Prevista para abril, série Sombra e Ossos ganha trailer

A série Sombra e Ossos, que será lançada em abril, na Netflix, ganhou seu primeiro trailer nesta quinta-feira (17). Baseada na série de best-sellers de Leigh Bardugo sobre o universo Grisha, Sombra e Ossos acontece em um mundo devastado pela guerra, onde a órfã e soldado Alina Starkov acaba de descobrir um poder extraordinário que pode ser a chave para libertar o país. Com a ameaça monstruosa da Dobra das Sombras à espreita, Alina é separada de tudo o que conhece para treinar e fazer parte de um exército de elite de soldados mágicos conhecidos como Grisha. Enquanto aprende a controlar seus poderes, ela descobre que os aliados e inimigos não são tão diferentes assim. Ademais, nada nesse mundo é o que parece. Além de tudo isso, existem forças malignas em jogo, incluindo um grupo de criminosos muito carismáticos – só a magia não será suficiente para sobreviver. Sombra e Ossos é uma produção da 21 Laps Entertainment para a Netflix. Aliás é estrelada por Jessie Mei Li (Alina Starkov), Archie Renaux (Malyen Oretsev), Freddy Carter (Kaz Brekker) e Amita Suman (Inej).

Cidade Invisível tem primeiro teaser divulgado pela Netflix

Cidade Invisível, nova série original brasileira da Netflix, estreia dia 5 de fevereiro. Em resumo, Carlos Saldanha, criador e co-produtor, embarca em seu primeiro projeto live-action trazendo as lendas folclóricas brasileiras para os dias de hoje. O enredo é uma criação original de Saldanha inspirado em uma história desenvolvida por Carolina Munhóz e Raphael Draccon. Com sete episódios, a história acompanha os esforços de um fiscal ambiental (Marco Pigossi) para descobrir os reais motivos da morte de sua esposa. Aliás, eles parecem estar ligados diretamente ao surgimento de um boto-cor-de-rosa em uma praia do Rio de Janeiro. Cidade Invisível é uma série policial que traz temas relevantes como a preservação ambiental, o resgate da cultura popular brasileira, além de explorar as relações humanas através do místico. Protagonizada por Marco Pigossi e Alessandra Negrini, a produção ainda conta com Jéssica Córes, Fábio Lago, Wesley Guimarães e Manu Diegues no elenco.

Entrevista | Silva: “Eu e Anitta amamos ska e reggae”

Os primeiros acordes de Passou Passou, faixa de abertura do novo álbum do capixaba Silva, Cinco, já passam uma mensagem bem legal: o músico inova como poucos. O ska, com uma batidinha bem característica do som jamaicano dos anos 1960, mostra o artista totalmente fora da zona de conforto. E faz isso com muita qualidade. Para alguns pode lembrar até o Los Hermanos. Talvez pela brasilidade colocada na faixa. “Gosto muito de ska e rocksteady, adoro os sopros que eles usam. Eu nunca tinha usado isso no meu trabalho. Pra mim era algo muito distante, gostava só de ouvir. Aí quando comecei a experimentar isso nos shows, deu certo. Fica Tudo Bem estava diferente do disco, coloquei uma bateria na entrada com contratempo de ska. Mas as pessoas não associavam isso. Mas pensei que poderia fazer coisas nessa linha. Entraram dois skas nesse disco”. Silva conta que chegar na sonoridade foi um desafio. “Geralmente as coisas que gosto são muito anos 1960 e 1970. Estava acostumado a ouvir, mas como fazer soar parecido era um desafio. Igual não tem como ficar, eles usavam equipamentos diferentes. Levei dois ou três dias para chegar na bateria de Passou Passou. A pandemia me possibilitou ser bem minucioso nessa gravação”. Passou Passou não é o único ska do álbum. Facinho, com a participação de Anitta, é a outra surpresa para os fãs do gênero jamaicano. “Eu tava fazendo Facinho já pensando na Anitta. Ela gosta muito de reggae e ska. Aí eu falei: patroa, vamos fazer um hit? Bem a cara dela isso. Mandei, ela adorou e já topou”. João Donato Mas o álbum de Silva traz muitas outras sonoridades. Vai da MPB ao jazz, mas passa pelo ska e samba. Isso sem falar nas participações especiais de João Donato e Criolo. Quem Disse, a canção que ele gravou com Donato, é jazz puro. “A música também já foi pensada no Donato, mas foi engraçado porque ele acabou mudando a música toda. Era para ser um samba mais acelerado, mas ele entrou no estúdio, com o conhecimento dele que é muito avançado, coisa de gênio, jazzística, e deixou tudo simples. Ele parou e disse: essa música tá acelerada, né? E deixou completamente diferente, mas muito com a cara do Donato. Foi uma honra muito grande”. Criolo Sobre a parceria com Criolo, Silva conta que sempre admirou o artista. “Adoro o jeito como ele fala as coisas, a música dele é muito boa”. “A gente só se conhecia de oi, tudo bem. Mas no réveillon passado, estávamos na mesma festa em Salvador, e tive a oportunidade de trocar uma ideia com ele. E rolou essa vontade de fazer algo junto. Ele criou uma parte para a segunda parte da letra, fez até uma dancinha, deu umas ideias de palco”. O resultado de Soprou, canção gravada com Criolo, é um samba que remete à origem no Recôncavo Baiano, como se composto por Caetano Veloso e vocalizado por Clara Nunes, mas em roupagem apropriada para o dueto de Silva com Criolo. A segunda parte, escrita por Criolo, surpreende e traz o ouvinte do passado para o presente-futuro que a gente gostaria de ver e ouvir.

Kosmovoid, o krautrock caiçara com cara de trilha sonora de filme de ficção

De tempos em tempos, o cenário musical da Baixada Santista nos surpreende com novidades sonoras. É assim desde os anos 1970, quando o Recordando o Vale das Maçãs marcou época, enquanto Vulcano e Harry chamaram a atenção do mercado europeu na década seguinte. E nem tínhamos Spotify e YouTube para facilitar o alcance a outros países. A boa nova da vez é o Kosmovoid, que transporta o ouvinte para uma viagem pelo mundo com canções “climatizadas”. Com trabalho instrumental de alto nível, a banda parece ter sido criada para fazer trilhas sonoras de filmes cult, de ficção científica e até ação. Impressionante! Formado no ano passado, o grupo não perdeu tempo durante a pandemia e finalizou um material rico que havia sido gravado entre o fim de 2019 e o início de 2020. Em resumo, todo esse conteúdo foi dividido em dois álbuns: Crisálida e Escapismo, com um total de 22 faixas. A divisão dos álbuns “Tínhamos muito material quando entramos em estúdio, em 2019. Durante o processo que foi até fevereiro deste ano, ainda gravamos extras, encerrados às pressas com a explosão da pandemia. Com toda essa loucura de covid-19 e o mundo de pernas para o ar, o sentimento de dúvida de quando iríamos tocar ao vivo nos inspirou a escolher essa estratégia kamikaze de lançar o disco de estreia duplo”, comenta Edu Pereira, sintetizador, guitarrista e vocalista. “As faixas de Crisálida traduzem as fases de transição, nossa transmutação musical e linguagem artística, e se comunica com Escapismo no sentido que antes gestando, no casulo, agora transformado ele tem N possibilidades e liberdade para explorar mundos musicais de estilos distintos e sem regras”, completa Edu. A banda, por sinal, começou como um duo: Eduardo e Enrico Bagnato (bateria, percussão), que já são parceiros na música de longa data. Ambos eram integrantes, anteriormente, da seminal shoegaze guitar band A Sea of Leaves. Em seu início, a Kosmovoid optou por uma formação mais enxuta. Porém, ao longo das gravações e colaborações, Marcelo Garcia (baixo e guitarra barítono), acabou se tornando um membro honorário. O álbum também contou com Mateus Novaes (Erudite Stoner), que já destacamos no Blog n’ Roll, com contribuições no processo de composição e participações especiais na guitarra em algumas das músicas, e Robert Silva, com um spoken-word na faixa Ugatz. Influências Para os já iniciados nas vertentes exploradas pelo Kosmovoid, certamente influências de Tangerine Dream, Kraftwerk, Can, Dead Can Dance, Goblin, Mogwai e John Zorn ficarão mais perceptíveis. Tendo o experimentalismo como seu norte, o Kosmovoid explora gêneros como o krautrock alemão, “kosmisches Musik”/ música cósmica dos anos 70 e a transgressão do rock pós-industrial e gothic das décadas de 1970 e 1980, e estabelece uma comunicação desses gêneros com o minimalismo da música drone e ambient, além de estilos contemporâneos como o post-rock, e shoegaze. “Nossa música traz uma experiência diferente ao ouvinte. Por ser uma banda instrumental, os temas trabalham muito com o imagético, é muito audiovisual, são como trilhas sonoras de filmes. Esse tom cinemático evoca sentimentos de melancolia e poesia, paisagens distópicas e desoladoras, um amalgama de mitologia e folclore de diferentes culturas. É uma viagem cósmica e visitas a mundos desconhecidos”. Repercussão internacional Eduardo conta que a repercussão com os álbuns do Kosmovoid tem sido ótima. “Além do feedback direto que recebemos de fora e dentro do Brasil por meio de nossas mídias sociais e Bandcamp, também tivemos a sorte do nosso selo, Dissenso Records, ser capitaneado pela experiente dupla Erick Cruxen e Muriel Curi, ambos da banda Labirinto. Eles possuem muitos contatos com blogs europeus e americanos. Dessa forma, conseguimos obter ótimas resenhas prévias ao lançamento”.

Blog n’ Roll comemora 9 anos com várias novidades

O Blog n’ Roll comemora nove anos de vida com várias novidades. Pois é, isso mesmo. Em resumo, apresentamos site novo, domínio novo, logo novo, mas o mesmo compromisso de sempre: informar, comentar e apontar as boas novas da música de qualidade. O novo site foi todo criado pela Fika Projetos, dos extremamente competentes Filipe Sena e Erika Aires, parceiros do Blog n’ Roll desde seu nascimento. Aliás, no novo layout, a dupla priorizou alguns pontos importantes do nosso trabalho: as colunas Brasil e Mundo Extremo, dedicadas à música extrema; TV e cinema; música brasileira; entrevistas especiais; histórias do rock santista; social; além das demais colunas de crônicas e críticas. Igualmente importante, o novo logo, mais moderno e minimalista, foi desenhado pelo publicitário e designer catarinense Julio Perez. Billie, como o nosso artista é conhecido, colocou mais impacto nas letrinhas. Para os mais saudosistas, todo o conteúdo está aqui no site novo. Portanto, não precisa se preocupar. E seguiremos produzindo mais textos para os nossos especiais nostálgicos. Então, sem mais conversas, boa leitura!

Supergrupo Apnea revela terceiro single: Cruel

Pouco mais de um mês após sua estreia, a banda santista Apnea revelou seu terceiro single. Cruel é a bola da vez, sucedendo Star King e In Search of Peace. As três mostram o grupo bebendo em fontes dos anos 1990, principalmente pelo instrumental bem stoner. O Apnea é um supergrupo do rock santista. Reúne em sua formação Boka (Ratos de Porão), Marcus Vinicius (ex-Bayside Kings), Nando Zambeli (ex-Garage Fuzz) e Gabriel Imakawa (Jerseys). Além disso, o trabalho da banda vem sendo gravado todo no Electro Sound Studio, do Marcão Britto (Charlie Brown Jr e Bula), com produção de André Freitas (Bula). Aliás, os três sons lançados até aqui estarão em um compacto de vinil a ser lançado pela Monstro Discos no início de 2021. Ademais, a banda também trabalha em composições para seu primeiro álbum.

The Baggios ressurge com a lisérgica Mantrayam

O power-trio sergipano The Baggios ressurge com a música mais lisérgica e longa desses 16 anos de carreira. Mantrayam, a terceira canção lançada em 2020, chegou às plataformas digitais e você pode ouvir logo depois do texto. Mantrayam é dividida em três partes: o nascimento, o encantamento e o caos. Tudo isso conduzida por batidas pulsantes, melodias pops e voz suave, guitarras orientais e nuances que trazem um clima ritualístico, passando por momento dançante, outros mais introspectivos até chegar a angústia. O single mostra o trio sergipano ainda mais seguro para novos experimentos sonoros narrando em Mantrayam. Anteriormente, a banda lançou os singles Quareterna Serigy e Hendrixiano, que mantiveram o The Baggios em evidência. Novidades Para 2021, a banda já confirmou a produção de um novo disco, que será o quinto de estúdio (só de canções inéditas), enquanto comemora que Louva-a-deus, música do disco Vulcão, entrou na trilha do filme Longe do Paraíso, com estreia marcada no dia 16 de dezembro no Canal Brasil.

Muzzarelas divulga primeiro single de álbum póstumo; Ouça!

A banda campineira Muzzarelas acabou, mas deixou um trabalho póstumo, inédito, que agora será finalmente lançado. O álbum Beer and Destroy chegará às plataformas digitais no início de 2021. Porém, a banda, em parceria com a Monstro Discos, já soltou um single, a faixa-título, que resume bem o espírito do disco. Gravado no Stage Recs Campinas e mixado e masterizado por Eurico Tavares, Beer ‘n’ Destroy recebeu uma indicação curiosa da banda. É para ser “ouvida bebendo cerveja, fumando maconha, vendo filme de terror tosco, dançando pelado bêbado ou sentado no trono”. Aliás, o primeiro single do disco mostra que mesmo no fim, a banda não tirou o pé do acelerador. Muito pelo contrário: a velocidade e o peso estão com tudo. Com 28 anos, oito discos lançados e uma porrada de shows por todo o Brasil, o quinteto de Campinas agora irá encerrar o ciclo de vez. E enquanto o disco não vem, ouça Beer and Destroy!

Me First and the Gimme Gimmes diverte e empolga em show de fim de ano

Desde 1974, Roberto Carlos invade nossas TVs com o seu show de fim de ano. Somente em dois anos não foi ao ar (1999 e 2020). The Brian Setzer & Orchestra trouxe frescor para esse período com o incrível Christmas Extravaganza! A boa notícia, no entanto, é que o Me First and the Gimme Gimmes trouxe mais uma ótima opção para celebrarmos o Natal. Sim, o supergrupo formado por integrantes de bandas de punk e hardcore debutou no formato online com uma apresentação sensacional, no último fim de semana. Direto do UC Theatre, em Berkeley, na Califórnia, apresentou um set com 12 canções. Com uma produção cuidadosa de Audra Angeli-Morse, a manager da banda, o Me First and the Gimme Gimmes entregou uma ótima sátira dos shows antigos de fim de ano, tal como Frank Sinatra e tantos outros apresentavam nos Estados Unidos. Intercalando com as canções, alguns números de humor bem nonsense do Western Cuck Exchange. O humor negro do grupo lembra um pouco as trapalhadas do It’s Always Sunny in Philadelphia, uma das séries prediletas da casa. O show Mas voltando ao show, o carismático e talentoso Spike Slawson (Los Nuevos Bajos) contou com uma formação completamente diferente da que visitou o Brasil em 2018: Scott Shiflett (Face to Face) e Stacy Dee (Bad Cop/Bad Cop) nas guitarras, CJ Ramone (Ramones) no baixo e Pinch (ex-The Damned) na bateria. Abriu o set com a dançante Santa Baby, famosa na voz da cantora Eartha Kitt. Spike iniciou a canção na voz e ukulelê para logo depois entrar todo o peso do grupo. Inicialmente, todos com roupas douradas em um cenário repleto de balões e referências ao período de fim de ano. Belly Reynolds, do Western Cuck Exchange, sobe ao palco para fazer algumas perguntas divertidas a Spike. É a deixa para Rainbow Connection, do Muppets. E sem deixar o clima esfriar, o grupo emenda Me and Julio Down by the Schoolyard (Paul Simon), Take Me Home, Country Roads (John Denver) e Sloop John B (clássico folk do início da década passada, mas famosa com o Beach Boys). Antes do primeiro dueto da noite, o Western Cuck Exchange retorna para mais um número maluco, no qual uma pessoa esfaqueia seu presente, na noite de Natal. O tom mais denso dá espaço para Spike fazer um dueto incrível com Karina Deniké, do Dance Hall Crashers, uma das melhores bandas da safra californiana dos anos 1990. Juntos, eles cantaram Something Stupid, de Frank Sinatra, num cenário com cara de homenagem ao The Voice dos olhos azuis. Logo depois, a banda troca o figurino dourado pelo branco, já mandando The Man with All the Toys (Beach Boys), Over the Rainbow (eterna trilha de O Mágico de Oz) e a balada Mandy (Barry Manilow). Clima natalino na reta final Posteriormente, após recuperar o fôlego dessa sequência, Spike apresentou os integrantes, sempre soltando alguma gracinha. E cravou o que nós já sabemos: “somos a maior banda de covers de todos os tempos”. Who Put the Bomp (Barry Mann) foi a penúltima com a banda completa no palco. Anúncios e mais uma intervenção do Western Cuck Exchange precederam o segundo dueto da noite, Deep Purple (Ella Fitzgerald) com Shannon Shaw (Shannon and the Clams). Um medley de Feliz Navidad e I Wish You A Merry Christmas deu números finais ao concerto. No fim, todos os integrantes ensaiaram uma coreografia reforçando o tom de sátira do especial. Que o Gimme Gimmes transforme isso em uma tradição, transmitindo anualmente esse concerto para o mundo todo. Enquanto isso seguimos na torcida pelo sucessor de Are We Not Men? We Are Diva! (2014).