Bombers e Savantes recebem as revelações Sky Down, Não Há Mais Volta e Big Stone Crew em Santos

Bombers e Savantes recebem as revelações Sky Down, Não Há Mais Volta e Big Stone Crew em Santos

Neste domingo, a partir das 17 horas, na Tribal, as bandas santistas The Bombers e Savantes vão receber três revelações nacionais que estão despontando no cenário independente: Sky Down (Santo André), Não Há Mais Volta (São Paulo) e Big Stone Crew (Porto Alegre/RS).

Para preparar o público para o evento da ALLin Gigs, o Blog n’ Roll trocou uma ideia com as três bandas e vocês podem conferir o som delas e o que elas pensam logo abaixo.

Lembrando que o ingresso custa apenas R$ 15. A Tribal fica na Rua Frei Gaspar, 6, no Centro Histórico de Santos.

Sky Down
skydown

Formada no final de 2011, em Santo André, a Sky Down tem em sua formação Caio Felipe (guitarra/vocal), André Arvore (bateria) e Tales Lobo (baixo).

Com uma bagagem interessante de outras bandas, a Sky Down casa bem o seu som com várias vertentes roqueiras. Caio Felipe, por exemplo, tocava numa banda de horror-punk chamada Difuntos. André era guitarrista do Ataque Relâmpago (Ramones cover).

“Talvez o nosso som lembre Nirvana pelas influências parecidas, viemos todos do punk rock e rock alternativo, mas nunca nos preocupamos em forçar esse vínculo. Tocamos desde com bandas de punk, hardcore, metal, até outras mais digamos pop. A gente pode chegar num show e tocar Nowhere ou The End, como também Liar que é mais punk daquela leva 80’s. Acho legal estar nesse meio termo entre o punk, alternativo ou porque não pop. Então não temos problema algum com isso, o publico gosta e também gosto do desafio. Não tocamos para agradar ninguém diretamente, se incomodar já valeu”, diz Caio.

No maio do ano passado, a Sky Down lançou o belo álbum …Nowhere. Os últimos meses serviram como base para divulgar o registro. “Divulgamos muito esse disco, o máximo que pudemos sem selo, gravadora, produtora. Tudo na raça, correndo atrás e com apoio de amigos. Lançamos três clipes para o disco (dois produzidos pela MondoCão Filmes aqui do ABC e um feito pela nossa amiga Querolx), viajamos pra Brasilia, Goiania e outras cidades do interior de São Paulo, só nesse ano fizemos uns 40 shows, sem contar os de 2014”.

Na reta final de divulgação do álbum, o Sky Down prepara um split com os santistas da The Bombers. “Já está gravado e quase pronto para ser lançado. No split vão ser ao todo seis músicas, uma inédita de cada banda, uma banda tocando uma musica da outra e dois bonus tracks: um cover de David Bowie e outro do L7″.

E os planos não param por ai. Ainda há um split com o Color For Shane. “Depois disso, ano que vem, vamos entrar em estúdio novamente e gravar um novo EP ou disco, que vai sair por um selo de São Paulo”.

Big Stone Crew
bigstone

Direto de Porto Alegre, uma das cidades mais roqueiras do Brasil, a Big Stone Crew se formou no final de 2013. Seus integrantes tocam em outras bandas bem conhecidas do Rio Grande do Sul, como o Tequila Baby, Reativos e Torto.

As influências do som vão de Bad Religion, Descendents até Social Distortion. Apesar do pouco tempo de banda, a Big Stone já caminha para o seu segundo álbum. “Lançamos digitalmente em fevereiro o primeiro álbum completo, o Legacy. Agora saiu em versão física, no início de outubro. Estamos compondo o segundo trabalho, que provavelmente será full lenght, álbum mesmo”.

Questionados sobre como está a cena gaúcha, os integrantes destacaram vários nomes, tais como Hempadura, Suerte, Reativos, Social Drive, Mundano, Inimigo Eu, Tripwire, The Paradise Sessions, Yesomar. “Tem rolado uns sons bem legais aqui no Sul”.

Pela primeira vez em São Paulo e Santos, a Big Stone Crew afirma que gosta de vários nomes de São Paulo, mas destaca o Não Há Mais Volta. “A banda está com um trampo muito foda”.

Não Há Mais Volta
naohamaisvolta

Para resgatar a força do punk rock paulistano, o Não Há Mais Volta é um prato cheio para os fãs de Olho Seco, Cólera e outras da geração do Começo do Fim do Mundo, festival que foi o pontapé inicial do punk rock em São Paulo. “O punk nacional sempre esteve muito presente na minha vida, inevitável não ser influenciado por eles”, diz o vocalista do Não Há Mais Volta, Fernando Lamb.

Para Lamb, São Paulo viveu uma fase excelente no final dos anos 1990 e início da década 2000, principalmente aos esforços do finado Donald (Gritando HC). “Eram diversas bandas fazendo o seu corre, sem apelo visual. As bandas queriam apenas tocar e fazer música boa”, diz. “Se recuperarmos um pouco do que já tivemos aqui, estou feliz. Mas não é nada fácil”, completa.

Atualmente, a banda segue divulgando seu álbum de estreia, homônimo, lançado pela HBB Records, no início deste ano. “Ainda vamos trabalhar em cima desse álbum por um tempo, mas já temos duas músicas que gravamos no projeto Rubber Tracks da Converse e que serão muito bem utilizadas. Isso é tudo o que posso falar”, diz aos risos, Lamb.

Mas paralelamente aos ensaios, o vocal afirma que o grupo já está compondo músicas para um próximo disco. “Temos umas 15 músicas prontas, mas até entrarmos em estúdio mesmo, teremos muito mais e poderemos escolher as melhores. Não temos nenhuma data, mas com certeza, ao longo do ano que vem teremos muitas novidades”.

O Não Há Mais Volta surgiu no final de 2013. À época, Lamb era vocalista do Chorume e se juntou com o amigo Ricardo Galano, autor de canções como Dias Atrás e Perdas, do CPM 22, para formar a banda. Juntaram-se a eles, o baixista Gustavo Rodrigues (ex-Apolônio) e o baterista Gian Coppola (ex-Kangaroos In Tilt).

Lamb tem uma imagem bem interessante de Santos. “Será nossa primeira vez na Califórnia brasileira. Santos sempre foi um berço sensacional de bandas como Safari Hamburguers, Psychic Possessor, Garage Fuzz, White Frogs, Primal Therapy, Imperpheitos, o próprio The Bombers que se tornaram grandes amigos. Eu costumava ir muito aos shows em Santos. Tinha um bar que chamava Banana Grogue e lembro que vi uma banda de minas que eu achei muito foda, a Hitch Lizard. Enfim, Santos sempre foi um lugar meio mágico para o punk rock, para mim. Espero que os santistas não me despontem no domingo. Espero vocês”.