A contagem regressiva para um dos retornos mais aguardados do hard rock ao Brasil já começou. Em abril, o Halestorm desembarca no país com a bagagem cheia de energia, riffs pesados e a turnê de divulgação do aclamado álbum Everest, prometendo shows inesquecíveis para os fãs brasileiros que os aguardam há quase uma década.
O grande destaque da passagem da banda pelo país é a participação no festival Monsters of Rock. O evento acontece no Allianz Parque, em São Paulo, e o Halestorm dividirá o palco com gigantes da música mundial, formando um lineup histórico que conta com Guns n’ Roses, Extreme, Lynyrd Skynyrd, Yngwie Malmsteen, Dirty Honey e Jayler.
Para aquecer os motores antes dessa verdadeira celebração do rock, o Blog n’ Roll bateu um papo exclusivo com Arejay Hale, o carismático baterista e cofundador da banda ao lado de sua irmã, Lzzy Hale. Conhecido por sua performance explosiva e pelos famosos solos com baquetas gigantes, Arejay revelou estar vivendo um dos melhores momentos de sua carreira.
Na conversa, ele relembrou a gravação orgânica de Everest, que resgatou a essência dos primeiros dias da banda, refletiu sobre a evolução de Lzzy Hale como uma das maiores frontwomen da atualidade e compartilhou histórias hilárias dos bastidores, incluindo o dia em que virou “assistente pessoal” da própria esposa durante a gravação de um videoclipe.
Além de muita música, Arejay surpreendeu ao revelar uma paixão inesperada e fascinante: o mundo da perfumaria. O músico detalhou seu hobby como criador de conteúdo sobre fragrâncias e se derreteu em elogios à cultura brasileira, revelando uma forte conexão pessoal com o nosso país que envolve até festas de karaokê até a madrugada.
Confira abaixo a entrevista completa e sem cortes!
Adorei o seu cenário.
Ah, obrigado, é aqui que gravo meu conteúdo sobre fragrâncias para o YouTube.
Sim, isso é muito legal. Onde você está agora?
Estou em Nashville, no meu estúdio de fragrâncias. Além da música, eu também adoro, sou um grande amante da perfumaria. Acho que é uma forma de arte incrivelmente interessante. Eu adoro. Adoro usar aromas bons.
Isso começou na época em que começamos a fazer turnês e tocávamos em clubes pequenos, viajávamos em uma van. Você não sabe quando vai ver um chuveiro, mas está suando no palco. Isso é bem nojento, na verdade. Você está suando no palco, conhecendo fãs e não quer cheirar mal. Então, eu sempre mantinha um bom rodízio de fragrâncias, colônias, perfumes, como quiser chamar. Eu os guardava na minha bolsa de shows até descobrir, anos depois, que essa é uma péssima maneira de armazená-los.
Durante a pandemia, comecei a mergulhar no aprendizado sobre perfumaria e como os perfumes são feitos e como armazená-los adequadamente. Agora eu os guardo neste estúdio escuro e climatizado bem aqui no meu expositor.
Também me apaixonei por criar conteúdo para o YouTube e simplesmente avaliar fragrâncias e também implementar algumas bobeiras, algumas piadas, alguma comédia, tentando tornar isso um pouco de entretenimento, além de informativo. Tenho feito isso nos últimos cinco anos.
Tornou-se essa coisa terapêutica e divertida para eu fazer na estrada quando estou em um avião ou em uma longa viagem de ônibus, ou quando há muito tempo livre e estou meio entediado e sem nada para fazer. Eu abro meu laptop, coloco meus fones de ouvido e começo a me divertir editando conteúdo sobre fragrâncias. Eles são profissionais. Isso me dá algo para fazer. É muito divertido. E é divertido interagir com outras pessoas obcecadas por fragrâncias na seção de comentários. É um passatempo muito bom.
Você tem alguma fragrância brasileira?
Acho que não tenho nenhuma fragrância do Brasil. Vou ter que pesquisar. É possível que algumas dessas marcas sejam baseadas no Brasil. Tenho um monte de marcas diferentes, então vou ter que pesquisar no Google para ver se tem alguma. Estou tentando pensar. Sinto que há algumas muito boas por aí. Não consigo me lembrar dos nomes.
Você precisa procurar a Granado.
Granado. Ah, já ouvi falar da Granado. Pode crer. É brasileira! Tem cheiro de frutas. Sei do que você está falando.
Então vamos começar a falar sobre o Halestorm…
Vamos voltar ao meu trabalho principal, que é a música. Mas eu adoro isso. Poderia falar por horas porque amo isso. Se você quiser fazer uma entrevista e apenas ser nerd sobre fragrâncias, eu topo. Na verdade, é só me ligar.
Vamos fazer isso (risos).
Como se diz “good morning” em português?
Bom dia!
Bom dia! Era isso, bom dia! Então, estou tentando fazer um pequeno curso intensivo do idioma antes de irmos para aí, tentando aprender algumas frases em português do Brasil. Tenho uma amiga muito próxima. A melhor amiga da minha esposa é, na verdade, a família dela é brasileira. Então ela tem me ajudado a aprender algumas frases, mas aprendo devagar. Então vou tentar fazer um pouco mais.
Você deve perguntar a ela sobre os perfumes também.
Sim, eu vou. Ela também é uma grande amante de fragrâncias. E eu acho que ela e minha esposa estão planejando ir visitar o Brasil. Elas querem descer para São Paulo, passear e assistir aos shows. Então estou realmente torcendo para que isso aconteça.
Everest foi lançado em agosto passado. Vocês descreveram o som como sendo o mais próximo de tocar no porão dos seus pais. Gravar tudo junto na mesma sala. Agora que o álbum foi lançado há alguns meses, como você vê os fãs do Halestorm se conectando com a vida deste álbum?
O processo de fazer o Everest nos lembrou muito dos primeiros dias do Halestorm, quando éramos basicamente nós quatro fazendo um som juntos no porão dos meus pais. São sempre os pais do baterista, porque você não quer ter que mudar a bateria de lugar. Como eu e minha irmã, obviamente.
Mas sim, éramos apenas nós quatro tocando, nos divertindo e apenas fazendo sons. Mas agora temos uns 20, 25 anos a mais de experiência como compositores, então nossa abordagem agora é muito melhor do que era naquela época, porque não éramos compositores muito bons. Então, felizmente, ao longo das décadas fazendo isso como uma banda, aprendemos e absorvemos algumas coisas aqui e ali, e ficamos melhores nisso ao longo dos anos.
Então sim, foi o primeiro disco em que nos sentimos confiantes o suficiente para simplesmente entrar em um estúdio, apenas nós quatro e um produtor com o mínimo de influência externa, só para ver se conseguíamos fazer isso. E no primeiro dia, nós escrevemos Darkness Always Wins com o Dave Cobb, e foi tipo, ‘uau, isso é forte’. Então isso de certa forma abriu o precedente para o resto do disco.
E como foi trabalhar com Dave Cobb neste disco? Como foi a experiência de buscar um som mais orgânico e cru com ele para o Halestorm?
Sim, eu adorei. Eu adorei como… ‘isso vai soar contraproducente’. Bem, eu não deveria dizer isso. Ia dizer que adorei como ele não interferiu muito quando se tratava da instrumentação. Me diverti muito trabalhando com ele na parte da composição, porque ele também é um compositor. Então me diverti muito jogando melodias, letras e versos de um lado para o outro, e ele foi muito, muito aberto e receptivo a muitas ideias.
Mas também, acho que só porque estávamos e ainda estamos em um ponto em que nos sentimos mais confiantes para estar na sala com outros compositores e pilotando o barco, por assim dizer, em vez de entrar em uma sessão de composição com um co-autor, e eles dizerem tipo: ‘ah, tive essa ideia, vamos trabalhar nisso’. Foi mais no sentido de, vamos abordar a composição com o Dave e nós vamos liderar o ataque com as ideias e deixá-lo meio que treinar, esculpir e moldar em algo ainda melhor. Então, nessa parte, ele foi muito participativo.
Mas quando se tratava apenas da bateria, ele era muito aberto e receptivo a muitas das minhas ideias. E sinto que, com cada produtor com quem trabalhei, eles sempre tentaram controlar cada batida, cada virada de bateria, cada momento até o ponto em que eu fico tipo: ‘ok, o que você quer que eu toque? Tudo bem, tanto faz’. Mas com o Dave, eu simplesmente fazia uma loucura. E ele dizia: “eu amei isso. Faça isso. Isso tem que entrar na música”. Em resumo, foi muito emocionante para mim. E também serviu para aumentar um pouco a confiança como baterista, não apenas como compositor, mas também na parte da bateria.
E o vídeo de Darkness Always Wins é muito cinematográfico e tem um detalhe especial: a participação da sua esposa, Emily. Como surgiu a ideia de trazê-la para o projeto?
Ai meu Deus! Obrigado por tocar nesse assunto. Isso foi tão incrível. É uma loucura. Sim, ela interpretou a escuridão. Deus a abençoe. Quero dizer, a Emily é tão comprometida com sua atuação e também com suas performances como dublê, porque ela é atriz e dublê. E ela tem sido uma dublê e atriz de cinema e TV ativa por anos na cena de Nashville. Então ela conseguiu o trabalho através da sua equipe de dublês, através do líder da sua equipe de dublês.
E é tão engraçado porque sou amigo do líder da equipe de dublês dela, mas ele esqueceu que toco na banda Halestorm. Ele recebeu a oferta de quem quer que tenha feito o elenco do clipe dizendo tipo: “ei, precisamos de uma dublê feminina mais ou menos dessa altura para interpretar a versão malvada da vocalista”. E ele ficou tipo: ‘legal, legal, legal’. E ele está passando por sua lista de pessoas e liga para a Emily e diz: “ei, consegui um trabalho para você”. Ela fica: ‘ótimo, legal’. “É para essa banda chamada Halestorm. Você vai fazer luta de espadas”.
O tempo todo em que ela está ouvindo isso, ela está pensando: ‘muito engraçado. Ok, ok, essa é uma piada muito engraçada’. E ele diz: “por que isso é engraçado?” Ela fica tipo: ‘espera, você está falando sério?’ E ele: ‘sim, essa é uma oferta real para um videoclipe dessa banda chamada Halestorm’. Ela diz: ‘Jaren, eu sou casada com o Arejay’. E ele ficou tipo: ‘ah, é verdade’. Quer dizer, sabe, ele é um cara ocupado. Eu não levo a mal. Ele é legal. Eu adoro o Jaren! Esse foi o momento mais engraçado.
Eu só queria deixar bem claro que ela não conseguiu o papel no videoclipe por minha causa. Não fui eu quem forçou. Na verdade, tento poupar a Emily da agonia de atuar em um videoclipe do Halestorm. Ela já fez um antes, antes mesmo de começarmos a namorar. Nós nos conhecemos no set do videoclipe de Do Not Disturb. Mas eu já estava em um relacionamento. Então só disse oi e tchau. Avançando para um ano depois, aquele relacionamento acaba. Eu começo, tento esses aplicativos de namoro que nunca tinha tentado antes. E damos match no Hinge, sem sabermos quem o outro era. Finalmente, ficamos tipo: ‘espera, eu conheço você’. E são momentos de pura e estranha serendipidade no que diz respeito a isso. Mas sim, ela conseguiu o papel no clipe de Darkness Always Wins por seu próprio talento.
É uma ótima história.
Sinceramente, eu adorei a gravação desse clipe porque nas primeiras duas horas mais ou menos, nós fazemos as tomadas com a banda toda. Então estou no trabalho. Estou fazendo algumas tomadas da música. Isso passa bem rápido. Eles desmontam os instrumentos. Eles limpam o set para a cena de luta. E isso leva umas cinco, seis horas. Tipo, a parte cinematográfica tomou a maior parte do dia.
Portanto, assim que terminei a parte da bateria e o meu técnico de bateria guardou todo o equipamento, o meu trabalho era basicamente ser o assistente da Emily pelo resto do dia. Então estava trazendo toalhas para ela, trazendo água. Entre as tomadas, corria e dava um pouco de água para ela. Então corria de volta. E o diretor disse: ‘é tão bom que você tenha um assistente hoje’. E a Emily respondeu: ‘sim, tipo, o cara da banda é meu assistente pessoal para o resto da gravação’. Foi um momento tão divertido. Sinceramente, ter ela por perto durante a gravação do clipe tornou o dia muito divertido.
Sim, parece incrível. A música Everest tem um tom muito de hino, quase como um grito de guerra sobre a superação de obstáculos. Considerando a jornada de vocês, qual foi o maior Everest que o Halestorm teve que escalar para chegar a esse ponto de tocar em estádios com lendas do rock?
Meu Deus, honestamente, fazendo jus à metáfora de escalar uma montanha, é literalmente um passo de cada vez. Não há realmente, não consigo pensar em um momento monumental em particular. Quero dizer, consigo pensar em muitos momentos de sorte que tivemos, como ganhar um Grammy, ou apenas ter a sorte de entrar em uma grande turnê com uma banda como o Iron Maiden na Europa, e ter a chance de tocar no último show do Black Sabbath e Ozzy Osbourne, o que foi incrível.
Consigo pensar em muitos momentos de sorte em que ficamos fora de nós pensando: ‘uau, não sei como isso aconteceu’. Mas acho que tudo isso aconteceu apenas porque mantivemos nossos narizes colados na pedra de amolar, mantendo a cabeça baixa e apenas tentando continuar em frente.
Nossa trajetória como banda tem sido muito gradual. Então, de muitas maneiras, é como escalar uma montanha, mas de muitas outras maneiras, é como fazer uma caminhada muito lenta e constante por uma inclinação bem gradual.
Quando escrevemos a música Everest como uma metáfora para nossa jornada pessoal como banda, nossa carreira, nossa trajetória, nós pensamos: ‘bem, esse é um tema abrangente e quase perfeito para o álbum inteiro’, especialmente por estarmos neste ponto de nossa carreira onde nos sentimos confortáveis o suficiente para assumir as rédeas como compositores e fazer o disco por conta própria com um produtor. Foi um marco meio monumental para nós fazer esse disco dessa forma.
Em abril, o Halestorm toca no Monsters of Rock, dividindo o palco com Guns N’ Roses, Lynyrd Skynyrd e Extreme. Como é ver o Halestorm nesse lineup histórico? E tem alguma banda no cartaz que você está pessoalmente animado para assistir dos bastidores?
Na verdade, estou muito animado para ver o Extreme, nunca vi. Mas nosso técnico de guitarra vem de turnês com muitas bandas dos anos 80 e ele estava fazendo uma propaganda enorme deles. Estou animado para vê-los. Vi o Guns N’ Roses no show Back to the Beginning e foi simplesmente incrível ver a banda. Lynyrd Skynyrd vai ser uma loucura. Deus os abençoe, eles ainda estão na ativa, ainda estão arrasando.
Estou mesmo muito animado para tocar em um festival brasileiro porque o último em que tocamos foi há anos, mais de uma década, nós tocamos no Rock in Rio (2015). E acho que o System of a Down era a atração principal, o Hollywood Vampires tocou, foi um ótimo lineup.
Qual lembrança você tem do público brasileiro nos shows do Halestorm?
O público brasileiro é muito apaixonado. Eles amam música e são muito gratos quando as bandas vão lá fazer shows. Simultaneamente, somos muito gratos por eles nos permitirem ir até lá e tocar, porque se dependesse de mim, eu iria para o Brasil todo mês. Amo esse lugar! Não queria ir embora, amei tanto.
Só estive no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas amei as duas experiências. E adoraria explorar outras áreas do Brasil, as partes mais rurais. Então, estou realmente muito animado para sentir aquela energia do público de festival brasileiro. Vai ser a melhor experiência que poderia imaginar.
Em relação ao Extreme, que você disse estar super animado para assistir, existe possibilidade de uma jam entre vocês?
Não tem nada planejado até agora, mas muitas coisas simplesmente acontecem. Eu vou ficar com minha câmera pronta porque adoraria ver nosso guitarrista e o Nuno Bittencourt no mesmo palco trocando riffs. Acho que seria um pedaço de conteúdo incrível que eu teria que capturar. Então deixem as câmeras dos celulares prontas, pessoal.
Arejay, seus solos de bateria são uma atração à parte, especialmente quando você usa as baquetas gigantes. Para essa turnê do Halestorm na América do Sul, você preparou alguma surpresa visual nova ou alguma manobra diferente para o seu momento solo?
Infelizmente, estamos presos às baquetas grandes. Não podemos fazer um show sem as baquetas grandes. Os fãs ficariam chateados. Mas tenho algumas outras ideias. Me diverti muito na Europa fazendo algumas interações com o público durante o meu solo de bateria. E se o público brasileiro for tão enérgico, apaixonado e divertido quanto eu sei que será, acho que vou ter que aplicar algumas daquelas pequenas coisas divertidas e interessantes com essa multidão. Tenho algumas coisas divertidas. Eu adoraria testar!
Em entrevistas recentes, vocês mencionaram o desejo de aumentar a produção dos shows, talvez trazendo de volta elementos teatrais ou plataformas giratórias (o sonho da ‘montanha-russa’ de bateria). O que os fãs podem esperar do Halestorm em termos de espetáculo visual para os próximos anos?
Não tenho o dinheiro do Tommy Lee, então não haverá montanha-russa de bateria, desculpe! Acho que grande parte da produção, do caos e da energia vai depender de nós quatro e de colocarmos nossos corpos à prova. Estaremos muito pilhados com a energia do público. Eu simplesmente sei disso, posso sentir isso. Vamos nos divertir muito. Vai ser apenas um festival de amor de alta energia entre nós e o público.
Você e a Lzzy tocam juntos desde crianças. Ver a evolução dela se tornando uma das maiores frontwomen do rock moderno deve ser especial. Como a dinâmica de vocês como irmãos mudou (ou não mudou) agora que vocês são headliners de arenas?
Somos as mesmas crianças que sempre fomos. Sinto que o fato de nós dois termos uma paixão conjunta por escrever canções e fazer música juntos desde que éramos crianças, isso nunca nos deixou. Isso meio que ficou com a gente para sempre. Sinto que especialmente agora, agora que somos ambos um pouco mais velhos e um pouco mais sábios do que éramos no final da adolescência, início dos 20 anos, nossa relação está ainda mais forte agora porque sinto que, conforme você envelhece, realmente prioriza a família muito mais do que antes.
Você meio que passa por aquela fase em que é muito dependente da sua família quando é pequeno. Posteriormente, meio que se rebela contra a sua família nos seus anos de rebeldia. E agora estamos de certa forma no outro lado disso, onde realmente apreciamos ter um ao outro em nossas vidas e poder nos ver com a frequência que nos vemos e continuar trabalhando juntos, e também ter nossos pais em nossas vidas.
Tento ser o melhor filho que posso ser para os meus pais e para a minha família, e minha família estendida. A mãe da minha esposa, eu a amo muito. Minha mãe e eu somos super ligados. Meu pai e eu sempre fomos melhores amigos. A esposa do meu pai e eu somos super próximos. Tenho sorte, minha família é incrível.
E tenho sorte de ter uma irmã que também é minha melhor amiga. Estou tão orgulhoso dela. Eu amo o que ela tem feito para inspirar tantas outras garotas por aí a quererem começar uma banda, a quererem entrar na música ou até mesmo o simples ato de ter alguém em quem se inspirar que pode te dar um impulso de confiança na vida, não importa o que você queira fazer. Acho que isso é vital. Estou muito feliz por ter tido a chance de ver isso em primeira mão.
Ouvir você falar sobre sua família e a família da sua esposa, você parece tão brasileiro. Nós temos esse tipo de conexão com nossas famílias.
Sim, no aniversário da melhor amiga da minha esposa, que foi em janeiro, nós pudemos ir para Orlando. A família dela mora em Orlando e pude passar um tempo com a família do pai dela, que é toda brasileira. Foi muito divertido sair com eles. Eles transformaram um dos quartos deles em uma verdadeira sala de karaokê. E eles estavam cozinhando todos esses pratos tradicionais da comida brasileira. E depois que comemos, bebemos muito vinho e cantamos muito karaokê até umas duas da manhã mais ou menos. Então Emily (esposa) e eu estávamos simplesmente desmaiando de sono, mas pensamos: ‘esse pessoal tem o dobro da nossa idade e está festejando mais do que a gente’. Eles continuam, continuam e continuam. Eu amo a cultura brasileira! Estou super animado para estar aí, e super animado que ela vai vir e eu vou poder vê-la no seu território.
Você cantou alguma música brasileira no karaokê? Você conhece alguma? Porque eu acho que elas são difíceis, né?
Não, eles queriam cantar Harry Styles e Dua Lipa, coisas assim. Nenhuma música brasileira. Mas vou perguntar para a Camille na próxima vez que falar com ela. Falando nisso, você pode indicar algumas músicas brasileiras? Talvez o Halestorm pudesse fazer um cover dela, pode ser a nossa introdução.
Serviço
O Halestorm fará três shows no Brasil. Além da apresentação no Monsters of Rock, em 4 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, a banda também toca no Jockey Club, em Porto Alegre, com o Guns n’ Roses, no dia 1 de abril, e no Live Curitiba, no dia 8, com o Extreme.