Entrevista | Gilla Band – “A produção nas batidas do funk brasileiro é muito inspiradora”

Mais de uma década se passou desde que o Gilla Band começou a implodir as barreiras do rock convencional no século 21. Flertando com o pós-punk, o noise rock e batidas eletrônicas industriais, o quarteto de Dublin consolidou uma reputação sólida na vanguarda da música alternativa. Agora, o grupo se prepara para o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, Pugnello, com lançamento cravado para o dia 25 de setembro pela Rough Trade Records. O sucessor do aclamado Most Normal (2022) levou quatro anos para ganhar sua forma final. Gravado em três estúdios diferentes na capital irlandesa, o projeto teve produção assinada pelos próprios integrantes, com gravação e mixagem conduzidas pelo baixista Daniel Fox. Longe de ser um processo exaustivo, o hiato serviu para que os membros mergulhassem em “atividades extracurriculares”, como a pintura e a produção para outros artistas, oxigenando a criatividade que agora transborda nas novas faixas. O primeiro cartão de visitas dessa nova era é o single Placeholder, lançado no último dia 7. Acompanhada por um videoclipe oficial, a faixa traz o vocalista Dara Kiely em uma de suas performances mais honestas e viscerais. Na letra, o frontman investiga suas próprias peculiaridades mentais ao buscar refúgio na nostalgia da infância para escapar do peso da vida adulta cotidiana. É um mergulho que une traumas bobos de criança à clássica ironia autodepreciativa que já virou marca registrada dos irlandeses. Para além do barulho ensurdecedor e das guitarras desconstruídas, Pugnello carrega um forte DNA familiar. O intrigante título do disco foi emprestado de um livro de ficção de terror escrito pelo tio de Dara, que narra a história de uma fonte tipográfica mal-assombrada. De forma quase paradoxal, os integrantes revelam que é justamente dentro desse universo caótico e claustrofóbico que eles encontram o seu lugar de conforto e catarse musical. O que muitos fãs não imaginam é que o Gilla Band também mantém um forte laço afetivo com as terras brasileiras. O guitarrista Alan Duggan é casado com uma mineira de Uberlândia, cidade onde os dois subiram ao altar. Em Dublin, o músico consome feijoada e strogonofe com regularidade, celebra a crescente comunidade brasileira na Irlanda e revela que o som visceral do grupo bebe diretamente de fontes nacionais: desde o movimento Tropicalista de Os Mutantes, Gilberto Gil e Tom Zé, até o peso eletrônico e cru do funk moderno paulista. Em um bate-papo exclusivo, Dara Kiely e Alan Duggan abriram as portas desse processo de criação, riram de traumas de infância, confessaram prazeres culposos envolvendo Coldplay e reforçaram o desejo latente de, finalmente, trazer o caos controlado do Gilla Band para os palcos brasileiros. Confira a entrevista completa a seguir. Quatro anos se passaram desde Most Normal. Como foi o reencontro de vocês no estúdio para dar vida a Pugnello? E em que momento vocês perceberam que tinham um álbum pronto em mãos? Dara Kiely: Nós meio que voltamos a escrever logo em seguida do último disco. Mas a gente simplesmente leva muito tempo para escrever e finalizar as coisas. Então, para ser honesto, nós escrevemos até o último segundo no estúdio. Sabíamos que o álbum estava pronto no último dia de estúdio (risos). E o álbum foi gravado ao longo de quatro anos em três estúdios diferentes em Dublin. Como essa mudança de cenário e o próprio passar do tempo influenciaram a atmosfera e a coesão do disco? Alan Duggan: Acho que grande parte foi feita no nosso espaço de ensaio. O que nós meio que fizemos ao longo da maior parte do Most Normal para aquele disco, foi começar a comprar um monte de equipamentos de gravação, o que significava que poderíamos gravar para sempre, sabe? Tipo, nós temos todos esses microfones e coisas do tipo para podermos fazer isso consistentemente. Conforme íamos trabalhando na música, nós também já vínhamos gravando. Então, você fazia um take de guitarra, ou talvez um take de voz, ou algumas coisas de bateria eletrônica, e depois a gente não mudava aquilo. Era tipo: “Bom, isso tá aí. Ficou bom”. Então foi algo em que fomos trabalhando de forma consistente. E o que é interessante sobre o nosso espaço é que ele não tem janelas. Você fecha a porta e está lá dentro. Então a sensação lá dentro hoje é exatamente a mesma de 10 anos atrás. De certa forma, o tempo não existe lá. Quando começamos a trabalhar no disco, você fecha a porta e pensa: “Ah, sim, estou de volta a este mundo estranho onde estou apenas trabalhando em música de novo”, sabe? E você vai trabalhando dessa forma. Então, sim, acho que isso faz parte, de qualquer jeito. Vocês possuem projetos paralelos, como a pintura do Dara e o trabalho de produção dos outros integrantes. Como essas outras formas de arte entraram no processo criativo do Gilla Band? Dara Kiely: Sobre a pintura, eu sempre me aventurei um pouco com pintura e coisas do tipo, mas foi sugerido que eu fizesse a arte do álbum. Basicamente, eu pegava as demos em que estávamos trabalhando e pintava ao mesmo tempo em que as escutava, o tempo todo. Nós tínhamos essas câmeras de filme que levamos para a turnê e, se você tirasse uma foto e ela ficasse ruim, tipo com o dedo na lente ou fora de foco, eu pintava por cima dela. E parecia um pouco melhor. Por alguma razão, parecia melhor pintar em uma foto ruim do que em uma foto genuinamente bonita. Então meio que juntei todas essas fotos terríveis e pintei sobre elas. Fiz cerca de 100 e depois selecionamos as que iriam para o single, para o disco e tudo mais. Foi muito legal. Tentei meio que pintar o som do disco, se é que isso faz sentido. Sim, faz sentido. Acho que com a IA tudo é tão polido, que agora, quando vemos algo espontâneo, é muito bom, né? Dara Kiely: Espero que sim (risos). O título do álbum, Pugnello, tem uma sonoridade forte e intrigante. O que essa palavra representa para
Em duas passagens por Santos, Bad Religion vestiu a 10 do Peixe, enfrentou apagão e deixou legado

De todas as lendas internacionais que pisaram em Santos, nenhuma criou uma conexão tão profunda e passional quanto o Bad Religion. A banda e o público santista guardam com muito carinho tudo o que rolou por aqui nas duas turnês que passaram pela cidade, em 1999 e 2014. A primeira passagem foi tão surreal que parece roteiro de filme de ficção, a ponto de merecer destaque na biografia oficial da banda, Do What You Want: The Story of Bad Religion. A segunda, 15 anos depois, foi a coroação de uma história de amor entre os reis do punk melódico californiano e a capital do hardcore no Brasil. Em resumo, esta é a história das duas noites em que Greg Graffin e seus comparsas descobriram, na prática, o que significa ser a “Califórnia Brasileira”. ATO I: 1999 – Apocalipse na “Floresta Tropical”, a primeira vez do Bad Religion em Santos O dia 11 de março de 1999 tinha tudo para ser uma noite histórica na extinta casa Jump (ex-Reggae Night), no Morro da Nova Cintra. A produtora da banda, Michelle Ceasan, havia convidado os locais do White Frogs para abrir os trabalhos, e mais de 4 mil ingressos haviam sido vendidos. O êxtase dos músicos locais, que pegaram até equipamentos emprestados do pessoal do Altered Mind para a grande noite, logo se transformou em desespero. A chuva começou sem aviso prévio antes mesmo de qualquer instrumento ser tocado. O vocalista Greg Graffin relatou os bastidores de terror: “Nós estávamos no nosso backstage, uma mini-cabana, desfrutando uma caipirinha, quando um estrondoso trovão e raio desceram dos céus e colidiram com o nosso telhado”. A situação escalou rapidamente. “Se há uma coisa que aprendemos é esta: se os habitantes começam a olhar preocupados, as coisas podem rapidamente azedar”. Um apagão generalizado tomou conta da cidade. O promotor do evento entrou no camarim em pânico, sugerindo que a banda fugisse: “É melhor sair daqui, os fãs estão furiosos, eles certamente irão matá-los”. Com o som mecânico cortado e o público cantando e assobiando no escuro, o Bad Religion até cogitou um set acústico, mas percebeu que a bateria ensurdecedora de Bobby Schayer abafaria as guitarras sem energia. Retorno inesperado A banda voltou para o hotel com a certeza de que o show estava cancelado. João Veloso Jr., do White Frogs, sentiu a tristeza do cancelamento iminente, pois a banda americana tinha voo cedo no dia seguinte. Mas o improvável aconteceu. “Era meia-noite e a tempestade havia passado. A energia ainda estava desligada, por isso foi à luz de velas e um telefone celular que recebemos a ligação em torno de 1h: ‘Vocês devem voltar para o local agora, nós temos energia’”, relembrou Graffin. O retorno ao morro foi digno de um cenário pós-apocalíptico. Sem semáforos ou iluminação pública, as ruas estavam caóticas. Punks descontentes que já desciam a montanha faziam o retorno imediato ao ouvirem no boca-a-boca que o show iria continuar. No palco, a redenção. O White Frogs foi convocado às pressas para subir e tocar enquanto o público retornava à Jump. E, às 2h da manhã, com a casa ainda lotada, o Bad Religion entregou um espetáculo inesquecível, tocando pérolas raras como Anesthesia. “Tocamos um show inteiro e tivemos o tempo de nossas vidas”, cravou Graffin. “O caos, entusiasmo, emoções oscilantes e a floresta tropical, tudo conspirou naquela noite para nos oferecer uma experiência incrível. Não vamos esquecer tão cedo dele”. ATO II: 2014 – Redenção, açaí e camisa do Peixe no segundo show Quinze anos depois, o Bad Religion era anunciado para retornar a Santos, desta vez na Capital Disco, no dia 7 de fevereiro de 2014. A cidade entrou em polvorosa e os ingressos esgotaram rapidamente. O responsável por trazer o grupo foi Celso Bernardes, fundador da produtora Rock Show e, coincidentemente, um dos “sobreviventes” do apagão de 1999. Celso viveu a saga não apenas como produtor, mas como fã devoto de sua banda favorita. Os bastidores dessa segunda passagem foram marcados por um clima muito mais amistoso e curioso do que o apocalipse climático de 99. O baixista Jay Bentley desceu ao palco de chinelos para o reconhecimento do terreno e, em poucas palavras trocadas com Celso, perguntou sobre açaí. A resposta do produtor foi exagerada: ele mandou buscar um fardo de dez quilos do produto para o camarim. O nível de fanatismo do produtor chegou à pele. Em uma sala ao lado do camarim, antes do show, Celso tatuou o famoso logo da “Crossbuster” no braço esquerdo. O barulho da máquina atraiu Brian Baker, Jay Bentley e o baterista Brooks Wackerman, que ficaram honrados com a atitude. Greg Graffin chegou em seguida, surpreendeu-se com a homenagem e posou para fotos com o produtor tatuado. Bayside Kings, NLO e o caldeirão na Capital Disco Na madrugada de sábado, a casa noturna ferveu com o encontro de gerações de fãs. Quem abriu os trabalhos foi o Nem Liminha Ouviu (NLO), liderado pelo radialista Tatola Godas. A banda apresentou versões nostálgicas como O Concreto Já Rachou (Plebe Rude) e Surfista Calhorda (Replicantes). Em seguida, a prata da casa: o Bayside Kings. Recém-chegados de uma turnê bem-sucedida na Argentina, a banda liderada por Milton Aguiar incendiou o moshpit. O setlist brutal, mesclando faixas dos discos The Way Back Home e Warship, incluiu ainda um cover furioso de Cyco Vision, do Suicidal Tendencies. O Bayside Kings provou estar pronto para ser uma das principais representantes do hardcore santista. À 0h30, ao som de música clássica, o Bad Religion assumiu o palco. Com 35 anos de carreira e 16 álbuns nas costas, os californianos engataram um show coeso, técnico e empolgante, descarregando 30 canções em uma hora e meia. Eles abriram de forma agressiva com Fuck You, puxando logo na sequência uma quadra de clássicos absurda: I Want to Conquer the World, New America, Stranger Than Fiction e Los Angeles Is Burning. Pista e palco viraram uma verdadeira piscina de suor. O clima era de tanta interação que o baixista Jay Bentley até
Kauan Calazans e Docontra lançam “De Cabeça no Planeta”

Algumas músicas chegam como novidade, outras como um reencontro. É exatamente esse o espírito de De Cabeça no Planeta, o novo single de Kauan Calazans em parceria com o projeto Docontra, idealizado pelo músico e produtor Koe Willy. Disponível em todas as plataformas, a faixa é um ska solar, vibrante e carregado daquela personalidade carioca que transforma situações cotidianas em celebração. Reencontro com a essência na parceria de Kauan Calazans e Docontra Kauan Calazans é conhecido por sua caminhada autoral que transita entre a psicodelia, a canção popular e a poesia urbana. No entanto, De Cabeça no Planeta revela uma faceta que muitos fãs podem não conhecer de perto: a formação moldada pelo universo do punk rock, do hardcore e do ska. O convite de Koe Willy para colaborar foi o estopim para Kauan revisitar a energia musical que moldou sua visão artística no início da carreira. O resultado é um ska contagiante, com guitarras pulsantes e uma letra que, embora soe leve e espontânea, carrega a intensidade emocional de quem decide “mergulhar de cabeça” sem excesso de cálculo, abraçando as surpresas da vida. Identidade do Docontra O projeto Docontra, comandado por Koe Willy, tem se destacado pela mistura orgânica de ska, reggae e punk rock. A parceria com Kauan fluiu de forma natural, unindo a força emocional do projeto de Koe com a experiência e o refinamento poético de Kauan. A capa do single ilustra bem essa proposta: uma figura mergulhando entre prédios, fios e coqueiros, uma metáfora para a decisão de abandonar o controle e aceitar o movimento incontrolável da própria vida.
Bring Me The Horizon celebra 20 anos de “Count Your Blessings” com faixa inédita

Se o ano de 2006 foi marcado por uma explosão de intensidade no deathcore mundial, a culpa, ou o mérito, é em grande parte do Bring Me The Horizon. Para celebrar as duas décadas de seu álbum de estreia, a banda de Sheffield lançou Count Your Blessings | Repented. Mais do que uma reedição, o projeto traz o disco completamente regravado, mantendo a ferocidade original, mas com a precisão sonora que a banda conquistou ao longo de sua trajetória meteórica. Como um presente extra para os fãs, o projeto inclui a faixa inédita Dehumanized. Composta duas décadas após o lançamento original, a música atua como uma ponte temporal: preserva a agressividade implacável dos primórdios, mas carrega a ambição e a precisão sonora que definem o BMTH atual. “A melhor versão possível de 2006” O processo de regravação foi conduzido por Oli Sykes e Lee Malia com uma missão clara: não “modernizar” o disco ao ponto de perder sua essência. “Não poderíamos fazer este álbum soar como as bandas soam hoje. Ele precisava ser a melhor versão possível de como soava em 2006”, afirmou Oli. O resultado é um álbum que soa mais pesado, refinado e grandioso, resgatando clássicos como Pray for Plagues e Black & Blue com uma intensidade renovada. O lançamento também inclui Dragon Slaying, que aparece sob seu título original de trabalho, Liquor & Love Lost.
Alabama Shakes anuncia retorno e álbum “I Must Be Dreaming”

O hiato de mais de uma década foi quebrado. O Alabama Shakes, uma das bandas mais marcantes e premiadas dos últimos anos, confirmou o lançamento de seu terceiro álbum de estúdio, I Must Be Dreaming, que chegará às lojas e plataformas no dia 28 de agosto pela Island Records. Para aguçar a curiosidade dos fãs, o grupo também liberou nesta sexta-feira (10) o single I Feel Hope Coming. O disco foi produzido pela própria banda em parceria com Shawn Everett, seis vezes vencedor do Grammy, e marca uma exploração profunda no soul psicodélico. Gravado nos estúdios Sound Emporium e Blackbird, em Nashville, o trabalho expande a paleta sonora do grupo com texturas de flauta, cravo e cítara, sem perder a essência que os consagrou. Significado da esperança O primeiro single, I Feel Hope Coming, é uma injeção de otimismo discreto, mas potente. Composta a partir de harmonias vocais ricas e uma produção luminosa, a faixa é um convite para resistir aos tempos incertos através da conexão coletiva. “Essa geração mais jovem me dá esperança porque consegue enxergar além de todas as mentiras políticas; esta música fala de se agarrar a essa esperança e se recusar a desistir”, comenta Brittany Howard sobre a mensagem por trás do lançamento. Dualidade do título O nome do álbum, I Must Be Dreaming, carrega uma ambivalência proposital, como explica Brittany: “Pode estar dizendo: ‘Eu devo estar sonhando, porque o mundo está tão louco agora’. Mas também pode significar: ‘Eu devo estar sonhando, porque o mundo é tão incrivelmente bonito’. Ambas as coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.” A banda, que se reuniu de forma orgânica no final de 2024, abraçou a espontaneidade no estúdio, deixando que as composições evoluíssem em tempo real, uma química que, segundo o guitarrista Heath Fogg, foi o que tornou o renascimento do grupo tão especial.
Of Monsters and Men confirma data extra em São Paulo

Após esgotar rapidamente os ingressos para a primeira apresentação, o Of Monsters and Men confirmou o que os fãs estavam pedindo, uma data extra em São Paulo. O grupo sobe ao palco da Audio também no dia 25 de novembro de 2026, garantindo que mais gente possa conferir de perto o show de um dos nomes mais cativantes do folk global das últimas décadas. A banda, que marcou uma geração com o hino Little Talks, traz para esta turnê o espírito de All Is Love and Pain in the Mouse Parade, um álbum que a banda descreve como uma tapeçaria de histórias sobre como a dor e o amor coexistem. É o som de uma banda que, após 15 anos de estrada e projetos solo, reencontrou a essência de sua colaboração. 15 anos de uma jornada cinematográfica Desde que estouraram em 2011 com My Head Is an Animal, o Of Monsters and Men construiu uma reputação de ser uma das bandas ao vivo mais consistentes da cena global. Passando por palcos gigantes como Glastonbury e Coachella, eles nunca perderam a escala “intimista” de suas composições. Seja na expansividade de Beneath the Skin ou nas texturas oníricas de Fever Dream, o grupo sempre priorizou a narrativa, algo que explica o porquê de suas músicas serem tão recorrentes em produções como Game of Thrones, A Vida Secreta de Walter Mitty e Jogos Vorazes. Serviço: Of Monsters and Men – Data extra em São Paulo
Maior banda da história, Rolling Stones lança álbum Foreign Tongues

O Rolling Stones segue desafiando o tempo com uma vitalidade que poucos artistas na história da música conseguiram manter. A banda acaba de lançar Foreign Tongues, um álbum que chega para consolidar o momento criativo explosivo que o grupo vive desde o sucesso de Hackney Diamonds. O álbum traz singles revelados antes como In The Stars, Jealous Lover e Rough And Twisted, além de uma bela versão para You Know I’m No Good, de Amy Winehouse. Gravado em uma maratona de apenas um mês no histórico Metropolis Studios, em Londres, o disco marca o reencontro de Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood com o produtor vencedor do Grammy Andrew Watt. O resultado é um trabalho dinâmico, voltado para o futuro e que, ao mesmo tempo, preserva o DNA inconfundível que transformou a banda na maior instituição do rock mundial. Elenco estelar em Foreign Tongues A produção conta com o núcleo de confiança da banda, Darryl Jones, Matt Clifford e Steve Jordan, mas Foreign Tongues ganha contornos épicos com uma lista de convidados de peso. Além da participação especial de Charlie Watts, gravada em uma de suas últimas sessões de estúdio, o álbum traz contribuições de Steve Winwood, Paul McCartney, Robert Smith (The Cure) e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers). A presença desses nomes reflete o respeito que os Stones impõem na indústria, servindo como uma ponte entre o rock clássico e as novas gerações.
Toody Cole traz a Dead Moon Night para São Paulo

A Dead Moon Night chega a São Paulo trazendo Toody Cole and Her Band, na primeira e única passagem do projeto pela América do Sul. O show acontece no dia 31 de outubro de 2026, no Cine Joia. Toody Cole, ao lado de Fred Cole, construiu com o Dead Moon uma trajetória que poucos artistas conseguiram: independência absoluta, devoção ao rock’n’roll e uma fidelidade inabalável às suas raízes. Formado em 1987, o Dead Moon tornou-se uma referência mundial para gerações do punk, garage e rock alternativo, muito por conta de seu método artesanal, que incluía o uso de um torno de 1954 para cortar os próprios vinis. Muito mais que um tributo Toody Cole não sobe ao palco apenas para revisitar o passado. Em seu projeto solo, acompanhada por Kelly Halliburton e Christopher March, ela retoma o repertório de clássicos que formaram o Dead Moon, os Rats e o Pierced Arrows, costurando uma história de décadas de resistência sonora. O Dead Moon nunca buscou o mercado de massa; eles buscavam a urgência. Com letras sobre vida cotidiana, tensão, deslocamento e sobrevivência, a banda tocou em garagens e clubes pelo mundo inteiro, mantendo sempre o controle total sobre sua arte. Lineup A noite em São Paulo também contará com um line-up que dialoga diretamente com a cultura independente: Pink Opake, Thee Dirty Rats e Dente Canino. A programação ainda inclui discotecagens de Camilla Jaded & Hiro e Mateus Mondini & Raphael Carapia. Serviço: Dead Moon Night
Jack Johnson confirma shows no Brasil em 2027 com Ben Harper, Donavon Frankenreiter & G. Love

Jack Johnson confirmou seu aguardado retorno ao Brasil em 2027 com a Surfilmusic Tour, um projeto que une música, cinema e consciência ambiental, pilares que sempre foram fundamentais na trajetória do artista havaiano. A turnê, que tem produção da 30e em parceria com a Move Concerts, passará pelo Rio de Janeiro (16/02), Florianópolis (18/02) e São Paulo (20/02). O destaque fica para a capital paulista: o show no Nubank Parque (antigo Allianz Parque) contará com a abertura especial de Ben Harper & The Innocent Criminals, um reencontro histórico de dois artistas que compartilham muito mais que o palco: uma amizade de décadas e o amor pelo surfe. Surfilmusic, a turnê inovadora de Jack Johnson no Brasil A turnê nasce inspirada no documentário homônimo dirigido por Emmett Malloy, que revisita a trajetória de Jack desde o Havaí até os palcos mundiais. O repertório promete ser um passeio cronológico pelos clássicos que embalaram gerações, como Bubble Toes, Banana Pancakes e Better Together, mesclados com registros inéditos e versões que dialogam com as raízes folk e blues do artista. Como abertura em todas as datas, o público contará com Donavon Frankenreiter & G. Love, dois nomes que são a própria definição do som praiano e que possuem uma química musical inegável com Jack Johnson. Agenda e ingressos