Entrevista | Kokoroko – “Nosso crescimento vem das pessoas”

A banda britânica Kokoroko, atração do Sesc Jazz, que rola neste sábado (22) e domingo (23), no Sesc Pompéia, em São Paulo, conversou com o Blog n’ Roll sobre a origem do grupo, as influências do afrobeat e jazz, além da ligação com a música brasileira. Os interessados em curtir essas apresentações devem correr para garantir os últimos ingressos no site do Sesc. Os ingressos variam entre R$ 15 e R$ 50. Confira abaixo nossa conversa com Sheila Maurice-Grey, responsável pelo trompete, flugelhorn e vocais e Ayo Salawu (bateria). A música que o Kokoroko faz é uma bela homenagem à terra natal de vocês. O que vocês querem que aqueles que não são da África Ocidental ou do Caribe saibam sobre a cultura de vocês? Sheila – É uma ótima pergunta, acredito que nunca tinham me perguntado isso. Eu acho que é importante para as pessoas se sentirem conectadas com nossas músicas, então independente do cenário que essa pessoa vem é importante que se conectem e entendam. Mesmo que não seja uma conexão cultural, seja uma conexão espiritual, as pessoas têm histórias muito lindas para nos contar sobre nossas músicas. Então além da cultura, da raça, acho que isso é muito bonito, muito grande, que conquistamos em nossa música. Ayo – Eu também penso, que além disso, muito da música negra rodou o mundo e inspirou muitas pessoas, e o fato de nossa músicas ter muita influência africana, a música que criamos tem muitos elementos de soul, jazz, funk, gospel, então sinto que alguém que ouça a música do Kokoroko, caso não tenha contato a música do oeste da áfrica, sentirá os elementos do jazz e se conectarem, ou outros desses elementos. Nossa música é uma fusão dessas influências, então sinto que há algo nisso para as pessoas se conectarem. Em tempos de TikTok, como manter a proposta de som original sem se render ao viral forçado? Ayo – Eu acho engraçado, pois eu pessoalmente não tenho TikTok, e como banda, mesmo o Instagram, só fomos mais ativos com o intuito de impulsionar o álbum e coisas assim. Mas fomos abençoados também que nosso crescimento vem das pessoas se conectando com a música, majoritariamente. Ainda não empenhamos muita energia em impulsionar nosso trabalho a ser mais mainstream no Instagram, queremos que as coisas aconteçam mais organicamente. Sheila – Acho que nunca foi parte de quem somos, nós nunca nos apoiamos neste lado da mídia social como ferramenta. E acredito que tudo que fizemos foi para ser uma verdadeira representação de nós, e não necessariamente fizemos algo para fazer parte do que está acontecendo, não que sejamos contra, mas só queremos ser nós mesmos e autênticos. Could We Be More, álbum de estreia de vocês, teve grande aceitação. Queria que você me falasse um pouco sobre o processo de produção. Como foi, onde gravaram? Ayo – O processo gravando o álbum foi uma longa, porém divertida, jornada, aprendemos muito. Eu acho que uma das coisas que foi crucial, claro que teve a pandemia e para muitas pessoas foi um infortúnio, mas para nós criadores foi uma oportunidade de desacelerar, e ser presente, e capaz de viver no mesmo espaço que você escreve e grava, sendo caseiro. Coisas assim nos deixam presentes e muito focados no lado criativo das coisas. Uma das coisas boas que veio da pandemia para nós foi o tempo, que nos permitiu ficar mais focados. Nosso produtor também foi um cara que conseguimos nos conectar bem, e ele foi uma grande influência no nosso som, e também nosso engenheiro. Sheila – Nós gravamos no estúdio que compramos, ficamos lá basicamente por um mês, dois meses. O que pesou na montagem do tracklist? Sheila – Nós queríamos contar uma história. Nós decidimos o título do álbum até terminar, uma coisa que ficou clara era que nós queríamos que fosse uma jornada, e queríamos que as pessoas seguissem nessa jornada através da história. Eu acho que isso foi muito importante na escolha da ordem das músicas, tivemos muitas ordens até chegar na última. E até assim eu não lembro, quando eu escuto penso “nossa, é desse jeito”. O que significa Kokoroko? E o que representa para vocês? Ayo – Kokoroko significa “seja forte”, e é uma palavra iorubá da Nigéria.  Sheila – E também, dependendo da tradução, pode dizer “difícil de se quebrar”, e eu adoro isso. Eu acho que é muito relevante. Como o Kokoroko se posiciona na cena londrina, tendo em vista a fusão enorme de culturas que existe na cidade? Sheila – Eu acho que é tão relevante, quando você olha para Londres, você enxerga tantas culturas que se uniram. Algumas pessoas se prendem muito a suas culturas, mas quando se frequenta a escola, o mercado, você muitas culturas. E eu acho tão único, há poucos lugares assim no mundo, e Londres é um deles. Como está a expectativa para os shows no Brasil? Vocês se apresentam neste sábado e domingo em São Paulo. Ayo –  Será incrível, esperamos muita energia e muita dança. Tivemos um pequeno gosto disso em 2018 quando viemos tocar aqui, e agora é bom estar de volta. As pessoas são livres para se expressarem, nós sempre nos doamos no palco e permitimos que juntem a nós, mesmo quando ficam apenas parados lá sem dançar, então estar em um lugar que entenda a cultura da dança será muito bom. Sinto que não será um show do Kokoro, todos farão parte dele. Vocês conhecem algo da música brasileira? Já ouviram nossos artistas? Sheila – Lembro de música ótima. Conhecemos a Liniker, vamos encontrar ela, a Luedji Luna, que também conheci na última vez, o Jonathan Ferr. Ayo – Eu conheci um pouco também na última, não recordo o nome, mas era um grande produtor, com um guitarrista e um baixista, e fui até conhecer no Instagram, a música era muito boa, eles foram para o show também. A cultura musical aqui é muito boa. Muito se fala sobre a ligação de vocês com

Nitrominds faz show de reunião no sábado, no Hangar 110

O Nitrominds, durante 18 anos (1994-2012), foi um dos expoentes do hardcore nacional e, neste sábado (15), no Hangar 110, na capital paulista, faz o tão esperado show de reunião. É mais uma oportunidade para se divertir com diversos clássicos do power trio histórico de Santo André. A banda convidada é a santista Apnea, formada por Boka, o baterista do Rato de Porão, que divulga o recém-lançado disco de estreia Sea Sound. O Apnea faz um som influenciado pela música dos anos 1970 e 1990, mesclando grunge, heavy metal e stoner rock. Os ingressos continuam à venda no site da Pixel Ticket. O power trio formado por André Alves, Lalo Tonus e Edu Nicolini percorreu Brasil afora em tours por Europa, América do Sul e América do Norte, além de diversos shows pelo país natal. Ao todo lançaram sete álbuns de estúdio e um ao vivo, sempre com críticas positivas, tanto pela imprensa como fãs. Em 2012, a banda anunciou o fim das atividades e seus integrantes continuaram na música por meio de projetos, como Statues on Fire, Voodoo Priest, Cruel Face entre outros. Um show de reunião foi realizado em 2017 e, após cinco anos e uma pandemia mundial, o Nitrominds se reúne novamente para um show mais que especial no tradicional Hangar 110, palco de tantas apresentações memoráveis desta banda lendária do hardcore nacional nas décadas passadas. Serviço Fusa Booking & Hangar 110 apresentamNitrominds, um show de reunião Banda convidada: Apnea Data: Sábado, 15 de outubro de 2022 Horário: 19 horas Local: Hangar 110Rua Rodolfo Miranda, 110 – Metrô Armênia, São Paulo, SP

Seafret compartilha novo EP Anywhere From Here; ouça!

Depois de passar os últimos meses revelando uma atraente variedade de singles, incluindo Hollow, Pictures e Running Out Of Love, seus primeiros singles de material novo desde seu segundo álbum Most Of Us Are Strangers, em 2020, o Seafret lançou agora seu EP Anywhere From Here, exibido pelo vibrante novo single Everlasting. Inspirados depois de se reconectarem com sua casa nativa em Yorkshire durante a pandemia, Anywhere From Here vê o par tentar dar sentido a este mundo em constante mudança ao nosso redor. Desde lidar com perdas e tristezas, encontrar e manter relacionamentos, até manter uma cabeça firme nestes tempos incertos, seu novo EP é um reflexo de como muitos de nós fomos permanentemente alterados nestes últimos anos. No single final do EP, Everlasting, opta por uma luz mais positiva para limitara novidade. Embora as ofertas anteriores tenham visto a dupla num espírito mais contemplativo, este novo EP marca uma de suas entradas mais eufóricas na carreira, entregando uma composição forte e edificante aos laços mágicos dentro do amor e da amizade. Falando sobre Everlasting, eles disseram que o som “é provavelmente a canção de amor mais positiva que já escrevemos! É sobre os altos e baixos de um relacionamento e a união através de tudo isso”.

Laure Briard faz viagem pop surrealista no clipe “Ne Pas Trop Rester Bleu”

A cantora e compositora francesa Laure Briard lançou Ne Pas Trop Rester Bleu, faixa-título de seu novo álbum. A faixa que bebe do pop sessentista e do indie ganha contornos surrealistas em um clipe onírico que bebe de influências de clássicos de Fellini (Julieta dos Espíritos, de 1965) e Jodorowsky (A Montanha Sagrada, de 1973). Esse é um lançamento da PWR Records no Brasil. A música, cujo título seria algo como “Não fique tão azul”, busca da tristeza azul, do blues, um caminho até a felicidade. “Costumo ser uma pessoa bem pessimista e essa música é uma maneira de me lembrar de colocar as coisas em perspectiva. Em vez de ficar muito para baixo ou pensativa demais, quero aproveitar todas as fases da vida que passam por nós tão rapidamente”, conta a artista. Ne Pas Trop Rester Bleu será o quarto álbum de estúdio da artista, após Révélation (2015), Sur la Piste de dance (2016) e Un peu plus de l’amour s’il vous plaît (2019). Esse lançamento vai ser o primeiro da artista no Brasil e a primeira artista internacional da PWR Records. Desde 2016 circulando e ganhando capilaridade pelo Brasil, a PWR é um selo musical e produtora de eventos focada em potencializar o trabalho artístico de mulheres e outras minorias de gênero na música. Com lançamentos recentes de artistas como Mulamba, Mariana Cavanellas e Tori, a PWR existe com o propósito de ser ponte entre as artistas e o mercado e com o público, buscando a partir desse relacionamento viabilizar novas formas de financiamento. Com disco previsto para o começo de 2023, o trabalho de Briard já pode ser conferido em todas as plataformas de música com os singles My Love is Right e Ne Pas Trop Rester Bleu.

Coldplay remarca shows no Brasil para março; SP tem novo local

O Coldplay anunciou as datas remarcadas para março de 2023 de seus shows no Rio de Janeiro e São Paulo, que foram adiados na semana passada. Em São Paulo, os shows serão transferidos do Allianz Parque para o Estádio do Morumbi devido à disponibilidade do local, e agora acontecerão nos dias 10, 11, 13, 14, 17 e 18 de março de 2023. Todos os ingressos para São Paulo continuam válidos, sem necessidade de trocá-los. As informações sobre a localização de novos assentos serão enviadas diretamente por e-mail aos portadores de ingressos. Os shows no Rio de Janeiro permanecerão no Estádio Nilton Santos Engenhão, nas novas datas de 25 e 26 de março de 2023. Os ingressos adquiridos anteriormente serão válidos para as novas datas, não sendo necessária nenhuma ação dos portadores de ingressos. Para mais detalhes sobre reembolsos e localização de assentos, os compradores podem visitar o site da Eventim. As alterações de datas são as seguintes Rio de Janeiro, Estádio Nilton Santos Engenhão 11 de outubro de 2022 > 25 de março de 2023 12 de outubro de 2022 > 26 de março de 2023 São Paulo, Estádio do Morumbi (novo local) 15 de outubro de 2022 > 10 de março de 2023 16 de outubro de 2022 > 11 de março de 2023 18 de outubro de 2022 > 13 de março de 2023 19 de outubro de 2022 > 14 de março de 2023 21 de outubro de 2022 > 17 de março de 2023 22 de outubro de 2022 > 18 de março de 2023