A cera do aguardado álbum Rushmere mal teve tempo de secar e o Mumford & Sons já ataca novamente nesta sexta-feira (20). Chegando logo na sequência, Prizefighter é um disco que não pede licença e já chega quebrando expectativas logo nos primeiros segundos.
Curiosamente, quando você dá o play, não é a voz familiar de Marcus Mumford que te recebe. Quem abre os trabalhos é o gigante vencedor de múltiplos Grammys, Chris Stapleton, que empresta seu peso country-blues à faixa de abertura, “Here”.
Convidados de luxo em Prizefighter
E os pesos-pesados não param por aí. Hozier espalha sua magia em Rubber Band Man, soando tão em sintonia com a banda que perfeitamente poderia ser um quarto irmão Mumford.
O álbum também abre espaço para a nova geração: Gigi Perez (colega de gravadora) entrega uma performance maravilhosa em Icarus, enquanto a estrela pop-folk Gracie Abrams ilumina a faixa Badlands, criando uma mistura cultural que soa como um filme de Terrence Malick para o século 21.
Mão de Aaron Dessner e a energia do estúdio
Na cadeira de produtor, temos Aaron Dessner (The National), que já havia trabalhado com a banda no disco Wilder Mind. Aqui, ele captura de forma brilhante o caráter fluido e ágil das sessões de gravação.
É possível sentir uma atmosfera de “poucos takes” e muita diversão transbordando em faixas como The Banjo Song e Run Together.
Baladas cruas e euforia alt-rock
No meio do disco, a dupla de baladas indie-folk Alleycat e a faixa-título Prizefighter se destacam por serem cruas, diretas e francamente honestas. Já Begin Again resgata aquele alt-rock eufórico que o Mumford & Sons faz com os pés nas costas.
Para fechar a obra, Clover surge como uma ode pastoral ao contentamento e à serenidade da vida doméstica, trazendo os trabalhos para uma conclusão extremamente satisfatória.
Ouça Prizefighter: