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Prestes a completar 81 anos, Dori Caymmi confirmou show no Sesc Santos. A apresentação acontece no Teatro, no próximo dia 2, a partir das 20h. Os ingressos já estão à venda. Mesmo com um álbum recém-lançado, Prosa e Papo, o músico focará sua apresentação no livro Dori Caymmi songbook: 80 anos de um cantador, lançado no ano passado. O songbook reúne um perfil biográfico escrito pelo jornalista Claudio Leal e um álbum com 12 violonistas e quatro cantores convidados interpretando 12 canções que compõem o disco digital. No repertório em Santos, canções como Delicadeza, Desenredo, Estrela da Terra, Evangelho, O Cantador, Quebra-mar e Saveiros devem ser incluídas por Dori. Filho dos também músicos Dorival Caymmi e Stella Maris, Dori acumula uma longa lista de criações ao lado de nomes estelares da música popular brasileira, um gênero que ajudou a consolidar. Sua marca nas obras de Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Edu Lobo, Elis Regina, Chico Buarque e Milton Nascimento são apenas alguns exemplos da sua grande contribuição à MPB. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Dori Caymmi falou um pouco sobre a apresentação, atual cenário da música e a família cheia de talentosos músicos. Como funciona esse show que você vai apresentar no Sesc? É um show todo em cima do songbook, um projeto que teve a participação do Danilo Miranda (finado diretor regional do Sesc São Paulo). Não pode nem falar a palavra songbook, né? Então, é um livro sobre o meu trabalho que tive a ajuda do Mário Gil na parte de gráfica e produção. E aí, cantam o Renato Braz, a Mônica Salmaso, meu irmão Danilo, entre outras várias pessoas, violonistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em Santos, o show será com os meninos do Rio e o Renato Braz, que canta várias músicas nesse disco. As outras pessoas estão muito ocupadas. Quais lembranças mais marcantes você tem de Santos? Toquei muito em Santos, tinha um bar incrível, o Bar da Praia, que era do Eduardo (Caldeira). Todas as vezes foram ótimas lá, o público de Santos é maravilhoso. Eu fiquei encantado com o Bar da Praia. Ia com a minha mulher para Santos. Íamos no Bar da Praia e voltávamos no mesmo dia. E tinha muito medo de bar, não gostava porque no bar todo mundo bebe, mas lá era um negócio muito bonito. Fiquei muito feliz em Santos. O que mantém esse seu apetite pelos shows? Não gosto de excursionar, não faço muitos shows. Já havia feito o Sesc São Paulo, agora é Santos, Ribeirão Preto. Mas normalmente não sou muito do show, não. Sou mais de fazer o disco. Nesse mês, estou impossível de aturar. Porque estou trabalhando muito. O Tom Jobim dizia “estou trabalhando mais do que eu mereço”. É bem isso. Mas eu gosto, gosto muito. Vou fazer 81 anos este ano. A minha geração toda está nos 80, né? Mesmo os que vieram logo depois, como Ivan Lins, Djavan, o pessoal todo está perto dos 80 também. Está todo mundo chegando lá. E aí tem os mais velhos, Gil, Milton, Caetano e Paulinho da Viola. Esses estão fazendo 82. Uma vez liguei para o Caetano e dei os parabéns, ele tinha feito 70 anos, há muito tempo atrás. E ele disse assim: “estou lhe esperando”. Mas, respondendo sobre o desejo pelos shows, não gosto da excursão. Sou mais um músico que quer mostrar o Brasil um pouco esquecido. E o meu trabalho é muito brasileiro, tem muita profundidade. Isso não interessa também a muita gente. Não faço um show de entretenimento, faço para tocar nas pessoas. Quero chegar mais duro, aí dou umas pinceladas. Mas não é show, é uma apresentação musical muito baseada no Brasil. Apesar de não estar previsto para o show em Santos, queria que você falasse um pouco sobre o seu álbum mais recente, Prosa & Papo… É um disco muito apoiado no que o papai falava para a gente na infância. Ele era muito brincalhão. Por exemplo, quando a gente estava enchendo o saco, ele falava: “entre por onde saiu e faça de conta que nunca me viu”. O Paulo César escreveu uma letra maravilhosa sobre isso. E ele botou o nome de Chato. “Vá ver se estou na esquina/ Se eu tiver, não me chame/ Não toque alto a buzina/ Que é para não dar vexame” Outra frase do meu pai também virou música, Prosa e Papo. Ele dizia “carrapicho é mato, carrapato é bicho”. Ele brincava com a gente o tempo todo dessa forma. E aí nasceu esse disco chamado Prosa & Papo, que tem a participação da Joyce Moreno, Mônica Salmaso, Renato Braz e o Zé Renato. São oito músicas inéditas e outras três que já cantei no disco com a Mônica Salmaso (Canto Sedutor). Outra que gosto bastante é uma homenagem à Mercedes Sosa (Canto Para Mercedes Sosa), que pra mim é a grande cantora latino-americana. O que é que tem na água da família Caymmi? Porque a gente vê tantos talentos gerações após gerações… Meu pai nunca foi muito fã de ter filhos e netos artistas. Era muito sacrificante a vida do músico. Mas quando minha irmã virou cantora, eu virei músico. São 20 discos que já fiz. Danilo também tem feito shows aí. Nós estamos até programando para ver se vamos fazer algo com uma orquestra para celebrar os 110 anos que o papai faria agora. Não sei se é a água da família não, acho que tem mais a ver com a influência dentro de casa, sempre foi uma casa muito musical. Minha mãe era cantora de rádio, meu pai era compositor e cantor, então a gente tinha essa música ao vivo nos fins de semana, o tempo inteiro. Tinha muita música brasileira, mas também discos incríveis estrangeiros, como Frank Sinatra, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald. A gente ouvia tudo com eles. Quando você vai para a casa de um profissional de odontologia, o filho naturalmente será dentista. Na minha casa foi só
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Comemorando os 40 anos de carreira, mais precisamente do lançamento do primeiro álbum do Kid Abelha, Seu Espião (1983), Paula Toller retorna a Santos, onde fez suas primeiras apresentações, antes mesmo da chegada do debute. O show será no sábado (13), às 21h30, no Blue Med Convention Center (Praça Almirante Gago Coutinho, 29, Ponta da Praia). Ainda há ingressos disponíveis no site Ícones. Na atual turnê de sua carreira solo, Paula Toller revisita os grandes clássicos da banda, além de apresentar muitas de suas canções pós Kid Abelha. O retorno a Santos é especial. Assim como Titãs, Paralamas, Herva Doce, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor, entre outros nomes marcantes do rock nacional dos anos 1980, o Kid Abelha também se apresentou na lendária Heavy Metal, casa de shows que marcou época no início daquela década. Ainda como Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, Paula Toller e companhia deixaram uma ótima impressão para os fãs santistas. A partir dali, uma história de cumplicidade entre público e banda permaneceu, com shows em vários clubes, incluindo outra casa nostálgica, o Caiçara Music Hall. Nos tempos da Heavy Metal, o Kid Abelha, apesar de não ter um disco lançado, já contava com uma participação na coletânea Rock Voador (Warner Music) e alguns bons singles, como Distração, Pintura Íntima e Por Que Não Eu? Mesmo com a tour alusiva aos 40 anos de carreira, Paula Toller, hoje com 61 anos, olha pra frente. Em breve lançará um registro audiovisual da atual turnê, Amorosa, com participações especiais de Luísa Sonza, Roberto Menescal e Fernanda Abreu. Na semana passada, aliás, revelou o single com Luísa Sonza, a clássica Nada Sei. “A performance com Luísa em Nada Sei foi explosiva e levantou o público! Senti uma conexão musical e emocional com ela, nossas vozes combinaram bem demais. Foi um dos grandes momentos do show”, comenta a cantora. “Fernanda Abreu e Luísa Sonza, estrelas de duas gerações diferentes, e Roberto Menescal, um monstro sagrado da nossa música. Além da admiração que tenho por eles, há também uma ligação afetiva com cada um ao longo da minha trajetória”, completa Paula Toller. Enquanto se prepara para o show em Santos, Paula Toller concedeu uma entrevista para o Santa Portal sobre o show, Kid Abelha e lembranças de Santos. Confira abaixo. Sua conexão com Santos é duradoura. Com o Kid Abelha, você chegou a se apresentar na Heavy Metal, uma casa que virou lendária para os santistas. Você recorda algo desses primeiros shows do Kid Abelha em Santos? A Heavy Metal estava sempre lotada nos nossos shows. Lembro também de fazer guerra de gelo no camarim… Doía um pouco, mas era divertido, éramos bem novinhos. Como é o repertório do show que será apresentado em Santos? É uma mistura da carreira solo com os hits do Kid Abelha? O que você pode adiantar sobre isso? O show é uma antologia da minha carreira, tem uma quantidade enorme de sucessos, tanto da época do Kid quanto da carreira solo. A banda é um espetáculo à parte, ainda mais com a direção musical e a participação de uma lenda viva como Liminha no violão. Os cenários foram criados pelo consagrado Gringo Cardia, e apresentam imagens exuberantes do pintor modernista Genaro de Carvalho. Na última sexta, você divulgou Nada Sei com a Luísa Sonza. O single faz parte de um projeto que também conta com participações do Menescal e da Fernanda Abreu. Como foi reunir esses artistas de gerações distintas? O que mais pesou na hora das escolhas? São artistas de diferentes gerações e todos têm uma interseção afetiva comigo. O single com a Luísa está explosivo, levantou o público no dia da gravação. Recentemente, tivemos uma turnê de reunião do Titãs que teve grande repercussão no Brasil todo. Isso passa pela sua cabeça com o Kid Abelha? Demanda com certeza tem de sobra. Obrigada pelo comentário, mas agora estou 100% dedicada à turnê Amorosa. Tem algo que você mudaria na sua carreira? Alguma escolha que considera errada e que poderia ter sido melhor? Não mudaria muita coisa, fiz escolhas muito conscientes, nunca me dobrei às demandas de mercado e hoje sou dona do meu tempo. Vejo que a garotada está sintonizada com as músicas, nas redes sociais, tocando violão, piano…