que passei na banda.”