Como o Capital Inicial cruzou o rock com a nova geração da música brasileira

Como o Capital Inicial cruzou o rock com a nova geração da música brasileira

Poucas bandas no Brasil conseguem transitar tão bem entre o rock clássico dos anos 80 e o pop contemporâneo quanto o Capital Inicial. Se no passado o grupo se imortalizou com parcerias com Zélia Duncan e Kiko Zambianchi, nos últimos anos a estratégia foi “oxigenar” o repertório convidando artistas que dominam as paradas atuais.

Esses encontros, registrados principalmente no projeto Capital Inicial 4.0, mostram que os hinos da banda têm fôlego para novas roupagens. Confira os destaques dessa integração geracional:

1. Pop ousado de Marina Sena

A versão de Natasha com Marina Sena é, talvez, a mais comentada. Marina não apenas emprestou sua voz anasalada e marcante, mas incorporou a personagem do clipe, trazendo uma estética visual mais “popstar” e menos “rocker” para a clássica canção de rebeldia.

2. Leveza com Vitor Kley e Ana Gabriela

Em Primeiros Erros (Chove), o Capital abriu espaço para o estilo “good vibes” de Vitor Kley. O resultado foi uma versão solar, que suaviza o peso emocional da letra original de Kiko Zambianchi. No mesmo clima, Ana Gabriela dividiu os vocais em Fogo, trazendo uma melodia mais doce e romântica para uma das canções mais sensuais do grupo.

3. Peso do rock e do rap

O intercâmbio com o underground e com outros gêneros também rendeu frutos:

  • Far From Alaska: Emily Barreto e Cris Botarelli trouxeram sintetizadores e vocais potentes para Invisível, acompanhados de um clipe sombrio em stop-motion.
  • Scalene: Com raízes em Brasília, o Scalene participou de Parado no Ar, reforçando a linhagem do rock alternativo da capital federal.
  • ConeCrewDiretoria: O rap entrou em cena com Viva a Revolução, onde os versos inéditos dos rappers trouxeram uma leitura urbana e política atualizada para o som da banda.

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