Kings of Leon anuncia When You See Yourself e libera dois singles

O Kings Of Leon anunciou o lançamento de seu tão esperado oitavo álbum de estúdio, When You See Yourself, para 5 de março, pela RCA Records. O single principal, The Bandit foi disponibilizado na sexta-feira (8) com um videoclipe que estabelece o tom sônico e visual do álbum. A banda também disponibilizou uma segunda faixa, 100,000 People. Gravado no famoso Blackbird Studios de Nashville e produzido pelo vencedor do Grammy Markus Dravs (Arcade Fire, Coldplay, Florence + the Machine) o álbum lança Kings of Leon em 2021 com uma evolução moderna de seu som. O álbum foi divulgado em vários formatos nas últimas semanas e chega quatro anos após seu primeiro álbum de estreia e que foi o número um nos EUA, Walls. A banda até começou a anunciar o álbum diretamente por meio de alguns fãs especiais com o envio de uma camiseta exclusiva com as faixas e letras do álbum. Também aproveitam o momento para aumentar a conscientização e arrecadar fundos para ajudar as equipes de música ao vivo da Live Nation’s Crew Nation. Confira as inovadoras redes sociais e a recapitulação da campanha de divulgação AQUI. A banda lançou sua nova linha de produtos que podem ser adquiridos no site oficial. A linha incluirá uma edição limitada da “Hero T-Shirt”, que os fãs adquirirem e têm a chance de receber a camiseta exclusiva com a letra completa do novo single, The Bandit. A banda doará 100% da compra da “Hero T-Shirt” para o fundo de ajuda às equipes de música ao vivo da Live Nation’s Crew Nation. As camisetas estarão disponíveis por apenas uma semana, até 15 de janeiro. Faixas When You See Yourself, Are You Far AwayThe Bandit100,000 PeopleStormy WeatherA WaveGolden Restless AgeTime in DisguiseSupermarketClaire and EddieEchoingFairytale

As cinco melhores séries de 2020: do Bulls ao Gambito da Rainha

2021 prometia muitas grandes estreias. Algumas ficaram pelo caminho. A pandemia do novo coronavírus atrapalhou o percurso de alguns estúdios. Mas nada que nos impeça de montar uma listinha com as melhores séries da temporada. O Gambito da Rainha Confesso que cheguei por último, atrasei o máximo que pude (sei lá por qual motivo), mas O Gambito da Rainha, da Netflix, é uma série digna de pódio. Foi de longe uma das mais comentadas e festejadas pelo público. Só para se ter uma ideia do fenômeno, a série despertou o interesse pelo xadrez e aumentou a procura pelo termo em 400% no Google. Para quem quiser maratonar os sete episódios em 2020, corra! Cada um tem cerca de uma hora. O Gambito da Rainha se passa em um orfanato de Kentucky nos anos 1950, no qual uma garota descobre um talento impressionante para o xadrez enquanto luta contra o vício e os problemas que acompanham sua genialidade. Schitt’s Creek Foram necessárias seis temporadas e uma enxurrada de prêmios no Emmy 2020 para Schitt’s Creek, enfim, cair nas graças do público. Disponível na Amazon Prime Video, a série conta a história do magnata das locadoras de vídeo Johnny Rose (Eugene Levy) e sua família que entram em falência e são forçados a deixar suas vidas mimadas para se reagrupar e reconstruir o império de dentro dos limites da cidade rural de seu único ativo restante, Schitt’s Creek. Não tem muita explicação para a demora dessa consagração, mas certamente é mais do que merecida. The Plot Against America Lista de melhores do ano sem HBO não existe. Foi assim com Watchmen, Big Little Lies, Chernobyl, Game of Thrones, Succession, Westworld, True Detective, Euphoria e tantas outras. Em 2020, a mais marcante foi The Plot Against America. Com seis episódios, a produção é baseada no romance distópico do escritor norte-americano Philip Roth e conta uma versão alternativa à história dos Estados Unidos. Após a derrota de Franklin D. Roosevelt nas eleições presidenciais de 1940, uma família judia em Nova Jersey acompanha a ascensão política de Charles Lindbergh, um herói aviador e populista xenófobo que chega à presidência levando o país ao fascismo. Arremesso Final Para os apaixonados por esportes, nada pode ser maior que Arremesso Final (The Last Dance), a série sobre a incrível equipe do Chicago Bulls dos anos 1990. É o relato definitivo sobre a carreira de Michael Jordan e o time que encantou o mundo. Com um acervo de imagens espetacular, a série traz imagens inéditas da temporada de 1997–1998, a última dos comandados de Phil Jackson. Simpsons Simpsons! Sim, 31 anos depois, a animação de Matt Groening continua em alto nível. Resta torcer para que em 2021 ela seja disponibilizada na íntegra no Star, a nova plataforma de streaming da Disney. É isso mesmo! Aquele aperitivo com duas temporadas no Disney+ foi proposital. É bem provável que a coleção completa chegue ao Brasil no meio de 2021. Vamos aguardar!

As cinco melhores lives de 2020: de Caetano Veloso ao Juntos Pela Vila Gilda

Gilberto Gil

2020 nos proporcionou uma nova forma de assistir a shows. Em função da pandemia do novo coronavírus (covid-19), as lives assumiram o protagonismo. Quase sempre com caráter beneficente, os eventos trouxeram muito da intimidade dos nossos ídolos. Em resumo, muitos deles gravaram apresentações sem nenhuma grande parafernalha, intimistas e dentro de casa. Como esquecer da Ivete Sangalo de pijama no próprio apartamento? Como os shows presenciais ficaram restritos a janeiro e fevereiro, nossa tradicional lista de melhores da temporada ficará focada nas famigeradas lives. Vale uma menção honrosa para Elza Soares, Charlie Brown Jr, Skank e Teresa Cristina, que entregaram bons shows. Caetano Veloso Ele passou os primeiros meses da pandemia refutando a possibilidade de fazer lives. Ficou marcado por pedir paçocas para a companheira, Paula Lavigne, em stories divertidos. Mas quando topou apresentar seu repertório extenso de alto nível, o fez com maestria. Duas vezes! Sim, não foram muitas oportunidades que o público teve para apreciar os clássicos do baiano. A live especial Vai Ter Natal, que rolou há duas semanas, foi a melhor. O repertório surpresa incluiu as músicas mais pedidas pelo público em suas redes sociais. ‘Feliz 2001, Caê!’ Juntos Pela Vila Gilda Em julho, 206 artistas do mundo todo cantaram da superlive Juntos Pela Vila Gilda, dividida em dois dias de transmissão no YouTube. Com quase 20 horas de música, Me First and the Gimme Gimmes (EUA), com Spike Slawson cantando Baby, de Caetano Veloso, The Ataris (EUA), Gilberto Gil, Armandinho Macedo, Bula, Capital Inicial, Carlos Coelho (Biquini Cavadão), Kiko Zambianchi, Fauves (Escócia), Wake Up, Candela (Espanha), Nuno Mindelis, The Bombers, Wacky Kids, Autoramas e Pilar foram algumas das grandes atrações. Together at Home A superlive aconteceu logo no início da pandemia, em 18 de abril. Com curadoria e colaboração de Lady Gaga, a transmissão contou com aparições de Alicia Keys, Andrea Bocelli, Billie Eilish, Billie Joe Armstrong (Green Day), Camila Cabello, Celine Dion, Chris Martin (Coldplay), Eddie Vedder (Pearl Jam), Elton John, Jennifer Lopez, John Legend, Kacey Musgraves, Lizzo, Paul McCartney, Pharrell Williams, Shawn Mendes, Stevie Wonder, Taylor Swift e Rolling Stones. Mick Jagger e companhia, por sinal, emocionaram os fãs fazendo muito com tão pouco. Gorillaz Quase na reta final de 2020, Damon Albarn (Blur) reuniu o seu projeto paralelo para uma apresentação memorável. Gorillaz Song Machine Live From Kong contou com uma produção em alta escala, que combinou performance emocionante em tempo real com a animação única de Jamie Hewlett. O início da apresentação, que aconteceu há duas semanas em três sessões, teve Robert Smith (The Cure) cantando a primeira faixa. Quase todo concerto foi em cima do último álbum dos ingleses, Song Machine. Mas também teve Clint Eastwood. Gilberto Gil Diferente de Caetano Veloso, Gilberto Gil emendou uma sequência boa de lives no fim do primeiro semestre. Foram tantas seguidas que quase ficou de fora do Juntos Pela Vila Gilda. Poderia citar dois momentos marcantes dele nessa temporada: a live com a cantora IZA, além da especial de aniversário. Para celebrar os 78 anos, ele reuniu a família toda (Preta, Bela Gil, Nara, Bem e José) e entregou o que tem de melhor em sua extensa discografia. Mesmo com apoio de uma marca de cerveja, não fez papelão como alguns sertanejos. Classe é para poucos!

Os 100 Álbuns Favoritos da Década 2010: do 61 ao 70

61. Justin Bieber – Purpose Em Believe (2012), Justin Bieber já dava sinais que deixaria o teen pop para trás, ao utilizar elementos de r&b e dance em suas canções. Mas foi com Purpose (2015) que ele virou a chave de vez. Deixou o menino mimado para trás e passou a produzir hits mais consistentes. Sorry e Love Yourself são duas amostras da mudança de comportamento. Letras mais reflexivas e sonoridades melhores trabalhadas. Aliás, são os dois principais hits do disco. O álbum também conta com participações especiais de Travis Scott, Big Sean, Halsey, Diplo, Skrillex, Jack Ü e Nas. 62. Exodus – Blood In, Blood Out Primeiro álbum do Exodus desde Impact Is Iminent (1990) a entrar na Billboard 200, Blood In, Blood Out (2014) consegue combinar a atitude e a energia do passado da banda com o crescimento musical dos últimos anos. Ainda tem dois convidados muito especiais: Kirk Hammett (Metallica e ex-Exodus) e Chuck Billy (Testament). 63. The Slackers – The Radio É um álbum com versões em ska de grandes clássicos da música. Entre os destaques estão Attitude (Misfits), Bitch (Rolling Stones), I’m Still Standing (Elton John) e Like A Virgin (Madonna). É incrível a capacidade dos novaiorquinos em dar uma cara tão própria para músicas consagradas. Infelizmente não está disponível nas principais plataformas de streaming. Quem quiser ouvir, precisa caçar no YouTube ou comprar a versão física, uma raridade. 64. Rancid – Honor Is All We Know Erroneamente, alguns críticos costumam apontar que o Rancid não lança nada de bom desde Indestructible (2003). Outros vão mais além e dizem que Life Won’t Wait (1998) foi o último bom suspiro. Todos errados, felizmente. A banda se mantém consistente desde sempre. Honor Is All We Know (2013) é um belo álbum. É uma surpresa, inclusive, Trouble Maker (2017) também não aparecer por aqui. 65. Declan McKenna – What Do You Think About The Car? Enquanto muitos festejavam a realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, com estádios superfaturados, o compositor inglês Declan McKenna escreveu a canção Brazil. A faixa é uma crítica e tanto ao fato da Fifa e os governantes locais ignorarem a pobreza extrema no Brasil em prol de um evento. Brazil, composta quando o músico tinha 15 anos, é o carro-chefe do seu álbum de estreia, What Do You Think About The Car? (2017), que traz outras dez canções fortes. 66. Kendrick Lamar – Good Kid, M.A.A.D City Está longe de ser o melhor álbum de Kendrick Lamar, mas uma coisa é certa: poucos artistas conseguiram lançar tantos registros de alto nível nos últimos anos como ele. Good Kid, M.A.A.D City (2012), o segundo de estúdio, é visceral, não tem a mesma crueza do debute, mas funciona bem. 67. AC/DC – Power Up Mais do mesmo, mas mesmo assim muito bom. Power Up (2020) não traz nenhuma inovação, não mostra os australianos fora da zona de conforto. Contudo, quem se importa com isso? Power Up já tem uma carga emocional muito forte, suficiente o bastante para colocar o AC/DC na nossa lista. Alcançou o primeiro lugar em mais de 20 países. Primeiro lançamento sem Malcolm Young, falecido em 2017, o disco tem todas as canções creditadas ao irmão Angus e ele. 68. Taylor Swift – Reputation Taylor Swift passou por uma mudança extrema na última década. As alterações foram tanto na sonoridade quanto no comportamento e posicionamentos. E, sem dúvida alguma, ajudou a impulsionar ainda mais a cantora. …Ready For It?, Look What You Made Me Do e Don’t Blame Me mostram o lado mais sombrio e profundo da artista. A turnê de divulgação ajudou a fortalecer ainda mais o trabalho. 69. Asking Alexandria – Reckless & Relentless Rótulos costumam reduzir o alcance de muitas bandas boas. O Asking Alexandria, por exemplo, muito associado ao metalcore, faz muito mais em Reckless & Relentless (2011). Essa banda britânica parece ter uma consciência grande de tudo que veio antes deles. O álbum citado traz referências de Skid Row e Guns n’ Roses. Se ainda não ouviu, dê uma chance. 70. Me First and the Gimme Gimmes – Are We Not Men? We Are Diva! A melhor banda de covers do mundo deu sua cara mais roqueira para hits de Christina Aguilera, Gloria Gaynor, Paula Abdul, Cher, Celine Dion, Lady Gaga, Donna Summer, Barbra Streisand, Madonna, entre outras. Destaco a forma como Spike Slawson consegue brincar com tons tão distintos no vocal. Crazy For You, Top of The World e Believe são ótimos exemplos.

Os 100 Álbuns Favoritos da Década 2010: do 71 ao 80

71. The Struts – Everybody Wants Nostálgico, bebendo na melhor fonte possível dos anos 1970, o The Struts estreou com esse belo álbum em 2014. A quadra inicial do disco inclui hits como Roll Up, a épica Could Have Been Me, a dançante Kiss This e Put Your Money On Me. Porém, não por aí. Quem escuta as 13 faixas de Everybody Wants consegue identificar influências de Queen, Aerosmith e Rolling Stones. Em resumo, uma estreia e tanto. 72. Hey! Hello! – Hey Hello! Too! Segundo álbum do projeto paralelo de Ginger Wildheart. Aqui, ele convocou nada mais do que oito cantoras para o acompanhar nessa superprodução de power pop. Se All Around the World, que abre o álbum, é um belo cartão de visitas, Kids, a quarta da tracklist, conta com uma letra divertida sobre os perigos de criar filhos. Vicky Jackson e Cat Southall cantam essas duas faixas, respectivamente. 73. Deicide – In The Minds of Evil Deixando as inclinações melódicas de lado, o Deicide fez o que todos esperavam: retornou ao death metal desgraceira. A clara referência ao período do Legion (1992) se mostrou um grande acerto. Primeiro álbum de estúdio com Kevin Quirion na guitarra, In The Minds of Evil tem 36 minutos de desgraceira distribuídos em 11 faixas. 74. Linkin Park – A Thousand Suns Quando o Linkin Park lançou One More Light (2017), muitas pessoas torceram o nariz por conta dos experimentos sonoros. A banda havia abraçado o pop de uma forma surpreendente. No entanto, não foi a primeira vez que o grupo saiu da zona de conforto. A Thousand Suns (2010) é a prova disso. Conceitual com a temática de guerra, o álbum é totalmente diferente de tudo que Chester e companhia haviam produzido até então. E isso não é ruim. 75. Diana Krall – Wallflower A cantora e pianista Diana Krall consegue dar uma nova e elegante cara para sons marcantes. Em Wallflower, ela passeia por The Mamas & The Papas, Eagles, Bob Dylan, Elton John e Randy Newman. Ademais, traz convidados de peso para duetos, como Michael Bublé, Bryan Adams e Blake Mills. If I Take You Home Tonight é uma composição de Paul McCartney. Ela seria usada no álbum solo Kisses on the Bottom, mas o Beatle a deixou de fora, cedendo a faixa para Diana. 76. Drake – Scorpion 2018 foi um ano especial para Drake. Além de ver o início da trajetória do primeiro título do seu time de coração Toronto Raptors na NBA, o rapper canadense também lançou um dos seus melhores álbuns. Duplo, com 25 faixas, Scorpion transita entre o hip hop, pop e r&b, além de contar com participações de Jay-Z e Ty Dolla Sign. Também há feats póstumos de Michael Jackson e Static Major. Os singles God’s Plan, Nice for What e In My Feelings alcançaram o número um na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos. Um feito e tanto para essa máquina de quebrar recordes. 77. Kasabian – 48:13 Longe de ser o melhor trabalho do Kasabian na década, 48:13 tem um nome curioso. O título nada mais é que a soma do tempo de todas as canções do disco. Escrito, composto e produzido por Sergio Pizzorno, o álbum, que rendeu show no Lollapalooza Brasil, conta com canções bem fortes, como bumblebee, Stevie e Doomsday. 78. Michael Monroe – Sensory Overdrive Sexto álbum de estúdio do finlandês Michael Monroe, Sensory Overdrive foi responsável por trazer o ícone do glam rock ao Brasil pela primeira vez, em 2012. Produzido por Jack Douglas (Aerosmith, John Lennon, Miles Davis), o disco traz faixas poderosas como ‘78, eleita música de rock do ano pelo iTunes USA, Trick Of The Wrist, Superpowered Superfly (essa é uma das mais pop), Bombs Away (refrão marcante) e Gone, Baby Gone (baladinha roqueira). 79. The Smashing Pumpkins – Cyr Com quase 100% da sua formação original (a exceção é a baixista D’arcy Wretzky), o Smashing Pumpkins divulgou recentemente, no 2020 pandêmico, Cyr. O álbum duplo, com 20 canções, traz muito do que o grupo apresentou em seus últimos discos, mas com uma veia mais pop. Até desagradou alguns fãs, mas o resultado foi ótimo. Proporcionou canções como The Colour of Love, Cyr, Ramona e Black Forest, Black Hills. Tão distintas, mas juntas formam algo que faz muito sentido. 80. Beach Fossils – Somersault Foram tantos lançamentos incríveis na linha indie pop mais nostálgica nos últimos dez anos. The New Pornographers e Beach Fossils dividiram votos até o fim, ficando para a segunda a presença no nosso top 100. Em 2017, os novaiorquinos encantaram demais com Somersault, um claro sinal de maturidade no estúdio. Influenciada por nomes com R.E.M., The Cure e Devo, a banda entregou a trilha sonora perfeita para quem quer tirar as preocupações da cabeça.

Crítica | Soul – prepare o lencinho que a Pixar vai te fazer chorar mais uma vez

Que a Pixar sabe emocionar crianças e adultos, não é nenhuma novidade. É assim desde Toy Story – Um Mundo de Aventuras, em 1995, seu primeiro longa de animação. Óbvio que alguns são mais infantis, como Carros e Monstros S.A., enquanto outros conseguem dialogar bem com públicos distintos, sempre mexendo com a emoção. Impossível não derramar lágrimas com Viva – A Vida é Uma Festa ou Up – Altas Aventuras. Soul, a nova aposta do estúdio e a primeira com um protagonista negro, que estreia nesta sexta-feira (25) exclusivamente na Disney+, não deixa por menos. Prepare o lencinho. É uma pena não estar nos cinemas, mas totalmente compreensível. Afinal, vermelho é vermelho. Devemos ficar em casa mesmo. Em Soul, Joe Gardner (Jamie Foxx) é um professor de música do ensino fundamental que tem a chance de tocar no melhor clube de jazz de Nova Iorque. No entanto, um pequeno acidente o leva das ruas da Big Apple para o Pré-vida, um lugar fantástico onde novas almas obtêm suas personalidades, peculiaridades e interesses antes de irem para a Terra. Determinado a retornar à sua vida, Joe se junta a uma alma precoce, 22 (Tina Fey), que nunca entendeu o apelo da experiência humana. Enquanto Joe tenta desesperadamente mostrar a 22 o que é ótimo na vida, ele pode apenas descobrir as respostas para algumas das perguntas mais importantes da vida. Trilha sonora O visual colorido e a trilha sonora impecável ajudam a dar mais força para o longa. As composições e arranjos de jazz são do renomado Jon Batiste, indicado ao Grammy pela performance de Saint James Infirmary Blues. O artista nos proporciona um mergulho nos clubes esfumaçados de jazz de Nova Iorque. É impressionante como trilha e história caminham em sintonia. O vocalista do Nine Inch Nails, Trent Reznor, e Atticus Ross, premiados no Oscar pela trilha sonora do filme A Rede Social, são os responsáveis pelo instrumental original do longa. Não será surpresa alguma se concorrerem à estatueta mais uma vez. Mas, voltando ao enredo, o diretor Pete Docter (Divertida Mente e Up – Altas Aventuras) segue firme na arte de emocionar. A morte é abordada de uma forma muito sútil. Mais do que falar de um assunto difícil para adultos e crianças, o longa bate na tecla da importância de viver e dar valor às pequenas coisas. Nossa passagem por aqui é breve. E por mais triste que isso possa parecer, o mais importante é saber aproveitar todos os momentos como se fossem os últimos. Soul também tem humor Mas nem tudo são lágrimas em Soul. A parceria entre Jamie Foxx e Tina Fey garante momentos divertidos. Os diálogos entre os dois são puros e recheados de sátiras.Infelizmente não tive acesso ao filme dublado. Porém, o resultado deve ser tão incrível quanto o original. Só para citar dois grandes talentos envolvidos temos Jorge Lucas (Joe Gardner) e Luciana Mello (Dorothea Williams). Dorothea, por sinal, merece um destaque. Ela é a lenda do jazz que dá a chance para Joe Gardner mostrar o seu trabalho como pianista de alto nível. É a líder e saxofonista do quarteto.

Um Príncipe em Nova York 2 ganha trailer; Assista!

O Amazon Prime Video divulgou nesta terça-feira (22) o trailer do filme Um Príncipe em Nova York 2, da Paramount Pictures. Em resumo, a sequência dessa icônica comédia estrelada por Eddie Murphy será lançada em 5 de março de 2021. Situado no luxuoso país da realeza Zamunda, o recém coroado Rei Akeem (Eddie Murphy) e seu confidente Semmi (Arsenio Hall) embarcam em uma nova aventura que os levará ao redor do mundo. Em suma, eles vão de sua grande nação africana ao Queens, bairro de Nova York, onde tudo começou. Aliás, o elenco traz a adição de Wesley Snipes, além de boa parte da turma original de Um Príncipe em Nova York.