Com Gary Cherone inspirado, Extreme faz público vibrar e se emocionar com hits

Com Gary Cherone inspirado, Extreme faz público vibrar e se emocionar com hits

Antes mesmo do início do Monsters of Rock, integrantes do Halestorm e do Lynyrd Skynyrd não hesitaram ao apontar qual apresentação mais ansiavam assistir: Extreme. Seja pelo hard rock vigoroso que conseguiu furar a bolha do grunge nos anos 1990, ou pelo virtuosismo técnico do guitarrista Nuno Bettencourt, a banda é sempre um selo de garantia para performances memoráveis.

Dinâmica e presença de palco

No palco, Gary Cherone e Nuno não decepcionaram. A dupla mantém uma dinâmica impecável, entregando exatamente o que o público esperava: uma sucessão de hits radiofônicos que marcaram época, e trilhas sonoras de novelas brasileiras.

O álbum Pornograffitti (1990), maior êxito comercial do grupo, serviu como a espinha dorsal do repertório. Cinco canções do disco foram apresentadas, incluindo os clássicos:

  • Decadence Dance;
  • Get the Funk Out;
  • Hole Hearted;
  • It (‘s a Monster);
  • More Than Words.

Protagonismo de Nuno e a agilidade de Cherone

Nuno Bettencourt, que se comunicou em português com os fãs durante boa parte do set, centralizou as atenções com seus riffs precisos e solos explosivos. No entanto, Gary Cherone não ficou à sombra. O vocalista exibiu uma agilidade impressionante, dançando e percorrendo o palco com um vigor que contagiou o Allianz Parque ao longo dos 60 minutos de show.

Momento “sing along” do Extreme

More Than Words proporcionou o maior coro uníssono do festival, repetindo o fenômeno ocorrido na última passagem da banda pelo Brasil, no Best of Blues and Rock. O único “obstáculo” para aproveitar plenamente o momento foi o onipresente mar de smartphones erguidos, uma barreira digital que competia com a visão direta do palco.

Encerramento do Extreme em alta voltagem

Mesmo após o impacto de seu maior hit, o Extreme manteve a intensidade no nível máximo. O encerramento veio com a emblemática Get the Funk Out e a moderna Rise. Esta última conta com um solo de 55 segundos que já nasceu clássico, sendo considerado por diversos críticos como um dos melhores do século XXI, uma prova definitiva de que o virtuosismo de Nuno permanece intocado pelo tempo.