Halestorm rouba a cena e entrega um dos melhores shows do Monsters of Rock

Halestorm rouba a cena e entrega um dos melhores shows do Monsters of Rock

A escalação do Monsters of Rock contava com gigantes do quilate de Guns N’ Roses, Lynyrd Skynyrd e Extreme, mas quem verdadeiramente roubou a cena foi o Halestorm. Liderado pelo “furacão” Lzzy Hale, indiscutivelmente uma das maiores frontwomen do rock mundial, o grupo demonstrou por que está habituado a “engolir” palcos de arena.

Sintonia e poder vocal

Durante uma hora, o Halestorm entregou uma performance de altíssimo nível, sustentada pela sintonia quase telepática entre os irmãos Hale. Se Lzzy impressiona pelo alcance vocal avassalador, o baterista Arejay Hale garante o entretenimento com seu carisma e o já tradicional solo com baquetas gigantes.

Se James Bartholomew (Jayler) e Marc LaBelle (Dirty Honey) iniciaram, mais cedo, uma disputa informal para ver quem possuía o maior fôlego vocal do festival, Lzzy Hale encerrou a discussão com sobras. Sua voz preencheu cada centímetro do Allianz Parque com uma potência que parece não exigir esforço, deixando a audiência em transe.

Rejuvenescimento do rock

Apesar dos quase 20 anos de estrada, o Halestorm consolidou-se como um dos principais estandartes do rejuvenescimento do gênero. Ao vivo, essa vitalidade torna-se ainda mais evidente, revelando um domínio de palco raramente visto em bandas de gerações mais recentes.

Um dos momentos de maior protagonismo foi o solo de Arejay. Embora o uso das baquetas gigantes seja um número conhecido pelos fãs devotos, a performance arrancou sorrisos e aplausos de surpresa do público desavisado que lotava a pista.

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Equilíbrio no repertório do Halestorm

O setlist equilibrou com maestria os hits do aclamado The Strange Case Of… (2012) e as novidades do álbum Everest (2025), que ainda eram inéditas nos palcos brasileiros. I Miss The Misery e Love Bites (So Do I) foram, sem dúvida, os pontos culminantes da apresentação. O álbum de estreia homônimo (2009) também foi reverenciado com dois clássicos contemporâneos: Familiar Taste of Poison e I Get Off.