saudade e Lorena Chaves cantam juntos a autossuficiência e a libertação de não depender de um amor romântico

saudade entregou mais um gostinho de seu novo álbum, bem vindo, amanhecer, com uma canção onde transforma a ilusão das comédias românticas em uma letra agridoce sobre a busca de um amor. o caminho que há em mim traz o vocal de Lorena Chaves em um dueto sobre os dissabores das expectativas frustradas, embalado por um brazilian jazz com viés pop e moderno. O novo trabalho será o segundo disco de saudade, projeto do cantor, compositor e multi instrumentista Saulo von Seehausen. Seu DNA sonoro reúne influências múltiplas, da música brasileira ao indie, do pop ao tropical. Nesta nova coleção de canções, saudade incorpora mais elementos da MPB, ora se conectando ao soul brasileiro, ora ganhando contornos da bossa nova, sem perder um olhar contemporâneo e plural sobre a sua sonoridade. Na nova faixa, essa aura nostálgica também se encontra com o indie rock, em um som que remete a bandas como Darwin Deez e Jovem Dionísio. “A letra quebra o paradigma das comédias românticas, sempre com personagens em busca de suas almas gêmeas, e traz a mensagem de que somos pessoas completas”, resume Saulo. O disco dialoga com um olhar esperançoso por uma vida pós-pandêmica, como comprovam o single de transição “vou-me embora de mim” e a primeira amostra do novo trabalho, a solar faixa-título “bem vindo, amanhecer”. O single mais recente foi interação mente-matéria, feat com Bibi Caetano onde a ideia de mover objetos com o poder do pensamento ganha contornos surreais com a história de um casal que tenta controlar as ondas do mar. Os títulos entregam, também, o fechamento de um ciclo anterior para abrir caminho para um novo. Entre o dançante e o melancólico, saudade reflete sobre o cotidiano de uma forma poética. Não por acaso, o projeto foi nomeado pela palavra em Português sem paralelos em outras línguas, entregando sua conexão com ritmos da nossa música. Da bossa à psicodelia, saudade mescla a potência percussiva brasileira com elementos melódicos como o piano, e eletrônicos, como sintetizadores. O resultado é uma sonoridade única que já ganhou elogios de nomes como Guilherme Arantes e levou o músico por turnês nos EUA em 2018 e 2019. No ano seguinte, viria o primeiro disco, jardim entre os ouvidos. Agora, saudade completa a narrativa de sua nova fase com o último single antes do lançamento do disco, previsto para 29 de junho.

Foals estreia aguardado álbum Life is Yours; ouça!

Desde o principal single Wake Me Up até a faixa foco atual Crest of the Wave, a banda Foals gera imensa expectativa para o lançamento desta sexta-feira (17), o álbum Life Is Yours, já disponível em todas as plataformas digitais. Sequência do super bem-sucedido e dividido em duas parte Everything Not Saved Will Be Lost, Life Is Yours é a evolução natural da banda. Enquanto os discos anteriores são definidos por transparência e ambição, Life Is Yours apresenta uma experiência muito diferente: um projeto que vai inspirar a euforia e um ambiente unificador no circuito de festivais dos próximos meses. Com produção de John Hill, Miles James e A.K. Paul, o álbum ainda tem mixagem dividida entre o dez vezes ganhador do Grammy Manny Marroquin e outros nomes igualmente premiados, como Mark ‘Spike’ Stent.

Alanis Morissette lança primeiro álbum de meditação

A cantora Alanis Morissette lançou seu primeiro álbum de meditação, the storm before the calm, co-escrito ao lado de Dave Harrington (Darkside). Em conjunto com o amplo lançamento em DSPs tradicionais, the storm before the calm também está disponível no aplicativo líder de saúde mental, Calm. A plataforma tem todas as 11 faixas disponíveis para streaming. Os fãs podem baixar o Calm agora para iPhone e Android e receber uma avaliação gratuita de sete dias para assinantes pela primeira vez. Alanis está atualmente no meio de sua turnê europeia comemorando 25 anos de Jagged Little Pill, que será seguida por datas norte-americanas. Na parte norte-americana da turnê, Alanis se juntará a Garbage, banda convidada especial. Nas datas da turnê europeia, Beth Orton aparece como convidada especial.

Doidon Pixote & Os Van der Zicrey, banda com ex-Matanza, lança álbum

Cantigas Apocalípticas é o segundo álbum da banda Doidon Pixote & Os Van der Zicrey, formada no Rio de Janeiro em 2017 por Pixinga (voz), Binho (baixo), Eric (guitarra) e Duda (bateria), além do ex-Matanza China (guitarra). De acordo com a banda, o disco com riffs marcantes e letras ácidas, versa em dez faixas, as tragédias que afligem a população no atual cenário político, a hipocrisia, e a alienação da sociedade.  “As composições foram todas feitas em meio a pandemia e esse governo sem predicados positivos. Acreditamos que somos a voz da maioria da população que não tolera mais esse desgoverno que fomos submetidos. Escutem nossas letras!”, clama o vocalista Pixinga. O grupo escolheu como música de trabalho, Profissional Corruptalismo, que tem trechos como “Coleguinha chegou / viramos amiguinhos / A cada aprovação ganhei mais um carguinho”, ou “Apertei a mão dos caras, fiz acordos, fiz a mala”.  A temática presente na letra da canção, segundo Pixinga, tem como assunto principal o fisiologismo e o ‘toma-lá-dá-cá’ comuns no dia a dia do Congresso Nacional.  “É um tema muito importante para a banda, que considera impossível se manter passiva diante do desmonte atual do Estado brasileiro, e da catástrofe que é o governo Bolsonaro”, afirma o vocalista. Cantigas Apocalípticas foi mixado e masterizado por Jorge Guerreiro, e produzido por Victor Moreira e pelo baixista Binho, que conta com que o disco chegue aos ouvidos do maior número de pessoas possível e que elas gostem do resultado, tanto quanto a banda.  “O som é o que nós gostamos, e do nosso jeito. Não faria sentido pra gente continuar nessa se a gente achasse que não estava legal. O principal é isso, compor músicas que a gente goste de ouvir, que dê aquele arrepio quando você ouve pela primeira vez. Se não fosse assim a gente nem começava. E que no próximo disco, a gente não precise mais falar sobre esse encosto que tá lá na cadeira de presidente”, finaliza Binho. A Doidon Pixote busca sua sonoridade em referências do Punk Rock, Hardcore, Crossover e Thrash Metal, com influências de bandas como Bad Religion, Pennywise, Ratos de Porão, Nofx, e The Casualties.

Faca Preta convida Badauí, do CPM 22, no single Coragem

A Faca Preta, banda do selo Repetente Records, idealizado e conduzido por três experientes músicos do CPM22 (Badauí, Phil Fargnoli e Ali Zaher Jr), lançou Coragem, o segundo single do próximo disco, já intitulado Resistir (lançamento em agosto deste ano). A música, uma das mais melódicas já compostas pela banda, tem a participação de Badauí nos vocais ao lado de Fabiano Santos. A Faca Preta aponta Coragem como uma canção ‘predestinada’. O guitarrista Dudu Elado explica: “Quando estamos no estúdio criando, seja em cima de algo que foi trazido de casa ou que nasceu ali, identificamos o espirito da música de cara. Foi assim com Coragem: foi unânime que tinha muito o jeito de CPM22! No outro ensaio, quando o Fabiano trouxe a letra não tivemos mais dúvidas: tínhamos que chamar o Badauí para participar”. Badauí é um amigo de longa dos integrantes da Faca Preta e o convite foi aceito de imediato. A faixa foi gravada antes mesmo de surgir a oportunidade do lançamento do disco Resistir pela Repetente Records. Sobre a mensagem, Coragem fala sobre a pressão em se corromper e burlar o caminho da integridade. “Às vezes as pessoas sofrem pressão para se corromper, qualquer seja o âmbito discutido. Às vezes temos a impressão que andar pelo certo não é o correto a se fazer”. Mas é também sobre ser forte às próprias convicções. A música Coragem apresenta uma das muitas influências da banda e ajuda compor o contexto geral do disco, gestado logo após o EP de estreia. “Nesses anos tivemos tempo para experimentar novas sonoridades, lapidar as músicas que já estavam prontas e compor outras com a participação do Marcelo Sabino, que assumiu a bateria nesse percurso”, destaca a banda.

Julies inicia turnê nacional neste domingo, em São Paulo

O reggae pode até ser jamaicano, mas os brasileiros tomaram posse, aperfeiçoaram e estão carregando uma legião de fãs por onde passa. Com uma pitada de POP, o novo nome do gênero, Julies, já conta com mais de 3 milhões de streams nos aplicativos de música e parcerias com grandes nomes como Maneva, Planta & Raiz, Deko, entre outros. Agora, o artista prepara sua primeira turnê nacional, homônima do álbum de estreia Começo, Meio e Fim, e o show de estreia já tem data e horário marcado. Domingo (19), a sensação do reggae nacional se apresenta na Brainstorm e conta com a participação de Vigas, Zapi, Anna Lu e banda Good Vibe. Os ingressos estão disponíveis no site da Sympla. No repertório, o cantor apresenta seu álbum debutante Começo, Meio e Fim na íntegra, sucesso de crítica, público e repleto de participações especiais. Com a presença de nomes como Maneva na faixa Nosso Sentimento, Anna Lu & Zapi em Fumaça, single que já acumula quase 1 milhão de streams, Banda Good Vibe na canção Quando Você Vem e Viegas em Ela Arrebenta, o disco de estreia conta com dez canções: nove faixas e uma versão acústica. Se Deus Quiser, parceria com Planta & Raiz, também fará parte do show. “Este momento será de celebração máxima! Esperei dois anos por isto e vai acontecer de uma maneira ainda mais que especial: abrilhantado pelas presenças de Viegas, Zapi, Anna Lu e banda Good Vibes. É o pontapé inicial de uma jornada gigantesca.” O evento acontece na Brainstorm, tradicional bar de São Paulo, famoso por suas apresentações ao vivo, a partir das 18h. O show está marcado para iniciar às 19h com grandes surpresas. Serviço- Julies em São Paulo- Turnê “Começo, Meio e Fim” Local: Brainstorm Endereço: Rua Baroré, 65 – Casa Verde – São Paulo/SP Abertura da casa: 18h Horário do show: 19h Ingressos

gorduratrans apresenta zera, terceiro disco de estúdio

Após os bem sucedidos álbuns repertório infindável de dolorosas piadas (2015), debut do duo, e paroxismos (2017), o gorduratrans lançou o disco zera, pelo selo e editora Balaclava Records. Com uma sonoridade mais completa e madura, com novas temáticas que vão além das relações amorosas da juventude, românticas ou não – marca presente nas narrativas líricas de seus trabalhos anteriores, que acumulam milhões de visualizações e plays orgânicos nas plataformas de streaming. Com oito faixas, esse é o terceiro álbum do projeto fundado por Felipe e Luiz. Entre as músicas novas estão os bem recebidos singles “enterro dos ossos” e “nem sempre foi assim”, canções que foram lançadas acompanhada de clipes. O disco explora recursos eletrônicos inéditos na sonoridade da banda, como elementos eletrônicos, synths e percussão – shakers, pandeirolas e congas. No futebol, quando um jogador chuta a bola para longe, tirando, assim, o perigo imediato de seu campo defensivo, ele “zera” a bola. O termo também é usado no mundo dos games quando alguém joga um jogo até o fim, vencendo o “chefão”, diz-se que a pessoa “zerou o jogo”. O universo do disco “zera” orbita camadas conceituais sincréticas – desde cada elemento que compõe a capa, até a arte visual completa como unidade; bem como as músicas e os impulsos que movem o fazer artístico. É a redescoberta da relação da banda com a arte. zera foi pré-produzido pela banda durante uma semana de imersão intensa no Estúdio Sítio Romã, de Lucas Theodoro (EATNMPTD), em Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo, e foi gravado no Estúdio El Rocha, na capital paulista, por Fernando Sanches e Rodolfo Duarte. A produção do disco tem as assinaturas do produtor pernambucano Roberto Kramer (ROKR) e de Fernando Dotta (Single Parents). Trata-se da primeira experiência da gorduratrans em uma produção de álbum aberta a terceiros, uma vez que os dois primeiros trabalhos, “repertório infindável de dolorosas piadas” e “paroxismos” foram 100% produzidos, gravados, mixados e masterizados pelos artistas na Baixada Fluminense, em casa, de forma lo-fi no estilo DIY. A estreia do duo em um grande estúdio é com o três vezes ganhador do Grammy Latino e 12 vezes indicado, Fernando Sanches, no lendário Estúdio El Rocha da família Takara, onde já passaram nomes importantes da música brasileira como Sabotagem, Racionais MC’s, Criolo, Ratos de Porão, Pitty, Tom Zé, Hurtmold, seja pelas mãos de Fernando ou do irmão, Daniel Ganjaman. O gorduratrans faz shows de lançamento do novo disco dia 24 de junho em São Paulo, na Comedoria do Sesc Belenzinho, no dia 2 de julho no Rio de Janeiro, na Audio Rebel e no dia 9 de julho em Duque de Caxias, na Lira de Ouro.

Festa Tempestade lança o mantra dançante “Mexe”

O duo paulistano Festa Tempestade, formado por Zé Ferraz (baixo, violão, vozes, percussão) e Guilherme Tieppo (pianos/sintetizadores, violão/guitarra, vozes, percussão), lançou Mexe, o segundo single de sua carreira. Com uma sonoridade crua e percussiva, a música se mostra como um mantra dançante desde o segundo inicial. O lyric vídeo, assinado pela dupla, apresenta para o público essa atmosfera. “Mexe é uma música que expressa muito daquilo que nos inspira e também mostra um lado mais dançante da nossa obra. É como se o Festa Tempestade te convidasse a remexer cintura e sentimentos, encarando as dúvidas da vida de um jeito leve e natural”, diz Zé Ferraz. “É um mantra percussivo que tenta levar o ouvinte a um lugar onde as certezas absolutas se tornam questionáveis e a reflexão passa a ser o principal objetivo. ‘Mexe’ ilustra a busca de uma maior consciência de si mesmo, que muitas vezes é dolorosa”, completa Tieppo. Muito além da música, o Festa Tempestade também tem o cuidado com a estética que envolve o seu projeto. Do figurino à direção de arte, tudo o que é apresentado para o público é conceituado em torno dos estados de Festa e Tempestade vividos pelos artistas diariamente. “Seguindo a estética binária e a estrutura visual que estabelecemos no lyric video de Vale, no lyric de Mexe trouxemos cores e elementos que traduzem a música e conversam com o conceito de Festa Tempestade de uma forma mais sensorial. Por algum motivo, sempre enxergamos esse som através da cor vermelha, talvez pelo aspecto instrumental mais cru ou pelo fato do vermelho sintetizar a energia que o ritmo da música impõe. Nos lados da composição, a luz e a escuridão são representadas de maneira doce e descompromissada através do anjo e do diabo, convidando o espectador a ‘mexer pra lá e pra cá’ os sentimentos inevitáveis”.

Filipe Ret expõe realidade sem retoques em LUME; ouça!

“No escuro, toda luz afronta”. É dessa maneira que Filipe Ret sintetiza o seu novo trabalho, intitulado LUME. Expondo uma realidade sem retoques, o artista carioca entrega um álbum que tem o trap como sonoridade base, mas também se mescla ao funk e recebe até influências do axé. LUME soma 11 faixas e conta com participações de Anitta, L7NNON, Poze do Rodo, entre outros. O sexto disco do trapper já está disponível no streaming, pela Som Livre, e no Spotify com uma experiência inédita para os fãs. Ret é o primeiro artista do rap nacional a realizar o lançamento de um Enhanced Album na plataforma, oferecendo uma imersão ao longo da audição com vídeos exclusivos, comentários e curiosidades sobre as faixas. No Brasil, apenas Luísa Sonza teve essa oportunidade no ano passado e, fora do país, nomes do calibre de The Beatles e Lady Gaga. O canal de YouTube de Ret, por sua vez, sobe LUME com visualizers. “LUME é inspirado na luz interior dos cria de todas as quebradas do mundo e é uma celebração do momento que o trap vive, principalmente o carioca. Tem muita gente boa por aí, por isso surgiu a ideia de trazer pessoas que gosto para os feats”, conta Ret. Das canções presentes no novo trabalho, sete têm participações, são elas: Sonho dos Cria, com MC Poze do Rodo; Tudo Nosso, com Anitta; Good Vibe, com Caio Luccas; A Meu Favor, com KAYUÁ; 7meiota, com MC MANEIRINHO e MC Cabelinho; Konteiner, com L7NNON, e Fight, com MC Hariel. Metade das parcerias têm como origem o funk e Ret enxerga isso com naturalidade. “São gêneros que convergem bastante, feitos para interferir mesmo. O trap e funk, no fundo, são dois lados da mesma moeda”, comenta o também fundador do selo NADAMAL RECORD$ (2021), que completa: “ter no mesmo álbum uma gigante como Anitta e um jovem como Caio Luccas é interessante para todo mundo”. A tracklist é arrematada com as músicas Melhor Agora, Trem Bala e Vermelho Fogo. Esta última foi produzida durante a turnê de Imaterial (2021) pelos Estados Unidos e foi a primeira a entrar para a tracklist do novo trabalho, enquanto Todo Poder, é responsável por encerrar a obra com um novo olhar do artista sobre si. “Essa música foi muito inspirada no Djonga e no encontro com uma tropa de peso. Eu assimilei aquela energia e, no dia seguinte, escrevi essa letra, na qual eu tô basicamente matando o Ret que achou que venceu”, reflete. Em LUME, Filipe Ret não apenas evoca sobre os acontecimentos da vida real, sem filtros, mas também induz a um questionamento que guia esse momento: “Até que ponto a gente recebe uma luz e até que ponto a gente é a própria luz?”.