Aposta da surf music, Dom Vinera revela “Gratidão”

Agradecendo a vida, as oportunidades e valorizando seus percalços, o cantor e compositor Dom Vinera, aspirante à aposta do surf music nacional, lançou o single e clipe de Gratidão. Composta pelo cantor após um período de reflexão de sua própria trajetória e assinada por Bruno Dupre – produtor musical responsável que já assinou singles como O Hip-Hop É Foda. Pt.1 e Papo Reto do cantor Rael – a canção leva influências musicais que tangencia entre nomes como Gilberto Gil, Sine Calmon e Maneva. “Essa canção fala da necessidade de agradecer até os menores feitos do dia-dia. Fala sobre respirar fundo e seguir em frente mesmo depois de ter conversas desconfortáveis. Trata-se de realmente ser grato pelo milagre da vida, que mesmo em meio ao caos dos dias atuais ainda nos sobram vários motivos para sorri”, conta Dom Vinera. A canção também vem acompanhada de um vídeo especial. Apostando em pequenas animações leves, sutis e detalhadas, o clipe da canção conta com a direção de Gustavo Ergang e foi produzido pela da NAV – responsáveis por projetos como O Que Tiver que ser Será, Maneva e Di Ferrero, Processo Seletivo, de Graveto e Rashid, Ai ai do cantor Julies e Music Is Everywhere, do Yutaka e Viegas. Novidades a caminho de Dom Vinera Sem lançar música desde 2018, o cantor revela querer compensar o tempo de hiato sem lançamentos, e já prometeu mais um single ainda para este ano e revela que está preparando uma nova turnê que deve estrear no início de 2022. “Nunca me senti tão musicalizado e inspirado como hoje. Tem tanta coisa em processo de finalização, que teremos músicas para lançar até o final do ano que vem. Ainda neste ano devo lançar um single ainda mais especial e que acredito muito. Também já estou preparando um novo show para uma nova turnê. Vai ser mágico!”, conta Dom. Na música desde os anos 90, Dom Vinera quer fincar de forma firme nas areias do surf music. Com letras que falam do amor, natureza, da vida e da amizade, o cantor já se apresentou em importantes palcos como a Virada Cultural, Festival Reggae Brazuka e da tradicionalíssima Expo Music. O cantor também já participou de festas à festivais pelo Brasil com nomes como Zeider Pires (Planta & Raiz), O Surto, Pepeu Gomes, Simoninha e Bloco do Caos.
Zeca Baleiro apresenta show autobiográfico em São Paulo

O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro está de volta ao palco do Teatro Bradesco, em São Paulo. Um dos nomes mais cultuados da nova geração da MPB na atualidade apresenta, no dia 26 de novembro, o autobiográfico novo espetáculo José. Como se recebesse a plateia na sala de sua casa, o multi-instrumentista compartilhará com o público a audição de músicas e autores importantes na sua trajetória, criando um clima de intimidade. Um ambiente que favorece improvisos e momentos exclusivos, fazendo a cada noite da temporada um espetáculo inédito. Os ingressos custam de R$ 60 a R$ 250 e já estão à venda nos totens em frente as bilheterias dos teatros Bradesco e Opus, além do site. Entre uma e outra surpresas, o repertório deve incluir canções marcantes de sua carreira como Telegrama e Flor da Pele, além de releituras e músicas dos discos mais recentes como O Amor no Caos e Canções d’Além-Mar. “Nada se compara à experiência de tocar ou de assistir a um show ao vivo. É imbatível! Estou ansioso pelo reencontro e com saudade dos afagos e aplausos da plateia”, comemora Zeca Baleiro. Em 2017, Zeca Baleiro se apresentou em Porto Alegre na série Poesia, Então, a convite do projeto Unimúsica da UFRGS. Na ocasião, o artista estava completando 20 anos de carreira discográfica e resolveu criar um show especial para o evento. Assim nasceu “José”, show autobiográfico em que Baleiro compartilhava histórias de vida e de carreira, vídeos, leituras de poemas, escuta de vinis de sua coleção pessoal, e respondia a perguntas de fãs enviadas por mensagens de áudio e previamente selecionadas. Além da apresentação na capital gaúcha, o show aconteceu também no Teatro Unibes, em São Paulo. Foram as duas únicas apresentações desse concerto intimista e multimídia, que ficou guardado, enquanto o artista se dedicava a outros shows e produções. Agora, Zeca Baleiro volta com “José” em turnê pelas capitais brasileiras. Para conferir as primeiras apresentações de Benito di Paula e Rodrigo Vellozo, o público deverá apresentar o comprovante de vacinação contra a covid-19, com pelo menos uma dose aplicada. O documento de comprovação poderá ser físico ou digital (disponível no aplicativo Conecte SUS). No caso de fãs vacinados em São Paulo, também é possível comprovar a imunização com os documentos acessados nos apps Poupatempo Digital e E-saudeSP.
Chico César reabre Teatro do Sesc Santos com jornada dupla

O cantor e compositor paraibano Chico César será o responsável pela reabertura do Teatro do Sesc Santos. O músico se apresenta na sexta (15) e sábado (16), às 20h, com capacidade reduzida para 212 pessoas. Os ingressos já estão à venda e custam entre R$ 20,00 e R$ 40,00. Chico César, nasceu em 26 de janeiro de 1964, em Catolé do Rocha, na Paraíba. Aliás, Chico explicita a irreverência, a criatividade e a poética, características de sua obra ao longo de sua trajetória. Autor de sucessos consagrados pelo público, como Mama África e À Primeira Vista, o paraibano tem nove álbuns lançados, entre eles Aos Vivos (1995), Cuscuz Clã (1996) e Respeitem os meus cabelos brancos (2002). Contudo, o artista desafia a saudade e aponta a distância como um estímulo que pode ser vibrante e cheio de calor humano, nestes tempos. Amizade e álbum com Zeca Baleiro Em maio passado, Chico César e Zeca Baleiro anunciaram um disco composto e gravado em parceria durante o período da quarentena. Aliás, à época, eles revelaram os dois primeiros singles, Lovers e Respira. No entanto não confirmaram a data de lançamento até o momento. “Concretiza-se assim o encontro de três décadas. Parece que demorou mas tudo tem seu tempo, o período de maturação. A pandemia, de certo modo, veio nos dizer da necessidade de estar perto das pessoas com as quais nos identificamos e nos vinculamos em ética e estética. Claro que tematizamos a pandemia mas também fizemos canções que poderiam ter sido geradas em qualquer momento e falam de outras coisas, assuntos perenes em nós. Zeca Baleiro é o parceiro na desconstrução da imagem estereotipada do Nordeste, a companhia que me faltava e chegou para me estimular nesse caminho. Música urbana, suburbana e rural em nossa marmita”, afirmou Chico César. Amigos desde 1991, Chico César e Zeca Baleiro participaram de um dos shows mais marcantes da música no Sesc Santos, no fim dos anos 1990. Por fim, com Os Cinco no Palco, que passou pelo Teatro do Sesc Santos, Chico César, Zeca Baleiro, Lenine, Paulinho Moska e Marcos Suzano deixaram memórias marcantes para os fãs.
Gal Costa estreia novo show no Teatro Bradesco, em São Paulo

Gal Costa está de volta ao palco do Teatro Bradesco! Após protagonizar bem-sucedida live especial do mês de maio, a cantora retorna para a estreia nacional do novo espetáculo As Várias Pontas de uma Estrela, em São Paulo. Para comemorar os 56 anos de carreira, uma das vozes mais consagradas da música brasileira se debruça sobre as relações entre o riquíssimo repertório que ela própria apresentou ao Brasil, repleto de hits e obras-primas, e a obra monumental de Milton Nascimento. Estarão presentes, portanto, canções do autor mineiro já gravadas por Gal e clássicos do repertório da cantora compostos por nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Dorival Caymmi e Tom Jobim. O roteiro também inclui surpresas e lados B da discografia de Gal Costa, iniciada em 1965 com o compacto Maria da Graça. A direção do espetáculo é assinada por Marcus Preto. Durante a pandemia, Gal testou o formato de piano, baixo e bateria – trocando o acompanhamento de violão pelo piano. E está adorando cantar sobre essa cama. A banda, portanto, é formada por Fábio Sá (baixo elétrico e acústico), André Lima (teclados) e Victor Cabral (bateria e percussão). Celebrando 76 anos de idade, Gal Costa apresenta As Várias Pontas de uma Estrela nos dias 30 e 31 de outubro, no Teatro Bradesco, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda pelo site e também nos totens eletrônicos disponíveis em frente às bilheterias dos teatros Bradesco e Opus (Shopping Villa-Lobos). As entradas custam entre R$ 60,00 e R$240,00. Para conferir as primeiras apresentações de As Várias Pontas de uma Estrela, o público deverá apresentar o comprovante de vacinação contra a covid-19, com pelo menos uma dose aplicada. O documento de comprovação poderá ser físico ou digital (disponível no aplicativo Conecte SUS). No caso de fãs vacinados em São Paulo, também é possível comprovar a imunização com os documentos acessados nos apps Poupatempo Digital e E-saudeSP.
Pedro Cini, revelação de Curitiba, apresenta O Vento me Entrega Você

Um amor intocável ou aquela paixão que se sonha todas as noites. É sobre isso que o cantor curitibano Pedro Cini, a nova aposta da música jovem, fala na música O Vento me Entrega Você, que chega às plataformas digitais, distribuída pela The Orchard, selo digital da Sony Music. Certamente, assim como fala a música, o vento irá entregar ao público um sentimento guardado por Pedro e que agora poderá ser identificado por muitas pessoas. “Escrevi essa letra realmente como diz na música: levantei da cama e o vento me entregou a lembrança daquele perfume. Foi algo meio doido, mas muito bom também. Me dá muita alegria de ter feito O Vento Me Entrega Você, e agora vê-la pronta no mundo, pra vocês. E eu espero que entregue tudo isso pro público: tudo isso que é o amor!”, comentou. A canção que dá continuidade aos lançamentos do cantor, acompanha um clipe gravado especialmente em um sítio, no Caminho do Vinho, na cidade de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. O Vento me Entrega Você vem seguindo os passos de Meu Vício, canção lançada em junho e que atingiu grandes números para Pedro. O single foi um sucesso e alcançou a marca de música mais ouvida em Curitiba, pelo Spotify, conquistando a primeira posição na playlist Viral Curitiba. Atualmente, a canção conta com mais de 50 mil streamings na plataforma. Pedro Cini Pedro Guarinello Lewin ou Pedro Cini, como prefere ser chamado, tem 19 anos e é de Curitiba. Conheceu a música ainda cedo, por influência do que os seus avós ouviam em casa. Apaixonado por música brasileira, revela com orgulho suas referências artísticas e brasileiras, como Ney Matogrosso, Ivete Sangalo e Tim Maia. A relação com a música começou aos 9 anos, quando, em uma festa de amigos, participou de um “show de talentos” e ganhou com uma canção inventada na hora. De lá pra cá, a paixão só aumentou e, aos 12 anos, começou a se aventurar mais profissionalmente no que até então era um sonho. No começo de 2020, resolveu se jogar e lançar uma música teste, Talvez uma Canção, letra que tem produção própria. Com o início da pandemia alguns meses depois, o projeto teve que ser adiado, mas, assim como muitos sonhadores, se reinventou e não deixou nada parado. Por algumas vezes se apresentou na sacada do apartamento onde mora, cantando para os vizinhos isolados.
Fantástico Caramelo lança álbum Em Quatro Três Dois; ouça!

Se Pato Fu e Os Mutantes se encontrassem o resultado poderia ser a Fantástico Caramelo, banda de Santa Catarina que lança o seu álbum de estreia, Em Quatro Três Dois. Com oito faixas, o álbum dialoga com o rock psicodélico e com o indie rock, focando nos instrumentos básicos do estilo: baixo, guitarra e bateria, utilizando-se de distorções, microfonia e diferentes formas de cantar. “O nome do álbum vem do ato de ouvir a frequência natural 432 Hz, que faz com que possamos expandir a nossa consciência e possibilitar um nível maior de percepção sobre a nossa realidade e controle de nossos pensamentos. Assim, a música sintonizada na frequência 432 Hz causa relaxamento do corpo e da mente. Com o mesmo princípio, nós afinamos os instrumentos na mesma frequência e somamos letras melódicas e existenciais à composição”, explica Nayara Lamego, da Fantástico Caramelo. Dos singles animados como Tchuru e Pura Conexão, até as baladas Na Tua Imaginação e Lajotas Amarelas, o álbum Em Quatro Três Dois é feito para agradar todos os fãs de rock de qualidade. Inclusive a banda também trabalha nas canções Firefly e Pura Conexão com idiomas como inglês e espanhol que buscam uma conexão geográfica além dos países lusófonos. A Fantástico Caramelo traz em sua sonoridade uma expressiva cozinha, com guitarras dançantes e o vocal limpo, inspirados por cantoras como Céu, Yma e Rita Lee, as bandas brasileiras Os Mutantes, Boogarins, Maglore e Bidê ou Balde. E ainda, o rock de grupos como Pavement, Pixies, The Black Keys, Tame Impala, Parcels, Crumb, entre outros. A Fantástico Caramelo iniciou as atividades em dezembro de 2020 e já em agosto lançava o primeiro single, Pura Conexão, cantado em português e espanhol. Com menos de um ano de existência, a banda conta com vasta experiência nos palcos em um mundo pré-pandemia, com integrantes de bandas catarinenses como LISS, Canibais Vegetarianos, Vênus vs Marte, Bote Espacial, Soul Roots Reggae, The Bike Duo, Shipmlik entre outras. Radicada em Rio do Sul (SC), a Fantástico Caramelo foi premiada em 1º Lugar no “Festival da Canção Entre Rios”, na categoria Música Autoral, com o single Pura Conexão. O álbum Em Quatro Três Dois foi produzido e gravado por Rafael Rosseto, do Flat Hall Studio, com composições de Nayara Lamego e Henrique Marquez. A Fantástico Caramelo é formada por Nayara Lamego (voz), Henrique Marquez (guitarra), Gabriel Alves (guitarra e sintetizador), Diego Pereira (baixo) e Marcelo Sutil (bateria).
Novo filme da franquia Pânico ganha trailer assustador

O quinto filme da franquia Pânico ganhou o seu primeiro trailer oficial. Nesta terça-feira (12), a Paramount Pictures revelou as primeiras imagens do longa, além do pôster. Em síntese, o teaser traz um enredo bem semelhante aos quatro primeiros filmes. Contudo, o trio da linha de frente da franquia, Sidney Prescott, Gale Weathers e Dewey Riley, aparece mais velhinho. Totalmente compreensível se pensarmos que o primeiro filme da franquia foi lançado em 1996. Vinte e cinco anos após uma série de assassinatos brutais chocar a tranquila cidade de Woodsboro, um novo assassino se apropria da máscara de Ghostface. Em resumo, ele começa a perseguir um grupo de adolescentes para trazer à tona segredos do passado mortal da cidade. Neve Campbell (Sidney Prescott), Courteney Cox (Gale Weathers) e David Arquette (Dewey Riley) retornam aos seus papéis icônicos em Pânico, junto a Melissa Barrera, Kyle Gallner, Mason Gooding, Mikey Madison, Dylan Minnette, Jenna Ortega, Jack Quaid, Marley Shelton, Jasmin Savoy Brown e Sonia Ammar. Aliás, o roteirista e criador dos personagens, Kevin Williamson está de volta também. No entanto, agora ele está apenas na produção-executiva do longa. Ademais, vale ressaltar que a franquia alcançou a incrível marca de US$ 600 milhões em bilheterias do mundo todo.
Peçanha Contra o Animal, novo filme do Porta dos Fundos, tem trailer revelado

O Amazon Prime Video divulgou o trailer do novo filme do Porta dos Fundos, Peçanha Contra o Animal, que chega com exclusividade ao Prime Video no próximo dia 22. Personagem de sucesso do grupo, Peçanha é um policial politicamente incorreto que precisará investigar, juntos aos seus colegas, um serial killer de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Os jornais sensacionalistas começam a repercutir os assassinatos em série na cidade de Nova Iguaçu, baixada fluminense. Com a missão de encontrar o primeiro serial killer da cidade, o bruto, estúpido e hilário sargento-tenente-major Peçanha e seus colegas da incorreta delegacia de Nova Iguaçu não pouparão métodos não convencionais para tentar segurar o emprego e prender o Animal. Uma missão que pode custar caro demais porque todos são suspeitos. Peçanha Contra o Animal é dirigido por Vinicius Videla e tem roteiro do próprio Antonio Tabet. A produção é de Christian Rôças e a produção executiva de Fernanda Chasim. O filme é estrelado por Antonio Tabet, Pedro Benevides, Fábio de Luca, Rafael Portugal, Evelyn Castro, Estevam Nabote, Gabriel Totoro, Joel Vieira, Thati Lopes, Rafael Infante, Noemia Oliveira, Valesca Popozuda e Serjão Loroza. Peçanha se juntará a milhares de programas de TV e filmes no catálogo de Prime Video, incluindo Originais Amazon Brasileiros como 5X Comédia, Soltos Em Floripa, Tudo ou Nada: Seleção Brasileira, Dom, Manhãs de Setembro e Desjuntados.
Entrevista | KK Downing – “Advogados do Judas Priest tentaram impedir minha nova banda”

Lendário guitarrista e co-fundador do Judas Priest, KK Downing está de volta aos holofotes. Após a tumultuada saída do grupo liderado por Rob Halford, em 2011, o músico ficou longe dos palcos. Agora, com o KK’s Priest, que também conta com os ex-integrantes do Judas Tim Ripper Owens e Les Binks, Downing revelou o álbum de estreia, Sermons of The Sinner. Juntamente com o lançamento do álbum, o KK ‘s Priest divulgou o clipe épico de nove minutos para o single Return of the Sentinel. Com referências aos grandes nomes da ficção científica, o lyric video parece uma combinação dos melhores elementos de cada um deles. “A música e o clipe de Return of the Sentinel definem todo o som e a imagem da evolução do metal verdadeiro e clássico… Metal que é uma parte muito importante de todos nós que estivemos juntos nesta jornada maravilhosa”, explica KK Downing, que conversou com o Blog n’ Roll sobre a nova fase da carreira. Qual é a sensação de lançar um álbum após tantos anos sem nada novo? O que fez nesse período? Foi um tempo muito bom. Fiz algumas gravações, trabalhei em alguns projetos menores, também escrevi algumas músicas para bandas mais jovens, fiz alguns shows… me mantive bem ocupado. Sempre houve uma expectativa se eu voltaria para a banda (Judas), mas o tempo passou e aqui estou eu: lançando um novo álbum e pronto para tocá-lo ao vivo. Minha jornada está nos trilhos. Como foi a gravação de Sermons of The Sinner? O tempo vai passando e coisas novas vão surgindo com a tecnologia. Mas, na realidade, quando você senta no estúdio parece que o piloto automático é ligado. Você começa a pensar que já fez isso um milhão de vezes antes. Então acaba sendo natural, mas requer bastante concentração. Pensei em todas as músicas para serem boas de se tocar ao vivo. Se, em algum momento eu tocar o álbum inteiro, quero que todas as músicas sejam ótimas ao vivo. Por isso, acredito que esse álbum tem a energia de um álbum ao vivo. Lançar um álbum sempre te coloca uma pressão. Mas dessa vez consegui aproveitar os momentos de pressão. Me senti livre para trabalhar e fazer o que quisesse. Você pensou em novos elementos ou investiu em algo mais nostálgico? Na verdade, não. Eu geralmente entro no meu mundinho. É o legado de uma vida. No Natal de 2019, comecei a trabalhar nesse álbum pensando em entregar um disco que os fãs fossem gostar. E agora, estou prestes a lançá-lo, e feliz com o resultado. Quis fazer as coisas um pouco diferentes. Tentei criar novas dinâmicas, dar mais espaço para o baixo, mudar algumas coisas nas baterias. A ideia era fazer com que tudo fosse ouvido alto, claro e dinâmico. Aliás, está com frio na barriga com a estreia do KK ‘s Downing? Acho que não muito (frio na barriga). De certa forma, estou até calmo e seguro com o lançamento. Porque eu também sou um fã, e sei o que gosto de ouvir. Então, se gosto, também espero que as outras pessoas gostem também. E se algo sai errado, já começo a pensar no próximo. Mas estou muito entusiasmado com esse álbum. Gostei muito do resultado. Estou ansioso para esse e também para o próximo. Não quero mais fazer álbuns individuais, quero que todos os próximos estejam conectados de alguma forma. Quero que essa seja a história do KK’s Priest. Quero que vire uma jornada que os fãs possam se juntar. Estou completamente a bordo dessa jornada, e não tem caminho de volta. A parte boa desse álbum foi a calma e a tranquilidade que tivemos para fazer. Comecei a trabalhar no dia de Natal em 2019, e em um ano o álbum já estava praticamente pronto. Os outros nove meses até hoje foram um luxo importante para melhorarmos algumas faixas, aumentarmos outras… foi muito bom. Pude colocar bastante guitarra no álbum, os fãs vão perceber isso. Mas não foi nada exagerado, foi na medida certa. E os shows do KK ‘s Priest? Brasil está nos planos? Adoraria tocar no Brasil. Não vejo a hora. Temos que conversar com os produtores do Brasil assim que for seguro para todos. Já toquei no Brasil muitas vezes, e quero voltar o máximo de vezes que der. Quero também tocar em países que não tive a chance, como a Venezuela, por exemplo. Só fomos para o Brasil, México e Colômbia, quero mais. Até dentro do Brasil espero poder tocar em mais cidades além das que já conheço. Como é voltar a tocar com Tim Ripper Owens e Les Binks? Quando me vi sozinho com a ideia de formar uma banda nova, logo pensei em caras que já tinha trabalhado e que eu sou amigo. Tanto Tim quanto Les tiveram participação muito importante nos nossos trabalhos anteriores, e eu sabia que seriam ótimos no novo projeto. Infelizmente, o Les teve uma lesão e mal participou da gravação do álbum. Mas ele estará na nossa turnê, e estamos ansiosos para isso. E quem sabe o KK’s Priest não receba velhos amigos (atuais integrantes do Judas) para gravar músicas no futuro? Eu vou fazer 70 anos, então é hora de celebrar não só a minha vida, mas o metal. Todos que já passaram pelo meu caminho e que de alguma forma elevaram o nome do metal. É hora de celebrar o que foi construído até aqui. Ainda pretende voltar ao Judas Priest ou o KK ‘s já preenche essa vontade? Na verdade, não. Até porque vamos ter um repertório muito vasto e muito especial nos nossos shows. A ideia é tocar o que gostamos, incluindo músicas do Judas que ajudamos a criar. Eu passei muito tempo pensando em voltar, até que em 2019 fui até eles, mas a porta se fechou para mim. Perguntei se tinham certeza de que não me queriam mais, e disseram que não, e que estavam felizes. Uma coisa que poucos sabem é que os advogados deles