Charli XCX lança o disco Crash com os pés nos anos 1980

A cantora Charli XCX lançou Crash, seu aguardado álbum, na última sexta-feira (18). Esse é o quinto e último álbum de seu contrato com a gravadora. Aliás, ela também lança New Shapes, apresentando Caroline Polachek e Christine and the Queens, e anunciou sua turnê europeia e pela América do Norte, com ingressos disponíveis para pré-venda para 10 de novembro. Sobre o disco, Charlie declara que conseguiu possuir e persuadir um incrível grupo de produtores e colaboradores para participara da obra. “Alguns dos participantes são A. G. Cook, George Daniel, Deaton Chris Anthony, Lotus IV, Caroline Polachek, Christine and the Queens, Oscar Holter, Digital Farm Animals, Rina Sawayama, Ian Kirkpatrik, Jason Evigan, Justin Raisen, Ariel Rechtshaid, Ilya, Oneohtrix Point Never, Jon Shave and Mike Wise. Eles vão ficar presos no meu porão para sempre”, comenta.
Bad Wolves lança EP If Tomorrow Never Comes

O Bad Wolves lançou o EP If Tomorrow Never Comes, via Better Noise Music, na última sexta-feira (18). O trabalho vem com três versões da faixa-título: a original, uma acústica e outra com a participação de Spencer Charnas, do Ice Nine Kills. Aparecendo na trilha sonora de The Retaliators, um filme da Better Noise que será lançado nos próximos meses, os fãs serão presenteados com um novo visual com imagens do filme em breve. A faixa-título do EP é o segundo single da banda de seu aclamado terceiro álbum, Dear Monsters. If Tomorrow Never Comes possui mais de 4 milhões de streams até o momento e crescendo constantemente nas rádios, uma vez que agora é uma tendência no Top 20. Seu último trabalho, que recebeu mais de 20 milhões de streams, foi lançado no ano passado e apresentou oficialmente o novo vocalista DL. Empolgado por estar na estrada se reconectando com os fãs e compartilhando mais músicas, o vocalista DL celebrou. “If Tomorrow Never Comes é uma música sobre autorreflexão, pergunta a si mesmo sobre quem apareceria no seu funeral e o que eles diriam sobre você. Foi muito divertido colocar os vocais de Spencer Charnas na música. Queríamos colaborar com ele, e saiu melhor do que jamais poderíamos imaginar. Tem um ritmo enérgico e a mensagem por trás disso é lembrar ao ouvinte que nenhum de nós tem garantia de acordar amanhã, então viva cada dia com integridade, sem arrependimentos e esteja presente e trate hoje como se fosse o último. Estamos empolgados para que os fãs ouçam nossas novas versões dessa música neste novo EP”. O vocalista do Ice Nine Kills, Spencer Charnas, que é destaque em uma das faixas, comentou sobre a colaboração. “A história entre Ice Nine Kills e Bad Wolves é antiga, então já era hora de uma faixa juntos. Foi uma explosão estar em uma música já incrível com uma mensagem importante sobre a vida de hoje. Estava empolgado para ouvir como a colaboração final se encaixou. Honrado por fazer parte da história deste disco matador enquanto os meninos continuam seu caminho para dominar o rock moderno!” O Bad Wolves dará vida à nova música na estrada este ano, começando com sua turnê norte-americana, ao lado de Papa Roach e Hollywood Undead.
Atração do Lollapalooza lança o EP Ultravioleta; ouça!

O multiartista Edgar é ultra! Depois dos discos Ultrassom (Deck, 2018) e Ultraleve (Deck, 2021), o rapper paulista lança o EP Ultravioleta. Edgar é nome confirmado no line-up do Lolapalooza, se apresentando na sexta-feira (25). O músico Pupillo, que produziu os dois primeiros discos de Edgar, assina três faixas de Ultravioleta: A Hierarquia do Pecado, Fake News e Bíblia, Boi e Bala (que ganhará um clipe), enquanto Prêmio Nobel (Djanguru Dubmix), cuja faixa original está no álbum “Ultraleve”, ganhou remix e tem produção de Jamil El Fakih. Por fim, Edgar foi convidado pelo MAM do Rio de Janeiro como artista contemporâneo comissionado ao lado de mais três artistas indígenas com curadoria de Denilson Baniwa e Beatriz Lemos. A exposição se chama NAKOADA, nome inspirado em uma estratégia indígena de comunicação com o inimigo, e faz parte das comemorações dos 100 anos da Semana de Arte Moderna.
Johnny Monster reúne artistas convidados em álbum de versões

O cantor e compositor paulista Johnny Monster lançou o álbum Futuro Reflexo. O projeto juntou 11 artistas diferentes de diversos gêneros, variando do rock, indie e até sertanejo: cada artista ficou encarregado de reimaginar uma das faixas do disco Futuro Perplexo, trabalho mais recente do compositor que foi lançado no começo do ano, trazendo seu próprio estilo e sonoridade para as composições de Johnny. Entre os artistas envolvidos, estão nomes que têm trajetória extensa na música, como por exemplo Chuck Hipolitho (ex-Forgotten Boys), Rod Krieger (ex-Cachorro Grande), Marcio Mello (compositor de Nobre Vagabundo, hit de Daniela Mercury), Perí (ex-9 Mil Anjos) e Os Roucos, banda de Noel Rouco (ex-Rock Rocket). Também participam do projeto a cantora Maria Mariana, Raphael Belchior, Thiago Juliani e Davi Rodriguez Lima, além da banda Teorias do Amor Moderno e a dupla sertaneja Neto e Felipe. “As versões estão incríveis, lindíssimas, cada uma com seu estilo. E é surreal ouvir o álbum na sequência, parece que já foi pensado assim, as versões conversam muito bem umas com as outras”, conta Johnny Monster. “Dica, escute os dois álbuns, o meu Futuro Perplexo e o tributo Futuro Reflexo. É interessante ver as diferenças entre as versões, o que mostra como cada um dos artista tem a sua personalidade” O disco foi inspirado por projetos similares de artistas internacionais – mais especificamente o McCartney III Imagined, de Paul McCartney, e Epic Ten, da Sharon Van Etten, que também reuniram diferentes artistas para reimaginar um álbum. Johnny conta que espera que a ideia se espalhe no Brasil. “O único meio de ultrapassarmos as barreiras digitais de algoritmos e encontrarmos novos fãs, é nos unindo, um divulgando o outro. Esse projeto é muito provavelmente o momento ápice da minha carreira até agora, uma honra cada um desses grandes artistas terem topado essa loucura e feito com tanto carinho as versões”.
Arcade Fire lança single The Lightning I, II e anuncia novo álbum, WE, para 6 de maio

O lançamento de WE, o aguardado sexto álbum de estúdio do Arcade Fire, foi confirmado para 6 de maio de 2022, pela Columbia Records. A chegada do novo trabalho do grupo veio precedida pelo primeiro single, intitulado The Lightning I, II, já disponível nas plataformas digitais e com um vídeo dirigido por Emily Kai Bock. Produzido por Nigel Godrich, Win Butler e Régine e gravado em vários locais, incluindo Nova Orleans, El Paso e na Ilha Mount Desert, WE fez com que, paradoxalmente, “passássemos o maior tempo escrevendo ininterruptamente, provavelmente em toda as nossas vidas”, conta Win Butle. O novo trabalho aborda as forças que ameaçam nos afastar das pessoas que amamos e foi inspirado pela urgente necessidade de superá-las. A jornada catártica de WE segue um arco definido que vai da escuridão à luz ao longo de sete canções, divididas em dois lados distintos: o Lado I, que canaliza o medo e a solidão do isolamento e o Lado WE, que expressa a alegria e o poder da reconexão: I Age of Anxiety I Age of Anxiety II (Rabbit Hole) End of the Empire I-IV WE The Lightning I, II Unconditional I (Lookout Kid) Unconditional II (Race and Religion) WE
Casaprima mescla folk, indie e MPB em álbum “Norte”

Depois de sua estreia bem recebida com o álbum Andarilho, em 2015, Casaprima se consolida como duo no maduro novo disco, Norte. O folk, presente desde o início, ganha novos tons, indo da música brasileira ao indie, passando pelo uso de elementos eletrônicos pela primeira vez. Do agreste pernambucano de Caruaru, Casaprima canta os anseios e desejos, medos e inseguranças universais em doze canções que atestam sua evolução estética, musical e poética. A nova fase de Casaprima vem sendo preparada desde 2017, quando se iniciou o processo de gravação desse disco. A partir do final de 2021, Heitor Alves (violão e voz) e Maria Juliana (piano e voz) anunciaram o retorno de seu projeto musical com um clipe que se despedia do álbum anterior e acenava para o próximo trabalho. A partir daí, vieram os singles Maduro e Real, Eu Canto e Grão, canções que exemplificam a temática das letras. Heitor e Juliana agora dão um novo passo como Casaprima desde que a banda passou por reformulações. O disco de estreia, Andarilho, teve repercussão nacional com o single Devagar marcando presença em playlists de grande alcance. O formato de duo já surgiu em 2016, com o single Sala de Estar, e com o qual o projeto fez seus primeiros shows pelo nordeste e sudeste do Brasil, além de ter realizado uma turnê européia. Norte fala sobre ter coragem de fazer mudanças na vida, fala sobre amor e perseverança, mas também, mostra inseguranças, receios e ansiedades vividas ao longo da jornada. Dialoga com a nossa condição de seres humanos, que convivem com uma mistura de sensações e sentimentos e que, bem lá no fundo, são apenas um pequeno grão em um imenso universo. “O disco Norte significa para nós um recomeço. Um reencontro com a nossa musicalidade após seis anos de hiato. Ele simboliza para nós a busca pelo Norte, por aquilo que norteia o nosso caminho. Marca a continuação da jornada do Andarilho, que em nosso primeiro disco, deu seus primeiros passos e agora, com nosso segundo álbum, segue adiante em busca de realizar seus objetivos”, resume o duo. Ao longo de suas 12 canções, Norte faz um chamado a vislumbrar as paisagens em busca do que nos faz feliz, celebra os encontros e o Senhor do Tempo, procura direção diante das incertezas e canta nossa pequenez diante do universo. É nas dualidades, nas contradições, nos contrastes e nas similaridades das vozes de Maria e Heitor que Casaprima ganha força para traduzir em música sentimentos tão íntimos quanto universais.
Teto das Nuvens lança a densa e melodiosa Epílogo no streaming

A nova música da banda gaúcha Teto das Nuvens, Epílogo, que estreou primeiro com um videoclipe recheado de referências às estéticas animações japonesas, agora também chega nas principais plataformas de streaming. O lançamento acontece pelo braço porto-alegrense do selo Loop Reclame. Na semana passada, Epílogo estreou no Youtube com repercussão positivas – são quase 3 mil views únicos em uma semana no ar. Epílogo, a primeira inédia do quinteto de emo/rock alternativo Teto das Nuvens após o disco debute Caso Você Esteja Errado (2020), possui uma produção moderna que destaca, em um mesmo patamar, o instrumental e as vocalizações bem trabalhadas. A Teto das Nuvens comenta sobre Epílogo: “Esta música fala sobre aprisionamento e libertação dentro de relações, principalmente amorosas. O peso e a dor de quando nos anulamos para manter relações. O quanto isso acaba nos destruindo gradualmente e a dificuldade que muitas pessoas têm para sair dessa situação”.
Caetano Brasil traz novo olhar para a obra de um dos maiores compositores brasileiros em “Pixinverso – Infinito Pixinguinha”

Clarinetista, saxofonista e compositor, Caetano Brasil está em um dos principais momentos de sua carreira que já tem mais de uma década de estrada. Após ser indicado pelo álbum Cartografias na categoria de Melhor Álbum Instrumental para o Grammy Latino 2020, ele volta não só às suas raízes como a de toda a música brasileira para buscar um olhar para o futuro. Pixinverso – Infinito Pixinguinha é um disco focado em estreitar os laços entre o choro, o jazz contemporâneo e a world music, relendo composições que fazem parte da vida de milhões de pessoas. “Este é meu terceiro álbum como bandleader, o primeiro deles dedicado exclusivamente a releituras. Pixinguinha é talvez o compositor que há mais tempo e de forma constante faz parte do meu repertório. Quando criança, frequentei uma oficina de música no bairro em que morava e lá, por intermédio do coordenador Marcelo Gonçalves, pude conhecer a magia do choro. Fui tocado de uma maneira intensa e profunda, como se eu tivesse vindo ao mundo para esse encontro. O choro e sua ancestralidade nunca saíram de mim. Na verdade, é como se ele fosse comigo desde que eu existo”, relembra Caetano. “Ser um homem preto LGBTQIA+ tocando a música de outro homem preto que atravessou os séculos me empodera e me enche de orgulho e esperança. Com “Pixinverso”, desejo falar ao coração das pessoas como a música de Pixinguinha falou ao meu ainda na infância”, completa. O projeto começou a ser gestado durante a produção de Cartografias (2019), último álbum do artista, quando ele chegou a gravar uma versão de Um a Zero. A música, lançada como single em dezembro de 2020, fez parte do repertório apresentado no Prêmio BDMG Instrumental e no Prêmio Nabor Pires Camargo, eventos nos quais Caetano foi eleito como Melhor Instrumentista e premiado em 1º lugar, respectivamente. Ver a sua versão única para algo tão clássico inspirou Caetano a ir mais a fundo. “A ideia de gravar um álbum só com músicas de Pixinguinha é antiga. Precisava mesmo era o passar dos anos para que a realização fosse madura, para que eu soubesse dar forma a este desejo. Em Pixinverso eu proponho um olhar muito particular para a obra deste grande símbolo que é Pixinguinha – sim, um símbolo, para muito além do homem e do gênio. Pixinguinha é o ‘Brasil de verdade’, é a mais perfeita tradução da nossa gente em forma de som, da raiz ao fruto. Com sua obra generosa e infinita em possibilidades, Pixinguinha escancara a cada nota ao que de fato precisamos estar conectados do que, muitas vezes, a gente se esquece”, resume o artista.
LAZÚLI esmiúça suas diferentes fases para apresentar De Lua, seu primeiro disco-solo

Ao longo de um mês, a lua passa por mudanças e transita pelas fases Nova, Crescente, Cheia e Minguante e, tal como esse astro, LAZÚLI encarou e reconheceu diversas de suas facetas para culminar em seu primeiro disco-solo, intitulado De Lua. O trabalho é fruto de diferentes processos em que a artista pôde resgatar vivências e estudos realizados no campo da espiritualidade, externalizando um conjunto de canções que reúnem momentos de auto-investigação ao mesmo tempo em que projetam a realidade que a cantora busca manifestar. Com 14 faixas, o debute da também vocalista da banda Francisco, el Hombre chega hoje, 17 de março, nas plataformas digitais e conta com visualizers em seu canal de YouTube. “Senti um chamado de que minha arte e a minha voz são minha medicina, meu serviço ao mundo”, afirma LAZÚLI. Entender a música como ferramenta de cura foi algo que a guiou na criação deste álbum, num desejo de ajudar a si mesma e outras pessoas. O pontapé inicial para alcançar este propósito se deu ao lado da instrumentista ÀIYÉ, no single Pomba Gira, que dita a sonoridade da obra, contando também com o baixo de Helena Papini, sua companheira de banda na Francisco, el Hombre, e a guitarra de Cris Botarelli, integrante do grupo Far From Alaska. Embora Pomba Gira tenha sido a primeira composição produzida por LAZÚLI nesta leva de músicas do projeto, ela ocupa a segunda posição na tracklist, dando lugar para Exú abrir o disco. A música homenageia uma das entidades mais conhecidas e cultuadas das religiões de matriz africana. “Quis fazer uma saudação a esse grande Orixá. Na música, humildemente, falo um pouco sobre o que sinto que entendo de seus mistérios e domínios, como uma oferenda, para a chegada de De Lua”, revela. Dando continuidade a referências espiritualistas, em Sopro do Espírito e Chamo Minhas Ancestrais, quarta e quinta faixas, a cantora caminha em direção ao xamanismo e suas cosmo percepções sobre conexões ancestrais. Este movimento de resgate se estende quando LAZÚLI passa a vasculhar composições antigas, encontrando a letra de Arbolito. A obra, já familiar ao público por meio do disco Casa Francisco – o mais recente da Francisco, el Hombre – foi a primeira escrita em castelhano da multi-instrumentista e que, agora, ganha novos arranjos e sintetizadores comandados pela musicista norte-americana Amy Reid. Experimentações com o idioma espanhol marcam o disco também em Mama Baktun, uma poesia feita pela mexicana Marité Urrutia HunKan Káan que tomou forma de interlúdio, e Condor, inspirada na ave que vive na Cordilheira dos Andes e é considerada sagrada pelo povos locais. Canções como Sonho Ritual; Duas Águas; Me Aconteci; Outono, que traz a voz de Luê; e, mais recentemente, O Que É, com a participação de MC Tha, marcaram o movimento que antecedeu a chegada do disco. “Esses singles foram casas por onde passei para entender essa nova persona e sonoridade de LAZÚLI. Foram experimentações muito necessárias para preparar o terreno do que veio em seguida”, explica ela. Já Intuição, como o nome sugere, teve início com LAZÚLI se aventurando em produzir sozinha, somando parceiros ao longo do caminho. Por fim, com Vela Acesa, última da obra, a artista celebra todos os aprendizados extraídos de cada processo. “Essa música é um chamado para o reencontro comigo mesma e sinto que achei esse lugar. Estou infinitamente grata e realizada pelos ensinamentos que De Lua me trouxe. Eu me reconectei com a minha autonomia”, finaliza. Acompanhando a chegada de De Lua, LAZÚLI já confirma duas datas para apresentar o trabalho ao vivo. Nesta sexta-feira (18), em São Paulo, a estreia do disco nos palcos acontece no Museu da Imagem e do Som (MIS), que posteriormente, disponibilizará o show na íntegra, junto com um depoimento da artista, no acervo do museu (ingressos aqui). Enquanto no final do mês, no dia 31, ela se apresenta na cidade em que cresceu, no Sesc Sorocaba.