Foo Fighters anuncia shows em Belo Horizonte e São Paulo em 2027 com a turnê Take Cover

O Foo Fighters confirmou seu retorno ao Brasil para fevereiro de 2027 com a turnê Take Cover Tour 2027. A banda passará por duas capitais brasileiras, trazendo no setlist clássicos de sua trajetória e as faixas do álbum mais recente, Your Favorite Toy (2026). As apresentações contarão com as aberturas da cantora Karen Dió e da banda paulistana Deb and The Mentals. Datas e locais da turnê no Brasil Ingressos e calendário de vendas A comercialização de ingressos acontecerá através da plataforma oficial Ticketmaster e nas bilheterias físicas autorizadas (sem taxa de conveniência). Clientes do Santander contarão com pré-vendas exclusivas e condições facilitadas de parcelamento. Condições de pagamento: Serviço rápido: Bilheterias oficiais (sem taxa) Aviso importante: Os ingressos para os shows são exclusivamente digitais e deverão ser ativados através do aplicativo Quentro.

A mensagem política do pós-punk 

CHRIS RITCHIE Você já se perguntou por que escuta a música que escuta? Ou por que acredita no que acredita? Neste artigo, não vamos discutir gosto musical, religião ou estilo de vida, mas consciência de classe e dignidade para todos, o fulcro da mensagem do hardcore. Ao refletir sobre a evolução e o papel da música popular hoje, quando a polarização das opiniões e o poder dos tecnocratas na aniquilação do pensamento crítico é tão evidente quanto indesejável a quem preza a capacidade cognitiva humana e a justiça social, me perguntei por que a clara e objetiva mensagem política do hardcore tem um alcance limitado aos fãs do gênero, sem chegar à maioria dos oprimidos que, conhecendo-a, poderiam compreender melhor sua condição de existência, aprender a reivindicar seus direitos constitucionais e votar em candidatos com competência e planejamento para garanti-los; também me perguntei como a potência de manifesto antissistema do hardcore pode ser subjugada por gêneros que comunicam quase que somente platitudes, submissão ou lascívia, gêneros a que, independente de gosto ou escolha, em uma espécie de tirania sonora, estamos expostos em salas de espera, supermercados, bares, transportes, passeios etc. ou dentro de casa, a depender dos vizinhos. O que está por trás do alcance de massa e aceitação de gêneros musicais como o sertanejo universitário, o gospel neopentecostal e o funk proibidão, por exemplo, em detrimento do hardcore? Ou da música clássica, que se aprofunda nas emoções e, portanto, seria um meio para a autopercepção?  Ou mesmo do glorioso samba, esse gênero que contém a alma brasileira? Quem já pensou a respeito do assunto poderia concluir que a resposta está na própria pergunta: o princípio do pão e circo para controle da população, que destitui a complexidade humana com a premissa de que basta não passar fome e estar se divertindo para aceitar e/ou defender a autoridade que governa sua vida, não importando a qualidade desse poder. Ou seja, o que está por trás do produto massificado é o que interessa a quem domina a indústria cultural, os meios de comunicação, hoje majoritariamente tecnológica, e os meios de produção para conservar e aumentar seu lucro e seu poder. E, para tanto, é necessário manter a população acrítica, anestesiada, desmobilizada, individualizada, obediente a estímulos controladores e ignorante de sua força como maioria, por exemplo, quando não existe negociação ou o diálogo falha, na organização de um boicote a um serviço, um produto ou um governo. Sobre esse poder, Patti Smith canta, desde 1988, People have the power to redeem the work of fools (O povo tem o poder para se redimir da ação dos idiotas). Para responder às perguntas aqui colocadas, é possível argumentar que o hardcore, com sua bateria em bombardeio, as guitarras rasgadas e os vocais gritados ou guturais, afastaria quem busca paz de espírito. Este, porém, é o ponto nevrálgico da música hardcore: se nem os monges do Tibet conseguem ficar zen diante do poder que esmaga sua cultura,  como você vai encontrar paz em meio ao abuso e à injustiça de um sistema que promove manobras para favorecer uma elite econômica que, por sua vez, apoia esse sistema desde que o Brasil é um país? Para ilustrar a impossibilidade de se alcançar essa paz, segue um trecho do poema em prosa de Marcelino Freire, cuja apresentação por uma Naruna Costa revoltada é consoante com a voz do hardcore:  “A paz nunca vem aqui, no pedaço. Reparou? Fica lá. Está vendo? Um bando de gente. Dentro dessa fila demente. A paz é muito chata. A paz é uma bosta. Não fede nem cheira. A paz parece brincadeira. A paz é coisa de criança. Taí uma coisa que eu não gosto: esperança. A paz é muito falsa. A paz é uma senhora que nunca olhou na minha cara. Sabe a madame? A paz não mora no meu tanque. A paz é muito branca. A paz é pálida. A paz precisa de sangue.”   A paz referida no poema é a paz de cemitério, a paz que persegue, pune e mata quem não se adequa ao sistema instalado. Já a paz da justiça se faz com enfrentamento embasado, com reflexão crítica, com estudo e preparo, onde a palavra é uma arma potente de destruição do sistema opressor, portanto, a música que se propõe a acompanhá-la deve ser um arsenal – sem espaço para suavidade, a não ser por ironia ou sarcasmo. O hardcore é sinônimo de protesto, denuncia os esquemas, conclama à revolta e à reflexão, escancara todo tipo de manipulação. Não existe eufemismo no hardcore, ele é brutalmente sincero ao expor os abusos e apresentar as soluções para que cessem: uma atitude ética firme e consistente.        Em Mídia, música de abertura do álbum 400% (1995), a banda Sociedade Armada avisa: A mídia é o veículo de divulgação de regras que a sociedade te obriga a seguir. Se você quer ser famoso, estrelinha do sistema, terá que se vender se quiser subir. Por isso nós gritamos: cuidado com a mídia, por isso somos livres, no agir e no pensar. Por isso nós gritamos: cuidado com a mídia. Tocar é nossa forma de protestar. Cuidado com a mídia, não se deixe influenciar. Cuidado com a mídia, eles querem te enganar. Enquanto Dead Fish dá o recado sobre A Inevitável Mudança:  A narrativa vinda do colonizador tingiu de branco nossa história e sem escrúpulo omitiu e apagou o outro lado da moeda, mas cada dia mais janelas vão se abrir e a diversidade vai brilhar ao Sol (…) Do ponto cego da história brotam vozes de resistência e de luta . Quando o oprimido finalmente se expressa o resto, [a gente] cala e escuta, tirando aqueles que nunca querem ouvir, fecham os olhos e sonham com aquilo que nunca mais será. Do mesmo modo, no Riot Grrrl, movimento dos anos 1990, a raiva, esse sentimento genuíno de alerta quando nossos limites são desrespeitados, na voz de Kathleen Hanna do Bikini Kill ou Corin Tucker do Heavens to Betsy, também traduz a

Banda sueca Avatar anuncia show único em São Paulo com a turnê Don’t Go In The Forest

A banda sueca de heavy metal Avatar confirmou sua volta ao Brasil com a turnê mundial Don’t Go In The Forest. O grupo de metal teatral fará uma apresentação única em São Paulo, marcada para o dia 10 de janeiro de 2027. A passagem pela América Latina coroa uma fase de grande projeção internacional para os suecos, impulsionada pelo lançamento de seu mais recente álbum de estúdio, Don’t Go In The Forest, e por uma temporada de shows ao lado do Metallica na Europa durante a M72 World Tour. Ingressos e datas de venda Os ingressos estarão disponíveis nas seguintes datas: Serviço: Avatar em São Paulo

Patrícia Ahmaral lança o EP Nem Musa Nem Pavão, seu primeiro trabalho inteiramente autoral

A cantora e compositora mineira Patrícia Ahmaral disponibilizou nas plataformas digitais o EP Nem Musa Nem Pavão (ouça aqui). Com mais de 30 anos de trajetória e cinco álbuns lançados como intérprete, este é o primeiro projeto de sua carreira dedicado exclusivamente a composições de sua própria autoria, unindo letra e música. Com produção musical assinada por Gigi Magno (Nômade Orquestra), o trabalho de seis faixas costura paisagens acústicas, com violões, percussão, piano e cordas, a programações eletrônicas e efeitos. O projeto também contou com colaborações na produção de Thiago Corrêa e do DJ Comum, além de parcerias e participações conceituais. Temas políticos e reflexões contemporâneas Nas letras, Patrícia adota um tom confessional sem deixar de lado uma forte atmosfera político-social. O repertório aborda a opressão e a objetificação feminina na faixa Uma Mulher (que traz um poema incidental de sua irmã, Valéria Batista Amaral), o impacto da pressão por performance nas redes sociais em Lálálálá Likes, e a propagação da mentira em Você (Mente), esta última marcada por um sample de Mentira (1998), de Manu Chao, e vozes de colaboradores de várias partes do mundo entoando a frase final em diferentes línguas. “Trazer a realidade à consciência, mergulhar em profundidade, observar e questionar, quando o convite é para permanecer na superfície, é o primeiro degrau para qualquer transformação”, reflete a artista. O EP encerra com a vinheta Reset And Dance, que traz scratches e bases rítmicas construídas em diálogo com a estética do hip-hop. O material serve como um aperitivo conceitual para um futuro álbum completo, que já possui repertório reunido.

Banda Manacá da Serra lança o álbum Déjà Vu unindo forró e conexões interestaduais

O grupo Manacá da Serra disponibilizou nas plataformas digitais o seu mais novo projeto de estúdio, intitulado Déjà Vu (ouça aqui). O álbum consolida a força do forró na musicalidade da banda, misturando referências afetivas, memórias e a sensação nostálgica que dá nome ao trabalho. O repertório é composto por nove faixas, sendo oito autorais (seis inéditas e duas regravações) e uma composição assinada por um parceiro de longa data da história musical do grupo. Nova ponte musical entre Minas Gerais e São Paulo O processo de gravação marcou uma nova fase na trajetória do Manacá da Serra, estabelecendo uma ponte criativa entre Belo Horizonte (MG), cidade de origem da banda, e Sorocaba (SP), base do produtor musical Gustavo Marques. O projeto conta ainda com a coprodução e direção artística de Theo Lustosa. Participações especiais e homenagens Para celebrar este momento, o álbum traz colaborações de grandes ídolos e parceiros da música brasileira:

Dance of Days celebra 25 anos do álbum A História Não Tem Fim com shows em São Paulo

A banda Dance of Days anunciou duas apresentações exclusivas para celebrar os 25 anos de lançamento de um dos discos mais marcantes do rock independente nacional: A História Não Tem Fim. Os shows acontecem nos dias 12 e 13 de setembro de 2026 na Jai Club, na Vila Mariana, em São Paulo, sendo as únicas oportunidades para o público conferir a execução do álbum clássico na íntegra. Lançado originalmente após uma gravação relâmpago de apenas 20 horas no Estúdio El Rocha, o trabalho representou uma virada na trajetória do grupo liderado por Nenê Alltro ao adotar letras em português e aprofundar temas políticos, existenciais e afetivos que moldaram o emocore e o hardcore brasileiro dos anos 2000, incluindo hinos inesquecíveis como Carro Bomba, Vinde a Mim e Se Essas Paredes Falassem. Programação dos shows Cada noite contará com formatos e convidados distintos: Serviço: Dance of Days em São Paulo

Com abertura do Jovens Ateus, New Order confirma segunda data no Espaço Unimed

Após esgotar rapidamente os ingressos para a apresentação do dia 25 de novembro, a Balaclava Records, em parceria com a Music On Events, confirmou uma data extra para o show da lendária banda inglesa New Order em São Paulo. O novo show acontece no Espaço Unimed no dia 23 de novembro de 2026. A noite contará com a abertura da banda paranaense Jovens Ateus, um dos grandes nomes da nova cena pós-punk nacional, que apresentará as faixas de seu aclamado álbum de estreia Vol. 1 (lançado pela Balaclava em 2025) e prévias de seu próximo material. Ingressos e vendas Os ingressos para a data extra estarão à venda para o público geral a partir desta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, às 12h, exclusivamente pela Ticketmaster. Serviço: New Order em São Paulo (data extra)

Slaughter to Prevail é confirmado no Liberation Festival 2026 em São Paulo

O Slaughter to Prevail foi anunciado como atração do Liberation Festival 2026. Os gigantes russos do deathcore farão uma apresentação exclusiva no Brasil durante o evento, agendado para o dia 12 de dezembro de 2026 no Vibra, em São Paulo, marcando a reta final de sua turnê mundial e antecedendo uma pausa anunciada pelo vocalista Alex Terrible para os anos seguintes. Com este anúncio, o festival consolida um alinhamento histórico que já conta com Dimmu Borgir, Testament (com o set exclusivo Title Track Attack!) e Charlotte Wessels. O peso de Grizzly e a força ao vivo do Slaughter to Prevail O grupo retorna ao Brasil embalado pela repercussão de seu terceiro álbum de estúdio, Grizzly (Sumerian Records), lançado em julho de 2025. O disco aprofunda a mistura brutal de deathcore, groove metal, nu metal e elementos industriais, contando inclusive com a colaboração do Babymetal na faixa Song 3. Conhecidos por performances explosivas repletas de máscaras icônicas, walls of death e vocais extremos inconfundíveis, os russos chegam ao festival em seu momento de maior projeção internacional. Serviço: Liberation Festival 2026

Glue Trip anuncia o novo álbum Anemoia e turnê europeia com lançamento do single Psychedelic Friend

A banda paraibana Glue Trip anunciou seu quarto álbum de estúdio, intitulado Anemoia, com lançamento previsto para setembro de 2026. Quatro anos após o aclamado Nada Tropical, o grupo liderado por Lucas Moura retorna com uma imersão em sua assinatura sonora que une rock psicodélico, dream pop e música alternativa. Para abrir os caminhos do novo projeto, a banda disponibilizará nas plataformas digitais o single Psychedelic Friend no dia 16 de setembro de 2026, mesma data em que o grupo inicia sua nova turnê internacional pela Europa. Turnê europeia Anemoia Tour (setembro – outubro de 2026) Consolidando-se cada vez mais como uma banda de exportação com passagens por palcos de Londres e Paris, o Glue Trip levará a identidade e o sotaque paraibanos para 14 cidades europeias. A formação atual conta com Lucas Moura (guitarra e voz), Pedro Lacerda (bateria), João Boaventura (teclas) e Thiago Leal (baixo). “Viajar pela quarta vez pela Europa levando esse disco vai ser incrível. O público vai poder ter um gostinho do que vai vir por aí antes de todo mundo”, destaca Lucas Moura. Datas da Anemoia Tour – Euro 2026: