Como o All You Can Eat abriu as portas do hardcore internacional em Santos, em 1995

O Rollins Band pode ter sido o primeiro nome gringo punk ou de hardcore de peso a pisar em Santos, em 1994, mas o contexto era outro: um megafestival gratuito nas areias da praia. Quando falamos do verdadeiro “marco zero” do underground, do espírito do it yourself (faça você mesmo) operando na raça e inaugurando a rota das turnês independentes na Baixada Santista, a história aponta para o dia 4 de novembro de 1995. Nesta data, a banda californiana All You Can Eat desembarcou no Teatro de Arena (canal 1), para um show histórico com ingressos a módicos R$ 5. Com produção local encabeçada por Fabrício Souza, baixista do Garage Fuzz, e apoio do Safari Hamburguers e da Secretaria de Cultura, o evento foi a faísca que faltava. “Foi um dos meus primeiros shows como produtor de eventos”, relembra Fabrício. “Representou o potencial para o estilo que a região tinha, abrindo as portas da cidade para várias outras turnês de punk e hardcore que vieram a acontecer. Foi um divisor de águas”. Conexão do All You Can Eat com Santos: fanzines, Ratos de Porão e Fat Mike A vinda do All You Can Eat para o Brasil não envolveu grandes agências corporativas, mas sim selos postais e fanzines. Devon Morf, vocalista da banda, trabalhava com as icônicas publicações americanas Maximum Rocknroll e Flipside. “Eu lia muitas cartas deles e fiz muitos pen pals (amigos por correspondência) em todos os continentes”, conta Devon. A paixão pela cena nacional surgiu através do escambo. “Fiz conexão com um cara no Brasil e trocávamos discos de punk brasileiro por discos de metal dos EUA. Isso me tornou um grande fã das bandas brasileiras. Ratos de Porão, até hoje, é uma das minhas bandas favoritas”. Essa imersão no underground rendeu frutos históricos. Devon estudou com Fat Mike (do NOFX) em São Francisco e trabalhou na lendária gravadora Fat Wreck Chords quando ela ainda funcionava em uma casa. “Muitas pessoas no Brasil perguntavam quando o NOFX viria. Eu contei ao Mike o quão animados eram os fãs brasileiros”, revela o vocalista. Embora o NOFX só tenha conseguido descer para a América do Sul algum tempo depois, a semente californiana já estava plantada. Caos na Arena e a invasão do público O local escolhido para a gig santista foi o Teatro de Arena (hoje conhecido como Teatro Rosinha Mastrângelo). Segundo resenha da época publicada no fanzine Surfcore, de Marco Casado e Victor Martins, o espaço era “bem pequeno, mas com uma acústica incrível”. O local ficou completamente lotado, deixando muita gente do lado de fora. A escalação de peso contava com o Garage Fuzz, que, segundo o fanzine, foi “matador” e fez todo mundo pular. A outra banda local foi o Safari Hamburguers, que na opinião da publicação estreava uma formação “cabulosa” com Fabião nos vocais. Quando o All You Can Eat, formado por Devon (vocais), Danny (guitarra), Craig (baixo) e Seth (bateria), começou a tocar, a configuração do teatro em formato de arena (sem um palco elevado) garantiu uma proximidade perigosa e divertida. O Surfcore relatou a típica catarse da época: “Sempre aparecem aqueles atravessados que vão lá, abraçam o guitarrista e enchem o saco da banda, não deixando os caras tocarem direito”. Mas o caos era parte intrínseca do espetáculo. O fanzine descreve que o show foi maravilhoso, “com o vocalista subindo pelas colunas e fazendo macaquices, e o baterista que deixava o prato cair em cima de toda música que acabava, pulava com o bumbo, batia no prato”. Skates, Pelé, capoeira e a “Califórnia Brasileira” Fora do palco, a turnê sul-americana, que passou por cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Curitiba e Buenos Aires, teve momentos de turismo afetivo. O roadie da banda, Todd, era fanático por Pelé desde a infância e ficou maravilhado por estar na cidade onde seu herói viveu e reinou. A cultura urbana santista também impressionou os gringos. Antes da turnê, o baterista Seth visitou a redação da renomada revista Thrasher, que abasteceu a banda com camisetas e bonés para distribuírem no Brasil. “Ficamos maravilhados com todos os skatistas no Brasil”, recorda o vocalista. A performance insana no palco também rendeu histórias inusitadas nos bastidores. O curioso termo “macaquices”, usado pelo fanzine Surfcore para descrever os pulos de Devon no Teatro de Arena, foi confirmado pelo próprio músico em um relato recente. “Depois do show, uma mulher muito legal disse que gostou da apresentação e que eu me movia e pulava como um ‘Macaco’”, diverte-se. A conversa com a fã revelou uma conexão transcultural: “Ela disse que fazia capoeira, e acabou que eu estava fazendo aulas de capoeira na faculdade em San Francisco. Ela queria se encontrar para jogar na praia de manhã, mas o All You Can Eat ia partir para Curitiba naquela mesma noite”. A vontade de aproveitar a praia santista, no entanto, foi cobrada anos mais tarde. Devon retornou à cidade em uma turnê com a banda What Happens Next?. “O Boka nos disse que poderíamos surfar, mas acabou não tendo ondas. Estava um dia lindo e quente, e eu só tinha surfado com roupas de borracha na fria San Francisco. Infelizmente, perdi alguns momentos na Califórnia Brasileira!”, relembra o vocalista, citando o famoso apelido da região. O saldo da passagem do All You Can Eat em 1995 vai muito além dos 5 reais cobrados na porta do Teatro de Arena. O show provou que a Baixada Santista tinha força motriz, bandas de altíssimo nível para segurar um line-up e um público sedento por energia. Foi a noite em que Santos confirmou, com suor, fanzines e stage dives improvisados, que estava pronta para abraçar de vez a sua vocação underground.
Entrevista | Halestorm – “Se dependesse de mim, eu iria para o Brasil todo mês”

A contagem regressiva para a tão esperada volta do Halestorm ao Brasil já começou! Em abril, a banda desembarca no país com a turnê do aclamado álbum *Everest*, prometendo shows inesquecíveis. Arejay Hale, o carismático baterista, compartilha histórias hilárias dos bastidores, sua paixão pela perfumaria e a conexão especial que sente com o Brasil. Ele revela: “Se dependesse de mim, eu iria para o Brasil todo mês!” Prepare-se para uma conversa cheia de energia, música e a expectativa de um festival histórico ao lado de lendas do rock. Não perca!
Tosco: o luto que virou thrashcore e a trilogia da indignação

Em 2017, um grupo de veteranos da cena santista se reuniu sem grandes pretensões, inicialmente para tocar covers de KISS. O projeto ganhou corpo, mas ainda faltava um nome. A escolha veio de forma dolorosa e honrosa. “Tínhamos um amigo em comum, o Manoel Neto, que volta e meia dava aquele esculacho na gente: ‘Pô, cara, isso tá meio tosco’. Ele agia como um ombudsman nosso”, relembra o guitarrista Ricardo Lima. Com a morte inesperada desse amigo, a banda decidiu adotar o adjetivo crítico como batismo. Assim nasceu o Tosco: uma homenagem póstuma transformada em metal furioso. Trilogia da indignação do Tosco Musicalmente, o Tosco se define como thrashcore, mas o rótulo é pequeno para a mistura de Black Sabbath, Slayer e hardcore que eles produzem. O diferencial está nas letras em português, que funcionam como crônicas da degradação social brasileira. A discografia é uma escalada de brutalidade: Conexões internacionais e locais O prestígio dos integrantes abriu portas inimagináveis. O álbum Agora É A Sua Vez conta com Dave Austin (da lenda americana Nasty Savage) solando na faixa Hellvetia, que denuncia a epidemia de crack no centro de São Paulo. Outra participação de peso é Silvio Golfetti (Korzus) no cover de Guerreiros do Metal. “Justiça foi feita. Essa música com o Dave Austin era para ter saído no primeiro álbum, mas acabou esquecida. Ficou uma cacetada”, celebra o vocalista Osvaldo Fernandez. A formação atual é um “quem é quem” do metal santista: Do estúdio para o palco ao vivo A banda gravou boa parte de seu material recente no Play Rec, em Santos, e lançou em 2025 o álbum ao vivo Facão Afiado, gravado no RedStar Studios (SP). Em Santos, o Tosco é presença constante em casas que mantêm a chama do som pesado acesa, como Boteco Valongo, Studio Rock e o Bar do Gabiru (São Vicente), provando que a experiência, quando somada à indignação, produz o metal mais vital possível.
Cartas, “Doce de Leite” e show rápido no Sesc: a saga do Rhythm Collision em Santos em 1997

Se o show do NOFX em 1997 foi o “Big Bang” do hardcore internacional em Santos, a turnê do Rhythm Collision no mesmo ano foi a prova de que a cena poderia andar com as próprias pernas. Foi a materialização do espírito do it yourself (faça você mesmo), orquestrada via correio, sem e-mail, sem GPS e movida a pura paixão pela música. A banda californiana, que vivia um momento especial lançando álbuns pela lendária gravadora Dr. Strange Records, desembarcou no Brasil para uma série de shows que entrariam para a mitologia local. Em Santos, a passagem foi dupla e intensa: uma apresentação “relâmpago” no Sesc Santos e uma data extra no extinto London London. Conexão via carta e o “empurrão” do Fat Mike Tudo começou muito antes da banda pisar no aeroporto. Em uma era pré-internet, a amizade entre João Veloso Jr. (baixista do White Frogs) e Harlan Margolis (vocalista e guitarrista do Rhythm Collision) foi construída à base de selos e paciência. “Eu e o Harlan trocávamos cartas. Você via o endereço das bandas nos encartes, mandava carta pedindo material… O primordial para rolar essa tour foi o conselho do Fat Mike (dado no show do NOFX) que ficou na minha cabeça: ‘Vamos fazer então, vamos ver como é que é isso’”, relembra João. Para viabilizar a vinda, João contou com a parceria da Anorak Produções, que organizava o festival Expo Alternative no Rio de Janeiro. Com as passagens pagas pelo evento carioca, o caminho estava aberto para descer a serra. Sesc Santos: o show do Rhythm Collision contra o relógio A primeira parada santista foi no Sesc. O local estava lotado, cheio de adolescentes e bandas locais como White Frogs, Sonic Sex Panic, além da paulistana Dance of Days no suporte. Mas havia um inimigo invisível: o horário. Harlan Margolis relembra a adrenalina de ter que tocar contra o tempo devido ao rígido toque de recolher do local. “Lembro que, por causa de algum tipo de toque de recolher, tivemos que cortar nosso set. Quando subimos no palco, só tínhamos uns 30 minutos antes do show ter que acabar. Então, queimamos nossas músicas mais rápido que o normal e reduzimos a conversa ao mínimo para encaixar o maior número possível de canções. Lamentamos não ter tocado o set completo, mas nos divertimos muito e o público também”. Harlan Margolis Revanche no London London Como o show do Sesc deixou um gosto de “quero mais”, uma segunda data foi improvisada no lendário London London, na esquina da Av. Presidente Wilson com a Rua Cásper Líbero, no José Menino. Ali, sem as amarras do horário institucional, a banda pôde mostrar a que veio. João destaca momentos icônicos dessas apresentações, como o cover de She Drives Me Crazy (Fine Young Cannibals). “Todo show eles chamavam meninas para cantar no palco. Naquela época, começando a ter mais meninas em show, não era comum como hoje. Em Santos, uma das meninas que subiu foi a Luiza Sellera”, conta João. Luiza, aliás, guarda com carinho a lembrança do show do Rhythm Collision no bar do Sesc Santos. “Essa parte é a minha lembrança mais vívida daquele show, porque eu estava MORRENDO de vergonha. Até hoje não sei o que me deu pra aceitar o convite de cantar no palco, porque sempre fui muito tímida. Quando a banda explicou que a gente só precisava fazer “uuuh uuuh” de backing vocals, não disse que música era nem nada, e eu só percebi que era Fine Young Cannibals quando veio o primeiro refrão. Apesar da vergonha, foi tudo muito divertido – e, com certeza, um dos shows mais legais que tivemos o privilégio de ver no Sesc na época. Rhythm Collision não era das bandas mais conhecidas da cena, mas encheu a casa mesmo assim. Porque se tinha uma coisa que não faltava em Santos nos anos 90, era público”. O setlist foi todo focado nos álbuns Collision Course (1997) e Clobberer! (1995). Entre os destaques do repertório faixas como Hippie Now, Red Champagne e Bombs For You. O público santista surpreendeu a banda. “Fiquei amarradão em ver pessoas que já conheciam nossas músicas, o que foi uma surpresa. Aparentemente, vários conheciam porque as faixas estavam em trilhas sonoras de filmes de surf”, completa Harlan. Hospedagem do Rhythm Collision na casa dos pais de Jr. e “doce de leite” Sem verba para hotéis, a turnê foi raiz. A banda ficou hospedada na casa dos pais de Jr., em Santos. “Meus pais foram viajar e voltaram mais cedo… encontraram uma banda hospedada lá”, ri o baixista do White Frogs. A convivência gerou histórias curiosas. O baterista da turnê, Jon Warner (vocalista e guitarrista do Ferd Mert), ficou viciado em uma sobremesa bem brasileira. “Ele ficou tão viciado em doce de leite que depois gravou uma música chamada Doce de Leite quando voltou para os EUA”. Outra curiosidade técnica: o baixista da turnê, Brian Ready (da banda Everready), tocou com o instrumento emprestado de Jr. “Eles eram pessoas muito simples. Não tinha essa de ficar no camarim, eles ficavam no meio da galera vendo os shows de abertura”, ressalta o santista. Caos em SP e a camiseta do Sex Pistols A turnê seguiu para São Paulo, no Alternative Bar. Harlan descreve a viagem de Santos para a Capital como uma odisseia, onde até os locais se perderam, chegando horas atrasados. Mas, quando o show começou, foi catártico. “O clube estava completamente lotado, estilo sardinha, suado, barulhento… Foi uma explosão. Definitivamente um dos shows mais memoráveis da história do Rhythm Collision”, diz Harlan. No fim da noite, uma troca de camisetas selou o espírito da turnê. Harlan usava uma camiseta personalizada escrita “Fuck Your Opinion”. Um fã implorou por ela.“Ele trocou a camiseta das costas dele (Sex Pistols) pela minha. Ambas estavam pingando de suor. Foi o final perfeito para o nosso tempo no Brasil”, finaliza o vocalista. ***Todas as fotos, com exceção do cartaz, são do show em São Paulo, da mesma turnê.
Após 13 anos de estrada, banda santista Surra anuncia hiato por tempo indeterminado

A cena do rock independente brasileiro amanheceu com uma notícia inesperada nesta quarta-feira (18). A banda santista Surra, um dos nomes mais ativos e respeitados do thrashpunk e crossover nacional na última década, anunciou uma pausa em suas atividades. Em comunicado oficial divulgado nas redes sociais, o trio formado por Leeo Mesquita (bateria), Guilherme Elias (guitarra/vocal) e Victor Miranda (baixo/vocal) informou que o Surra entrará em “hiato por tempo indeterminado”. A nota, assinada pelos três integrantes, celebra a trajetória de 13 anos ininterruptos. Segundo a banda, foram exatos 4.840 dias entre o primeiro e o último show, período em que o grupo construiu uma reputação sólida baseada na ética do “faça você mesmo” (DIY), com turnês que percorreram o Brasil e a Europa. “Entregamos tudo o que tínhamos desde o primeiro ensaio da banda: nosso tempo, nossa energia e, principalmente, nossa verdade. Mas chega um momento em que a vida pede silêncio… Pede que a gente reorganize as prioridades”, diz um trecho do comunicado. Conhecidos por apresentações enérgicas, que variavam de grandes palcos de festivais a shows improvisados no chão, e por letras politizadas e diretas, o Surra deixa um legado de discos, EPs e DVDs produzidos de forma colaborativa. No texto de despedida, os músicos enfatizaram que o projeto sempre foi “coletivo e cooperativo”, agradecendo aos fãs e às novas bandas que se espelharam no trabalho do trio. O grupo encerra este ciclo com a hashtag #ripsurra e informou que os últimos materiais de merchandising e discografia continuam disponíveis na loja online oficial da banda com preços promocionais, para os fãs que desejam guardar uma lembrança física desta história. Embora o hiato seja por tempo indeterminado, o Surra finalizou a nota expressando orgulho pelo caminho percorrido: “O que fica são as músicas que marcaram a nossa vida e a de alguns de vocês”. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por 𝕾𝖀𝕽𝕽𝕬 (@surrathrashpunk)
Thirteen Brotherhood: influenciado por Social Distortion e com dois ótimos álbuns

Se muitas bandas buscam reinventar a roda, a Thirteen Brotherhood prefere acelerar sobre ela. Formada com a proposta de fazer um punk rock direto, pesado e sem frescuras, a banda santista construiu sua reputação baseada na química entre seus integrantes, uma verdadeira irmandade musical. A liderança fica a cargo de Fabiano Rodriguez (vocal e guitarra, ex-Riot 99), figura carimbada do underground local, acompanhado pela bateria precisa de Lucas Buruaem, a guitarra de Amauri Meireles e o baixo de Denys Martins, ambos ex-integrantes do The Bombers. A sonoridade bebe na fonte de clássicos como Social Distortion e Rolling Stones e o rock estradeiro norte-americano, criando uma trilha sonora perfeita para pegar a estrada. A estreia do Thirteen Brotherhood com “End of the Highway” (2016) O primeiro grande marco da banda foi o álbum de estreia, End of the Highway, lançado em 2016. O trabalho foi o cartão de visitas que mostrou a que vieram: riffs gordos, vocais rasgados e uma produção que capturou a energia crua dos ensaios. Faixas como a própria faixa-título e Bad Luck Gambler se tornaram obrigatórias no repertório, consolidando o nome do grupo em casas de show como o Boteco Valongo e festivais da região. Evolução com “Walk the Walk” (2020) Quatro anos depois, a banda provou que não era fogo de palha. O segundo álbum, Walk the Walk (2020), mostrou uma evolução natural. O som ganhou mais corpo e as composições ficaram mais maduras, sem perder a pegada agressiva. O lançamento reafirmou a Thirteen Brotherhood como uma das poucas bandas da região a manter a chama do punk rock tradicional acesa com material autoral consistente. O trabalho mais recente da banda é o EP Worldwide Unknown, de 2023, que conta com quatro faixas autorais e inéditas. Projetos paralelos A inquietude de Fabiano Rodriguez não se resume à banda. Em 2017, quando o baterista Lucas foi morar um ano na Califórnia, Fabiano aproveitou o hiato para lançar seu projeto solo, Riot Rodriguez, focado em uma sonoridade folk punk/country inspirada em Social Distortion e Johnny Cash. Hoje, com dois discos na bagagem e uma estrada sólida, a Thirteen Brotherhood segue como uma referência para quem gosta de rock alto, cerveja gelada e lealdade aos amigos.
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Shuffle: do show com Madball ao nu metal com sete integrantes e DJ
Pulp anuncia turnê sul-americana e deixa Brasil de fora

O Pulp, liderado pelo carismático Jarvis Cocker, anunciou mais uma turnê na América Latina em junho de 2026. A má notícia? O Brasil, até o momento, foi ignorado. Sob o slogan “Tú mereces más Pulp!” (“Você merece mais Pulp”), a banda divulgou datas no México, Colômbia, Chile e Argentina. Para os fãs brasileiros, que não veem a banda ao vivo desde a passagem histórica em 2012 (no extinto Via Funchal, em São Paulo), resta a esperança de um anúncio tardio ou a necessidade de planejar uma viagem aos países vizinhos. Rota “ignorada” na turnê do Pulp A banda postou em suas redes sociais: “Vocês pediram, então aqui vamos nós…”. O itinerário confirmado para junho de 2026 é: Há esperança? Analisando a agenda, existe um espaço entre o show de Santiago (dia 8) e Buenos Aires (dia 12), mas a logística seria apertada. A maior esperança reside em uma data após o dia 12 de junho, estendendo a perna da turnê para São Paulo ou Rio de Janeiro antes do retorno à Europa. Vale lembrar que a última vez que o Pulp veio para a América do Sul, em 2023, o Brasil também foi deixado de fora da tour. Recentemente, Travis e The Cardigans anunciaram shows no continente, mas também não incluíram o Brasil na rota. Venda de ingressos Se você não quer contar com a sorte e pretende ver Jarvis cantar Common People e Disco 2000 em terras hermanas, fique atento: