O Hóspede Americano estreia na HBO Max neste domingo

Neste domingo (26) estreia o primeiro episódio de O Hóspede Americano na HBO Max e na HBO. Com criação e direção de Bruno Barreto, a produção é protagonizada por Aidan Quinn e Chico Diaz nos papéis de Theodore Roosevelt e Cândido Rondon. Inspirada numa história real, a minissérie mostra em quatro episódios a expedição do ex-presidente dos EUA pela região amazônica, ao lado do explorador brasileiro. A trama se passa no início do século 20. Depois de uma dura derrota na campanha presidencial americana, Roosevelt parte em busca de sua juventude perdida na selva brasileira, ao lado de seu amigo de longa data Farrel Nash (David Herman) e do filho Kermit (Chris Mason), com o objetivo de explorar o último rio não cartografado do país: o Rio da Dúvida, em Rondônia. Numa viagem repleta de perigos mortais, o ex-presidente conta com o apoio do sertanista, então militar responsável por interligar as regiões mais remotas do país. Nesta jornada, os dois homens de perfis distintos terão que testar os seus limites físicos e morais, além de aprender a lidar com suas personalidades conflitantes para sobreviver. O elenco conta ainda com Dana Delany, Trevor Eve, Theodoro Cochrane, Gene Jones, Jeff Pope, Nick Westrate, Maya Kazan, Cláudio Jaborandy, Arilson Lucas, João Côrtes, Michel Gomes, Arieta Corrêa e Luisa Rosa. O Hóspede Americano é uma minissérie exclusiva HBO, coproduzida com a Teleimage, tem criação e direção de Bruno Barreto e roteiro de Matthew Chapman. A produção conta com recursos da Condecine – Artigo 39.

Criolo lança música manifesto em homenagem à irmã, em nova parceria com Tropkillaz

O cantor Criolo lançou nesta quinta-feira (23), Cleane, parceria com Tropkillaz e uma homenagem à irmã, que faleceu em decorrência da covid-19 esse ano. Com direção de Helder Fruteira, o clipe foi concebido em forma de manifesto, com alguns importantes e representativos signos para as sequências. Em resumo, as críticas, menções e homenagens estão muito contidas no elenco, nas performances, na cenografia e na fotografia. Toda a equipe estava alinhada no propósito comum desse projeto: construir um filme que fosse potente e trouxesse a revolta e indignação pelo momento caótico que o Brasil passa, mas que também trouxesse poesia e esperança, uma das formas que temos para atravessar esse momento tão denso. Todas as gravações seguiram os protocolos de segurança para o combate à covid-19. As performances dos bailarinos entram como representações dos sentimentos e imaginário de Criolo. Os movimentos se conectam com a ideia de abordar expressividades diversas, mas no final há uma busca de equilíbrio entre tudo que sentimos. A junção de diferentes e excepcionais vertentes de dança, como por exemplo o Krump, que dentre outras coisas, traz muita intensidade aos sentimentos pois são movimentos mais indignados foram a liga de movimento do visual. Criolo comenta lançamento Criolo comentou o significante lançamento: “Um diretor cheio de sensibilidade e amor pela arte e meus pais comigo nesse processo (sozinho não conseguiria). O desejo de levar ao mundo toda a nossa indignação, mas com respeito e amor a todas as pessoas no Brasil. Não acabou e nunca vai acabar a pandemia, sobretudo pra quem perdeu um ente querido. A arte, mais uma vez, ajuda a ressignificar e emanar boa energia, mesmo no meio de um caos tão complexo e profundo, que vai pra além dos últimos anos, mas que agora reencontra num limite nunca visitado. Que o amor possa de algum jeito, forma e milagre visitar o coração de todos sem estrutura, por escolha de um país que decide quem vive e quem morre.” Em mais uma parceria, Tropkillaz falou sobre a parceria. “Trabalhar com o Criolo é sempre um privilégio sem igual, sempre fomos amigos e parceiros. Agora depois que começamos a compor e produzir juntos, nossa conexão musical ficou muito forte. Ele incorpora e interpreta as músicas e as letras como ninguém. Esperamos que nossa sintonia renda muitos frutos ainda”. Diretor exalta responsabilidade Helder Fruteira, diretor do clipe, explicou sobre a concepção: “O tema exige muita responsabilidade, todo o processo foi pensado com muito respeito e carinho pelo nosso time. A música por si só já tem uma força incrível e perpassa por muitos assuntos que precisam receber nossa atenção. Cada assunto trazido por Criolo nessa composição é urgente e necessário, por isso, de forma cuidadosa, fomos construindo esse elo entre os sentimentos cantados por ele e o visual. Esse projeto faz parte de uma engrenagem maior, de uma articulação de pessoas que estão lutando para colocar nosso país de volta no caminho certo. Tudo vibra sobre sentimentos! Gratidão a todes que tornaram isso possível. CLEANE, PRESENTE!” Aliás, neste sábado (25), Criolo participa do evento mundial Global Citizen Live, uma live beneficente de 24h alertando sobre mudanças climáticas e vulnerabilidade social. Transmitida de diversas cidades, contará com nomes como Billie Eilish, BTS, The Weeknd, Doja Cat, Elton John, entre outros. Por fim, vale destacar que ao lado do Tropkillaz, o cantor apresentará Cleane pela primeira vez ao vivo. Assista aqui.

Série da Amazon, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado tem trailer revelado

O Amazon Prime Video lançou nesta quinta (23) o trailer oficial da série de suspense Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. Escrito e produzido por Sara Goodman, a produção é baseada no romance de Lois Duncan de 1973, que também foi a base do icônico filme de 1997. Um ano após o acidente de carro fatal que assombrou sua noite de formatura, um grupo de adolescentes se vêem unidos por um segredo obscuro e perseguidos por um assassino brutal. Enquanto tentam descobrir quem está atrás deles, eles revelam o lado obscuro de sua cidade aparentemente perfeita – e de si mesmos. Todo mundo está escondendo algo, e descobrir o segredo errado pode ser mortal. Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado é produzida pelo Amazon Studios e Sony Pictures Television. Goodman escreve e é produtora executiva ao lado de Neal H. Moritz da Original Film e Pavun Shetty, Erik Feig, Peter Guber, James Wan da Atomic Monster, Michael Clear e Rob Hackett, Craig William Macneill e Shay Hatten. A série é estrelada por Madison Iseman, Bill Heck, Brianne Tju, Ezekiel Goodman, Ashley Moore, Sebastian Amoruso, Fiona Rene, Cassie Beck e Brooke Bloom. Os primeiros quatro episódios estreiam no Prime Video em 15 de outubro, com novos episódios indo ao ar semanalmente a cada sexta-feira. O episódio final será exibido em 12 de novembro.

Lista | Filmes e séries nacionais disponíveis no Star+

O Brasil está mais do que bem representado no Star+, com filmes e séries nacionais que vão de comédia ao drama. Aliás, contam com elenco de peso com atores como Júlio Andrade, Glória Pires, Carol Castro, Leandra Leal, Bruno Gagliasso, Ingrid Guimarães, Raphael Logan, entre outros. Veja abaixo algumas indicações de produções nacionais para assistir na plataforma! Impuros Série | 3 temporadas A série conta a história de Evandro (Raphael Logam), um jovem da favela carioca cujo principal objetivo ao fazer 18 anos é ganhar o próprio dinheiro de forma honesta. Entretanto, tudo muda em sua vida quando seu irmão traficante é morto por policiais e Evandro decide, então, se vingar e mata os responsáveis pelo assassinato, ganhando notoriedade dentro da hierarquia do comando. Enquanto isso, o policial alcoólatra Victor Morello (Rui Ricardo Diaz) não economiza esforços para colocar Evandro atrás das grades após a morte de sua esposa pelas mãos dos homens do traficante. O papel de protagonista de “Impuros” rendeu à Raphael Logam duas indicações ao Emmy Internacional na categoria de Melhor Ator em 2019 e 2020. Mato Sem Cachorro Filme | 2013 Deco (Bruno Gagliasso) vive jogado no sofá de sua casa, apesar de ter talento musical. Um dia, ele encontra dois grandes amores: a radialista Zoé (Leandra Leal) e o cachorro Guto, que desmaia toda vez que fica muito animado. Não demora muito para o trio começar a viver junto, mas dois anos depois Zoé termina o namoro, fica com a guarda de Guto e arranja um novo namorado (Enrique Diaz). Motivos mais do que suficientes para que Deco fique revoltado e prepare uma vingança: sequestrar Guto. Por fim, ele conta com a ajuda de seu primo Leléo (Danilo Gentili). Tá Puxado Série | 1 temporada A primeira temporada do sitcom pernambucano exibido na TV Jornal de Pernambuco está disponível no Star+. Em resumo, a série traz a popular e carismática personagem Cinderela, de Jeison Wallace, agora casada morando na comunidade de Alphavella e lidando com um marido bem preguiçoso (Matheus Ceará), além de vizinhos e parentes muito pitorescos. Um Contra todos Série | 4 temporadas Indicada ao Emmy de Melhor Série de Drama, Um Contra Todos conta a história de Cadu (Júlio Andrade). Em resumo, ele é um advogado dedicado que preza pela verdade e pela justiça acima de tudo. Com uma esposa grávida do seu segundo filho e recentemente desempregado, ele vê sua vida mudar completamente quando é acusado e condenado à prisão após ser confundido com o maior traficante de drogas do Brasil. Entre Idas e Vindas Filme | 2016 Afonso (Fábio Assunção) é um professor universitário separado, que vive com o filho Benedito (João Assunção). Um dia, eles resolvem fazer uma viagem juntos, mas enfrentam problemas quando o carro deles quebra. Eles são ajudados por quatro operadoras de telemarketing – Amanda (Ingrid Guimarães), Sandra (Alice Braga), Krisse (Rosanne Mulholland) e Cillie (Caroline Abras) – que também faziam uma viagem e os levam de volta a São Paulo. Contudo, o que seria uma simples carona acaba se transformando em uma viagem cheia de aventuras e transformações pessoais. Doidas e Santas Filme | 2016 Beatriz (Maria Paula) é uma terapeuta de casais que também escreve livros sobre o tema. Pressionada com o prazo cada vez mais apertado para escrever seu novo livro, ela precisa lidar com problemas no próprio casamento, com o advogado Orlando (Marcelo Faria), e ainda a filha adolescente (Luana Maia) e a mãe (Nicette Bruno), com as quais vive batendo de frente. Insânia Série | Estreia em breve A série original Star+ acompanha a policial científica Paula (Carol Castro) em uma misteriosa clínica psiquiátrica. Lá, sua mente vagueia por caminhos sombrios e duvidosos, chegando à beira da insanidade, enquanto investiga o verdadeiro motivo de sua hospitalização e desvenda uma conspiração aterrorizante.

Rita Lee ganha exposição incrível no MIS, em São Paulo

Uma explosão de cores, de música e de alegria. Assim pode ser descrita a exposição Samsung Rock Exhibition Rita Lee. A mostra sobre a maior roqueira do Brasil abriu nesta quinta-feira (23) no MIS (Museu de Imagem e do Som), em São Paulo. “Sou dessas acumuladoras que não jogam fora nem papel de embrulho e barbante. Vou adorar abrir meu baú e dividir as histórias que as traquitanas contam com quem for visitar. Tenho recebido ajuda de uma turma da pesada: o grand maestro da cenografia é do meu querido Chico Spinosa, meu figurinista e carnavalesco da Vai-Vai; a direção é do meu multitalentoso Guilherme Samora e a curadoria é do meu filho João”, conta Rita. “É muito emocionante. Tem uma parte dessa história que vivi com ela e tem outra que não estava aqui ainda. Então, ver essas roupas, esses momentos tomarem vida, é muito emocionante. São personagens, também, de meus sonhos e imaginação. É a história de vida da minha mãe. Isso mexe diretamente com minha emoção”, avalia João Lee, o curador. E essa mistura deu à exposição um jeito muito próprio, como conta Guilherme Samora, o diretor artístico. “Acredito que as pessoas vão se surpreender. Existe tanto acervo da Rita que o que enfrentamos nessa exposição foi justamente a edição do que ficaria de fora. Artigos preciosos e raridades não faltam. Por isso, ela foge do estilo de exposições com muitas reproduções ou essencialmente virtuais. Durante a montagem, fiquei arrepiado em diversos momentos, só de sentir o valor de cada peça, de cada sala. Tudo lá tem um motivo. E uma das grandes preciosidades é justamente ter o Chico Spinosa, que trabalhou com a Rita pela primeira vez em 1982, nessa viagem com a gente.” Cuidado com a montagem da exposição sobre Rita Lee Spinosa é um artista. Ao visitar a exposição, nada ali é fruto de um padrão, de uma forma ou de escala industrial. Tudo foi pensado, feito e readaptado para uma realidade colorida, seguindo o roteiro da direção: uma roqueira cheia de cor que chega à Terra em um disco voador. Detalhes, como uma aura de Aparecida ou das estrelas feitas à mão, assim como a recriação do palco giratório da tour 1982/1983 (ou O Circo, como ficou conhecida), tudo é feito para a mostra. Artesanal, no melhor sentido da palavra. A equipe colocou o trabalho em cada letra pintada na parede, em cada figurino que precisou ser restaurado ou em cada peruca: todas, com cores e cortes estudados. Spinosa fala da emoção desse momento: “Eu conheci o pop, fiquei encantado com a energia, com o colorido e com a estética que essa mulher tem. Nos encontramos outras vezes, em outros trabalhos: no manto de Nossa Senhora Aparecida para o Hollywood Rock de 1995, na Marca da Zorra, nas cabeças de Santa Rita de Sampa, na Erva Venenosa… hoje, com esse convite para a cenografia e o restauro dos figurinos para a exposição, tenho certeza de que Rita sempre foi o melhor do pop e o melhor de mim. Revendo toda a sua obra, me coloco de quatro a essa poetisa. A quem respeito muito. Nesse encontro, aos meus 70 anos, ela me dá energia e me faz mais criativo”. Manequins Um dos destaques? As manequins, com estudos de Spinosa e Samora, e feitas uma a uma por Clívia Cohen, em posições de Rita, com o rosto da artista em todas elas, com uma precisão surreal e excelente interpretação artística. A divisão das salas é temática e, em tantos casos, afetiva. E Rita Lee tem suas preferências: “Todas as peças contam uma história diferente e engraçada. Mas o vestido de noiva que Leila Diniz usou e a bota prateada da Biba eu dou valor. E ambos são produtos de roubo”, diverte-se Rita, ao lembrar que nunca devolveu o vestido depois de usar numa apresentação dos Mutantes e da famosa história das botas, com as quais saiu andando da butique Biba, de Londres, em 1973. Ela não só foi perdoada pela estilista Barbara Hulanicki, a criadora das botas, como ganhou dela os figurinos da tour Babilônia (1978) que também estão expostos. Assim como o piano de mais de 100 anos que era da mãe de Rita, Chesa, que foi o instrumento com o qual ela teve seu primeiro contato com a música. O encontro e o amor de Rita Lee e Roberto de Carvalho; a repressão da ditadura (Rita é a compositora mais proibida, segundo dados da época) e a prisão; a família; a causa animal e obras de arte da Rita têm destaque. Assim como estruturas criadas especialmente para a mostra, como o palco giratório, a manequim que levita, o Peter Pan que sobrevoa a entrada… Estúdio com áudio imersivo O estúdio é um caso à parte: terá uma experiência de áudio imersivo que utiliza a tecnologia Dolby Atmos, com projeto desenvolvido pela ANZ Immersive Audio, trazendo uma experiência sonora imersiva para a sala da exposição baseada em um estúdio. Ultrapassando a reprodução de som da maneira convencional, o áudio imersivo proporciona uma escuta similar à vida real, com sons acima, abaixo, aos lados, na diagonal, em toda sua volta. A ANZ espacializou músicas da rainha do rock em 3D, e preparou uma instalação na qual as caixas de som, de altíssima qualidade, foram perfeitamente posicionadas para o público escutar algumas de suas obras como nunca: vindas de todas as direções. “É uma tecnologia que permite que a gente consiga ouvir vários detalhes da música que antigamente a gente não conseguiria. Vai dar claridade aos elementos e muito mais profundidade. E vai ser superinteressante: ao invés de a música te pegar só na direita e esquerda, ela te pega em 360°”, explica João. Um detalhe especial – e que vai levar a exposição a outro nível – é a visita guiada pela própria Rita. Através de QRCodes, os visitantes poderão ouvi-la contando sobre alas, peças, histórias… “Achamos que ia ficar simpático ter minha voz narrando as histórias das peças, me sinto mais íntima

Santista Franja debuta com clipe e single “Razão da Minha Brisa”

Tem debute no mundo do pop! O cantor e compositor Franja, novo nome do pop & RnB brasileiro e aspirante à aposta do gênero em 2021, está com uma grande novidade saindo do forno. O artista acaba de lançar o single e clipe de Razão da Minha Brisa em todos os apps de música e no YouTube. Composta pelo cantor, com influências musicais que flutuam de Vitão à Djavan e produzida por Juca Natal e Felipe Ribeiro, Razão da Minha Brisa fala sobre uma paixão que vira um divisor de águas na forma de enxergar o amor. “O single fala sobre uma pessoa que está vivendo uma paixão que vira o divisor de águas na sua forma de enxergar o amor. Viajando neste pensamento (da brisa), ela começa a se dar conta que o sentimento aflorado já tomou conta da situação e ela percebe que está pronta para deixar a ‘vida bandida’ de lado e viver essa paixão, conta Franja. O clipe é assinado por Leonardo Nemésio (Chitão) – responsável pelo DVD do Sertanejo Lucas Fernandes que conta com as participações especiais de Alexandre Pires e da dupla Guilherme & Benuto – e retrata o cantor em um personagem caminhando pelas ruas de de São Paulo, refletindo sobre seus sentimentos. “Estou muito feliz com o resultado, acredito que o Chitão (diretor) tenha conseguido captar a essência da canção e superou minhas expectativas. O primeiro clipe a gente nunca esquece, né? Músico desde a adolescência, Paulo Mateus Pieri Pivetta, ou simplesmente Franja, está pronto para espalhar suas músicas pelos quatro cantos do país. Nascido em Santos, o cantor esteve à frente do grupo de pop rock de limeira Los Krocomilos por mais de 15 anos e é idealizador do Festival Los Krocomilos, onde já passaram atrações como Planta & Raiz, Gabriel O Pensador, Maskavo e Flora Matos. Razão da minha Brisa é o primeiro single de trabalho da carreira solo do músico e antecede o lançamento de um EP com cinco faixas e previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2022.

Entrevista | Arno Carstens (Springbok Nude Girls) – “Quem diria que a gente ia viver um “fucking partyapocalypse”

Uma verdadeira instituição do rock na África do Sul, o Springbok Nude Girls celebra quase três décadas de história com o álbum Partypocalypse. É o primeiro da banda após Beautiful Evolution (2018). No entanto, o álbum foi gravado quase na sequência do seu antecessor. Registrado em 2019, Partypocalypse pode ter sido o último com os membros originais Adriaan Brand (teclados / trompete) e Arno Blumer (baixo), que agora moram em outros países. Aliás, o vocalista Arno Carstens, que conversou com o Blog n’ Roll via Zoom, explicou essa mudança. “Quando começamos a trabalhar no disco em 2019, tínhamos um mês para fazer tudo e trabalhamos dentro de nosso cronograma limitado para produzir algumas das melhores performances da banda até hoje. Mal sabíamos que o álbum teria essa personalidade que se revelaria contra o caos do planeta em 2021. O bônus de ter criado um bom álbum é o luxo de fazer parte da grande família da Mongrel Records e ter sua atenção meticulosa sobre como apresentaremos isso a todos. Mongrel Records traz uma sensação de calma para o caos sem fim do Springbok Nude Girls e nos sentimos incrivelmente sortudos”. Partypocalypse foi gravado antes mesmo da pandemia. Por que demorou tanto para lançar? A gente escreveu o álbum e gravamos antes da covid. Demorou porque nós mesmos financiamos o álbum, apenas fizemos a mixagem quando o produtor não estava ocupado com outro trabalho. Levou dois anos para mixar e finalizar o álbum. Assim o covid não afetou tanto o trabalho, só levou um pouco mais de tempo. Toda vez que tínhamos a chance e que não tinha lockdown, a gente mixava o álbum. Qual foi o tamanho do impacto da pandemia em seu país? Na África do Sul, acredito que tenha sido do mesmo jeito que no mundo inteiro. Após as pessoas começarem a ser vacinadas, obviamente começou a morrer menos gente. Mas é claro que a doença ainda está se espalhando. É muito estranho, com certeza, mas aos poucos vai tudo voltando ao normal. Nunca mais será como antes. As saídas de Adriaan Brand e Arno Blumer são definitivas? Um está morando na América, o outro no Reino Unido. Não conseguem tocar ao vivo com a gente. Mas se fizermos outro álbum, talvez eles toquem nele de novo. Não sei sobre tour. Na tour, eles podem ser substituídos por alguns conhecidos nossos. Partyapocalypse é um nome bem peculiar… Tivemos um mês para colocar as músicas, desenvolvemos o resto do processo muito rapidamente, enquanto os outros componentes foram para a América e Reino Unido. Mas foi quase como uma Amazing Race. Foi uma experiência maravilhosa, no entanto, desgastante. Você consegue quase perceber no álbum essa sensação arrrrr!!! Um nervosismo apocalíptico. A palavra Partyapocalypse surgiu na letra da música Sa Tan on The Beaches, aí escrevi e percebi que seria um bom nome para o álbum. Quem diria que a gente ia viver um “fucking partyapocalypse” agora? Como você avalia o desenvolvimento do rock na África do Sul desde o surgimento do Springbok Nude Girls? Nos anos 1990 havia uma boa cena musical, muito inglesa. Agora há uma grande cena africana. Mas o rock não é grande na África do Sul atualmente. As rádios estão cheias de dance music e rap, é uma coisa global. Ainda há muitas bandas, mas depois do covid elas ficaram paradas, estão voltando agora. Vocês já se sentem seguros para excursionar e fazer shows por aí? Não temos planos. A gente apenas lançou e vamos ver o que acontece. Nós gravamos um show de Halloween no ano passado. A ideia é gravar este show e juntar tudo numa gravação. Por fim, e o Brasil? Está nos planos do Springbok para quando for seguro viajar? Eu vou me mudar para o Brasil, aí é a terra da abundância. Quando falam do Brasil, me lembro do Carnaval. *Tradução e entrevista por Isabela Amorim e Christina Amorim

Entrevista | Ken Horne (The Bronx) – “Nunca existiram tantas bandas na Califórnia como hoje”

Em turnê pelos Estados Unidos com Rancid e Dropkick Murphys, a californiana The Bronx certamente é um dos nomes mais empolgantes na atualidade. Mas essa banda de punk rock não é nenhuma novata. Está há quase 20 anos na estrada e com uma produção frenética. O mais novo capítulo dessa trajetória é o álbum Bronx VI (Cooking Vinyl), lançado recentemente. The Bronx surgiu em 2002, em Los Angeles, e teve o primeiro álbum gravado na “cozinha” de Gilby Clarke, ex-guitarrista do Guns n’ Roses. O guitarrista Ken Horne, que está na banda desde o segundo álbum, The Bronx (2006), conversou com o Blog n’ Roll sobre o sétimo trabalho de estúdio, o projeto paralelo dos integrantes (Mariachi El Bronx), a atual turnê, pandemia e o cenário californiano. The Bronx sempre foi uma banda muito ativa, com shows, gravações e videoclipes. Como foi esse período sem poder realizar boa parte dessas atividades? Foi difícil, mas nós fizemos. Lançamos um álbum de lado B do Mariachi (Música Muerta, Vol.1 & Vol.2), fizemos uma live, fizemos muita coisa. Como banda, foi bom conversávamos quase todo dia, pensando em novas ideias. Este novo álbum foi feito em 2019, foi um bom tempo para pensarmos em como iríamos lançá-lo, ao invés de fazer de qualquer jeito. Ao ouvir os álbuns, as pessoas têm pouca atenção. Então, ao invés de lançar o álbum, lançarmos uma música por vez. Fazemos coisas que vocês não veem, mas estamos muito ativos. Agora, de volta aos palcos, vocês estão em tour com o Rancid e Dropkick Murphys. Como tem sido a experiência? Eu tenho me divertido. A gente não tocava por um ano e meio, era o que a gente mais sentia falta. Ainda é surreal estar em tour. Nos bastidores, antes, tínhamos família, amigos. Agora não tem mais ninguém. Tudo que a gente faz é curtir nos bastidores, no ônibus. A gente não tem estado em tour, mas costumávamos sair, só de poder continuar tocando já é bom. É bom estar seguro, em primeiro lugar. Nessa tour todos os shows são ao ar livre, até o bastidor é um bônus. Qual é a relação de vocês com os integrantes dessas duas bandas? Já haviam tocado juntos antes? A gente já tocou com Dropkick Murphys em festivais e com o Rancid também. Não fizemos tour com eles, mas tocamos juntos em festivais fora do país. Tim Armstrong é um grande amigo do nosso baterista (Joey Castillo). Voltando ao Bronx VI, como foi o processo de gravação do álbum? Foi uma das minhas três melhores gravações, muito divertido. Gostei muito de trabalhar com nosso produtor, Joe Barresi (Tool, L7, Bad Religion, Judas Priest, Soundgarden, Slipknot, entre outros). Foram apenas três semanas, pouco tempo para nós, mas foi incrível. Essa gravação foi muito especial para mim, ainda mais trabalhando com o Joe, um grande produtor. A Califórnia sempre foi vista como um celeiro de bandas de punk, hardcore e metal, algo que influenciou bastante diversas regiões pelo mundo. Como você vê o atual cenário? Ainda há muitas bandas punks em Los Angeles. LA tem todo tipo de música. Tem mais bandas agora. Há muitos jovens, novas bandas, não é a mesma coisa que antes, que você formava uma banda, ensaiava e tocava ao vivo num clube. Hoje, você pode tocar ao vivo em qualquer lugar com internet e pode fazer lives pelo streaming. Não precisa ser uma banda de punk rock, qualquer um pode fazer. Nunca existiram tantas bandas como hoje. Em todos os cantos da Califórnia: LA, San Diego, entre outros. Vejo tantos jovens, mas infelizmente não consigo acompanhar todos. Antes, sempre tentava acompanhar as bandas. Durante a divulgação do novo álbum, vocês fizeram uma parceria com uma cervejaria de San Diego e criaram a cerveja Watering The Well. Como foi essa experiência? Foi divertido! San Diego é uma cidade famosa pelas cervejarias. Eu morei lá por muito tempo e um velho amigo nosso, Dave Lively, abriu a Fall Brewing Company 5, seis anos atrás. Vamos fazer uma colaboração com a cervejaria. A cada ano aumenta a popularidade da cerveja dele. Meu amigo, outro dia, foi comprar a cerveja Watering the Well (nome de uma faixa do novo álbum) e estava esgotada. Eles têm outra cerveja, Plenty for All, que recomendo e não está esgotada. Com a retomada dos shows, existe a possibilidade de incluir o Brasil na rota de vocês? O que vem à cabeça quando vocês escutam sobre o Brasil? Brasil é todo mundo bronzeado, praia, calor. E tem uma grande população de japoneses. Sou japonês, nasci no Japão. Então, li muito sobre a imigração japonesa no Brasil, por isso tenho interesse de conhecer o Brasil. Há um famoso wrestler no Japão chamado Antonio Inoki, que morou no Brasil quando era jovem. Vários amigos que vão ao Brasil me dizem que há muitos japoneses no Brasil. Por isso tenho o Brasil sempre na minha mente. Sempre falamos de vir ao Brasil. É difícil irmos sozinhos, mas quem sabe com uma grande banda junto? Fale mais sobre sua conexão com o Japão. Vivi lá até os meus 17 anos, depois me mudei para San Diego. No entanto, volto lá todo ano. Minha família ainda mora lá, japonês é minha língua nativa. Eu tenho essa aparência, mas sou mais japonês por dentro. Minha família é de Yokohama. Eu vivi lá e em Tóquio. A cena rock é incrível no Japão. Se você quer ver cultura americana legal, você deve ir ao Japão e à Suécia. Japão tem muita coisa diversificada, bandas punk, new wave, alternativas, ídolos japoneses. É muita coisa mesmo. Paralelamente ao The Bronx, vocês também têm o Mariachi, El Bronx. Como surgiu esse projeto? Tem planos futuros para esse projeto? Quando podemos ter uma novidade? Mariachi surgiu logo quando entrei na banda, em 2006, após lançarmos o segundo álbum. À época, fizemos um show na TV e perguntaram se a gente conseguia fazer uma música acústica. Então, Joby, nosso guitarrista, disse que as músicas do Bronx não iam

Teco Martins, da Rancore, lança clipe de “do Oiapoque ao Chuí”

Destaque da cena independente brasileira desde os anos 2000 à frente da banda Rancore, π Teco Martins (assim mesmo, com o símbolo do pi antes do nome) lançou nesta terça (21) do Oiapoque ao Chuí, o primeiro videoclipe de seu álbum solo, A Spectrum Solar. O disco será composto por uma série de singles, que serão lançados mensalmente, cada um contando um pouco sobre as várias vertentes da trajetória de π Teco, que participa de projetos ecléticos como Luz Ametista, Sala Espacial e Digital Fauna, além da já citada banda de post-hardcore Rancore. O próprio π Teco conta como foi a gravação do clipe, que retrata a turnê Arte de Rua, que ele fez em 2018, se apresentando em praças e parques e que rodou o Brasil de ponta-a-ponta. “O processo de produção do vídeo me lembrou bastante a vibe daquela turnê que foi literalmente do Oiapoque ao Chuí. Eu e o diretor Caio C. pegamos emprestado um carro antigo e tivemos que ir com a capota aberta até Ourinhos, no interior de São Paulo, para encontrarmos com o grupo Tons Afro. Quase congelamos de frio ao longo dos quase 400 km de distância, com caminhões passando a milhão do nosso lado na rodovia. Foi perigoso mas empolgante”. O resultado atendeu às expectativas, com cenas gravadas no próprio carro com a participação de Andreisy, Jheey, Vanessa Gomes e Vanessa Monteiro, do Tons Afro, que também cantam na faixa. “Fazer esse clipe foi uma mistura de paixão pela arte e aventura, exatamente a combinação que temperou a turnê inspirou a música”. do Oiapoque ao Chuí é um lançamento da gravadora Deck e já está disponível nos principais aplicativos de música.