Entrevista | Angus & Julia Stone celebram fase solar com novo álbum e relembram laços afetivos com o Brasil

Com harmonias vocais etéreas e composições que flutuam entre o sonho e a realidade, os irmãos australianos Angus e Julia Stone abrem um capítulo visivelmente mais festivo e solar em sua carreira. O ponto de partida dessa nova jornada é o álbum Karaoke Bar, lançado na última sexta-feira (4). Gravado em estúdios espalhados pela França, Austrália e pela mística ilha grega de Hydra, conhecida pelo refúgio histórico de Leonard Cohen, o álbum deixa de lado a introspecção melancólica do antecessor Cape Forester para abraçar um clima dançante, espontâneo e coletivo. Para falar sobre o novo momento, o processo de composição e as lembranças marcantes de suas passagens pelo país, o duo australiano conversou com o Blog n’ Roll. Durante o bate-papo, Julia revelou uma emocionante história de amizade construída no Rio de Janeiro antes mesmo do sucesso internacional da banda, enquanto Angus arriscou versos de Chris Isaak. O single Karaoke Bar fala sobre como a música quebra barreiras entre estranhos. Na era digital e das redes sociais, vocês sentem que a música ao vivo e esses momentos espontâneos se tornaram ainda mais urgentes e necessários? Julia Stone: Sim, acho que a música sempre serviu como uma espécie de tecido conectivo para o espírito humano. Em uma era de desconexão, onde passamos tanto tempo no mundo online, a música tem a capacidade de aproximar pessoas de diferentes origens, mesmo virtualmente. O lado bonito da interconectividade digital é que cada um consegue achar o som exato para si, encontrando sua comunidade. Quando éramos crianças, eu sentia com frequência uma sensação de não pertencimento. Aí ouvia Leonard Cohen e pensava: “Tem alguém lá fora dizendo algo que me conecta. Não estou mais sozinha”. A música faz você se sentir parte de uma família de pessoas que compartilham dos mesmos sentimentos. Em um ambiente de karaokê, todo mundo tem a oportunidade de cantar e ser ouvido. Como foi traduzir essa energia democrática e festiva para a assinatura dreamy folk de vocês? Julia Stone: Como o Angus e eu trabalhamos juntos há quase duas décadas, o próprio processo de gravação no estúdio é profundamente democrático. Criamos um espaço livre e justo onde ambos somos ouvidos. O respeito mútuo pela criatividade do outro se reflete diretamente na sonoridade das faixas. Quanto mais amadurecemos essa convivência ao longo dos anos, mais essa dinâmica transparece no resultado final do nosso som. Se vocês dois entrassem em um karaokê hoje à noite, longe dos palcos profissionais, qual seria a escolha de cada um no microfone? Julia Stone: Eu provavelmente cantaria qualquer faixa do Jagged Little Pill, da Alanis Morissette. (risos) Angus Stone: Para mim, seria Wicked Game, do Chris Isaak. “I never dreamed that I’d meet somebody like you…” A ilha de Hydra, na Grécia, tem uma mística musical enorme associada ao Leonard Cohen. Como a energia do local influenciou a composição do disco? Angus Stone: Havíamos acabado de encerrar uma turnê exaustiva e estávamos em Paris. Queríamos unir o melhor de dois mundos: curtir férias no Mediterrâneo, bebendo bom vinho e comendo bem, enquanto gravávamos no estúdio em Hydra. Foi uma atmosfera mágica que nos entregou exatamente o equilíbrio que estávamos buscando. O álbum foi registrado na Grécia, na França e na Austrália. Como conectar texturas de lugares tão distintos e ainda assim manter uma unidade estética? Angus Stone: Nossa vida profissional sempre aconteceu em trânsito e em diferentes estúdios pelo mundo. Para nós, a coesão de um disco não vem do espaço físico, mas das nossas vozes, dos instrumentos que escolhemos e das composições. Usamos métodos muito específicos de gravação. O que mantém a unidade de ponta a ponta é o sentimento que compartilhamos durante esses meses: estarmos profundamente felizes, gratos e celebrando a chance de fazer música juntos. O que mudou na engenharia de som e na dinâmica de produção em comparação ao intimismo de Cape Forester? Julia Stone: Cape Forester era mais introvertido e melancólico. Queríamos recriar a atmosfera dos nossos primeiros passos, quando tocávamos na sala de estar da casa do nosso pai ao voltar da escola. Todo o álbum e a turnê refletiram essa estética minimalista. Já este novo disco nasceu na estrada, tocando em teatros antigos e sentindo a energia da multidão. Nós nos sentimos muito mais solares. O disco convida o público a ficar de pé, dançar e compartilhar a experiência. Vocês começaram essa parceria oficial em 2007 com o EP Chocolates and Cigarettes. Qual é o maior superpoder e o principal desafio de manter uma carreira profissional com um irmão? Julia Stone: O maior desafio é exatamente a nossa maior recompensa. Quando você cresce na mesma casa e divide a mesma infância, é fácil cair na armadilha de achar que o outro ainda é aquela pessoa de 10 ou 15 anos atrás. O grande aprendizado foi dar permissão para o outro evoluir e mudar constantemente. Permitir que o outro se transforme em um novo artista a cada dia nos ajudou a transformar uma relação que poderia ser complexa em algo raro e afetuoso. É preciso aceitar quem a pessoa é hoje, não quem ela foi ontem. Para os fãs que se apaixonaram pela levada de Karaoke Bar, o que esperar do restante do álbum? Angus Stone: Encaramos cada disco como uma expedição pelas nossas próprias possibilidades. Neste projeto, mergulhamos de cabeça em nos divertir com a música. Pegamos o espírito despretensioso de “Karaoke Bar” e exploramos vários caminhos dentro dessa proposta. Estamos empolgados para ver como as pessoas vão receber essa energia. O público brasileiro é muito conectado com o folk e a obra de vocês. A turnê do novo disco deve passar pelo Brasil em breve? Julia Stone: Esse é o nosso grande sonho! Nós temos um amor verdadeiro pelo Brasil. Viajamos para o país quando éramos mais jovens. Houve uma época em que o Angus precisou voltar para a Austrália para terminar os estudos e eu passei uma temporada no Rio de Janeiro, morando com uma família brasileira. Eu ainda estava dando os primeiros passos na composição
Após frustração no Rock in Rio, Mgk encontra catarse na Audio com show de duas horas

O contraste não poderia ser mais nítido. Se no sábado (5), no Palco Mundo do Rock in Rio, Mgk explicitou seu incômodo com a apatia de um público focado em pesos-pesados do metal moderno como Bad Omens, Bring Me The Horizon e Avenged Sevenfold, no domingo (6), a história foi reescrita. Com a Audio, em São Paulo, completamente lotada e respirando cada verso, o artista norte-americano entregou um show potente e encontrou o cenário ideal para encerrar a Lost Americana Tour. Peso inicial de Mgk e a nostalgia dos anos 90 A apresentação começou agressiva com Fix Ur Face, recente colaboração com Fred Durst (Limp Bizkit). A faixa, lançada em abril, serve como um possível indicativo da direção do sucessor de Lost Americana (2025), álbum marcado por influências pop e referências que vão de Kate Bush a Alanis Morissette. Um dos pontos altos do início do set foi Starman, que resgatou os fãs mais nostálgicos com seu sample de Semi-Charmed Life, do Third Eye Blind. A faixa carrega uma história peculiar: durante os incêndios devastadores da Califórnia, Mgk precisou convencer um guarda nacional a deixá-lo passar rumo a Malibu apenas para conseguir a aprovação de Stephan Jenkins, vocalista da banda. O esforço não só garantiu o sample, como rendeu elogios públicos de Jenkins à coragem do rapper. Rap, polêmicas e conexão com as raízes Mostrando que não tem medo de revisitar sua base, Mgk mergulhou nos primórdios da carreira com a dobradinha Wild Boy e El Diablo. O bloco relembrou a fase em que o rap era sua principal assinatura, antes da extensa rivalidade com Eminem, desencadeada por comentários sobre a filha do rapper de Detroit e que rendeu provocações musicais pesadas de ambos os lados. O setlist de 32 músicas foi minuciosamente equilibrado. Tickets to My Downfall (2020) dominou com 10 faixas, seguido de perto pelas 8 canções de Lost Americana (2025) e 5 de Mainstream Sellout (2022). Momento “Rei dos Baixinhos” O carisma de Mgk ditou o ritmo entre as músicas. O artista reagiu com bom humor ao receber um cigarro de maconha de pelúcia no palco e, ao ler o cartaz de uma fã, brincou que “não seria má ideia ter um filho brasileiro, tal como Mick Jagger”. A conexão ficou ainda mais evidente nas interações com as crianças. Em I Think I’m Okay, ele chamou uma menina da plateia para fazer air guitar e assumir os backing vocals no início da faixa. O momento fofo teve sequência em Bloody Valentine, sucesso da trilha do jogo Tony Hawk’s Pro Skater 1+2. O músico tentou conversar com outra jovem fã, pegou seus óculos emprestados e viu a empolgação da menina contagiar até as bailarinas da turnê. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Blog n' Roll (@blognroll) Set acústico e a reta final arrebatadora A versatilidade do músico brilhou em um set acústico que incluiu trechos de Free Fallin’, homenageando o saudoso Tom Petty. O formato desplugado rendeu um episódio divertido quando um roadie teve dificuldades para estabilizar o pedestal do microfone. Em vez de fechar a cara, Mgk caiu na risada, brincou com a situação e pediu aplausos para o técnico. Ainda teve espaço para uma improvisada versão de Kuduro, sim, a trilha da novela Avenida Brasil, da Globo, sucesso no mundo todo em 2012. A canção já foi tocada em outros shows de Mgk, mas ficou ainda mais divertida em São Paulo. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Blog n' Roll (@blognroll) Com o público totalmente na mão, a sequência final foi desenhada para não deixar ninguém parado. Miss Sunshine, Lonely, Cliché e Vampire Diaries fecharam a noite com impacto. Esqueçam a impressão morna deixada no festival carioca. Na Audio, Mgk foi o que sua discografia promete: um artista completo, que transita por gêneros sem amarras e domina a plateia com humor e carisma inquestionáveis. Setlist – Mgk na Audio (06/09/2026)
Festival Levitation estreia no Brasil em janeiro de 2027 com Melvins, Osees, Boris e mais

O aclamado festival norte-americano Levitation, nascido em Austin (Texas), fará sua estreia na América do Sul em janeiro de 2027. Realizado pela Maraty com apoio da Powerline e patrocínio exclusivo da Kunumi, a primeira edição do Levitation Brasilacontecerá no sábado, 23 de janeiro de 2027, no Komplexo Tempo, em São Paulo. O circuito sul-americano do festival também passará por Buenos Aires (20 de janeiro) e Santiago (21 de janeiro). Conhecido por sua curadoria rigorosa voltada à psicodelia, rock alternativo, punk, metal e vertentes experimentais, o festival traz a São Paulo um alinhamento de peso reunindo grandes atrações internacionais e importantes nomes da cena independente brasileira. Line-up Além dos shows em palcos intercalados que garantem a proximidade do público com os artistas, o evento contará com uma feira independente dedicada a discos, camisetas, merchandise, livros e publicações de selos alternativos. Serviço: Levitation Brasil 2027
System of a Down anuncia show histórico no Maracanã com o retorno do Faith No More

O System of a Down confirmou sua vinda ao Brasil em 2027 com um evento exclusivo intitulado One Night Only, que contará ainda com o Faith No More. O show será realizado no dia 15 de janeiro de 2027 no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, marcando a única oportunidade de assistir às duas bandas juntas em toda a América do Sul no ano. O grande destaque da noite é a participação especial do Faith No More, que retorna aos palcos pela primeira vez desde agosto de 2016, marcando o aguardado reencontro do grupo com o público. O evento é uma realização da 30e e conta com a apresentação da plataforma Itaú Live. Ingressos e pré-venda com desconto Os ingressos estarão disponíveis exclusivamente pela Eventim (com pré-venda e venda geral). Clientes do Itaú Unibanco terão benefícios exclusivos, incluindo 30% de desconto no valor dos ingressos inteiros comprados com cartão de crédito durante os períodos de pré-venda, além de parcelamento em até 3x sem juros. Serviço: System of a Down & Faith No More no Rio de Janeiro
Entrevista | Garage Fuzz – “Fazer EPs é uma maneira de manter a qualidade das composições”

Comemorar três décadas e meia de história pode soar, para muitos grupos, como um convite ao comodismo da nostalgia. Não para o Garage Fuzz. Formada em Santos em 1991 e tida como uma das fundadoras da linguagem do hardcore melódico no Brasil, a banda chega aos seus 35 anos de estrada focada no presente com o lançamento do EP Powerplant. O trabalho é o terceiro registro da atual formação, composta por Victor Franciscon (vocais), Wagner Reis (guitarra), Nando Bassetto (guitarra), Fabrício de Souza (baixo) e Daniel Siqueira (bateria), e traz cinco faixas inéditas, além de uma nova versão para a música Jaded. Gravado no estúdio OddSounds, em São Paulo, o registro marca o encontro da essência veloz e pesada da banda com uma produção moderna e detalhista assinada por Gustavo Scaranelo. A busca pela evolução sonora sem perder as raízes foi um dos grandes motores do processo. “A gente nunca deixou de tentar inovar dentro da sonoridade que construímos. O Powerplant traz as influências atuais da banda e um frescor enorme trazido pelo Victor, aliado à visão do Scaranelo, que deu um cuidado todo especial para as guitarras e os arranjos de voz”, destaca o baixista e fundador Fabrício de Souza. O conceito do EP gira em torno da imagem de uma usina em funcionamento ininterrupto, servindo como metáfora para as pressões do capitalismo contemporâneo, a ansiedade e o esgotamento mental da vida urbana. Entre faixas explosivas como Flashpoint e momentos de alívio e esperança como Synergy, o vocalista e letrista Victor Franciscon traduz o sentimento de uma mente sob tensão constante. “A gente vive conectado o tempo todo, consumindo e sendo consumidos. As letras nasceram desse excesso: da pressão de continuar produzindo, da ansiedade que acelera a mente e da sensação de estar sempre funcionando no limite”, explica o cantor. Essa renovação constante também se reflete nos palcos. Longe de ser apenas uma lembrança para saudosistas, o Garage Fuzz vive uma fase de forte apelo entre diferentes gerações. Para Fabrício, a volta dos shows no pós-pandemia resgatou os pilares mais profundos do gênero: “Acho que o momento político e o pós-isolamento resgataram o sentimento do hardcore, a resiliência, a resistência e o questionamento. Hoje, nos nossos shows, vemos uma molecada de 17 a 30 anos ao lado do pessoal das antigas que decidiu voltar. A cena está renovada, muito forte e mais bem estruturada”. Lançado pelo selo OddSounds Music, Powerplant também mira novos horizontes fora do país. Para o produtor executivo Bruno Arruda, o lançamento pavimenta o caminho para a expansão internacional do quinteto santista. “Colocando esse EP lado a lado com gravações gringas de grande aceitação, o Garage Fuzz não deve nada a nenhuma banda do mundo. Nosso objetivo é alinhar toda a estrutura para colocar o grupo no patamar mundial que ele merece”, pontua Bruno. Confira abaixo a entrevista com o baixista Fabrício de Souza e o produtor Bruno Arruda. O Garage Fuzz completa 35 anos lançando o EP Powerplant. Como foi o processo de composição e gravação deste trabalho na OddSounds? Fabrício: A gente nunca deixou de tentar inovar o som do Garage Fuzz dentro da sonoridade que construímos ao longo dos anos. Estamos sempre escutando bandas e sonoridades novas, e vamos incorporando essas referências nos nossos lançamentos. O Powerplant não foi diferente. Trouxemos o que vínhamos escutando, além da participação do Victor Franciscon, que trouxe um frescor enorme com as influências dele. Teve uma troca muito bacana: a gente mostrava o que ouvia, ele mandava o que escutava, e ele também trouxe muito o uso da tecnologia. O Victor compunha ideias na casa dele e mandava para a gente. Depois nos reuníamos no ensaio, que é o jeito clássico de compor, para ajustar cada parte. Para completar, tivemos a produção do Gustavo Scaranelo, que deu um cuidado especial ao trabalho de vozes, arranjos e dobras de guitarra, trazendo um peso e um frescor muito legais para o EP. Falando sobre o formato, este é o terceiro EP consecutivo lançado pela banda. O que motivou a escolha por EPs em vez de álbuns cheios? Fabrício: A gente gostou desse formato. Hoje em dia as coisas são mais dinâmicas, há muitos shows e compromissos para administrar. O Garage sempre demorou entre um álbum e outro, às vezes cinco ou seis anos. Fazer EPs é uma maneira de manter a qualidade das composições e aquele cuidado detalhista com cada música, mas lançando material novo com mais frequência, sem ter que esperar tanto tempo. Este já é o terceiro trabalho com o Victor Franciscon nos vocais. Como você avalia a consolidação dele na banda? Fabrício: Ele já está consolidado desde o início. Poucas vezes vi no rock ou no hardcore um vocalista ser tão bem aceito e se encaixar tão bem em uma transição como essa. O público o recebeu de braços abertos e ele se encaixou perfeitamente no som da banda. Ele compõe com muita facilidade e nos ajuda demais. Depois do susto inicial com a saída do Farofa por motivos familiares, a transição foi tão fluida que parecia até combinada. Ficamos muito felizes com a presença e a colaboração dele. O título Powerplant remete a uma usina em funcionamento contínuo e dialoga com a pressão da vida moderna. Como essa temática surgiu nas letras? Fabrício: Essa letra especificamente é do Victor, mas reflete o que todo mundo passa hoje. O mundo atual e digital traz uma pressão constante. A gente, que trabalha com arte e música, sempre é colocado em questionamento sobre o nosso trabalho, além de ter que conciliar mil coisas. O mundo digital pressiona muito mais. A “usina” da metáfora é a usina das ideias: você precisa continuar mantendo a engrenagem funcionando, preservando a pegada artística de maneira saudável, mesmo sob toda essa pressão externa. Além de cinco faixas inéditas, o EP traz uma nova versão de Jaded, lançada originalmente no EP Grawlix. De onde veio essa ideia? Fabrício: O EP tem essa variedade típica do Garage Fuzz: músicas mais rápidas, outras mais cadenciadas,
Bayside Kings lança o single Daqui Pra Frente e antecipa detalhes do álbum Atlas

A banda santista Bayside Kings liberou nas plataformas digitais o single Daqui Pra Frente, terceiro avanço de seu aguardado novo álbum de estúdio, Atlas, com lançamento oficial programado para o final de agosto de 2026. A faixa sucede os singles Nada Pra Mim e A Lei do Retorno. Com letras que abordam maturidade, responsabilidade e as marcas deixadas pela trajetória, a nova música reflete sobre o peso e o compromisso que acompanham cada passo dado ao longo dos anos. O lançamento também chega com um clipe, gravado em Santos, cidade onde a banda foi formada, e dirigido por Lucas Shtorache. Fiel ao espírito perseverante que sempre marcou a trajetória do Bayside Kings, o vídeo foi gravado em um único dia, em diversos pontos da cidade, incluindo a zona portuária, sem um plano prévio definido e correndo alguns riscos que, no fim, deram ao registro a cara da banda hoje. Segundo o vocalista Milton Aguiar, o clipe traduz o momento atual do grupo, que está numa fase muito boa e com muita sede de conquistar cada vez mais espaços. “Tudo é fruto do nosso esforço, e a música fala exatamente sobre isso. O clipe é uma forma da gente não esquecer as nossas raízes”, comenta Milton. “No fundo, é um agradecimento a todo mundo que deu suporte, seja quem está com a gente há 16 anos ou quem acabou de chegar.” Nova formação e estreia histórica no Rock in Rio Daqui Pra Frente marca o debute fonográfico da nova formação do quinteto, agora composto por Milton Aguiar (vocal), Teteu (guitarra), Manolo (baixo), David Gonzalez (bateria) e o retorno do guitarrista Marcão, que integrou o grupo entre 2014 e 2018. O lançamento chega na reta final dos preparativos para um dos momentos mais importantes da carreira da banda: no dia 6 de setembro de 2026, o Bayside Kings fará sua estreia no Rock in Rio, levando a força do hardcore da Baixada Santista para os palcos do festival e apresentando ao público as novas composições de Atlas.
Entrevista | Binho Ribeiro – “A maior transformação foi entender que não precisava provar o tempo inteiro quem eu sou”

Depois de mais de duas décadas de uma sólida jornada na música, o cantor e compositor Binho Ribeiro chega a um dos momentos mais luminosos de sua carreira com o lançamento de seu novo álbum, Vibra. O trabalho funciona simultaneamente como um marco de maturidade e um empolgante ponto de partida, consolidando uma identidade artística que navega sem barreiras por diferentes sonoridades, do reggae e da MPB ao jazz e ao groove. Nesta entrevista para o Blog n’ Roll, Binho Ribeiro abriu o jogo sobre o processo de autodescoberta que moldou o disco, a liberdade criativa na música brasileira contemporânea e o desafio de equilibrar colaborações internacionais com pesos-pesados como Brian Frasier-Moore e Carlitos del Puerto sem abrir mão da essência nacional. Binho Ribeiro também refletiu sobre como as canções ganham vida própria ao saírem do estúdio, seja no impacto de grandes palcos como a Virada Cultural ou na atmosfera intimista de projetos como a session do Gira Som, além de compartilhar sua visão sobre a urgência de desacelerar o consumo musical em prol de experiências genuínas. Confira abaixo os principais trechos da conversa com Binho Ribeiro. O Vibra soa como um ponto de chegada depois de mais de duas décadas de carreira, mas também como o começo de uma nova fase. Em que momento você percebeu que tinha encontrado a identidade artística que procurava? Acho que essa identidade foi sendo construída ao longo de toda a minha trajetória. Depois de mais de 20 anos de carreira, eu entendi que não precisava mais escolher entre as minhas referências. O reggae, o samba rock, a MPB, o groove, o jazz, a bossa… tudo isso já fazia parte de mim. O Vibra nasceu justamente quando eu parei de tentar definir onde a minha música deveria estar e comecei a entender que ela poderia simplesmente ser o reflexo de quem eu sou. Então, para mim, o Vibra é um ponto de chegada no sentido de maturidade, mas é principalmente um ponto de partida. É o momento em que eu sinto que encontrei uma linguagem que me representa de verdade e, a partir dela, posso continuar experimentando e evoluindo. Ao longo do disco, você passeia por reggae, samba rock, MPB, groove, jazz e bossa de uma forma muito natural, sem parecer preocupado em caber em um gênero específico. Você acredita que essa liberdade de misturar influências é uma das maiores forças da música brasileira hoje? Com certeza. A música brasileira sempre teve essa capacidade de absorver diferentes culturas e transformar tudo em algo novo. Acho que essa mistura é uma das nossas maiores riquezas. Eu nunca enxerguei a música como uma caixinha. Para mim, ela é movimento, é troca, é encontro. O que faço naturalmente é juntar as referências que me formaram e deixar que elas conversem entre si. Acho que o público também está cada vez mais aberto a isso. Hoje, talvez mais do que nunca, o artista pode ser múltiplo sem precisar pedir licença para caber em um único gênero. O álbum reúne músicos como Brian Frasier Moore e Carlitos del Puerto, mas, ao mesmo tempo, preserva uma essência profundamente brasileira. Como foi equilibrar essa ambição internacional sem abrir mão da sua identidade? Foi um processo muito especial. Ter músicos desse nível participando do projeto sempre foi um sonho e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de levar a minha música para um lugar maior. Mas eu nunca quis internacionalizar a música no sentido de tirar dela aquilo que é brasileiro. Pelo contrário: quanto mais eu me conecto com músicos de outras partes do mundo, mais eu percebo o valor da minha própria identidade. O Brasil tem uma riqueza musical enorme. Então, a ideia foi justamente criar uma ponte: trazer uma sonoridade internacional, uma produção sofisticada, mas mantendo a alma, a língua, a melodia e a maneira brasileira de sentir a música. Acredito que o caminho para o mundo é justamente saber quem você é antes de chegar lá. Desde o lançamento do Vibra, você levou essas músicas para contextos bem diferentes: a estreia do show autoral na Virada Cultural, um festival durante a Copa do Mundo e, agora, uma session intimista no Gira Som. O que essas experiências revelaram sobre as canções que talvez você ainda não tivesse percebido no estúdio? O palco sempre revela coisas que o estúdio não consegue revelar. No estúdio, você trabalha muito com a sua visão, com a sua intenção. Quando a música encontra o público, ela ganha uma vida própria. Na Virada Cultural, por exemplo, senti a força dessas músicas em um ambiente de grande energia, com pessoas que talvez nunca tivessem ouvido o meu trabalho antes. Em outros festivais, percebi como elas conseguem dialogar com públicos diferentes. E, na session do Gira Som, em um ambiente mais próximo e intimista, consegui enxergar a essência dessas canções de uma maneira diferente. Isso me mostrou que uma música não pertence mais ao artista depois que ela é lançada. Ela passa a pertencer também a quem escuta. E cada contexto revela uma camada diferente dela. Na session do Gira Som, algumas faixas ganharam uma leitura mais acústica e próxima do público. Quando uma música funciona apenas com voz e poucos instrumentos, isso muda a forma como você enxerga a composição? Muda bastante. Quando você tira os elementos de produção e deixa a música mais exposta, você percebe se existe realmente uma canção ali. Eu gosto muito desse exercício porque ele coloca a composição no centro. Se a melodia, a letra e a interpretação conseguem sustentar aquele momento, significa que existe uma verdade na música. A versão acústica não substitui a versão produzida, mas revela uma outra face da mesma canção. É como olhar para uma música por outro ângulo e descobrir detalhes que estavam ali desde o começo. Você costuma dizer que Vibra fala sobre conexão, encontros e transformação. Em um cenário em que tanta música é consumida rapidamente, qual é a experiência que você espera que o ouvinte leve depois de escutar o álbum do começo
Jão anuncia show do disco Memórias Póstumas com palco 360º, em São Paulo

O cantor Jão confirmou o primeiro show da turnê de seu novo álbum, Memórias Póstumas, em São Paulo. Com realização da 30e e da U.F.O Produções, apresentação do Itaú Live e patrocínio da Budweiser, a apresentação acontece no dia 25 de setembro no Nubank Parque, marcando o retorno do artista aos palcos com uma estrutura inédita de palco 360 graus posicionado no centro do estádio. Os ingressos são vendidos no site da Eventim. A pré-venda exclusiva para clientes Itaú começa nesta terça-feira (28), enquanto a venda geral abre no dia 30 de julho, às 10h online e às 11h na bilheteria oficial. Após mais de um ano afastado dos holofotes, Jão realizou uma audição pública do disco no Vale do Anhangabaú, reunindo uma multidão no centro de São Paulo. Sucessor de SUPER (2023), o álbum Memórias Póstumas traz uma atmosfera intimista e delicada, mas ganha escala de arena nesta nova fase ao vivo. “Tive um ano estranho e fazer esse disco foi como contar tudo para vocês, enquanto não estavam lá. Estou muito feliz por estar de volta”, declarou o cantor. Serviço: Jão – Memórias Póstumas em São Paulo (SP) Setores e Valores O Pacote VIP Super Fã Itaú inclui: Ingresso para a Pista, entrada antecipada, credencial VIP especial, pôster da turnê (edição limitada) e kit com itens exclusivos de merchandising. Datas de Venda Bilheteria Oficial (Sem taxa de conveniência)
Lenda dos Rolling Stones, Ronnie Wood confirma show solo no Espaço Unimed

O guitarrista Ronnie Wood confirmou show em São Paulo com a turnê Fearless, acompanhado pela cantora Imelda May. Com realização da 30e e apresentação do Itaú Live, a apresentação única acontece no dia 1º de novembro no Espaço Unimed, celebrando 60 anos de carreira musical e 50 anos como integrante dos Rolling Stones. Os ingressos são vendidos no site da Eventim. A pré-venda exclusiva para clientes Itaú começa nesta terça-feira (28), enquanto a venda geral abre no dia 30 de julho, às 13h. A turnê acompanha o lançamento da coletânea Fearless: Anthology 1965–2025, que percorre diferentes fases de Ronnie Wood como guitarrista, compositor e colaborador. O repertório reúne faixas dos sete álbuns solo de estúdio, além de coautorias e registros ligados a momentos importantes com Rolling Stones, Faces, Rod Stewart, Ronnie Lane e Jeff Beck Group. Formato intimista e parceria com Imelda May O espetáculo representa uma oportunidade rara de ver um dos guitarristas mais emblemáticos do mundo fora das apresentações em estádios com os Rolling Stones, marcando os primeiros sets solo ao vivo completos do músico em mais de 16 anos. O show conta com a participação especial de Imelda May. A dupla colaborou diversas vezes em estúdio e ao vivo, com destaque para a performance conjunta no Concerto Tributo a Jeff Beck realizado em 2023 no Royal Albert Hall, em Londres. Serviço: Ronnie Wood em São Paulo (SP) Setores e Valores (1º Lote / Sujeito a Alteração) O Pacote VIP Super Fã Itaú inclui: 1 ingresso de Pista Premium Itaú Personnalité, acesso antecipado (Early Entry) com fila exclusiva, entrada antecipada na loja de merchandise, credencial VIP comemorativa com cordão, kit de itens exclusivos, 1 copo exclusivo e 1 voucher para welcome drink (alcoólico ou não alcoólico). Datas de Venda Bilheteria Oficial (Sem taxa de conveniência)