BK’ divulga mini-doc sobre álbum O Líder em Movimento

Duas câmeras nas mãos, muitas rimas e papo reto na cabeça. Foi com esta bagagem que BK’ embarcava rumo a Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro, onde passou sete dias isolado em um sítio dando vida ao seu novo álbum: O Líder em Movimento. Lançado em setembro de 2020, o disco ganhou ares de clássico instantâneo do rap nacional. Agora, um mês após o lançamento, e com mais de 15 milhões de streams, BK’ apresenta o documentário O Líder em Movimento, com imagens inéditas. Com filmagem, direção e edição de João Victor Medeiros, o filme revela a intimidade do rapper em seu processo criativo. Gravado em janeiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19, portanto, o documentário O Líder em Movimento se mostra não apenas um tradicional making off. Mas um registro único da vivência, cumplicidade e trocas artísticas entre BK’ e seus companheiros de Pirâmide Perdida, especialmente Jonas Profeta (JXNV﹩), que assina os beats de 8 entre as 10 faixas do disco, e El Lif Beatz, produtor executivo e co-diretor criativo do álbum. Pedro Malcher (pianista e arranjador) e Magno Brito (instrumentista) Arthur Luna (engenheiro de gravação e mixagem) completam o time que acompanhou BK’ nesta viagem artística, produtiva e, sobretudo, humana.

Emicida estreia documentário na Netflix em dezembro

A Netflix anunciou a produção do documentário AmarElo – É Tudo Pra Ontem, de Emicida, com animações, entrevistas e cenas de bastidores. Usando o show do rapper no Theatro Municipal em 2019 como espinha dorsal, o filme dirigido por Fred Ouro Preto explora a produção do projeto de estúdio AmarElo e, ao mesmo tempo, a história da cultura negra brasileira nos últimos 100 anos. Nele, estabelece-se um elo importante entre três momentos relevantes da história negra brasileira: a Semana de Arte Moderna de 1922; o ato de fundação do Movimento Negro Unificado (MNU), em 1978, pela valorização da cultura e de direitos do povo negro; e o emblemático espetáculo de estreia de AmarElo, que aconteceu no mês da consciência negra, novembro, em 2019. “São quatro décadas que separam a nossa ascensão ao palco do Theatro Municipal do encontro das pessoas do MNU naquelas escadarias. Então subir ali e gritar ‘obrigado, MNU’ pro mundo é para que eles saibam que é da luta deles que nasce um sonhador como o Emicida”, diz o rapper. “Quando eu cheguei aqui, tudo era impossível, qualquer coisa que falávamos era tida como problemática e improvável de se realizar. Hoje, não é mais. E é dessa forma que quero que lembrem do meu nome no futuro, como alguém que sabia que o impossível era grande, mas não maior que si. O palco do Municipal abrigou alguns dos mais importantes movimentos da arte do planeta e acho que caminhamos para ser isso”, completa Emicida. O documentário, de 90 minutos, tem lançamento confirmado para o dia 8 de dezembro de 2020. A Netflix e Laboratório Fantasma ainda terão um segundo projeto, que será lançado em 2021.

Get Back: ouça a nova música do Pearl Jam

Dance of the Clairvoyants

Get it Back, a nova música de Pearl Jam já está disponível nas principais plataformas de música por streaming. A faixa integra a compilação Good Music To Avert The Collapse Of American Democracy, Volume 2, projeto que reúne canções inéditas, covers e regravações de alguns dos maiores nomes do mundo da música. O compilado faz parte do Bandcamp Fridays, uma iniciativa lançada em março de 2020 pela plataforma voltada para artistas independentes. Em resumo tem o intuito de viabilizar a produção independente de artistas afetados pela pandemia. O projeto Good Music To Avert The Collapse Of American Democracy, Volume 2 direcionou toda a verba arrecadada com esta edição ao Voting Rights Lab. Em suma, a organização que visa garantir o direito ao voto a todos os estadunidenses. Anteriormente, o Pearl Jam havia revelado Gigaton, 11º álbum de estúdio da banda. Produzido por Josh Evans e pelo próprio Pearl Jam, o lançamento foi o primeiro compilado do grupo desde Lightning Bolt.

Stevie Wonder faz dueto com Gary Clark Jr e Busta Rhymes em novos singles

Stevie Wonder aproveitou a ocasião do 36º aniversário de seu segundo filho mais velho, Mumtaz Morris, para realizar algo inédito. Com um espírito de celebração, ele lançou duas músicas ao mesmo tempo: Can’t Put It in the Hands of Fate, com as colaborações de Rapsody, Cordae, Chika e Busta Rhymes, e Where Is Our Love Song, que traz a participação de Gary Clark Jr. As músicas fornecem inspiração para os desafios globais de hoje. Can’t Put It In the Hands of Fate apresenta quatro dos artistas visionários do hip-hop: a estrela em ascensão Rapsody, Cordae, o aclamado Chika e o onze vezes indicado ao Grammy Busta Rhymes. A colaboração de Stevie com artistas de outros gêneros e gerações simplifica o poder da necessidade de ação exigida pela música. Where Is Our Love Song, que traz a participação do guitarrista vencedor de quatro Grammys Gary Clark Jr., identifica o que é necessário enquanto o mundo luta seus desafios históricos, colocando a questão “onde estão nossas palavras de esperança, oração pela paz e nossa canção de amor tão desesperadamente necessária?”. Tudo e todos foram afetados pelo Covid-19, especialmente as comunidades carentes não-brancas. Todos os lucros com os royalties de Where Is Our Love Song serão doados para Feeding America (ONG que alimenta mais de 46 milhões pessoas). “Nestes tempos, estamos ouvindo os mais pungentes gritos e precisamos despertar esta nação e o mundo. Por favor, atendam à nossa necessidade de amor, paz e unidade”, declarou Stevie Wonder em nota à imprensa.

Entrevista | Fran Healy (Travis) – “Parece que o mundo se dividiu em dois”

Na última segunda-feira (12), o jornal britânico The Guardian trouxe um artigo curioso no qual buscava entender “quem matou o britpop”? No título, alguns possíveis suspeitos: Oasis com o álbum Be Here Now (1997), a perda do título da Euro 96, quando a Inglaterra foi derrotada pela Alemanha nos pênaltis, no estádio de Wembley, ou a morte da princesa Diana (1997). Morto ou não, nomes do britpop como Suede, Pulp, Oasis e Blur seguiram influenciando outras bandas. O Travis é uma delas. A escocesa lançou o primeiro álbum, Good Feeling, em 1997. De lá para cá manteve uma consistência maior que os antecessores, mesmo que o alcance não tenha sido o mesmo. 10 Songs é o décimo disco de estúdio de Fran Healy e traz uma banda ainda mais renovada, mas sem deixar o saudosismo de lado. Em uma das canções, The Only Thing, Susanna Hoffs, do The Bangles, é a convidada. “Eu era fã dela, e há dois anos ela postou um vídeo no Twitter. Era um vídeo muito bom, com a ótima voz dela, e transmitia uma mensagem legal. Então, decidi deixar um tuíte. Duas semanas depois, entrei de novo no Twitter e ela havia respondido. Fiquei muito feliz e até tirei um print para mostrar para meus amigos. Um ano e meio depois disso, tive a ideia de fazer algo com ela. Não achei que ela fosse topar, mas ela é uma pessoa muito do bem, e topou”, comenta Healy, que conversou com o Blog n’ Roll por Skype. Primeiro álbum de Fran Healy em Los Angeles O novo álbum do Travis também é o primeiro gravado por Healy morando em Los Angeles. No entanto, ele não vê muita diferença nisso. “Talvez um pouco, mas nada crucial. Escrever músicas é algo mais manual do que criativo às vezes. Até chegar na parte criativa, você fica cavando até chegar em algo que agrade. Esse é um processo um pouco tedioso, e que dá para ser feito em qualquer lugar. Por isso, acho que não tem tanto impacto morar em um lugar diferente”. Sobre as letras de 10 Songs, Healy acredita que a influência de Los Angeles pode ter sido um pouco maior. “Acho que algumas coisas, talvez. O álbum tem letras muito honestas, e é isso que precisamos atualmente. Hoje em dia as pessoas apenas projetam felicidades nas redes sociais. O Donald Trump vive postando mentiras, então é cada vez mais difícil saber a verdade. Mas, é bom saber que o álbum tem músicas simples e honestas. É bom de se ouvir, é como ar fresco. As melodias também são boas. Acho que a música é um remédio. Se ela te toca e te faz sentir melhor, meu trabalho está feito”. A pandemia também fez o vocalista do Travis refletir sobre a humanidade. “Parece que o mundo se dividiu em dois: pessoas que acreditam em conspirações, e os outros que são mais inteligentes e conseguem observar a situação com mais clareza. É normal. Cada metade acha que a outra é louca. Talvez todos sejam loucos”. Healy também comentou outros assuntos durante nosso breve papo. Confira abaixo alguns desses momentos. Fran Healy e a gravação de 10 Songs Estávamos ansiosos para gravar o álbum. Nós gravamos em duas sessões: uma de duas semanas em dezembro, e outra de três ou quatro semanas entre o final de fevereiro e o começo de março. Nós ainda tínhamos mais uma semana de gravações, mas eu senti que as coisas estavam começando a ficar estranhas e decidi voltar para casa. Por isso, a gente acelerou o processo, tudo ficou louco, mas foi bem legal até. Influência para bandas atuais Não tenho contato com essas bandas (nota do editor: Coldplay e Keane são citadas frequentemente como bandas influenciadas pelo Travis). E também não sei se nossa banda abriu caminho para esses caras. Se nossa banda não existisse, o Coldplay existiria de qualquer forma. Eu conheço bem o Chris (Martin), e eu sei que o jeito que ele faz as coisas é brilhante. Ele é muito inteligente quando se trata de colocar a banda dele nos holofotes. Muitos artistas têm essa habilidade. Travis já esteve na moda, e o Chris gostou do que viu, mas não é como se ele tivesse ido atrás do nosso som especificamente para se influenciar. O que é importante é que suas melodias fazem as pessoas felizes. Eu, particularmente, não queria ser da maior banda do mundo. Sigo fazendo minhas músicas. Eles fazem diferente, e está tudo bem com isso. Mas, acredito que as comparações só aparecem porque já fomos muito famosos no passado. Eles fazem as coisas de forma bem diferente. Ligação de Fran Healy com novos artistas Eu não costumo ouvir bandas de áreas específicas. Há algumas semanas descobri uma banda muito boa, que coincidentemente era de Glasgow. Comecei a conversar com eles pelo Twitter também (risos). Um deles me enviou um álbum, o nome da banda é Bloke Music, e o som deles é muito bom e original. Geralmente, descubro música por acidente. Tem uma garota francesa chamada Pomme, que é muito boa. Eu não tenho ideia do que ela diz, mas as melodias são muito boas. Acho que a melodia é o X da questão para uma música ser boa. Relação com Paul McCartney Vamos ser honestos: nós não somos bem amigos, somos conhecidos. Não passo o Natal com ele (risos). Eu conheci o Paul em 1999. Nós estávamos tocando no mesmo programa de TV. Depois, o reencontrei em uma viagem em um feriado, e foi ali que conversamos bastante, jantamos juntos. Ele é um homem normal, na realidade. Conversa, escuta… Se você parar para pensar, os Beatles eram apenas quatro garotos. Mas, algo interessante dessa viagem foi que o Keith Richards tinha uma casa na ilha em que estávamos, e o Paul jantou com ele em um daqueles dias. E o legal é que o Keith retratou isso em sua biografia. E eu estava lá. No dia seguinte, o Paul me contou sobre o

Entrevista | Mel – “Ser uma mulher trans no mundo das artes ainda é negociação”

Na década passada, a Banda Uó, de Goiânia, movimentou o cenário musical brasileiro com uma mistura envolvente de música pop com tecnobrega. Além disso, revelou três nomes bem talentosos: Davi Sabbag, Mateus Carrilho e Mel Gonçalves. Do trio, somente Mel ainda não havia mostrado seu trabalho solo, após o término do grupo, em 2018. Na última sexta-feira (9), ela lançou o primeiro single dessa nova fase, A Partir de Hoje, que ganhou videoclipe. “Demorei porque o tempo é complicado. Nem sempre a gente consegue se realizar e estar pronta dentro do nosso planejamento. Além do mais, mesmo já tendo uma trajetória na música, ser uma mulher trans no mundo das artes ainda é local de negociação. Tudo isso pesou e fez o tempo ser maior. No fundo considero que foi totalmente necessário”, comenta Mel. No entanto, o período sem lançar música solo não a impediu de investir em outras frentes. Mel estreou sua carreira no cinema no longa Vento Seco, de Daniel Nolasco, que foi selecionado para o Berlinale, o Festival de Internacional de Cinema em Berlim, de 2020. O filme tem temática LGBTQIA+ e ainda conta com Leandro Faria Lelo, Rafael Theophilo,Renata Carvalho, Del Neto, Macelo D’Avilla, Leo Moreira Sá e Conrado Helt. Caldeirão de influências da Mel Quem escuta o novo trabalho de Mel consegue identificar um caldeirão de influências. Todos muito bem representados. Em resumo, a cantora cita nomes como Gipsy King’s, Maria Bethânia, Loreena Mckennitt, Sade, Erykah Badu, além de ritmos como carimbó, jongo, tribal fusion, zouk love, entre outros. “Esses artistas e esses ritmos são referências meio universais, é preciso ouvi-los! Ao mesmo tempo a gente sempre acaba imprimindo o nosso jeitinho quando colocamos no nosso corpo”. A cantora acredita que traz um pouco das vivências com a Banda Uó para o trabalho solo, o que pode facilitar o reencontro com o público. “É sempre bom mudar! Mesmo lá na Banda Uó, eu sempre fui camaleoa e agora solo não poderia ser diferente. Aprendi a encarar as coisas de frente e resolve-las mesmo enfrentando o desmembramento e a transfobia. Aprendi a lutar pelo que é meu e pelo que acredito ser bom pra mim, por mim e por quem acredita no meu trabalho. Acho que a principal mudança foram as minhas responsabilidades que aumentaram. Por ser uma artista independente, solo, tudo ainda é barril”. A Partir de Hoje é o primeiro passo de um álbum completo da cantora. Posteriormente os planos são ambiciosos. “O que posso dizer ainda é pouca coisa, mas fará parte de um trabalho maior e mais bem diagramado. Temos trabalhado muito pra isso. Espero que se apaixonem pelo que virá”.

Novos EPs: Auri, Martin Mendonça, Make It Stop e The Self-Escape

Auri – Atauri Indie rock, alternativo, riffs e sintetizadores se encontram na sonoridade da Auri, expoente do cenário autoral de Vitória (ES). Se a intensidade das canções ganhou destaque no recente EP Ao Vivo no Estúdio Mantra – Formemus 2020, a banda se reinventa em um inusitado lançamento. Atauri é um EP que, inspirado por trilhas de videogames e filmes, transforma as canções em versões eletrônicas instrumentais. O trabalho da Auri está disponível em todas as plataformas de streaming e ganhou vídeos inspirados em videogames para cada faixa. Martin Mendonça – MATRIZ.doc – Trilha Sonora Original “É um resgate de identidade, é uma retomada. É uma ocupação de uma coisa que é nossa, que é nossa cultura. Porque é isso: ou você respeita a existência ou espere resistência”. Com essa declaração, Pitty abre o documentário MATRIZ.doc, que passeia pela jornada da cantora e compositora desde o início de sua história na música. A obra, dirigida por Otavio Sousa, conta com trilha sonora original criada pelo guitarrista Martin Mendonça. As quatro músicas criadas por Martin são inteiramente instrumentais, e ajudam a compor diferentes cenas do documentário. Para tanto, o guitarrista usou diferentes canais e efeitos que dialogam entre si. Desde loops e reverbs na contemplativa Dos Perigos a riffs reproduzidos de trás para frente em Desdobramento. Make It Stop – Sobrevivência Sobrevivência, o EP de sete músicas do quinteto hardcore paulista Make it Stop, cujo conceito está impresso também num webzine, já está disponível. É o terceiro, mais sólido e maduro registro da banda, que como sugere o nome, é uma reflexão sobre vivências do terceiro mundo brasileiro. “Trata-se de defender a vida, sobrevivência”, a frase inaugural do EP é uma constante ao longo das sete faixas. Implicam na luta constante de sobreviver, seja como vida ou ideal. O conceito gráfico de Sobrevivência, em vermelho e preto, dialogam com as músicas. A capa vem com um vermelho forte contra a onda de criminalizar a cor; trabalha com tipografias manuscritas diretas, com elementos em branco e um design aplicado a foto de uma zapatista, que representa a luta. A arte foi desenvolvida pelo @oRubrica. Sobrevivência conta com duas participações: de Chris Justtino, da Vermenoise, e July Salazar, da Tomar Control. The Self-Escape – Polarize (Pt.2) R&B, rock, indie, pop. Tudo isso é reverenciado no novo EP do cantor e compositor The Self-Escape, intitulado Polarize (Pt. 2). A obra reflete sobre as relações contemporâneas, abordando desde a toxicidade entre falsos amigos à paixões intensas. O mini-álbum conta com seis faixas, incluindo o single Go e as músicas From Lovers to Dust, Again, Good Guy, I Know e Kill for You. Na ocasião, o próprio músico gravou a voz e todo o instrumental das faixas de casa, adicionando sintetizadores e linhas de guitarra e violão. O artista é natural de Recife (PE) e atualmente reside na capital paulista. Para ele, o EP Polarize (Pt. 2) é lançado com o intuito de polarizar ideias e opiniões. “Me doei 100% aqui. Este EP é fruto de uma imersão de seis meses no meu home studio. Ele fica no meu quarto. E bem, não saio de casa há mais de seis meses devido ao COVID-19. Isso mostra a profundidade que essas músicas têm para mim. Me inspiro em The Weeknd, The xx, Lana Del Rey e Khalid enquanto crio o meu próprio estilo. Não me preocupei com o que está ou em alta ou rende dinheiro. Apenas coloquei tudo o que penso e sinto”, frisou.

Vídeos novos: DuSouto, Das Neves, Marcelo Perdido, Wado e Otto

DuSouto – Mexilena Sons regionais brasileiros e ritmos latinos se encontram em Mexilena, novo clipe do grupo DuSouto. Expoente do efervescente cenário de Natal (RN) há quase duas décadas, o trio faz do vídeo uma celebração das culturas musicais que unem Brasil e Colômbia e, ao mesmo tempo, oferece uma bem humorada interpretação para os encontros e desencontros amorosos. O registro conta com participação do MC Priguissa e da modelo Jaiara Fontes e traz imagens da primeira passagem do DuSouto por Bogotá e filmagens realizadas no Beco da Lama, em sua cidade. Das Neves – Boa Viagem A cidade de Recife tornou-se personagem na música Boa Viagem, de Das Neves (SP). O clipe é montado exclusivamente com trechos do filme Veneza Americana, lançado em 1924, por Bezerra Leite. O vídeo mostra a rotina dos habitantes recifenses no início do século 20, além de cenas do Cais José Estelita e do bonde da Várzea. A canção faz parte do terceiro disco do músico, Interiores‘, lançado em setembro. Marcelo Perdido – Minutos Livres A distância entre as pessoas nestes tempos tão singulares assume ares psicodélicos e surreais em Minutos Livres, novo clipe do cantor e compositor Marcelo Perdido. A canção ganhou um clipe de animação feito pelo próprio artista e integra o recém-lançado álbum Não tô aqui pra te influenciar. “Essa é uma canção sobre autocuidado e faz muito sentido nesse momento novo, na avalanche de informação, se manter de pé e bem. De se manter são no meio da maior loucura. No meu aniversário, eu quis oferecer esse vídeo de presente para meus amigos e amigas e comecei a ilustrar as sensações de estar distante deles”, revela Perdido. Wado e Otto – Nanã Nanã, faixa número 2 do recém-lançado A Beleza que Deriva do Mundo, mas a Ele Escapa, ganhou vídeo que exibe sua letra. Nele, os versos de Wado, em dueto com Otto, aparecem em animação de Tuku Moura, sob produção de Tayana Moura. A composição é uma parceria com MOMO., que gravou a faixa em seu Voá (2017), sob produção de Marcelo Camelo.

Singles nacionais: Braza, Gabrre, Toquinho e De um Filho, De um Cego

Braza – Ando Meio Desligado O Braza homenageia uma das nossas grandes bandas com sua versão de Ando Meio Desligado. Lançada originalmente no álbum d’Os Mutantes A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (Universal Music/ 1970), a música ganha uma nova roupagem sob os arranjos do quarteto carioca. Eternizada na voz de Rita Lee, Ando Meio Desligado (Arnaldo Baptista/ Rita Lee/ Sérgio Dias) é frequentemente incluída em listas de melhores canções da música brasileira, trazendo uma mistura de psicodelia e tropicália acompanhada de versos que refletem sobre uma existência desconexa em tempos de repressão. Cinco décadas depois, Danilo Cutrim (guitarra e vocal), Pedro Lobo (baixo), Nícolas Christ (bateria) e Vitor Isensee (teclados) homenageiam Os Mutantes criando uma ponte entre as duas eras e regravando o clássico no ritmo do reggae. Gabrre – elephants Gabrre, cantor e compositor gaúcho de 22 anos, de Gramado, lançou elephants, single que fala sobre as dores de um relacionamento instável. A música estará no álbum Tocar em Flores Pelado, que será lançado pelo selo Honey Bomb Records, no fim deste mês. “elephants é uma música esquecida da Urso Polar, minha antiga banda de adolescência. Às vezes, quando brigamos, não queremos acertar as coisas, apenas deitar e abraçar calados, principalmente em um relacionamento instável”, explica Gabrre. Toquinho – Papo Final Prestes a entregar ao mundo seu primeiro álbum de inéditas desde 2011, Toquinho divulgou o primeiro single do novo disco. A música Papo Final, cantada em dueto com Maria Rita, é um belo cartão de visitas. Assim como em todo repertório do inédito A Arte de Viver, a letra de Papo Final foi assinada pelo aclamado poeta e compositor carioca Paulo César Pinheiro. Esse é o segundo álbum de Toquinho que conta com Pinheiro como letrista de todas as músicas, assim como em Mosaico (Circuito Musical), de 2005. “Além da Maria Rita ser uma grande cantora, ela transmite uma coisa fundamental em arte: emoção. Arte sem emoção pra mim não existe. Quando ouvi a interpretação dela preencher a canção, já que minha voz estava gravada, percebi o quanto a música cresceu com sua maneira de cantar, com a dramaticidade na medida certa, com a grande afinação e com o timbre fantástico”, comentou Toquinho. Com participações especiais de Maria Rita, Hamilton de Holanda, Paulo César Pinheiro e Camilla Faustino, o álbum A Arte de Viver será lançado no dia 6 de novembro. De um Filho, De um Cego – Sibipiruna Sibipiruna é uma árvore de grande porte nativa da Mata Atlântica que é muito comum em boa parte do país. Tão comum que muitas vezes sua beleza passa despercebida. Inspirando-se na poesia do dia a dia, a banda paranaense De um Filho, De um Cego lançou o primeiro single de seu novo EP. Com nome dessa árvore, Sibipiruna já está disponível. “Minha mesa de trabalho ficava de frente pra uma parede de vidro, onde eu conseguia ver o estacionamento do local. Mas como meu andar era o 2º, as árvores do lugar eram tudo o que aparecia pra mim. Era um dia nublado, de vento, melancólico. Um dia lento. Parei pra sentir tudo – as árvores balançando, a digitação dos meus colegas de trabalho e a rotina – do começo ao fim do dia, nessa poesia que é a gente”, conta Lucas Waricoda, guitarrista e vocalista do De um Filho, De um Cego.