Assim como o Jayler, o Dirty Honey dispôs de apenas 45 minutos de palco no Monsters of Rock, realizado no último sábado (4), no Allianz Parque, em São Paulo. A banda californiana, repetindo a sinergia vista na Audio dias antes, soube otimizar cada segundo para imprimir uma excelente impressão no público paulistano.
Essência setentista e vocação para estádios
Fortemente influenciada pelo Aerosmith, o Dirty Honey é o tipo de banda que parece ter nascido para as arenas, carregando consigo aquela aura vibrante dos anos 1970. Se na Audio o show foi uma celebração íntima do classic rock moderno, no Allianz os músicos provaram que possuem envergadura para se tornarem headliners no futuro, seguindo os passos das lendas que emulam.
O vocalista Marc LaBelle, cujos trejeitos remetem inevitavelmente a Steven Tyler, conquistou a plateia com uma entrega vocal impecável e um carisma magnético. Ele não hesitou em buscar o contato direto com os fãs, chegando a descer até o “gargarejo” da pista, eliminando qualquer barreira entre o palco e o público.





Setlist e impacto do Dirty Honey no Monsters of Rock
O repertório foi um “tiro curto”. Embora tenha sofrido mais cortes que o show do Jayler em comparação à apresentação de quinta-feira, a espinha dorsal do setlist foi preservada. A abertura ficou por conta de Gypsy, seguida pela energética California Dreamin’. A banda ainda resgatou Heartbreaker antes de disparar Don’t Put Out the Fire, que foi acompanhada em uníssono pelo estádio.
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Enquanto Another Last Time serviu como a vitrine perfeita para LaBelle cativar a audiência com seu domínio das love songs, o encerramento com When I’m Gone chegou com autoridade, agora validada pelo grande público como parte da trilha sonora do filme do Minecraft.
As duas experiências com o Dirty Honey, na quinta e no sábado, foram complementares e marcantes. A primeira, na Audio, permitiu o privilégio de observar os detalhes técnicos; a segunda, no Allianz Parque, revelou a força e o impacto do som da banda em escala monumental.