Juliano Gauche explora as dualidades humanas no álbum “A Balada do Bicho de Luz”

Juliano Gauche explora as dualidades humanas no álbum “A Balada do Bicho de Luz”

O rock independente brasileiro ganha um novo capítulo de peso com o lançamento de A Balada do Bicho de Luz, o quinto álbum de estúdio de Juliano Gauche. Conhecido por sua densidade lírica e bagagem na cena alternativa (desde os tempos da banda Solana), o artista mineiro radicado no Espírito Santo entrega 11 faixas inéditas que mergulham em distorções e sintetizadores para falar sobre as contradições da existência.

O título do disco resume o conceito: a luta entre o “bicho” (a carne, a matéria) e a “luz” (o espírito, a energia). Produzido por Gauche em parceria com Klaus Sena (que também assina o baixo e os teclados), o trabalho conta com o retorno de Victor Bluhm nas baquetas, mantendo a cozinha afiada que já vinha do disco anterior.

Sonoridade híbrida e convidados de elite

Musicalmente, o álbum é um caldeirão. Há traços nítidos de pós-punk, stoner rock e grunge, tudo amarrado por uma psicodelia que remete a nomes como Os Mutantes e Júpiter Maçã, mas com a crueza de Raul Seixas.

Para dar ainda mais camadas a esse “caos organizado”, o disco conta com participações luxuosas:

  • Fernando Catatau (Cidadão Instigado) traz suas guitarras características;
  • Julia Valiengo (Trupe Chá de Boldo) e Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico) emprestam suas vozes a esse mosaico sonoro.

Trajetória consolidada

Desde que iniciou sua carreira solo em 2013, Juliano Gauche tem sido figurinha carimbada nas listas de melhores do ano de veículos especializados e da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Seu estilo, influenciado pela literatura moderna e pelo jazz dos anos 70, o coloca como um dos compositores mais autênticos da sua geração.