Biffy Clyro lança The Myth of the Happily Ever After, o “primeiro álbum totalmente escocês”

O Biffy Clyro lançou na sexta-feira (23) o álbum The Myth of the Happily Ever After. Dentre as novidades, o disco traz Errors In The History of God, que foi revelada na quarta no programa Hottest Record da Radio 1. Neste final de semana a banda ainda se apresenta no show Radio 1’s Out Out! Live, na Wembley Arena, que terá passagens transmitidas na BBC One, Radio 1, e na BBC iPlayer. The Myth é um projeto autoproduzido que representa uma reação ao primeiro álbum da carreira, A Celebration of Endings. Ademais, uma resposta rápida e emocional ao turbilhão que foi o último ano. É o ying do yang que A Celebration representou, o outro lado da moeda, o antes e depois em comparação. Em resumo, o otimismo do início de 2020 deu espaço à um retorno à terra. É o produto dos tempos estranhos e cruéis em nossas vidas, mas que também foram especialmente revigorantes para o Biffy Clyro. “Esse álbum é uma jornada real, uma colisão de cada pensamento e emoção que tivemos nos últimos dezoito meses. Havia uma fortaleza real em A Celebration, mas nesse disco nós abraçamos as vulnerabilidades de ser uma banda e sermos humanos nessa era caótica de nossas vidas. Mesmo o título é o exato oposto. É sobre perguntar: nós criamos essas narrativas em nossas próprias cabeças para nos dar alguma segurança quando ao fim do dia ninguém está esperando por nós?”, diz o vocalista e guitarrista Simon Neil. Totalmente escocês Encerrado no lockdown, Biffy Clyro gravou The Myth de uma forma completamente diferente de como chegaram em A Celebration. Em vez de gastar meses em Los Angeles, eles trocaram uma costa pela outra para gravar por apenas seis semanas em sua sala de ensaios (convertida em um estúdio funcional pelos irmãos responsáveis pela sessão rítmica, James and Ben Johnston) em uma fazenda próxima das casas deles. O trio foi com a intenção de completar algumas canções não terminadas de A Celebration mas, em vez disso, The Myth tomou conta de tudo e começou a ganhar forma no final de 2020, com tudo escrito e gravado em um raio de dez milhas. Tradicionalmente, 90% das canções do Biffy foram escritas na Escócia antes que a banda seguisse para Londres ou Los Angeles para gravar, mas esta representou a primeira vez que eles gravaram em suas próprias casas. Como Simon brinca: “nosso primeiro álbum totalmente escocês!”
New Order fará show com transmissão paga em Londres

O New Order recentemente voltou a se apresentar ao vivo com um show triunfante em sua cidade natal, Manchester, no Heaton Park. Eles estarão de volta ao The O2, em Londres em 6 de novembro para um show esgotado, mas vão estender a apresentação aos fãs de redor do mundo. Em resumo, eles anunciaram que fãs de qualquer lugar podem participar de uma transmissão ao vivo para vivenciar a noite por si próprios. “Estávamos muito ansiosos para ver todos em turnê agora. É frustrante não poder tocar ao vivo pessoalmente, mas essa é a segunda melhor coisa. Parece certo reunir todos ao redor do mundo por todos os meios possíveis. Este é um show especial para nós e queremos compartilhá-lo com todos vocês”, disse a banda em comunicado à imprensa. O show do New Order será transmitido ao vivo pelo Live Here Now. O horário do palco é às 17h45 (horário de Brasília). Aliás, a transmissão ficará disponível por 72 horas. Compre ingressos para a transmissão via AXS. Anteriormente, no ano passado, o New Order estreou o single Be a Rebel. Recentemente, lançou Be a Rebel Remixed, o conjunto completo de 11 remixes de alguns dos melhores produtores e DJs do planeta. Por fim, eles celebrarão o 40º aniversário de seu álbum de estreia, Movement, em 13 de novembro, lançando o filme Taras Shevchenko no YouTube. O predecessor do New Order, Joy Division, lançará uma edição especial em vinil de aniversário do álbum Still, em 11 de fevereiro de 2022, com exclusividade no site da banda.
Surra prepara “reality show” para mostrar gravação de single em 24h

A banda santista de rock desgraçado Surra anunciou que irá promover, no próximo dia 6, a partir das 11h, um “reality show” para compor, gravar e lançar um single em 24 horas. A empreitada será realizada no renomado estúdio Family Mob, em São Paulo, e contará com a contribuição do artista Lobo Ramirez, que irá estar presencialmente produzindo, do zero, uma arte para esse lançamento. O público poderá interagir e acompanhar a transmissão ao vivo através dos canais da banda na Twitch e no YouTube. Ano cheio do Surra E o Surra, trio mais veloz da Baixada Santista, retorna com seu novo EP, Ninho de Rato, justamente quando já estávamos sentindo falta do furioso crossover que o grupo despeja sem dó em nossos ouvidos. Leeo Mesquita (voz, guitarra), Victor Miranda (bateria) e Guilherme Elias (baixo, voz) formam essa verdadeira máquina de destruição. Se você curtiu os ótimos Tamo na Merda (2016), Escorrendo Pelo Ralo (2019) e Ainda Somos Culpados (2018), Ninho de Rato é audição obrigatória. A tradição de sons curtos e diretos se faz presente mais uma vez aqui, e o EP espreme 12 músicas em apenas nove minutos de duração. Parece pouco, mas para adeptos de um bom crossover thrash é um verdadeiro paraíso. Também pudemos notar que o material do Surra recebeu um interessante toque grindcore, lembrando um pouco os também brasileiros do Facada e lendas como Cripple Bastards.
Nick Cave & The Bad Seeds abrem baú com raridades e b-sides

Nick Cave Productions & BMG liberaram nesta sexta-feira (23) o álbum B-Sides & Rarities Part I & II contendo material de mais de 30 anos de carreira de Nick Cave & The Bad Seeds. Em resumo, Part II, já disponível nas plataformas, é um compilado feito por Nick Cave & Warren Ellis e apresenta 27 faixas entre 2006 e 2019. Por fim, inclui 19 faixas raras e inéditas, incluindo Big Dream (With Sky), faixa foco de B-Sides & Rarities Part II. Aliás, a canção foi gravada durante o período do álbum Ghosteen entre 2018/2019.
Miles Kane: último single antes do álbum lembra Bee Gees com John Lennon

Miles Kane retornou com See Ya When I See Ya, o último single antes do lançamento de seu novo álbum, Change The Show, que será lançado em 21 de janeiro de 2022 com a BMG. Aliás, a animada canção (que lembra Bee Gees pré-disco com John Lennon no seu projeto solo) é uma despedida para o antigo eu de Miles, o Sr. Sabe-tudo das letras. “Sim, temo que seja eu, de novo”, ele admite. “Mas estou deixando outra pessoa ser esse cara agora, andando por aí, com a cabeça nas nuvens. Eu só quero ficar na minha própria pista, cuidar da minha vida, ignorar o que está acontecendo em outro lugar”, diz Miles Kane.
Green Day anuncia álbum com apresentações marcantes no BBC Sessions

Abrindo seu cofre e revisitando séries de históricas performances e transmissões ao vivo no Reino Unido, o Green Day anunciou o álbum ao vivo The BBC Sessions, que será lançado em 10 de dezembro. O primeiro single revelado é 2000 Light Years Away. A coleção de 16 faixas apresenta quatro performances fundamentais gravadas nos lendários estúdios Maida Vale da BBC em 1994, 1996, 1998 e 2001 juntos em um álbum, marcando a primeira vez que essas gravações foram masterizadas para um lançamento oficial. Quatro meses depois de lançar Dookie, o Green Day entrou nas sagradas muralhas do Maida Vale Studios da BBC no dia 8 de junho de 1994 e arrasou com um set rouco e forte de quatro músicas: She, When I Come Around, Basket Case e 2000 Light Years. A banda estava no auge de sua explosão mundial. Naquele dia, eles ainda tiraram vantagem do tempo livre de estúdio e ainda descobriram a abertura de Imsoniac no banheiro: o que seria Armatage Shanks. Eles voltaram à BBC durante 1996 trabalhando aquele álbum, apareceram com Brain stew/Jaded e Walking Contradictions. Dois anos depois, eles lançaram uma bomba super carregada com Nice Guys Finish Last no meio da era Nimrod. Por fim, eles fecharam o verão de 2001 com quatro hinos de Warning, entre eles Church On Sunday. E tudo isso está em The BBC Sessions. The BBC Sessions vai estar disponível no exterior com notas sobre cada faixa que Steve Lamacq, convidado do lendário Evening Show da Radio 1 fz de cada faixa – ele estava presente em cada uma das sessões descritas acima. A banda está no momento na The Hella Mega Tour, sua turnê norte-americana de estádios com ingressos esgotados. Essa turnê trouxe a banda a alguns dos mais renomados palcos dessas dimensões, incluindo Dodger Stadium, Wrigley Field, Citi Field, Fenway Park entre outros. The Hella Mega Tour, com Weezer e Fall Out Boy, vai terminar no Reino Unido e Europa no próximo ano, clique aqui para a lista completa de datas. Confira a tracklist completa de BBC Sessions She (Live at the BBC June 8 1994) When I Come Around (Live at the BBC June 8 1994) Basket Case (Live at the BBC June 8 1994) 2000 Light Years Away (Live at the BBC June 8 1994) Geek Stink Breath (Live at the BBC November 3 1996) Brain Stew/Jaded (Live at the BBC November 3 1996) Walking Contradiction (Live at the BBC November 3 1996) Stuck With Me (Live at the BBC November 3 1996) Hitchin’ A Ride (Live at the BBC February 12 1998) Nice Guys Finish Last (Live at the BBC February 12 1998) Prosthetic Head (Live at the BBC February 12 1998) Redundant (Live at the BBC February 12 1998) Castaway (Live at the BBC August 28 2001) Church On Sunday (Live at the BBC August 28 2001) Minority (Live at the BBC August 28 2001) Waiting (Live at the BBC August 28 2001)
Caetano Veloso lança álbum Meu Coco; confira faixa a faixa por ele mesmo

Caetano Veloso comenta Meu Coco Muitas vezes sinto que já fiz canções demais. Falta de rigor? Negligência crítica? Deve ser. Mas acontece que desde a infância amo as canções populares inclusive por sua fácil proliferação. Quem gosta de canções gosta de quantidade. Do rádio da meninice, passando pela TV Record e a MTV dos começos, até o TVZ no canal Multishow de agora, encanta-me a multiplicidade de pequenas peças musicais cantadas, mesmo se elas surgem a um tempo redundantes e caóticas. Há nove anos que eu não lanço álbum com canções inéditas. No final de 2019, tive um desejo intenso de gravar coisas novas e minhas. Tudo partiu de uma batida no violão que me pareceu esboçar algo que (se eu realizasse como sonhava) soaria original a qualquer ouvido em qualquer lugar do mundo. Meu Coco, a canção, nasceu disso e, trazendo sobre o esboço rítmico uma melodia em que se história a escolha de nomes para mulheres brasileiras, cortava uma batida de samba em células simplificadas e duras. Minha esperança era achar os timbres certos para fazer desse riff sonhado uma novidade concreta. E eu tinha a certeza de que a batida, seu som e sua função só se formatariam definitivamente se dançarinos do Balé Folclórico da Bahia criassem gestos sobre o que estava esboçado no violão. Com isso eu descobriria o timbre e o resto. Mas chegou 2020, o coronavírus ganhou nome de covid-19 e eu fiquei preso no Rio, adiando a ida à Bahia para falar com os dançarinos. Esperaria alguns meses? Passou-se mais de ano e eu, tendo composto canções que pareciam nascer de Meu Coco, precisei começar a gravar no estúdio caseiro. Chamei Lucas Nunes pra começar os trabalhos. Ele é muito musical e também é capaz de comandar uma mesa de gravação. Começamos por Meu Coco, de que Enzo Gabriel é uma espécie de península: seu tema (seu título) é o nome mais escolhido para registrar recém-nascidos brasileiros nos anos 2018 e 2019. À medida que vou fazendo novas canções, me prometo pesquisar a razão de, na minha geração e mesmo antes dela, nomes ingleses de presidentes americanos terem sido escolhidos por gente simples e pouco letrada, principalmente preta, para batizar seus filhos: Jefferson, Jackson, Washington – assim como Wellington, William, Hudson – eram os nomes preferidos dos pais negros e pobres brasileiros. Ainda não fiz nenhum movimento nesse sentido, mas ter esse disco pronto e estar empenhado em lançá-lo me leva a certificar-me de que farei a pesquisa, como se fosse um sociólogo, assim como ter feito Anjos Tronchos, canção reflexiva que trata da onda tecnológica que nos deu laptops, smartphones e a internet, me faz prometer-me ler mais sobre o assunto. Cada faixa do novo álbum tem vida própria e intensa. Se Anjos Tronchos tem sonoridade semelhante à de Abraçaço, o último disco que fiz antes deste, Sem Samba Não Dá soa à Pretinho da Serrinha: uma base de samba tocada por quem sabe – e a sanfona de Mestrinho, que comenta as fusões de música sertaneja com samba tradicional. Uma discussão sobre o (não) uso da palavra “você” pela brilhante jovem fadista Carminho virou o fado midatlântico Você-Você, que ela terminou cantando comigo – e ganhou bandolim sábio de Hamilton de Holanda fazendo as vezes de guitarra portuguesa. Há Não Vou Deixar, com célula de base de rap criada no piano por Lucas e letra de rejeição da opressão política escrita em tom de conversa amorosa. Pardo, cujo título já sugere observação do uso das palavras na discussão de hoje da questão racial, teve arranjo de Letieres Leite, baiano, sobre a percussão carioca de Marcelo Costa. Cobre, canção de amor romântico, fala da cor da pele que compete com o reflexo do sol no mar do fim de tarde do Porto da Barra. Jaques Morelenbaum, romântico incurável, veio orquestrá-la. Mas também tratou de Ciclâmen do Líbano, com fraseado do médio-oriente salpicado de Webern. Devo Lucas a meu filho Tom: os dois fazem parte da banda Dônica; devo a atenção a novas perspectivas críticas a meu filho Zeca; devo a intensa beleza da faixa GilGal a meu filho Moreno: ele fez a batida de candomblé para eu pôr melodia e letra que já se esboçava mas que só ganhou forma sobre a percussão. E eu a canto com a extraordinariamente talentosa Dora Morelenbaum. Este é um disco de quantidade e intensidade. Autoacalanto é retrato de meu neto que agora tem um ano de idade. Tom, o pai dele, toca violão comigo na faixa. A nave-mãe, Meu Coco, guardou algo da batida imaginada, agora com percussão de Márcio Vitor. Mas o arranjo de orquestra que a ilumina foi feito por Thiago Amud, um jovem criador carioca cuja existência diz tudo sobre a veracidade do amor brasileiro pela canção popular.
Slash ft Myles Kennedy and The Conspirators anunciam quarto álbum com single

Após mais de dez anos, a parceria entre Slash e a Myles Kennedy and The Conspirators continua dando frutos. Além de emocionar e empolgar plateias por todo o mundo com apresentações enérgicas, eles se preparam para lançar 4, quarto álbum da parceria e disco de estreia da Gibson Records. Previsto para dia 11 de fevereiro de 2022, o trabalho é antecipado pelo potente single The River is Rising, que ganha um clipe. Para o novo álbum, Slash e a banda foram até a clássica cidade musical de Nashville, onde gravaram no histórico RCA Studio A com o produtor Dave Cobb (Chris Stapleton). O objetivo foi capturar o calor dos palcos para o álbum, com todo o processo gravado ao vivo no estúdio, incluindo os solos de guitarra e vocais – uma novidade para o grupo. “Há duas ou três canções no disco que foram escritas durante a pandemia; tudo o mais foi escrito antes. The River is Rising foi uma das últimas músicas que escrevi antes de começarmos a pré-produção e, por ser tão nova e ter um certo ritmo e energia, foi a primeira que realmente atacamos”, conta Slash, empolgado. “É a música mais nova do álbum e foi uma daquelas coisas em que estávamos brincando, tentando pescar o arranjo, e simplesmente aconteceu”. Enquanto Myles Kennedy acrescenta… “A letra, em última análise, explora como os humanos podem sofrer uma lavagem cerebral ou doutrinação por algum tipo de ideia perigosa. Quando gravamos a demo, já tinha certeza que era uma faixa importante e perfeita para abrir o álbum”. Por estar sempre acompanhado de uma guitarra Gibson em uma parceria de mais de 30 anos, ele foi a escolha perfeita para abrir o braço fonográfico da icônica marca. Além de versões do disco, o selo vai disponibilizar a Slash Les Paul Standard 4 Album Edition , uma guitarra feita especificamente para os fãs de Slash. A Gibson Records tem distribuição global da BMG.
Com influência do pop rock nacional, Balara lança single “Recomeço”

Os santistas da Balara lançaram nesta sexta-feira (22) o single Recomeço, que chega acompanhado de videoclipe e com influências que vão do pop rock nacional dos anos 1980 até os anos 2000. Com produção realizada à distância em meio ao período pandêmico, o vocalista e o produtor Jeff Pina se encarregaram de dar vida à canção, que chega acompanhada de videoclipe com cenas dos músicos Daniel Debski, Danilo Almeida e Luccas Trevisani em gravações e performances em estúdio. Inspirada no pop rock brasileiro que se desenvolveu desde os anos 80 até a última década, a Balara traça uma linha entre o clássico e o atual com suas influências. “O fato de gostar muito de rock nacional, faz com que, inconscientemente, eu traga essa influência para muitas de minhas composições. É como se a própria canção pedisse para que a gente seguisse alguns caminhos ao escolher timbres e definir arranjos”, comenta Luccas Trevisani, vocalista da Balara. Após os lançamentos de Deixa Ela Voar, tendo uma versão original e um remix ao lado do DJ Guz Zanotto e o lançamento de Não Deu Pra Disfarçar, com o paranaense Raphael Ota, a banda alcançou a capa da playlist Rock Leve, do Spotify. Para os próximos meses, a banda santista seguirá lançando singles que precedem o lançamento do seu segundo álbum de estúdio, a ser lançado no primeiro semestre de 2022. Assista Recomeço